4.2 Ebeveynlerin Okul Tercihlerinde Göz Önüne Aldıkları Etmenlerin
4.2.2 Ebeveynlerin Okul Öncesi Eğitim Kurumu Seçiminde Yönetici, Öğretmen
O agentes econômicos no mercado estão sempre em constante busca por novas oportunidades e/ou novas formas de maximização de seus ganhos ou de novos meios e formas de melhor inserção nos mercados. Neste sentido, a defesa da concorrência não pode ser estudada ou aplicada como sendo um instituto isolado, abstrato e alheio e/ou distante da realidade. Deve, sim, ter como elementos propulsores e especiais características a maleabilidade e a adaptabilidade “às mutações implementadas que pelos agentes econômicos, quer pelos mecanismos mercadológicos”223, sendo “fundamental que o conceito jurídico de concorrência seja elástico e flexível, com o intuito de sempre poder abranger tanto o provável quanto o improvável.”224.
A economia de mercado não pode ser isoladamente considerada, como um corpo sólido e indivisível, e sim, devem ser compreendida em suas variáveis e elementos, dos quais as políticas industrias são parte integrante. Assim, o capitalismo “não reside apenas no seu "corpo", constituído pela economia de mercado, mas também na sua "alma", formada pela liberdade de escolha e por um conjunto de atitudes, hábitos e instituições que lhe dão sustentação.”225. Nesta “alma”, temos as políticas industriais agindo, interagindo e afetando a defesa da concorrência, em sua vertente política.
Neste sentido, Machado ressalta a importância do monitoramento da competitividade sistêmica e setorial da indústria dos Estados-Partes do Mercosul, afirmando ser um instrumento necessário para a harmonização das políticas e para avaliação dos impactos da integração. Os sistemas estatísticos nacionais dos respectivos países deveriam compatibilizar o levantamento de informações para a construção dos indicadores necessários.”226.
Analisando as implicações e potencialidades do Mercosul, e a importância da proteção da competitividade em um processo de integração econômica regional, Machado afirma que a “eliminação de barreiras ao comércio intra-regional e em relação a terceiros países constitui
223 SENHORAS, Elói Martins. Defesa da Concorrência : Políticas e Perspectivas. IN Caderno de Pesquisas em
Administração, São Paulo, v. 10, nº 1, janeiro/março 2003, pág. 84
224 SENHORAS, Elói Martins. ibidem
225 ROSENFIELD, Denis Lerrer. O espírito do capitalismo. O Estado de São Paulo - 29 de março de 2010 226
um importante instrumento de política industrial.”227. Ao contrário da definição e de outras teorias, como por exemplo, da política de câmbio ou da política de juros, não existe um marco teórica que defina de forma amplamente aceita a expressão política industrial.
Em linhas gerais, a política industrial implica no desenvolvimento, implantação, coordenação e o controle por parte do Estado dos instrumentos disponíveis para o incentivos e ampliação da capacidade produtiva da indústria, a fim de garantir condições concorrenciais efetivas e sustentáveis, tanto no mercado interno de um país quanto no mercado internacional. Jorge Fagundes, analisando os pontos de convergência e divergência existentes entre a política de defesa da concorrência e a política industrial, leciona:
“De acordo com Jordan e Teece (1992, p.12), a política industrial pode ser
entendida como o conjunto de medidas que afetam direta ou indiretamente a performance industrial, através de seus efeitos sobre as variáveis microeconômicas. Em geral, o objetivo da política industrial tradicional é o de maximizar a renda real média (Correa e Villela, 1995, p. 5), o que lhe confere um caráter estático. Em visões mais heterodoxas e recentes, a política industrial visa aumentar a competitividade das firmas, setores e do próprio País, adquirindo uma dimensão mais sistêmica (Cassiolato, 1996), faltando, no entanto, uma base teórica que a justifique sob o prisma normativo. Talvez o principal foco - até mesmo porque polêmico do ponto de vista das políticas de defesa da concorrência - das novas políticas de competitividade, no âmbito de seus impactos sobre as condutas das empresas, esteja na ênfase na cooperação entre as firmas nas indústrias de alta tecnologia, como forma de reduzir os custos e as incertezas associadas à geração de inovações e à exploração de novas tecnologias.”228.
