2.4 Okul Öncesi Dönemde Eğitimin Kalitesini Etkileyen Etmenler
2.4.2 Yönetici Öğretmen ve Personel Yeterlilikleri
Ao pensarmos a aplicação regional das normas de defesa da concorrência, é importante, primeiramente, observado a base jurídica que será utilizada para validar e aplicar o direito em cada caso concreto. Assim, deve ser verificada a vigência e a consequente aplicabilidade das normativas do Mercosul ao ordenamento jurídico interno de cada um dos Estados-Partes.
As normas emanadas por um Bloco Econômico, usualmente, apresentam três características básicas relacionadas à vigência e aplicação de normas, a saber, a harmonização, a uniformização, e a unificação98. Dados os diversos estágios evolutivos e estruturais dos processos integracionistas ao redor do globo, estas três características podem se apresentar deforma imediata ou gradual, bem como podem, por meio de alternativas encontrada. Ainda que a norma não tenha aplicabilidade direta e imediata, pode a aplicação decorrer de efetiva vontade dos Estados-Partes, em função do comprometimento com a integração regional.
97 SAN MARTINO, Laura Dromi. El Mercosur Y el Derecho Internacional del Comercio. IN Economia
Globalizada Y Mercosur. Ada Lattuca e Miguel ª Ciuro Caldani (coordenadores). Argenina, Buenos Aires : Ediciones Ciudad Argentina, 1998, pág. 155
98 De forma breve, para um processo de integração regional, podemos assim defini-las: (i) harmonização
implica na compatibilização das normas jurídicas dos países, sem a necessidade de igualdade; (ii).uniformização implica um avanço e uma efetiva similaridade entre as normas dos países, pois decorrem das mesmas diretivas regional; e (iii) unificação determina que as normas dos países são absolutamente iguais em razão de determinada matéria, oriunda do plano regional.
A problemática envolvendo o Direito Comunitário e sua aplicação relacionada aos sujeitos, frente ao Direito Internacional Clássico, nos é destacada por Cláudio Finkelstein: “De acordo com o Direito Internacional Clássico, os Tratados são acordos que criam obrigações mútuas entre os Estados Contratantes. Não criam direitos exigíveis por particulares. Do mesmo modo, os Estados e não os particulares são os tradicionais sujeitos do Direito Internacional.”99. Segundo Finkelstein, ainda que não professando a auto-aplicação, aponta que o Direito Comunitário congrega “matéria autônoma, subordinada a princípios derivados do Direito Internacional Público, influenciado por princípios derivados do Direito Internacional Privado, Direito Comercial e Direito Administrativo, entre outros.”100.
Contudo, o Direito Comunitário do Mercosul, assim como da União Européia, cria direitos exigíveis por particulares, e considera os mesmos sujeitos de direito. Veremos esta questão de forma pontual ao analisarmos a Aplicação Regional da Lei Antitruste. De toda sorte, a título exemplificativo, podemos nomear uma norma que, dentre outras tantas tem como comando direto a regulação direta da atividade dos particulares. Trata-se da decisão MERCOSUL/CCM/DIR. N° 01/03, que aprova o “Regulamento do Protocolo de Defesa da Concorrência do MERCOSUL”. Tal norma, tem seu espectro de atuação a universo privado dos particulares, que usualmente não seriam considerados como sujeitos de Direito Internacional, restando, portanto, imperativa a aplicação do Direito Comunitário do Mercosul.
Poderíamos aqui anumerar diversas outras normas comunitárias que criam canais diretos e exigíveis entre o Ente internacional Mercosul e a esfera privada da sociedade civil. Acorre- nos importante lembrar uma decisão pontual que , assim como todas aquelas relacionadas a documentos, trânsito pelas fronteiras dos Estados-Partes, impacta na criação de direitos exigíveis por e dos particulares. Trata-se da decisão MERCOSUR/CMC/DEC. Nº 1/98, que regulamento o uso do nome, sigla, emblema do Mercosul. Vejamos o disposto no art. 4º:
“Art. 4 - Las asociaciones civiles sin fines de lucro que estén integradas por
personas físicas o jurídicas de todos los Estados Partes, que desarrollen actividades compatibles con los propósitos y principios del MERCOSUR, podrán usar el nombre y sigla cuando éstos formen parte integrante de una expresión más amplia. Las personas físicas y jurídicas deberán tener
99 FINKELSTEIN, Cláudio. O Processo de Formação de Mercados de Blocos. São Paulo : IOB – Thomson,
2003, pág. 104
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residencia habitual o sede de sus actividades, según corresponda, en alguno de los Estados Partes.”101.
