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BİLGİ TEKNOLOJİSİNİN OTELLERDEKİ KULLANIM ALANLARI VE UYGULAMALARI

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THE EFFECT OF THE INFORMATION TECHNOLOGY USAGE ON THE HOTEL PERFORMANCE AND PRODUCTIVITY

3. BİLGİ TEKNOLOJİSİNİN OTELLERDEKİ KULLANIM ALANLARI VE UYGULAMALARI

Segundo Ubierna (1994), o objetivo da acessibilidade é proporcionar mobilidade, contudo, a avaliação da acessibilidade para o pedestre realizada no Campus, a princípio, com a aplicação da planilha de avaliação da acessibilidade nas estruturas mais integradas indicadas pela sintaxe espacial, e em seguida, em todo o sistema, a partir da opinião do usuário, demonstraram deficiências visíveis no sistema de circulação de pedestres do Campus I, que comprometem a mobilidade do usuário.

Os métodos indicaram que a condição do deslocamento é dificultada principalmente pela existência de obras, seguida pela falta de cobertura em passarelas e desníveis acentuados em alguns pontos, além de quebras no piso, estacionamento irregular de motocicletas sobre as calçadas e passarelas e falta de sinalização.

Em confirmação com a avaliação dos trechos, os usuários também citaram a má qualidade dos poucos bebedouros, placas indicativas e telefones públicos existentes. Como também, solicitaram instalação de postes de iluminação, lixeiras, placas indicativas e faixas de pedestre.

Nos estacionamentos identifica-se a insuficiência de vagas, e, em especial, de vagas exclusivas para pessoas com deficiência.

Sobre a comunicação e sinalização, esta se apresenta insuficiente, levando o usuário a buscar informações de orientação com outros frequentadores do Campus.

Desse modo, com base na aplicação da planilha de avaliação da acessibilidade e do questionário, elaborou-se um quadro síntese (Figura 56), que expressa os principais problemas em relação aos itens avaliados e sugere melhorias e prazos para que estas sejam efetuadas. Os prazos classificam-se em curto, médio e longo, com base no custo a ser despendido e na complexidade do problema, visto que muitas das dificuldades identificadas necessitam de um projeto específico. Estipula-se que o curto prazo representa aproximadamente 01 ano, médio prazo representa de 01 a 05 anos e longo prazo acima de 05 anos. É certo que a resolução de todos os problemas encontrados é de suma importância para a segurança de circulação do pedestre, mas, como as recomendações demandam certo tempo para serem sanadas, em razão dos tramites legais para a contratação de serviços de infraestrutura, indica-se que as ações sugeridas em curto prazo sejam efetuadas de forma imediata.

Item Avaliado Problemas Encontrados Recomendações Prazo Sugerido Acessos e Circulação Obras interrompendo o percurso.

Desviar e sinalizar o percurso para um local adequado e seguro, de acordo com a NBR 9050/2004.

Curto

Desgaste e quebras no piso. Realizar serviço de manutenção no revestimento.

Curto Tampas de concessionárias

desniveladas e com frestas.

Realizar serviço de manutenção e aplicar um maior cuidado na construção.

Curto

Material de construção sobre a faixa livre de circulação.

Deslocar o material da faixa de circulação e reservar e sinalizar área apropriada para o armazenamento do material de construção.

Curto

Lixo reduzindo a faixa livre de circulação.

Reservar e sinalizar área exclusiva para o armazenamento do lixo.

Curto Vegetação mal implantada. Remover a vegetação para uma

área adequada.

Médio Largura reduzida da faixa livre

de circulação.

Ampliar a faixa livre de circulação a uma largura mínima de 1,20m.

Médio Rampas com inclinação superior

a 8,33%.

Adequar às dimensões das rampas de acordo com a NBR 9050/2004.

Longo Escadas com dimensões

inadequadas.

Adequar às dimensões das escadas de acordo com a NBR 9050/2004.