Para Paulo Todescan Lessa Mattos, “uma política industrial moderna deve buscar a construção de uma estrutura de incentivos – fiscais, regulatórios e financeiros – que promova o aumento de investimentos em capacidade produtiva e em inovação nos diferentes setores da indústria.”229. Ou seja, o Estado deve fomentar e oferecer tais incentivos, seja em função de
227 MACHADO, João Bosco Mesquita. op. cit., pág. 70
228 FAGUNDES, Jorge. Políticas de Defesa da Concorrência e Política Industrial: Convergência ou
Divergência?, pág. 02. Disponível em
http://www.ie.ufrj.br/grc/pdfs/politicas_de_defesa_da_concorrencia_e_politica_industrial.pdf. Acesso 05/12/2009
229 MATTOS, Paulo Todescan Lessa. Política Industrial e Política de Defesa da Concorrência: Conflito ou
Convergência?, pág. 1. Disponível em http://academico.direito-rio.fgv.br/ccmw/images/9/9b/PIndustrial.pdf . Acesso em 05/12/2009
demanda internar, seja como resposta à concorrência internacional. Neste sentido, Machado aponta que
“O aumento do grau de exposição dos setores produtivos à concorrência
internacional induz à adoção de estratégias mais adequadas aos desafios da inserção competitiva, ao mesmo tempo que inibe a manutenção de setores e plantas industriais ineficientes e incapazes de implementar iniciativas de reestruturação que venham a conferir sustentação da competitividade no longo prazo.”230.
Segundo Elói Martins Senhoras, dada a complexidade das relações em um mundo cada dia mais integrado, a política de defesa da concorrência “deve ter como função ponderar as diversas condutas empresariais, tendo em vista o grau de concentração do mercado, a natureza das infrações e, sobretudo, o ambiente sócio-político-cultural da comunidade diretamente envolvida com as ações anticoncorrenciais.”231. Assim, pode-se afirmar que “as legislações de defesa da concorrência têm papel fundamental no desenvolvimento de estruturas de mercado eficientes.”232. Segundo entendimento de Mattos, tal afirmação se justifica pois a política de defesa da concorrência pode proporcionar “um incentivo adicional aos agentes econômicos, na medida em que força que a manutenção da rivalidade no mercado seja um elemento determinante nas estratégias competitivas das empresas na busca por eficiência e inovação.”233.
Considerando o processo de integração econômica regional perpetrado pelos Estados-Partes que integram o Mercosul, João Bosco Mesquita Machado, afirma que
“não há dúvida de que o projeto de integração no MERCOSUL impõe a
discussão sobre a convergência de políticas industriais como tema obrigatório da agenda de negociação entre os países. Porém mais do que isso, o MERCOSUL também promove mudanças no ambiente competitivo ao definir um mercado ampliado e ao reafirmar o vetor liberalizante das políticas comerciais que os países vêm adotando desde meados da década de 1980. As estratégias de concorrência das firmas, indústrias e países passam a ser efetivadas dentro deste novo contexto, e portanto, devem levar em
230
MACHADO, João Bosco Mesquita. op. cit., pág. 70
231 SENHORAS, Elói Martins. op. cit., pág. 90 232 MATTOS, Paulo Todescan Lessa. op. cit., pág. 3. 233
consideração os impactos da formação do mercado regional sobre a sustentabilidade das configurações produtivas.”234.
Com isto, Machado ressalta que apenas uma política industrial, “preocupada em manter um ambiente concorrencial e aberto, poderá garantir uma redução dos desníveis de competitividade entre os países da região, eliminando os riscos de difusão de acordos setoriais que impliquem na imposição de barreiras informais ao comércio e, portanto, no fechamento dos mercados locais.”235. Da mesma forma, a aplicação do direito concorrencial em confronto com as políticas industriais deve ser racional, ampla e equitativa, visando evitar que sejam criadas distorções e/ou desvios, que podem ocorrer “quando a intervenção do Estado é concebida como fonte de falhas de governo geradoras de restrições à livre concorrência e formação artificial de national champions.”236.
