3.1. Sahte veya Yanıltıcı Belge Kullanma Eğiliminin Nedenleri
3.1.2. Kayıt Dışı Harcamaları Belgelemek
A caract erização do conceit o de adequação dem andou a definição de quais elem ent os, present es no conjunt o de conhecim ent os relativos à GPR, poderiam at uar com o suas variáveis, at ribuindo-lhe, finalm ent e, a capacidade desejada de m ediar o processo de int erpret ação dos dados da realidade (v. subseção 2.2).
Na subseção 2.3.1, a pesquisa est abeleceu, como hipót ese, que as corret as definição e consideração dos fat ores am bient ais proporcionariam o aparat o analítico suficient e para a definição dos procedim entos necessários à correta implem entação dos processos de gerenciam ento em um a det erm inada organização, ou seja, à sua adequação.
Seja em função da argum ent ação t eórica – no est abelecim ent o da convergência entre os elem entos da Teoria dos Sist emas e os elem ent os das m et odologias de GPR – seja pelo bom nível de com preensão alcançado pelo conceit o de adequação – post o que viabilizou o arrazoam ent o dos processos de gerenciam ento e a proposição de diret rizes de adequação – é possível considerar
Cont udo, em função da form ulação elaborada acim a e, dado o cont ext o de alt eração de valores ent re FAs exógenos e endógenos, é possível supor que um a avaliação mais cuidadosa, principalm ent e sobre os FAs endógenos, poderia im plicar na inclusão de novos parâm et ros de análise dos processos da GAIO e, consequent em ente, na descobert a de novas diret rizes de adequação, elem ent os que podem ser objetos para t rabalhos futuros.
Dent ro desses aspect os, pode-se definir que a prim eira propost a de t rabalho futuro deva ser o aprofundam ento da caract erização do conceito de adequação m ediant e a exploração de novos fat ores ambientais relevant es e a complem ent ação daqueles já apresent ados e descrit os com novos subsídios.
Por m ais que se tenha buscado, na present e pesquisa, a consist ência e fundament ação adequadas em sua argum ent ação, seu t ext o final apresent a ainda um a série de assunções que dem andariam pesquisas com plem entares dado que, por m ot ivos diversos, ainda carecem de aprofundam ento t eórico e/ ou comprovação por t rabalho de cam po.
Na subseção 3.3.1, a cultura organizacional (CO) é apresent ada como elem ent o-chave no processo de adequação de determinado sist em a de gerenciam ento à realidade de uma organização, com o o ‘filt ro’ que seleciona quais e de qual forma determ inados FAs int erferirão nos processos de projeto. Essa é um a assunção fundam ental para a pesquisa post o que, na subseção 2.3 afirm a-se que o processo de adequação se dá no processo de alt eração do ‘filt ro’ pelo qual um sist em a (no caso o projeto e seu gerenciam ento) obtém as informações do seu ambient e. Sendo assim , pode-se afirmar que a adequação, no âm bit o deste t rabalho se operacionaliza, fundam ent alm ent e, pala implem entação de alt erações nesse 'filt ro' cultural. Um am bient e de gerenciam ent o adequado ocorre em função da exist ência de um am bient e culturalment e adequado. Isso, com o se viu ao longo da pesquisa, é especialm ent e relevant e para a realidade das IFES brasileiras.
M ost ra-se prem ent e, port ant o, que pesquisas com plement ares sejam realizadas, t endo em vist a confirmar:
o efetivo grau de relevância dos ‘fat ores culturais’ no cont ext o de gerenciam ento
das IFES; e,
as part icularidades das implicações desses ‘fat ores culturais’, no context o
específico dos em preendim entos de AEC – e, especificam ent e, daqueles realizados no âm bit o da APB –, dado que nesses, com o vist o em 4.1, são comuns a dispersão, especialização, segment ação e a efem eridade das relações ent re as part es envolvidas.
a possível correlação ent re o conceit o de adequação – tal com o definido nos
Capítulos 2 e 3 dest a pesquisa – e a hipótese da ‘adequação cult ural’.