Longo Irregularidade no piso. Uniformizar o revestimento. Longo Desníveis superiores a 5mm. Implantar rampas acessíveis. Longo Calçada em nível diferente em

relação à faixa de travessia elevada.

Adequar o nível da calçada ao nível da faixa de travessia elevada.

Longo

Mobiliário Urbano

Bebedouros quebrados e em pequena quantidade.

Realizar serviços de manutenção e ampliar o número de bebedouros.

Curto Quantidade insuficiente de

bancos, lixeiras e telefones públicos.

Ampliar o número de bancos, lixeiras e telefones públicos.

Médio

Ausência de telefones para a pessoa em cadeira de rodas.

Implantar telefones públicos para a pessoa em cadeira de rodas.

Médio Iluminação pública insuficiente. Ampliar o número de postes de

iluminação.

Médio

Comunicação e Sinalização

Obras sem sinalização. Instalação de placas de sinalização temporária.

Curto Ausência de faixa de pedestre. Realizar serviço de pintura de faixa

de pedestre.

Curto Desgaste na pintura de

sinalização de vagas de estacionamento.

Realizar serviço de manutenção na pintura.

Curto

Vagas de estacionamento para pessoas com deficiência com pintura em desacordo com a NBR 9050/2004.

Adequar à sinalização das vagas conforme padrão indicado pela NBR 9050/2004.

Curto

Ausência de placas indicativas de vagas de estacionamento para pessoas com deficiência.

Instalação de placas de sinalização. Médio

Ausência de sinalização de identificação de edificações.

Projeto de sinalização para o Campus.

Médio Ausência de sinalização

indicativa no piso.

Projeto de sinalização para o Campus.

Longo

Estacionamentos

Insuficiência de vagas para pessoas com deficiência.

Locação de vagas para pessoas com deficiência.

Curto Vagas para pessoa com

deficiência sem rampa de acesso à calçada.

Implantar rampa de acesso à calçada.

Médio

Figura 56 (cont.):Quadro síntese dos principais problemas identificados.

Observa-se, a partir do quadro síntese, que o sistema de circulação de pedestres do Campus I difere, em muito, do que está expresso na legislação e nos demais documentos referenciados no princípio desta dissertação, não apresentando em sua totalidade muitos dos atributos propostos pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA, 2003), tais como: acessibilidade para promover a mobilidade do usuário; dimensão adequada que acomode o maior número de pessoas caminhando de modo simultâneo; continuidade através de uma rota contínua e de fácil entendimento; ou segurança que proporcione tranquilidade a caminhada. Nem tampouco considera a diversidade de potencialidade e limitações humanas característica de um ambiente universitário.

O sistema de circulação de pedestres do Campus I também não vai ao encontro dos conceitos de acessibilidade proposto na NBR 9050 (ABNT, 2004), Dischinger et al (2009), Duarte e Cohen (2010) e por Vasconcellos (2000), visto que foram identificadas inúmeras deficiências no ambiente que dificultam a mobilidade do pedestre, tendo sido as principais

constituídas por barreiras físicas, a exemplo de desníveis acentuados em rampas, e atitudinais, como o estacionamento de veículos sobre a calçada.

O Campus também apresentou estruturas de circulação recentemente construídas, porém estas estão em desconformidade com a legislação vigente, em especial ao Decreto Federal 5.296 (BRASIL, 2004a), que determina a construção, reforma ou ampliações de edificações de uso público sejam executadas de modo acessível à pessoa com deficiência.

Em decorrência das dificuldades elencadas, ressalta-se a importância das recomendações do quadro síntese, contudo, para que essas ações não ocorrem de forma isolada, mas que se tornem uma constância na Instituição sugere-se a elaboração de um Programa de Manutenção Permanente das Estruturas de Circulação – PMPEC, com uma equipe atuante em campo, de modo que as deficiências identificadas sejam brevemente resolvidas sem que causem limitações no deslocamento de qualquer usuário.

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