Dentre outros possíveis, é possível apontar alguns principais mecanismos de sustentação da política industrial, tais como “políticas tecnológica, de financiamento, comercial, de concorrência e de poder de compra do Estado. Estas políticas devem ser compatíveis com um regime de concorrência que favoreça as pressões competitivas como elemento de indução à adoção de estratégias microeconômicas visando o ajuste estrutural da indústria.”237.
Após analisar duas correntes teóricas - a neoclássica e neo- schumpeteriana - , Jorge Fagundes desta busca pontuar a formulação de políticas industriais de forma a identificar se os possíveis elementos comuns entres as políticas de defesa da concorrência e industrial são fontes de complementaridade ou incompatibilidade. Neste sentido, conclui:
“A conciliação da política de defesa da concorrência no âmbito estrutural
com a política industrial pode ser realizada, quando necessária e conforme já apontado, sem grandes dificuldades, mediante a criação de “zonas de exceção”, isto é, a especificação de um conjunto seletivo de industrias que, por serem alvo de políticas industriais, estariam, durante certo período de tempo, fora do escopo da política de defesa da concorrência. A definição de tais zonas deveria ser construída em conjunto pelos órgãos responsáveis pela elaboração e execução das políticas industriais e de defesa da concorrência, tendo em vista o correto balanceamento de todas as variáveis envolvidas. Vale
234
MACHADO, João Bosco Mesquita. op. cit., pág. 74
235 MACHADO, João Bosco Mesquita. op. cit., pág. 80 236 MATTOS, Paulo Todescan Lessa. op. cit., pág. 4 237
lembrar que a própria política de defesa da concorrência não ignora o papel da concorrência internacional e da concorrência via inovações na configuração do ambiente competitivo doméstico, como bem demonstram o conceito de mercador elevante e as considerações sobre as características da tecnologia, ambas empregadas no exame da natureza e dos efeitos dos atos de concentração sobre a dinâmica competitiva dos mercados.”238.
Por outro lado, Paulo Mattos, portanto, conclui pela convergência dos institutos de política industrial e política de defesa da concorrência. Afirma que
“não parece haver um conflito necessário entre política de defesa da
concorrência e política industrial. A racionalidade dos instrumentos e incentivos adotados em cada caso podem ser perfeitamente compatíveis e complementares. No entanto, uma avaliação dos instrumentos disponíveis deveria ser feita com o objetivo de melhorar a articulação institucional entre órgãos de defesa da concorrência e organismos estatais responsáveis pela aplicação da política industrial.”239.
Mas é importante a compatibilização e o estabelecimento de sintonia entre a política de defesa da concorrência e a política industrial, visando evitar e não causar sobreposições e/ou antagonismos, sob pena de surgimento de eventual conflito ou ilegalidades. Não por outra razão, José Inácio Gonzaga Franceschini já alertava que a “finalidade da legislação de defesa da concorrência, portanto, é unívoca, qual seja, a defesa e viabilização do princípio maior da “livre concorrência”, não podendo, portanto, ser utilizada pelo Estado para alcançar objetivos diversos.”240. Assim, para um bloco econômico que almeja o desenvolvimento e crescimento de seus membros deve ter regras e políticas claras no tocante à defesa da concorrência.
Cumpre, ainda, lembrar alerta de Hélio Jaguaribe, para quem a adoção de políticas industriais comuns e coordenação macroeconômicas são fatores essenciais para conduzir o Mercosul nos caminhos estabelecidos e determinados já no preâmbulo do Tratado de Assunção, e que elenca a intenção dos Estados para com o processo de integração regional. Segundo Jaguaribe, o “Mercosul precisa se tornar, novamente, um sistema de optimização econômica para todos os partícipes. Para tal importa adotar uma política industrial comum. Importa elevar o nível de 238 FAGUNDES, Jorge. op. cit., págs. 23 e 24.
239 MATTOS, Paulo Todescan Lessa. op. cit., pág. 5. 240
institucionalidade do sistema. E importa acelerar os esforços de compatibilização macroeconômica dos partícipes”241. Neste sentido, importa reforçar, também, a importância da coordenação e da cooperação de forma equitativa, sendo que efetivamente isto implica em reconhecer e trabalhar em função das assimetrias existentes entre os membros do Mercosul.