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1.2. Vergi Hukuku Açısından Belgeler

1.2.2. Vergi Hukuku’nda Düzenlenen Diğer Belgeler

projet o. É um a et apa ext rem ament e im portant e, pois afet a diretam ent e t odas as dem ais et apas do processo de GAIO, uma vez que, com o vist o em 4.2, o ent endim ento das reais necessidades de informação de cada usuário é condição prévia para um a gest ão da inform ação eficaz.

Davenport (1998), contudo, alert a: as pessoas não conhecem o que não sabem . M uit as vezes, nem m esmo t êm ideia se as inform ações que precisam realm ent e exist em ou podem ser obt idas. Todo esse context o revela quão com plexa e confusa pode ser a operacionalização desse processo, dado que, para se definir as necessidades de inform ações, tant o a diversidade quanto as especificidades de cada PI precisa ser considerada.

Pensar em adequação, ent ão, envolverá, necessariam ent e, a consideração do context o de realidade em que os indivíduos percebem suas necessidades de inform ações e das form as em que esses indivíduos darão sent ido ao seu ambiente para poderem agir.

Essa cont extualização visa à dim inuição das possibilidades de ocorrência de ‘ruídos’ que podem prejudicar:

 a com preensão da relevância da inform ação, fazendo com que o dest inat ário

não ent enda que seu uso é necessário;

 a com preensão do cont eúdo da informação, que pode prejudicar ou m esm o

inviabilizar seu uso; e,

 o desenvolvim ent o do projet o, um a vez que ‘ruídos’ e problemas de

compreensão podem im plicar na necessidade de esclarecim entos, reelaboração e aquisição de novas informações.

Processos relacionados ao levant am ento das necessidades das inform ações no projet o são, em si, APOs. Com o exemplos desses APOs, podem ser elencados:

 os procedim entos para identificação das PI num projeto;

 as PIs-chave para os projet os inst it ucionais na APB; e,

 os procediment os inst it ucionais para o levantam ento das necessidades de

Todo esse arcabouço de dados, informações e conhecim ent os à disposição das organizações para identificação ou abordagem das PIs e suas necessidades de inform ações, pode ser desenvolvido com o intuit o de agilizar os procedim ent os iniciais de um projet o e seu gerenciam ento. Todavia, com o já discut ido em 3.2.2.2, a validade dos bancos de dados hist óricos na APB est á sujeit a às m udanças de liderança ou tendências polít icas e às alt erações nas m etodologias governam ent ais.

As inst it uições privadas t endem a poder lidar com um am bient e hom ogêneo e um núm ero limit ado de client es com caract eríst icas conhecidas. Cont udo, é notório que as organizações da APB possuem inst âncias com caract eríst icas int ernas het erogêneas e grande alternância de client ela e fornecedores. Sendo assim , quando se visa à adequação do ambiente inform acional na APB, deve-se considerar, priorit ariamente, as especificidades das PIs-chave dos projet os dessas organizações, conforme apresent adas e discut idas em 2.2.4, e sua relação com os dem ais FAs, de acordo com os parâm et ros apresent ados a seguir.

5.2.1

O público em geral

O ‘público em geral’ é het erogêneo e predom inant em ent e leigo quant o às quest ões próprias aos projet os de AEC. M uit o embora possa se organizar em grupos em função de int eresses específicos, exigirá, para ser corret am ent e inform ado, um esforço por part e da organização em prom over sintonia inform acional para m inoração de possíveis ‘ruídos’. Trata-se de adequação da linguagem , t ant o em nível sint át ico, quant o sem ânt ico , seja na abordagem , seja na divulgação das inform ações, de form a que possa haver um nivelam ent o ent re a inform ação gerada e a inform ação fornecida.

5.2.2

Oposição e im prensa

Da mesma form a, para at ender aos requisit os de informações da Oposição e da Imprensa, a organização da APB deverá prom over sintonia inform acional. Cont udo, nesse caso, im portará especificam ent e à organização o fato de que essas

form a, a organização precisa est ar alinhada na ident ificação das inform ações a serem fornecidas, de form a a evitar ‘ruídos’ que possam subsidiar, por exemplo, denúncias de cont radições internas e, consequentem ent e, um desgast e frent e à opinião pública.