Nas subseções 3.2.3.2 e 5.5.2, afirma-se que, dada sua aut onom ia adm inist rat iva previst a na CF, a manutenção da est rut ura hierárquica funcional nas IFES brasileiras só pode ser explicada pela adesão t ácit a - e caract eristicam ente cult ural – a um sist em a de preservação de est rut uras est abelecidas de poder político, inerent es a esse t ipo de hierarquia.
É um a assunção import ant e para a pesquisa, pois define com o ação fundament al para a adequação dos processos de GPR – especificament e os processos da GAIO nas IFES – a m odificação de parâmet ros culturais de ordens diversas. Essa afirmação diferencia est a pesquisa do conjunt o ext enso de pesquisas acadêm icas com foco no GPR da APB que t em baseado suas proposições em alt erações na est rutura organizacional ou na proposição de soluções t ecnocráticas diversas.
A pesquisa ainda assum e em 3.3.1 que, não apenas o 'cont eúdo' cult ural deve ser considerado nos processos de adequação, mas que sua 'inércia' int rínseca pode, ainda, explicar a m anut enção e reprodução hist óricas das estruturas organizacionais do t ipo funcional no cont ext o das IFES.
A cult ura organizacional, port anto, é considerada pela pesquisa com o fat or ambient al preponderant e a ser considerado previam ent e em qualquer iniciat iva de implem entação de sist em as de gest ão nas IFES. Essa assunção, cont udo, carece, para ampliar seu pot encial de generalidade, da realização de pesquisas
configurar esse 'cont eúdo' cult ural e sua efet iva influência sobre a m anut enção
das est rut uras organizacionais funcionais nas IFES brasileiras;
caract erizar essa 'inércia' da cultura, essa resistência a m udanças, de forma a
subsidiar as int ervenções gerenciais adequadas.
Nas subseções 3.2.3.3 e 5.5.1 afirm a-se que a segm ent ação funcional própria às organizações da APB cria barreiras (físicas e burocrát icas) ent re os set ores envolvidos nos projetos, o que pode levar ao desenvolviment o de FAs, APOs e m esmo cult uras organizacionais específicos em cada set or.
Essa assunção, fundam ent ada em breve passagem do PM BOK-GEx, é relevant e para a pesquisa e sua argum ent ação. Cont udo, necessit a de pesquisas complem ent ares e confirm ação por invest igações cult urais em cam po de form a a poder m elhor indicar:
o t am anho real do desafio – para a im plem entação de sist em as de
gerenciam ento na APB – de se t er que lidar com a modificação não de uma, mas de diversas cult uras organizacionais dist int as; e,
se a exist ência dessas 'subculturas’ organizacionais im plica em t ipos
diferenciados de com prom et im ent o ent re os setores da organização e, consequent em ente, em diferent es graus de envolvim ento que a adm inist ração superior conseguiria de seus colaboradores ao propor novos sistem as de gerenciam ento. Nesse sent ido, algumas questões m ereceriam especial at enção:
o com o se art iculam essas cult uras na práxis cot idiana?
o onde e quando ent ram em at rito, de forma pot encialment e ruidosa ao
processo inform acional?
o as categorias de Handy (culturas organizacionais) e M eyer e Allen
(com prom et im ento organizacional) apresent adas por Naves e Dela Colet a34 são adequadas à realidade da APB?
