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TÜRKİYE’DE UYUŞTURUCU KULLANIMI İLE İLGİLİ TEDAVİ

dissolver, diminuir, devorar, extinguir, aniquilar e, ainda à ideia de morte, loucura e aniquilamento.

Os símbolos pertencentes a tais categorias encontram-se descritos detalhadamente no terceiro capítulo, item 3.2.2.

Assim sendo, a escolha dos poemas para análise consistiu numa convergência entre o texto ceciliano e o estudo desenvolvido por Neumann (1997), ou seja, optamos pelos poemas que expressassem símbolos que o autor caracteriza como peculiares ao Feminino Arquetípico. A próxima etapa da pesquisa compreendeu a escolha do material a ser utilizado na análise, ou seja, a delimitação de um recorte na produção ceciliana que pudesse atender às necessidades desse estudo.

Conforme afirmamos anteriormente, no processo de construção do conhecimento que caracteriza a pesquisa qualitativa os aspectos subjetivos do pesquisador devem ser levados em consideração e ditam, normalmente, o tom da análise que se seguirá. Nessa abordagem, a escolha do objeto é considerada uma expressão de nossa condição subjetiva. Foi, portanto, o impacto causado pelo símbolos presentes no poema Mar Absoluto que o dispôs como objeto de nossas considerações. Além disso, consideramos que as imagens neles contidas enquadram-se nas categorias temáticas acima mencionadas.

5.3 – Análise de dados

Primeiramente, dispomos as imagens selecionadas no poema Mar Absoluto nas categorias anteriormente delimitadas. A primeira categoria, “caráter elementar positivo”, englobou o símbolo do barco. Trata-se de um símbolo ambivalente que, nesta categoria, assume o sentido de barca dos mortos, uma proteção ou oferenda para seus antepassados. Além do barco, a imagem do “alento heróico” proporcionada pelo mar entrou nesta classificação.

A segunda categoria, “caráter elementar negativo” englobou, igualmente o símbolo do barco, no sentido do “barco esquecido”, uma imagem de abandono. Igualmente, a ela agregamos os símbolos: linho, ferro, corda, âncora, sereia, bem como as imagens de “duros corais”, o mar “duro de gelo” e o “medo” proporcionado pelo mar aos navegantes. Da mesma forma, as características do mar, “desfolhado”, “cego”, “dono apenas de si”, “desprovido de apegos” entraram nesta categoria, ao aludir à imagem da indiferença materna.

A terceira categoria, “caráter de transformação positivo”, englobou o símbolo do “destino”, uma ideia bastante ambivalente considerada, no contexto da análise, tanto em seu aspecto positivo como no negativo. Aqui, ele é compreendido no sentido de “direção”, norte, como algo que aponta para adiante. A transformação apareceu, ainda, nas imagens de animais ou de seus fragmentos, a saber: jardins, estrelas, caudas, antenas, olhos, búzios, anêmona, cavalo e touro. Além destes símbolos, igualmente, inserimos nesta categoria a concepção temporal cíclica, expressa em imagens como a do mar “matando-se e recuperando-se”, seu “prodigioso ritmo”, sua “eternidade lúdica”. As imagens “o dançarino e sua dança” e a “água de todas as possibilidades” foram, da mesma forma, aqui situadas.

A quarta categoria, “caráter de transformação negativo”, englobou o símbolo do destino em sua acepção negativa, concebido como fado, como sina.

O símbolo da água, que perpassa todo o poema, é portador de ambos os caracteres em ambas as polaridades, e pode ser enquadrado em todas as categorias acima.

Como Jung não elaborou um método específico para o estudo da literatura, em nossa pesquisa buscamos seguir o método de análise proposto por Penna (2009), denominado processamento simbólico arquetípico, que consiste numa apresentação coesa e sistematizada do método de investigação e análise junguiano, o qual se aplica ao entendimento de fenômenos em âmbito individual ou coletivo.

Segundo a autora, a etapa de análise compreensiva do material tem por finalidade decifrar e assimilar a face desconhecida do símbolo tornando-a, até certo ponto, conhecida (PENNA, 2009).

Os símbolos dispostos nas categorias foram submetidos ao procedimento de amplificação (que é a hermenêutica junguiana), proposta por Penna (2009) como um procedimento metodológico a serviço do processamento simbólico arquetípico. Esta se justifica porque, conforme afirma Jung (vol. 7/1, § 122), o material simbólico perde completamente seu significado quando completamente decomposto, mas encerra uma plenitude de sentidos ao ser ampliado por todos os meios conscientes. Ao contrário da análise,

que decompõe o fenômeno a fim de esquadrinhá-lo, a amplificação o integra numa expressão conjunta e coerente.

A amplificação consiste, portanto, em

[...] um método intuitivo visando à elaboração do sentido geral de um produto do inconsciente. Esta elaboração se faz pelo encadeamento associativo [...] de outros materiais que enriquecem e aprofundam de tal forma a expressão simbólica do inconsciente [...] que [esta] alcança a clareza suficiente para a compreensão consciente. Com o enriquecimento da expressão simbólica [o material inconsciente] é enredado em conexões mais gerais e, então, assimilado (JUNG, vol. 6, § 785).

Desta forma, elaboramos paralelos entre os símbolos captadas nos textos e os motivos arquetípicos correspondentes, o que nos permitiu “traduzi-las” para alguma forma de conceituação, embora um símbolo nunca possa ser completamente esgotado, em termos explicativos.

O procedimento de amplificação simbólica demandou constantes pesquisas bibliográficas, que forneceram o material a ser cotejado com as imagens presentes nos poemas. Deste material, selecionamos motivos análogos da mitologia, do folclore, da história e da arte, que foram agregados, conforme orienta Penna (2009), ao núcleo temático do material pesquisado, tornando possível o estabelecimento de um contexto para as imagens.

A finalização da análise compreendeu a construção de um texto que visou traduzir, para a linguagem psicológica, o significado amplificado das imagens. A inserção dos símbolos nas categorias foi uma medida adotada como forma de orientar nosso raciocínio para a elaboração dessa reflexão.