Im port ant e not ar, que esse ‘alinhamento’ de que se fala acima t rat a da assunção de que as organizações da APB devem paut ar suas ações dent ro de uma visão est ratégica. No caso do fornecim ento das inform ações necessárias a cada uma das PIs-chave, o processo de adequação sem pre dependerá do nível de m at uridade gerencial no qual um a organização se encontra um a vez que est e definirá o grau de sinergia que os projet os individuais t erão em relação aos mais diversos níveis da organização e, consequent em ent e, o grau de ‘alinham ent o’ inform acional possível ent re as duas inst âncias em quest ão.

5.2.3

O set or privado

Alinham ent o sem elhant e most ra-se necessário ao lidar com uma PI-chave cada vez mais presente nos projet os e obras de AEC da APB: o set or privado. Nesse caso, o processo de sint onia int erorganizacional deverá se at er às diferenças cult urais e de abordagem dos processos de projetos e obras ent re a organização da APB e os fornecedores de bens e serviços, para que sejam elencadas as inform ações necessárias a subsidiar essa relação. Deve-se at ent ar para o alinham ent o ent re as inform ações produzidas nos depart ament os responsáveis pelas inform ações a serem fornecidas, compat ibilizando-as, de form a a evit ar ‘ruídos’ de com preensão e, consequent em ente, problem as com o sub ou superest im ação nos cronogram as e orçament os, além de reprojet o e ret rabalho que podem im plicar em variações indesejáveis nos cust os finais das obras públicas: t ipo de inform ação, aliás, muito desejado por Oposição e Im prensa.

5.2.4

As ent idades reguladoras

Conform e já salient ado ao longo do t rabalho, em bora as rest rições legais sejam aquelas que influenciam os projet os na APB de forma m ais inflexível, por

out ro lado – por envolver a adoção de princípios, na maioria das vezes, objetivos e apropriadam ent e expressos –, são aquelas cuja sat isfação im plica em esforço m enos desgast ant e por part e da gerência, exat am ent e por não envolverem a consideração e decisão baseadas em interpret ações de ordem subjetiva. Esta parece ser a essência da relação ent re as inst it uições da APB e as ent idades reguladoras no tocante às necessidades de inform ações. Sendo assim , o t ipo de alinham ent o dem andado, se dá no sentido de se conhecer as ent idades oficiais de m onitoram ento e cont role e quais as suas dem andas objetivas por inform ações.

Cont udo, é im port ant e salientar que não há, na APB brasileira, nenhum a ent idade responsável por regulam entar e monitorar os processos de projetos das IFES. As ent idades exist ent es, conform e apresent ado em 3.2.4.4, têm foco direcionado para o acom panham ento das obras; as consequências de um projeto m al concebido e gerenciado são percebidas apenas quando problem as acontecem nas obras, na ponta do processo, onde as m udanças são m uit o m ais onerosas.

Seria fundam ental a criação, difusão e implem ent ação, na APB brasileira, da consciência de que projeto e produção estão intim ament e relacionados, de form a m uito bem descrit a, em diversos trabalhos cont emporâneos sobre gest ão de projet os e obras19. Esses t rabalhos propõem a superação da dicot om ia simplist a ‘projeto-obra’ que passaria a ser considerada com o em preendim ento de const rução, agrupando:

 a concepção do negócio, expressa na form ulação do program a de necessidades;

 o projet o do produt o ‘edifício’, t raduzido nos projetos de arquit et ura e de

engenharia (fundações, est ruturas, inst alações elét ricas e hidráulicas, etc.); e,

 o projet o da execução das obras.

5.2.5

As ‘subcult uras’ organizacionais

Cabe, ainda, salient ar que a est rutura organizacional do t ipo funcional, caract eríst ica das organizações da APB, pode comportar, em função de dist âncias

físicas ou ’dist âncias‘ burocrát icas, a existência de subcult uras organizacionais próprias de cada depart am ento, conform e identificado em 3.2.3.3. Caso não haja um esforço inst it ucional pela promoção de princípios coletivos de ent endim ento pode haver o surgiment o de ‘ruídos’ devido à atribuição de diferent es significados para um m esm o signo nos projetos int erset oriais (DAVENPORT, 1998, p. 121-124).

5.2.6

As diferent es part es envolvidas nos empreendim entos de

arquitet ura, engenharia e const rução

Problemas de m esm a ordem podem surgir em função de os projetos (ou empreendim ent os de const rução) em AEC t erem com o um a de suas especificidades a at uação conjunta, por t empo dilat ado, ent re diversos t ipos de int ervenient es.

Do adm inist rador ao pedreiro, ao se adequar o processo de ident ificação das necessidades de inform ação ao cont ext o das organizações da APB, são necessários princípios inform acionais com pat íveis com os diversos níveis e padrões cult urais de ent endim ent o.