1.3.BĠR SÖYLEM OLARAK DOĞU
2.3 a WEĠMAR CUMHURĠYETĠ, YAZILI BASIN VE FOTOJURNALĠZM Hendrik Neubauer, Weimar Cumhuriyeti ile ilgili kitabının giriĢinde Ģöyle
O termo crédito responsável se refere às práticas das atividades de empréstimo e financiamento que atuam de forma a melhorar a situação financeira do cliente, ao invés de prejudicá-la. Assim, o crédito responsável envolve o empréstimo de quantias apropriadas, com taxas de juros e prazos em condições razoáveis, garantindo que os clientes não comprometam grande parcela de sua renda com um financiamento que, em determinado momento, possa não ser honrado. Além disso, esta prática envolve o aconselhamento financeiro do tomador, para que ele não se exponha a riscos financeiros desnecessários e inapropriados, considerando seus objetivos de curto e longo prazos. (FBDS, 2007)
O crédito responsável traz dois principais benefícios para os bancos. Primeiramente, um cliente muito endividado, hoje, pode deixar de ser cliente amanhã, enquanto um cliente tomador de empréstimos menores e mais alinhados com seu nível de renda tenderá a
continuar gerando negócios para os bancos. Além disso, o crédito responsável também traz ganhos intangíveis para a empresa, à medida que fortalece a confiança do cliente na instituição, melhorando por consequência a sua marca e reputação. (FBDS, 2007)
O banco declara que a educação financeira é considerada um assunto estratégico, pois o desequilíbrio nas finanças pessoais pode comprometer a capacidade de pagamento, prejudicando os cidadãos, as empresas e o país. Com o endividamento as pessoas deixarão de consumir, as indústrias desacelerarão suas atividades, deixarão de gerar empregos e pagar impostos. O mesmo vale para os empreendimentos de pequeno porte, que sem uma boa gestão orçamentária, não terão recursos para investir em novas frentes de mercado, limitando seu crescimento. A iniciativa de educação financeira foi chamada pelo banco de Uso Consciente do Dinheiro. (ITAÚ UNIBANCO, 2012)
Essa lógica apresentada pela empresa se refere à preocupação com seu contexto competitivo. Segundo Porter e Kramer (2006), existe uma interdependência entre a empresa e a sociedade, que surge tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro. Ou seja, as condições externas exercem influência sobre os resultados da empresa e, assim, ações de RSC podem ser usadas para melhorar a qualidade do ambiente de negócios em que a empresa opera.
A entrevistada E3 fala sobre o preconceito de que os bancos ganham dinheiro, quando os clientes atrasam seus pagamentos:
Banco tem um papel fundamental como alavancador econômico da sociedade. Eu acho que existe um preconceito e um tabu, uma imagem negativa de que [...] o lucro do banco é com base em atraso e com base no endividamento dos clientes, mas muito pelo contrário. O banco ganha mais dinheiro quando tudo está indo bem, [...] quando você tem dinheiro sobrando e pode investir [...] e quando você quer crescer e você precisa de um capital que te ajude a crescer, que seriam os empréstimos. É aí que o banco ganha, e não com atrasos.
Seguindo essa lógica, o banco afirma que trabalha esse tema por meio da orientação de colaboradores, clientes e demais públicos a fazer um bom uso dos produtos financeiros. Isso é feito por meio da educação, comunicação e de ferramentas como simuladores, que auxiliam no planejamento. (ITAÚ UNIBANCO, 2012)
O programa para colaboradores engloba hotsite na intranet, chats, matérias e artigos nos diferentes canais internos de comunicação, palestras, campanhas de engajamento e
treinamentos. Para os clientes e demais públicos, a empresa criou guias que abordam diferentes situações e momentos de vida das pessoas, além de cartilhas sobre o uso consciente do crédito para empresas. Há também palestras sobre educação financeira para clientes empresariais e voluntários da Fundação Itaú Social e do Instituto Unibanco. Um exemplo de ferramenta oferecida aos clientes é um orientador de crédito, disponível no site da empresa, para auxiliar os clientes na escolha do crédito mais adequado à sua realidade e necessidade. No segmento empresas, um exemplo é uma consultoria financeira, tecnológica e de gestão socioambiental para pequenas e médias empresas selecionadas. Outro exemplo é o Programa Consultoria Sustentável, oferecido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (SEBRAE). O programa inclui curso a distância, materiais e consultoria de especialistas para a realização de diagnóstico da empresa, reorganização financeira e retomada do crescimento. (ITAÚ UNIBANCO, 2012)
No entanto, apesar dos potenciais benefícios, a questão do crédito responsável é um pouco mais complexa, devido ao problema do conflito de interesses existente entre as diversas partes envolvidas. De um lado, gerentes comerciais têm que atingir metas muitas vezes arrojadas, utilizadas em sistemas de avaliação de desempenho focados em resultados. Do outro estão os clientes, com limitado entendimento dos produtos financeiros disponíveis. A equação se torna ainda mais complicada com a atuação predatória de competidores, pressionando a instituição a atingir melhores resultados. Assim, como atuar de forma responsável, garantindo a saúde financeira de longo prazo dos clientes, sem efetivamente prejudicar os resultados da instituição? (FBDS, 2007)
A entrevistada E1 argumenta que, quanto melhor a capacidade do cliente de escolher o crédito e a do banco de acertar o crédito, melhor será a eficiência do banco no médio e longo prazos. O cliente poderá usar o crédito muito mais vezes, o banco poderá vender mais produtos e, além disso, irá sempre receber. Com isso, os juros poderão ser baixados e cria-se um círculo virtuoso. A entrevistada afirma que esse é o único jeito de permanecer na liderança, porque se o banco quebrar o próprio mercado, suas operações futuras ficarão comprometidas.
Portanto, lidar com a questão do crédito responsável não é um desafio simples. Além de investimentos em sistemas que possibilitem o entendimento completo da situação financeira dos clientes, os sistemas de avaliação de performance dos bancos deveriam ser revistos para estimular o comportamento responsável de gerentes, ao mesmo tempo que não prejudiquem a
criação de valor para o banco. Além disso, seria importante conscientizar os agentes com maior relacionamento com o público, de forma a orientá-los quanto ao valor de uma ação sustentável no momento do aconselhamento do cliente menos informado. (FBDS, 2007)