3.4. Vergi Denetim Kurulunun Kurulması
3.4.7. Vergi Denetim Kurulunun Kurulma Gerekçeleri
4.2.2.1.1 Aspectos sócio-demográficos
Idade: as idades foram concentradas em três grupos – mães com idade abaixo de 18 anos, mães com idade entre 18 anos e 34 anos e mães acima de 35 anos.
Nível educacional: o nível educacional das participantes foi caracterizado em 02 grupos – mães sem estudo, com 1º grau incompleto e com 1º grau completo no grupo 01; mães com 2º grau incompleto, com 2º grau completo, com 3º grau incompleto e mães com 3º grau completo no 2º grupo.
Estatuto profissional: foram considerados tanto o fato de as participantes estarem ou não empregadas ao longo da gestação e se a sua atividade laboral foi interrompida durante este período por motivos outros que não a licença- maternidade.
Renda familiar: foi considerada a renda familiar declarada pelas participantes divididas em dois grupos distintos – até três salários mínimos e acima de 03 salários mínimos.
Religião: foi considerada para este aspecto a declaração da participante de ser ou não praticante de alguma religião, independente da sua natureza.
4.2.2.1.2 Aspectos clínicos
4.2.2.1.2.1 Ginecológicos
Transtorno Pré-Menstrual (TPM): devido à amplitude de sinais e sintomas relativos a esta condição, caracterizamos tal condição em três subgrupos conforme sua sintomatologia.
TPM Física: mastalgia, dismenorreia, cefaleia, distensão abdominal, alteração de hábitos intestinais, vômitos/náuseas, edema de membros inferiores, alterações de hábitos alimentares, alterações de hábitos de sono. As pacientes consideradas positivas nesta categoria declararam a presença de três ou mais dos sinais acima relatados no período pré-menstrual.
TPM Emocional: mudanças de humor, ansiedade, irritabilidade, cansaço, acesso de choro e tristeza. As pacientes consideradas positivas nesta categoria declararam a presença de três ou mais dos sinais acima relatados no período pré- menstrual.
TPM Funcional: para este grupo foram consideradas as pacientes que declararam ter problemas com o companheiro, amigos ou no trabalho no período pré-menstrual.
4.2.2.1.2.2 Obstétricos
Origem Pré-Natal: neste aspecto foi considerada a origem do pré-natal realizado pela paciente ao longo do período gestacional, e consequentemente a existência de alguma intercorrência ao longo da gestação, a saber:
Pré-Natal de Risco Habitual: clínica especializada no acompanhamento da gestação de risco habitual.
Pré-Natal de Alto Risco: clínica especializada no acompanhamento da gestação que oferece risco aumentado para a saúde da mulher.
Pré-Natal de Medicina Fetal: clínica especializada no acompanhamento da gestação que oferece o risco aumentado para a saúde do feto.
Planejamento da gravidez: foi considerado se a gravidez atual foi planejada ou não, conforme declaração das pacientes.
Início das consultas de pré-natal: foi considerado em qual trimestre da gestação a paciente iniciou o seu acompanhamento pré-natal.
Paridade: este aspecto foi caracterizado conforme o número de gestações da paciente, sendo considerado em dois grupos distintos – primigestas e multigestas.
Aborto prévio: foi considerado se a paciente já havia sofrido algum tipo de aborto prévio, seja espontâneo ou provocado.
Parto: foi considerado o tipo de parto sofrido pela paciente, se natural ou cesariana, bem como a existência de alguma intercorrência no momento do parto.
Neonato: foi considerado se o neonato nasceu a termo ou prematuro, bem como a existência de alguma intercorrência com o bebê no parto ou pós-parto imediato.
História pregressa de prematuridade / malformação fetal: foi considerado se a paciente já havia tido um filho prematuro e/ou malformado previamente, independente do prognóstico desse bebê.
4.2.2.1.2.3 Psicológicos e Psiquiátricos
Acompanhamento psicológico na gestação: foi considerado se a paciente realizou acompanhamento psicológico em algum momento da sua gestação.
Uso regular atual de psicotrópicos: foi considerado se a paciente faz uso atual regular desses medicamentos.
