A figura 23 apresenta os índices de conectividade, que variaram entre 24 e 1, com média de 2,8. Identificam-se como eixos mais conectados, duas linhas avermelhadas e paralelas que se entendem por todo o CT, sendo uma com 24 conexões e outra com 23 conexões. O eixo com 24 conexões representa uma calçada que se estende desde o bloco E ao bloco J, conectando blocos de salas de aula e laboratórios. O eixo que apresenta 23 conexões representa uma passarela que cruza toda a extensão do CT, indo do bloco H ao bloco J, interligando blocos de salas de aula e laboratórios, ambiente dos professores, lanchonete, a Biblioteca Setorial do CT e estacionamentos. Considera-se que esses eixos apresentam alta conectividade por interligarem grande parte das dependências do CT.
A calçada que possibilita o acesso ao CCHLA, ao CE e ao CCSA, representada em tom de amarelo, também apresenta considerável conectividade, 17. Essa calçada está em paralelo ao estacionamento que atende a esses três centros de ensino, como também suas extremidades ficam próximas a pontos de transporte coletivo.
Apresenta 15 conexões o eixo de acesso aos blocos de salas de aula da CA. O eixo, que é uma calçada, está próximo ao estacionamento, a copiadoras e a lanchonetes.
Com 14 conexões estão o eixo que cruza todos os blocos de salas de aula da CA e o eixo que se estende da rotatória próxima a Reitoria até a Caixa Econômica Federal (CEF). Por meio desse segundo eixo pode-se ter acesso a CEF, ao Sindicato dos trabalhadores do Ensino Superior (SINTESP), a Editora Universitária, ao Centro de Desenvolvimento do Servidor Público (CEDESP) e ao Setor de Segurança do Campus.
Apresenta 12 conexões o eixo que cruza o CCEN, através desse eixo pode-se ter acesso a grande parte dos blocos de sala de aula desse centro.
Os demais eixos apresentam índice de conectividade abaixo de 12 conexões e estão representados em tons de azul, que representam baixa conectividade. Percebe-se uma predominância desses eixos no quadrante Nordeste do Campus.
É importante ressaltar que junto aos eixos com altos índices de conexão se encontram muitos eixos com baixa conectividade, isso demonstra que os eixos mais conectados trabalham como receptores e potencializam a convergência de fluxos ao longo de sua extensão.
14 conexões
15 conexões
Figura 23: Mapa Axial Conectividade do Campus I da UFPB – Situação em janeiro de 2012. Fonte: Levantamento de campo, 2012, sobre mapa em Auto CAD, cedido pela PU. 17 conexões 23 conexões 24 conexões 14 conexões 12 conexões CT CCJ CCSA CE CCHLA CCEN CA HU CCS ST. ESPOT. BC RU CV REIT. CCM PU
CEF RES. UNIV.
CI CEAR
CBIOTEC CCTA
5.2.2 Integração local – R3
A figura 24 apresenta os índices de integração local – R3, que variaram entre 3,7 e 0,3, com média de 1,4. Nessa situação os eixos apresentaram cores mais amareladas na escala cromática, o que indicam maior integração. Tais eixos se concentram principalmente no quadrante Sudoeste do Campus: no CT, na CA e no conjunto de blocos que formam o CCSA, o CE e o CCHLA. Esses centros de ensino apresentam passarelas e calçadas mais lineares que os percorrem em toda sua extensão, o que difere de outros setores, que apresentam percursos menores e com maior número de mudanças de direção.
Os eixos com os maiores índices de integração R3 estão no CT com valor de 3,7 para a passarela que se estende do bloco H ao bloco J, e 3,2 para a calçada que vai do bloco E ao bloco J. Esses eixos também apresentaram os maiores índices de conectividade, indicados na análise anterior.
O eixo que se estende da entrada do CT até o CCSA também se apresenta integrado, com índice 3,0. Através desse trecho é possível acessar o CT, o CEAR, o CCSA e o CCJ.
