• Sonuç bulunamadı

USB bağlantısı

Belgede Televizyon A42-LB-9377 (sayfa 73-0)

6 Inter@ctive TV ve Ev Ağı 37

12.7 USB bağlantısı

Em 2003, no governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva é lançado o Programa Brasil Alfabetizado. De acordo com Fávero e Freitas (2011, p. 383):

O PBA visava e visa estimular ações supletivas e redistributivas, para a correção progressiva das disparidades de acesso e garantia de padrão de qualidade da alfabetização de jovens e adultos, com a implantação de programa específico de erradicação do analfabetismo em todo território nacional. Por meio da transferência de recursos financeiros advindos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em caráter suplementar, aos entes federados que aderiram ao Programa e por meio do pagamento de bolsas benefício a voluntários.

Em documento onde são apresentadas as diretrizes e princípios do referido Programa, afirma-se que ele é entendido como política pública. Isso porque “a alfabetização de jovens e adultos deixou de ser vista como uma ação periférica e compensatória, e passou a constituir-se um dos eixos estratégicos da política educacional do país, integrando-se a outras políticas públicas voltadas para a inclusão dos grupos sociais historicamente excluídos” (BRASIL, 2011, p. 7). Ainda assim, segundo a Unesco (2008, p. 42) “as organizações da sociedade civil continuaram ocupando um lugar importante na promoção da alfabetização de jovens e adultos, mas foram os municípios que assumiram responsabilidades crescentes na oferta de oportunidades de escolarização para os jovens e adultos”. No Programa há também uma preocupação não apenas com a alfabetização, mas com a continuidade da escolarização dos jovens e adultos que passaram por ela.

No Portal do Ministério da Educação, o Programa é assim apresentado: O MEC realiza, desde 2003, o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), voltado para a alfabetização de jovens, adultos e idosos. O programa é uma porta de acesso à cidadania e o despertar do

interesse pela elevação da escolaridade. Daí depreende-se a representação da leitura que

orienta o Programa, entendido aqui como uma ação de fomento a essa prática, posto que seu intuito é tornar mais pessoas leitoras por meio de sua aprendizagem. Tal representação toma a leitura como ‘uma porta de acesso à cidadania, discurso semelhante àquele que embasou as ações do Proler (Programa Nacional de Incentivo à Leitura). Essa porta de acesso à cidadania tem a ver com o fato de que a alfabetização é considerada um direito e a educação deve ser

contínua. Nesse sentido, e retomando ponderações feitas no Marco de Ação de Belém, documento resultante da VI CONFINTEA, nas diretrizes do Programa Brasil Alfabetizado afirma-se que:

O direito à alfabetização é parte inerente do direito à educação. É um pré-requisito para o desenvolvimento do empoderamento pessoal, social, econômico e político. A alfabetização é um instrumento essencial de construção de capacidades nas pessoas para que possam enfrentar os desafios e as complexidades da vida, da cultura, da economia e da sociedade.

Os discursos que justificam a necessidade de implementação do programa de alfabetização são similares àqueles que perpassam outras ações de incentivo à leitura no século XXI, cuja construção baseia-se em um imaginário eufórico acerca dessa prática baseado em um seu ideário como instrumento de transformação pessoal e social (FERNANDES, 2013). As razões de seu fomento se devem, então, primeiramente, ao fato de ser um direito inerente aos cidadãos e em segundo lugar por significar uma ferramenta para que as pessoas lidem com problemas de distintas ordens. Além disso, em um dos objetivos expressos nas diretrizes e princípios do Programa, a promoção da leitura é contemplada como uma das formas de qualificar a oferta de alfabetização para jovens, adultos e idosos e está associada à distribuição de materiais didáticos e literários e à políticas de formação e financiamento:

d) qualificar a oferta de alfabetização para jovens, adultos e idosos por meio da implementação de políticas de formação, de distribuição de materiais didáticos e literários, de incentivo à leitura e de financiamento.

Tendo em vista uma representação recorrente dessa prática que legitima a leitura extensiva, ou seja, aquela que se faz de muitos e variados textos, especialmente sob a forma impressa e havendo uma predileção pelos do gênero literário, uma das ações mais recorrentes de fomento à leitura foi e em certa medida ainda é aquela que visa a ampliar a circulação dos objetos culturais, seja pelo aumento do acervo e do número de bibliotecas seja pela adoção de estratégias com vistas ao seu barateamento para que mais pessoas possam adquiri-los. Com relação aos materiais didáticos também incluídos entre os objetos culturais a terem sua distribuição incrementada, além de, por muito tempo, terem sido eles os mais frequentes na casa dos brasileiros, em se tratando de leitura, haja vista fazerem parte do cotidiano escolar de seus filhos, segundo Fernandes (2013, p. 10):

No Brasil, nos últimos trinta anos, foram criados programas, instituições, leis, congressos, movimentos e campanhas, com a finalidade de formar o leitor, bem como de difundir e melhorar a leitura da população. Em decorrência dessas medidas, houve uma ampliação da produção e da circulação de livros, principalmente por meio de compras governamentais de didáticos e de literatura infanto-juvenil, tornando o Brasil o oitavo mercado editorial do mundo.

Assim, vê-se que os discursos de promoção da leitura, tomados aqui como sinônimo de promoção da alfabetização, ao motivarem iniciativas que visam a corrigir disparidades históricas no que toca à educação ou à possibilidade de ler de modo geral, também criam demandas mercadológicas que se apresentam como segmento lucrativo para o mercado editorial.

Belgede Televizyon A42-LB-9377 (sayfa 73-0)

Benzer Belgeler