Histórico Familiar de DPP: foi considerado se algum parente próximo – mãe, irmã, tias, primas – havia sofrido de depressão pós-parto. Cabe ressaltar que se trata de um aspecto de origem questionável, uma vez que se baseou apenas no relato da participante – que poderia ou não ter ciência desse fato.
Histórico Familiar de Transtornos Psiquiátricos: foi considerado se algum parente próximo – pais, irmãos, tios, primos – possui história de algum transtorno psiquiátrico. Cabe ressaltar que se trata de um aspecto de origem questionável, uma vez que se baseou apenas no relato da participante – que poderia ou não ter ciência desse fato.
Histórico Pessoal de DPP: foi considerado se a paciente já havia sofrido de DPP em algum parto anterior. Cabe ressaltar que se trata de um aspecto de origem questionável, uma vez que se baseou apenas no relato da participante. Apesar de serem considerados alguns fatores de controle interno da informação, tais como duração dos sintomas vivenciados e a existência de um acompanhamento especializado e /ou uso de medicação, os relatos que não envolviam todos esses aspectos também foram considerados, por se tratar de uma auto-percepção da paciente.
Histórico Pessoal de Transtornos Psiquiátricos: foi considerado se a paciente sofre ou já havia sofrido algum transtorno psiquiátrico previamente. Apesar do caráter subjetivo da informação, foram considerados alguns fatores de controle interno da informação, tais como duração dos sintomas vivenciados e a existência de um acompanhamento especializado e /ou uso de medicação.
4.2.2.1.3 Aspectos psicossociais
Status conjugal: neste aspecto foi considerada a existência de uma relação formalizada com o companheiro. Para tanto, foram considerados dois grupos – mães que se declararam solteiras e mães que se declararam casadas e amigadas. Este fator foi considerado como aspecto psicossocial e não sócio-demográfico pelo fato de o casamento ser estudado pela literatura como fator importante para o suporte social da mulher ao longo do período gravídico-puerperal. Neste sentido, foi considerado também o tempo de relacionamento das mães que se declararam casadas e amigadas, divididos em dois subgrupos – até seis anos de casamento e acima de seis anos de casamento.
Conjugalidade: neste aspecto foi considerada a percepção materna acerca do relacionamento com o parceiro durante o período gestacional, independentemente de serem solteiras, casadas ou amigadas. Suas percepções foram caracterizadas em três grupos distintos – mães que perceberam melhora significativa no relacionamento conjugal durante a gestação, mães que perceberam piora significativa no relacionamento conjugal durante a gestação e mães que afirmaram
não ter havido mudanças no relacionamento conjugal durante a gestação. À parte, foram consideradas também mães que afirmaram que a piora foi tamanha durante a gestação que o casal se separou.
Percepções subjetivas acerca da gestação: neste aspecto consideramos algumas percepções subjetivas das gestantes acerca da gestação, a saber: ansiedade, alegria / tristeza, segurança / insegurança, ânimo / desânimo, suporte /solidão, dores físicas. Faz-se importante ressaltar que essas percepções somente foram consideradas positivas caso fossem percebidas como aumentadas durante a gestação.
Violência Física: foi considerado se a participante já havia sofrido algum episódio de violência física, independente da frequência ou momento em que esta ocorreu em sua vida.
Violência Sexual: foi considerado se a participante já havia sofrido algum episódio de violência sexual, independente da frequência ou momento em que esta ocorreu em sua vida.
4.2.2.1.4 Escore da EPDS indicativo de risco aumentado de depressão no pós- parto imediato
Para esta variável foi considerado o escore da EPDS igual ou superior a 12 pontos, conforme orientação dos autores da escala e dos autores responsáveis pela validação do instrumento na população brasileira. Valores iguais ou superiores a 12 pontos na EPDS são considerados neste trabalho valores aumentados ou positivos na EPDS, traduzidos em alguns momentos como risco aumentado de depressão no pós-parto imediato. Ressaltamos que estamos trabalhando com um instrumento de caráter exploratório da sintomatologia apresentada – EPDS –, utilizado para triagem de riscos potenciais para o desenvolvimento da DPP, não para o seu diagnóstico.