THE EFFECT OF THE INFORMATION TECHNOLOGY USAGE ON THE HOTEL PERFORMANCE AND PRODUCTIVITY
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Capel (2002) afirma que o início da corrida dos edifícios altos nos Estados Unidos começa em 1880. Segundo o autor, na segunda metade do século XIX, aparecem as preocupações com a proporção entre a altura do edifício e a largura da rua, com a solidez das paredes para assegurar a estabilidade dos edifícios. Esta corrida culmina com a construção do Empire State Building e o Chrysler Building, iniciando uma disputa entre os Estados Unidos e o Canadá e depois se estende por outros países, principalmente os mais ricos. Segundo o mesmo autor, o modelo norte-americano se difunde na Europa nos anos 1920, com edifícios monumentais, arranha-céus, propagados através das imagens do cinema.
O título de edifício mais alto do mundo tem sido uma ambição de muitos. Roaf, Crichton e Nicol (2009) não comungam do pensamento de Capel (2002), afirmando que a corrida começou com a construção do Empire State Building, em 1930, que com ―os seus 381 metros de altura e 102 pavimentos derrotou o Chrysler
Building, de 319 metros e 70 pavimentos. As Torres Gêmeas do Word Trade Center
também ostentaram o título por alguns anos‖ (ROAF, CRICHTON E NICOL, 2009, p. 264). Segundo esses autores, Taipei, na Malásia, estaria vencendo a corrida dos arranha-céus, pois comporta 12 mil pessoas em seu edifício 101 Office, que tem 508 metros de altura, projetado para resistir a ataques terroristas, do tipo 11 de Setembro, nos Estados Unidos. Porém, segundo o site <http://cybervida.com.br>, o edifício mais alto do mundo seria o Burj Dubai, agora conhecido como Burj Khalifa, situado em Dubai, que em 2009 já ultrapassava o de Taipei em quatro metros, mas,
na atualidade, tem 828 metros de altura e 160 andares. Sua construção começou em 2004 e foi finalizada em 2010.
Nos Estados Unidos das décadas de 1930 e 1940 havia edifícios gigantescos com e sem condicionamento mecânico do ar, ainda tirando partido de projetos climáticos cuidadosos, massas termoacumuladoras, janelas de abrir e sombreamento solar (ROAF, CRICHTON E NICOL, 2009, p. 263).
Os autores citam como exemplo O Hotel Lincoln em Nova York, o Merchandise
Mart e o Stevens Hotel, em Chicago, e o edifício Chrysler, em Nova York,
demonstrados pelas figuras 9,10,11 e 12.
Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Hotel Lincoln Fonte: www.alposters.com Acesso:22/07/2011 Merchandise Mart. Fonte: www.jcosmas.com.realphotocardimages Acesso: 22/07/2011
The Stevens Hotel
Fonte:www.chuckmanchicagonoltalgia.wordpress.com Acesso 22/07/2011
Edifício Chrysler
Fonte:www.silvercreek.wclarc.k12.in.us Acesso: 22/07/2011
A construção de edificações verticais ganha maior intensidade, segundo Hall (1996), após a Segunda Guerra Mundial, com a necessidade de se reconstruir grande parte das cidades europeias.
Em Londres, Abercrombie e Forshaw2 iniciavam o Plano para a Reconstrução do Condado de Londres, reconhecendo que as famílias com crianças preferiam as casas aos edifícios, porém perceberam que se fizessem apenas casas, metade da população seria desprezada, assim decidiram utilizar a conhecida densidade de 136 habitantes por acre, com base em um estudo que fizeram, colocando um terço da população em casa e 60% em prédios de 8 a 10 pisos. Aproximadamente metade das famílias com filhos deveria habitar em edifícios, significando que quatro (04) pessoas de dez (10) que moravam nestas áreas escolhidas deveriam ser transferidas em 1939.
Na reconstrução das cidades, a construção de edifícios ou a densidade utilizada era uma discussão entre os arquitetos, porém tinha grande relevância, uma vez que tocava num aspecto sensível, a forma de morar pós-guerra: um novo ―mundo feliz‖ teria que ser construído.
No final dos anos 1950, o uso das placas de hormigón3 (concreto) foi difundido por Le Corbusier. Seus seguidores projetaram o Alton West, Roehampton, conforme demonstra a figura 13, em Londres, que é a maior homenagem feita a esse arquiteto e a única e verdadeira realização da “La Ville Radieuse”. Depois se iniciou uma era
de blocos mais delgados, menos opressivo, entre 1964 e 1974, construindo-se um total de 384 blocos.
2 Segundo Hall (1996), Patrick Abercrombie e J. H. Forshaw, urbanistas, ficaram conhecidos pelo
famoso Plano de Reconstrução do Condado de Londres, pós-guerra.
3 As placas de hormigón, ou concreto, reaparecem na década de 1960 reforçadas com fibras, dando
ao concreto isotropía, aumentando suas qualidades de flexão tração e impacto. Nos anos 1970, alguns aditivos permitem obter concretos de alta resistência.
Figura 13- Alton West Roehampton.
Fonte: <http://www.open2.net/open2static/source/file/root/0/56/40/2319>. Acesso em 20/07/2011. De acordo com Capel (1983), as cidades espanholas foram elaborando e modificando, desde o final do século XIX, suas leis municipais, que estabelecem regras quanto à alienação, construção, altura, largura de ruas etc. Ele fala das Leis de Málaga de 1902, quando a altura dos edifícios dependia da largura das ruas, porém, em ruas estreitas que já houvesse edifícios altos, teriam uma espécie de direito adquirido, podendo admitir outros da altura dos existentes, dependendo do interesse dos proprietários do solo. Capel (1983) escreve que o grande documento para a regulação das cidades espanholas foi a Lei de 12 de Maio de 1956, sobre o regime do solo e regulação urbana.
A partir de 1956, o planejamento urbano teve um grande desenvolvimento na Espanha, porém, Capel afirma que a eficácia da Lei do Solo praticamente não existiu, pois as cidades se expandiam e se expandem à margem da lei, somente utilizando-a quando coincide com os interesses dos agentes que intervêm na produção do espaço. Segundo o autor, a Lei do Solo e o planejamento subsequente não têm evitado nem a densificação, nem a especulação do solo.
De fato, o intenso processo de urbanização e a construção de edifícios verticais exigiram normativas e regularização da construção, ou seja, uma atuação do Estado mais intensa. Entretanto, nem sempre essa intervenção se deu com o propósito de garantir o direito à cidade a todos os seus habitantes. Assim, atualmente a verticalização permanece como um problema a ser enfrentado pelos governantes municipais, tendo em vista a ordenação urbana e o fornecimento de equipamentos que garantam qualidade de vida aos citadinos.
3.2 A HABITAÇÃO VERTICAL: PROBLEMAS NA EDIFICAÇÃO E PARA O MEIO