Três eixos apresentam integração 2,9: a calçada que passa pelas entradas do CCSA, do CE e do CCHLA; a passarela que se estende pelo CCEN; e a calçada que liga a CEF a rotatória próxima a Reitoria. Esses três eixos possibilitam o acesso a diversas edificações do Campus.
No setor esportivo, no HU e na Reitoria também se percebe alguns eixos em tons amarelados, mas esse fato é impulsionado principalmente pelos eixos de estacionamentos, que estão muito próximo a esses setores.
Sobre as áreas segregadas, ou menos acessíveis, pode-se identificá-las principalmente nos quadrantes Noroeste e Nordeste do Campus, onde ocorre uma maior concentração de eixos em tons de azul, em especial no CCS, no setor esportivo e na Residência Universitária. O CBIOTEC, a Sudeste do Campus, também concentra eixos pouco integrados.
É interessante perceber que apesar do índice de integração ter se elevado, essa propriedade ainda se concentra em determinadas áreas, o que indica que alguns centros de ensino apresentam estruturas de circulação mais lineares e com menor número de mudanças de direção do que outros.
Figura 24: Mapa Axial Integração R3 do Campus I da UFPB – Situação em janeiro de 2012. Fonte: Levantamento de campo, 2012, sobre mapa em Auto CAD, cedido pela PU. CT CCJ CCSA CE CCHLA CCEN CA HU CCS ST. ESPOT. BC RU CV REIT. 2,9 3,7 3,2 3,0 2,9 2,9 CCM PU
CEF RES. UNIV.
CI CEAR
CBIOTEC CCTA
5.2.3 Integração global – Rn
Como indicador de integração na escala global, na figura 25 cada eixo é representado em relação à totalidade do sistema. Os índices de integração local – Rn variaram entre 0,7 e 0,2, com média de 0,4, números que representam um sistema pouco integrado (HILLIER e HANSON, 1984 apud SABOYA, 2007).
Em nível global, observa-se que grande parte dos centros apresenta eixos em tons amarelados, o que representa certa uniformidade dos índices de integração. Porém, também é possível destacar que a Cidade Universitária é composta por percursos mais lineares na direção Oeste e Sul, e trechos com maiores mudanças de direção no sentido Leste e Norte, onde se concentram os menores níveis de acessibilidade.
Configuram-se como as manchas mais segregadas do Campus o CCM, grande parte do CCS, o HU, e o setor esportivo, que apresentam os eixos com predominância de linhas em azul e índices em torno de 0,4. É possível atribuir à segregação desses setores a certa distância que existe entre eles e os demais centros de ensino do Campus, e, principalmente, a descontinuidade de seus eixos, o que gera muitas mudanças de direção para o usuário que circula por esses setores. Outra área que se mostrou bastante segregada, não apenas nessa análise como nas anteriores, foi o CBIOTEC, com a maioria dos seus eixos em tons de azul na escala cromática.
Os eixos, apresentados nas análises de conectividade e integração R3, que apresentaram maiores índices ao Sul do Campus, ainda demonstram consideráveis níveis de integração Rn, identificados principalmente no CT, CEAR, CCSA, CE, CCHLA e na CA. Porém, nesse momento, a situação mais integrada se desloca para a área central do Campus, o chamado Núcleo de Integração (MEDEIROS, 2006) (Figura 25), onde estão localizados os eixos próximos aos edifícios de uso comum a todos os centros de ensino da UFPB - RU, a BC, o CV e a Reitoria. Esse núcleo representa um ponto de convergência, onde há possibilidade de uma maior interação entre os usuários do Campus.
Figura 25: Mapa Axial Integração Rn do Campus I da UFPB – Situação em janeiro de 2012. Fonte: Levantamento de campo, 2012, sobre mapa em Auto CAD, cedido pela PU. CT CCJ CCSA CE CCHLA CCEN CA HU CCS ST. ESPOT. BC RU CV REIT. CCM PU
CEF RES. UNIV.
CI CEAR
CBIOTEC CCTA