Citamos, ainda, uma norma que interessa-nos direta e profundamente para o presente estudo. Segundo a decisão MERCOSUL/CMC/DEC. N° 18/96102, que aprovou e instituiu o Protocolo de Defesa da Concorrência no Mercosul, firmado em Fortaleza, 17 de dezembro de 1996. Referida normativa, expressa e diretamente aponta, no artigo 2º do Protocolo, para a aplicação de seus dispositivos aos atos praticados por pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado ou outras entidades que tenham por objeto produzir ou que produzam efeitos sobre a concorrência no âmbito do Mercosul. Eis a redação do referido artigo.
“Art 2° As regras deste Protocolo aplicam-se aos atos praticados por
pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado ou outras entidades que tenham por objeto produzir ou que produzam efeitos sobre a concorrência no âmbito do MERCOSUL e que afetem o comércio entre os Estados Partes.”
Não obstante, foi interesse dos Estados signatários do PDC que ao direito interno também devessem ser instituídas normas visando assegurar a concorrência e a livre concorrência. Segundo San Martino, o “Protocolo de Defesa de la Competencia del Mercosur considera que los Estados parte deben asegurar, en el ejercicio de las actividades económicas desarrolladas en sus territorios, iguales condiciones de libre competencia.”103. No termos fixados no preâmbulo do PDC, este pleno exercício das atividades econômicas em condições de livre concorrência, poderia levar ao crescimento equilibrado e harmônico das relações comerciais, levando à consolidação de um ambiente concorrencial no espaço integrado do Mercosul.
Outros tantos casos poderiam ser colados aqui, para justificar nosso entendimento de que, mesmo que não presente uma entidade supranacional, independente e autônoma, com faculdades próprias e de cujas normativas todos os Estados-Partes do bloco de integração
101 MERCOSUR/CMC/DEC. Nº 1/98. Disponível em
http://www.mercosur.int/msweb/Normas/normas_web/Decisiones/ES/Dec_001_098_Rglto- Nombre_Sigla_Emb-Logotipo_MCS_Acta%201_98.PDF. Acesso em 22/10/2009
102 MERCOSUL/CMC/DEC. N° 18/96 - Protocolo de Defesa da Concorrência no Mercosul. Disponível em http://www.mre.gov.py/dependencias/tratados/mercosur/registro
%20mercosur/Acuerdos/1996/portugues/19%20Protocolo%20de%20Defensa%20de%20la%20Competencia %20del%20MERCOSUR.pdf. Acesso em 14/10/2009
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econômica regional devem respeitar incondicionalmente, as relações do Mercosul para com seus membros são regidas por normas de Direito Comunitário104.
Lembramos, inclusive que os estágios e a evolução dos processos de integração podem envolver etapas não relacionadas, bem como de níveis de aprofundamento e institucionalização diversos. Segundo Finkelstein aponta que a:
“integração independe da forma de administração das instituições
comunitárias. O grau de integração é que depende da forma de administração. As instituições supranacionais favorecem a rápida e uniforme integração enquanto, por vezes, a intergovernabilidade pode travar um processo integracionista. A administração intergovernamental é característica das primeiras fases de integração, tal qual as áreas de livre comércio e uniões aduaneiras, enquanto o supranacional é característico dos mercados que ampliaram seu processo integracionista incluindo áreas outras que a economia, nas quais o processo de integração já se encontra em estágio avançado, englobando também áreas sociais e macroeconômicas.”105.
A aplicação regional da defesa da concorrência, não obstante a discussão acerca das normas antitruste serem ou não instrumentos de implementação de políticas públicas, e que será visitada no próximo capítulo, envolve portanto a administração das instituições comunitárias, mas também a defesa do mercado considerado, em função da sua importância tanto para a manutenção de empregos e circulação de riquezas, quanto para o crescimento e desenvolvimento econômico. O tema chega a tamanha relevância que Forgioni afirma que a “União Européia, tal como hoje existe, não teria sido alcançada sem a implementação de política concorrencial consistente.”106.
Ora, não por outra razão, mesmo considerando possibilidades diversas da realidade evolutiva do Mercosul, o PDC reconhece como urgente a necessidade de estabelecimento de diretrizes visando nortear e orientar os Estados-Partes, assim como os agentes econômicos estabelecidos em algum deles, ou mesmo em vários países, no sentido de fixação de um marco regulatório
104 Destacamos entendimentos contrários, dentre eles VENTURA, Deisy. As Assimetrias entre o Mercosul e a
União Européia – os desafios de uma associação inter-regional. Barueri, SP : Manole, 2003;
105 FINKELSTEIN, Cláudio. op. cit., pág. 48
106 FORGIONI, Paula Andrea. Os Fundamentos do Antitruste. 3ª edição. São Paulo : Editora Revista dos
para a defesa da concorrência no Mercosul. Isto se dá, especialmente, em virtude do reconhecimento pelos signatários do Tratado de que a defesa da concorrência é instrumento capaz de assegurar o livre acesso ao mercado e a distribuição equilibrada dos benéficos do processo de integração econômica107.