Ainda explorando a quest ão das 'subcult uras' organizacionais afirm a-se, em 5.5.2, que as chefias são pont os nodais fundam entais a uma organização funcional, t endo papel preponderant e no processo de dist ribuição das informações. Dados os
34
argum entos que sust ent am essa afirm ação, apresentados na subseção supracit ada, o est abelecimento – por pesquisa de campo int erinstitucional – da efet iva dim ensão da relação ent re a est rut ura de chefias das IFES, as ‘subculturas’ int ersetoriais e a qualidade de seu fluxo inform acional poderia apresent ar novos subsídios para os procediment os de adequação dos processos de GAIO ao context o da APB. Relacionadas a essa afirmação, ainda em 5.5.2, duas quest ões podem ser levant adas:
em que grau os fat ores am bientais que condicionam a at uação das chefias nas
IFES são det erm inant es para a definição da qualidade das inform ações t ransmit idas e, consequent em ent e, para a definição do nível de ‘ruídos’ observados no processo?
at é que pont o pode-se credit ar o surgimento dos ruídos das comunicações em
um projeto à falt a de clareza sobre o que se esperar do comport amento do fluxo das inform ações em cada inst ância de uma organização da APB?
Na subseção 5.5.1, defende-se que o principal fat or lim it ant e à adequação no processo de dist ribuição das informações não se encont ra, necessariam ent e, no grau de rigidez hierárquica das organizações (um a vez que há casos de empresas funcionais bem sucedidas em seus projet os) e sim no grau de m aturidade dessa organização. Essa afirm ação encont ra reverberação e fundam entação ao longo do t ext o desta pesquisa. Cont udo, essa ainda carece de m aior sust ent ação, que poderia vir do desenvolvim ent o de um t rabalho onde se buscasse conhecer com m ais profundidade e propriedade o grau de correlação ent re os fat ores m aturidade e qualidade do fluxo inform acional.
Na subseção 3.2.3.3, afirma-se que as dificuldades inerent es às at ividades de gerenciam ent o de projetos nas organizações funcionais, somadas aos percalços impost os ao 'cam inho' das inform ações – seja por influência das 'subcult uras' seja por polít icas inform acionais incom pat íveis – podem dar espaço ao surgim ento de diversos t ipos de ‘t ransversalidades funcionais’ : at it udes individuais, ou de grupos específicos que, de form a orgânica, buscam preencher as lacunas e superar as barreiras e lim itações próprias à hierarquia de um a organização funcional. Por out ro
consist ent e – para a avaliação e recom posição dos processos direcionados para a APB – e alinhada com o conceit o de planejam ent o defendido pelo Governo Federal. Sobre essas quest ões, dois t rabalhos complem ent ares podem ser empreendidos t endo em vista:
a busca pela com preensão das mot ivações, legalidade, legitim idade, eficiência e
eficácia de t ais iniciativas, por m eio de pesquisa explorat ória; e,
a reflexão sobre se as iniciat ivas de reest rut uração dos processos, em preendidas
de form a independent e, não est ariam cont ribuindo para ampliar a falta de sint onia e alinhament o ent re os diversos níveis da APB.
O GesPública est á ainda por ser academ icam ent e explorado. Principalm ent e no que se refere às IFES, post o que essas ainda t êm sua adesão a est e Program a num nível ant erior ao em brionário. Em 3.3.2.4, são apresent ados e descritos diversos fatores inibidores à adesão das IFES ao GesPública. Cada um desses fat ores por si só, poderia ser um tem a inst igante de invest igação.
Por fim , a pesquisa afirm a ser fundam ental a criação, difusão e implem entação, na APB brasileira, da consciência de que projet o e produção/ const rução são at ividades intimam ent e relacionadas, de forma muito bem descrit a, em diversos t rabalhos cont em porâneos sobre gest ão de projetos e obras. Esses t rabalhos propõem a superação da dicot om ia simplist a ‘projeto -obra’ que passaria a ser considerada, de form a global, com o ‘em preendim ento de const rução’.
Apesar de m encionar esse t em a na subseção 5.2.4, a pesquisa não deixa claro com o é possível passar a com preender os projet os e obras em AEC da APB com o em preendim ent os de construção, dado que os t rabalhos levant ados que abordam o t em a rest ringem -se à avaliação dessa sit uação ao âmbito dos empreendim ent os privados.
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