3.7. Vakıf Girişim Sermayesi Yatırım Ortaklığı A.Ş
3.7.3. Vakıf Girişim Sermayesinin Yatırımları
O jornal Le Monde saiu, com apenas uma página, pela primeira vez, em 18 de dezembro de 1944, mas datado de 19 de dezembro, já que circulou ao meio-dia. Até hoje, o fechamento da redação faz-se às 10h30, o que permite integrar informações da noite anterior ou do início da manhã. O jornal foi criado para ser uma importante voz francesa, muito influente e respeitada internacionalmente. Le Monde foi o sucessor do Le Temps, mas com uma linha editorial mais à esquerda. Segundo Molina (2008, p. 32), a venda do Le Temps e a criação do Le Monde foram um ato de vontade do general Charles de Gaulle, que inclusive orientou que o novo jornal
fosse a voz oficial da política externa francesa e tivesse total liberdade nos assuntos internos. O jornal, desde o princípio, montou uma rede de correspondentes internacionais. Seu primeiro diretor foi Humbert Beuve-Méry, ex-correspondente do
Le Temps, em Praga, que se orgulhava de afirmar que, atrás do jornal, não se
encontraria nenhum banco, nenhuma igreja e nenhum partido político.
O jornal saía apenas com uma página, maior que o formato standard. Porém, com o racionamento de papel, dobrou a folha ao meio e passou a ser tablóide de quatro páginas. Seu estilo de diagramação era muito sério, sem fotos ou ilustrações, com letras miúdas. À medida que alcançava prestígio, o jornal era criticado pelos concorrentes de esquerda, que o consideravam defensor da burguesia intelectual, e pelos concorrentes de direita, que o acusavam de divulgar uma opinião distorcida da França.
Em 1951, Humbert Beuve-Méry ameaçou pedir demissão e houve uma grande mobilização de jornalistas e leitores para que ele permanecesse. A solução encontrada para a crise política e editorial foi a criação da sociedade dos redatores, que tem voto nas decisões e escolha do diretor geral do jornal.
Em 1956, o jornal apoiou o ataque da França, Reino Unido e Israel contra o Egito, quando esse país nacionalizou o canal de Suez. Os jornais que não apoiaram o ataque saíram com prestígio do episódio. Em 1958, o Le Monde apoiou o referendo que reconduziu De Gaulle ao poder. Esses dois acontecimentos e outros menores arranharam a imagem de independência do jornal.
apoiou as lutas das colônias pela independência. O governo francês tentou enfraquecer o Le Monde, ajudando outros jornais a superá-lo em vendagem. O governo, inclusive, chegou a proibir o aumento do preço do jornal. Muitos leitores, sabendo das dificuldades do jornal, pagaram espontaneamente a diferença.
Em 1969, depois da efervescência política na França e de 25 anos à frente do jornal, o diretor Humbert Beuve-Méry deixou o cargo. O novo diretor, Jacques Fauvet, não tinha o mesmo pulso e enfrentou resistências entre os redatores. Os salários, antes os mais baixos dos jornais franceses, passaram a ser os mais altos, a redação cresceu e o grande número de funcionários desequilibrou as contas. A partir de 1980, o Le Monde teve sérios problemas econômicos. Além disso, os sindicatos de jornalistas e funcionários conseguiam aumentos e vetavam a criação de suplementos. Enquanto isso, os principais concorrentes diversificavam as publicações e ultrapassavam o Le Monde em vendagem. Mesmo assim, segundo Molina (2008, p. 32), o jornal é reconhecido como o melhor da Europa e o mais independente de todos os jornais do mundo.
Le Monde, por sua política em não contrair dividas, demorou mais do que os
outros jornais a modernizar suas redações e seu parque gráfico. Em 1972, por exemplo, enquanto todos estavam com impressoras off-set, Le Monde instalava máquinas ultrapassadas de impressão. O jornal, além da concorrência mais à direita
do Le Fígaro, passou a ter um concorrente à esquerda: o Libération.
Em 1982, depois de muita disputa pelo poder entre grupos de redatores rivais, André Laurens assumiu a direção do jornal. Essa instabilidade de poder e as contradições internas afetaram a imagem do jornal. Também, o apoio quase incondicional ao presidente Mitterrand fez com que o jornal perdesse sua posição de crítico distanciado e as vendas caíram ainda mais. O sucessor de Laurens, André Fontaine, tentou equilibrar as contas do jornal, vendeu o prédio da antiga redação, mas não interrompeu a construção de um superdimensionado parque gráfico. O jornal abriria depois seu capital para novos investidores. Entre os que hoje são acionistas do Le Monde estão: o jornal espanhol El País, o italiano La Stampa e a empresa Lagardère.
O diretor Jean-Marie Colombani assumiu o jornal em 1994 e empreendeu algumas mudanças significativas. Transformou o Le Monde em sociedade anônima, conseguiu novos sócios e investimentos. Propôs uma nova estratégia de leitura com
os leitores, dando mais ênfase às notícias exclusivas, aos furos e às grandes reportagens. Os títulos passaram a ser mais opinativos e dramáticos. Diminuiu o número de correspondentes internacionais e passou também a tratar de assuntos triviais.
Em 1995, depois de uma séria crise financeira, foi editado o Le Monde.fr, a versão online do jornal, com algumas diferenças em relação ao formato impresso. A plataforma online do jornal tem diversas opções de assinaturas e envia notícias durante o dia inteiro aos assinantes através de email.
Odiretordojornal,atualmente,éEricFottorino,quetemaambiçãodeampliar as publicações e diversificar o jornal, tornando-o uma empresa de comunicação. Também apareceu a figura de ombusdman, ou mediador, em 1994. Hoje, a mediadoraéVéroniqueMaurus,querespondeàscriticasdosleitoresetrabalhanoLe
Mondehá 30anos. De acordocom Molina (2008,p. 67),o jornal eraproduzido para
um público exigente e os outros leitores vinham por acréscimo. Agora, o jornal quer alcançarograndepúblicoevemperdendoseupúblicoexigente.
Em março de 2005, o Le Monde passou por mudanças na diagramação, usando mais as imagens em cores, com destaque para o azul e o vermelho. Em março de 2009, outra reforma gráfica deixou o jornal mais atraente, com melhor aproveitamento do espaço gráfico.
Em 2008, os diretores do Le Monde apresentaram um plano de recuperação econômica que incluiu vender algumas de suas publicações deficitárias e demitir parte de sua equipe de jornalistas e funcionários. A reação foi uma greve dos jornalistas, que deixou Le Monde fora de circulação por um dia, em abril. Patrick Eveno (2004, p. 337), historiador e crítico do jornal, diz que Le Monde é um jornal de jornalistas que vive o impasse de, a cada crise econômica, buscar novos acordos comerciais. A independência editorial está diretamente ligada à independência financeira e vice-versa. Le Monde propaga uma autonomia de sua redação que, segundo Eveno (2004, p. 57), esconde suas crises tanto financeiras quanto políticas. O jornal hoje tem em média 28 páginas, sem contar com os suplementos, e vende cerca de 300 mil exemplares ao dia.
Após esta breve incursão, sem caráter exaustivo, pelo mundo da imprensa escrita e sobretudo pelas publicações que aqui mais nos interessam, Folha de S.
tentaremos mostrar as imbricações de algumas das metodologias da Análise do Discurso, desenvolvidas por Patrick Charaudeau3 com o universo do jornalismo
impresso.
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2 A COMUNICAÇÃO E A SEMIOLINGUÍSTICA