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4. FORMEL VE ENFORMEL SEKTÖR ÜCRET FARKLILIKLARINI KİP

4.1. Uluslararası Literatür

Um elemento fundamental na profecia foi a questão da obediência e do cumprimento da aliança feita com Yahweh, tendo em pauta sempre a perspectiva da bênção e maldição como resultado da conduta do povo de obediência ou desobediência.

Os profetas do 8º século a.C. assumiram a posição de críticos em relação ao comportamento da sociedade acerca da desobediência aos preceitos de Yahweh não cumprindo a aliança, com a descrição dos efeitos de maldição no futuro. Nessa dinâmica profética havia a possibilidade de construir o futuro a partir da realidade, na qual poderia haver arrependimento e novo comprometimento com a aliança eterna.

A perspectiva profética em relação ao futuro compromete o povo em um relacionamento ético e obediente para com Yahweh. É dessa relação ou falta dela que advém bênçãos ou maldição.

Dentro dessa dinâmica temos a idéia do juízo de Yahweh com o tema do Dia de Yahweh, com toda sua simbologia de guerra e entronização dele como rei, ligado à idéia do castigo e da purificação (contexto em que os inimigos serão aniquilados – pessoas e estruturas sociais pecaminosas), através do qual Israel pode experimentar uma nova realidade.

Essa expectação sofre alterações na medida em que o povo é confrontado com eventos históricos que comprometem o futuro da nação, gerando com isso reajustes em relação à compreensão e aplicabilidade dessa expectativa futura.

Diante da realidade do exílio babilônico o povo israelita enfrenta o fato da destruição da nação, da derrota de Sião, da destruição do templo, e da quebra de esperança monárquica. Essa realidade provoca um sentimento de fim da história, gerando a expectativa de um escatón. Esse

fim está carregado de negatividade, pois todos os elementos que faziam parte do aspecto positivo da escatologia como responsáveis por uma nova realidade foram eliminados, como: a figura do rei (tradição davídica), a idéia da presença de Deus em Sião regendo o monarca, juntamente com a idéia da inviolabilidade da cidade e templo por serem moradas da deidade e do seu representante na terra, o rei.

A escatologia sustentada ou articulada pelas tradições acima é frustrada, causando alterações no modo de ver o mundo.

A partir dessa realidade novas expectativas escatológicas brotam. Da tradição davídica nasce a esperança messiânica com forte expectativa depositada na figura de Zorobabel no primeiro período pós-exílico, e que ao longo do tempo, acaba ficando em segundo plano em virtude da liberdade religiosa ser garantida pelas autoridades persas conferindo ao sumo sacerdote o poder de guia religioso da cidade com interesse mais no uso dessa liberdade do que numa esperança que só seria alcançada em conflito com essas autoridades; no exílio há também um retorno à expectativa da tradição do Sinai, com um novo modo de cumprir a lei com objetivo de resgate da perspectiva de bênçãos novamente; após a conquista dos persas houve a possibilidade de um retorno à expectativa da tradição de promessas aos patriarcas com a perspectiva do retorno à terra e a possibilidade de novos limites para uma identidade nacional, agora sob o domínio do império estrangeiro.

O período pós-exílico recente, dentro da dinâmica histórica, exigiu um novo e decisivo modo de desenvolvimento da escatologia israelita na reconstrução da nova identidade nacional.

O período da reconstrução e rededicação do novo templo foi propício para a escatologia da prosperidade e bênçãos conforme proclama o Deutero-Isaías, como sendo o tempo da nova Jerusalém conforme Isaías 54,11 – 55,13. Não sendo possível essa realidade, a

referida expectativa passa novamente por perspectiva negativa de um

escatón, e se transforma no apocalipsismo recente.

O apocalipsismo recente lança luz não apenas para um fim, mas também para um novo começo, tendo como perspectiva a atuação de Yahweh. Essa atuação está num futuro e é marcada por uma aniquilação da realidade vigente e a instauração de uma nova realidade.

O grande contraste que se instaura com o apocalipsismo é que, na escatologia anterior, a expectativa era da independência nacional no modelo davídico monárquico e na perspectiva da nova Jerusalém. Por não ser possível a realização de tal expectativa, a sensação do fim da nação é o marco dessa escatologia. Com o apocalipsismo a ênfase está na dinâmica do fim e novo início. A aniquilação dessa realidade e o começo de uma nova realidade fazem parte do plano de Yahweh, por isso é irrevogável e não depende mais do comprometimento do humano. O futuro da nação não dependeria mais da sua conduta ética para se realizar, mas sim da atuação de Yahweh, julgando o justo e o ímpio.

Essa expectação continua se desenvolvendo no decorrer do tempo ganhando novos desdobramentos até chegar ao nível da literatura apocalíptica.

A escatologia apocalipsista marca o fim da escatologia anterior com um novo modo de ver o mundo. Não mais com os elementos de aparelho de estado, com o sistema monárquico, por não ser mais possível a realização do mesmo.

Com isso podemos perceber que a escatologia, como um modo de perceber a realidade, não deve ser analisada abstraída de sua dinâmica social e histórica.

O contexto social de Israel com perspectivas teológicas diferentes, compondo assim um quadro heterogêneo, mostra-nos que nem todos os grupos compartilhavam das expectativas escatológicas. Como já

mencionamos, havia o círculo da sabedoria com idéias teológicas diferentes da escatologia; havia o círculo envolvido com as reformas de Esdras e Neemias sem nenhuma perspectiva escatológica (de fim da história); e o círculo sacerdotal.

Dentro da dinâmica histórica podemos perceber que a escatologia desempenhou um papel importante de aglutinadora de diferentes tradições israelitas, com o objetivo de viabilizar novos horizontes para uma nova formação da identidade da nação em meio a ameaças de desintegração.

No período de dominação persa o povo israelita experimenta uma nova realidade na qual é “possível” se restabelecer como nação com certa independência, porém sob o domínio e as alterações da administração imperial. Nesse contexto a ameaça à identidade nacional não estava apenas numa esfera externa de domínio persa, mas também na relação interna. Um elemento forte que poderia ser o elo de identidade seria a religião javista. Mas neste período muitas maneiras diferentes de javismo estavam disputando entre si o status de verdadeira religião e de liderança. Nessa dinâmica de conflitos e desafios internos acerca da identidade do povo enquanto “nação” e verdadeiro Israel de Deus, a nova escatologia possibilita uma tentativa de desenvolver e manter uma identidade nacional em certos grupos.

Concluímos que a intenção da escatologia foi sempre manter uma identidade nacional e teológica do povo israelita diante das ameaças internas e externas (opressão, perseguição, segregação e marginalização).

Durante o período profético a possibilidade dessa identidade se via na vivência ética com o cumprimento dos preceitos de Yahweh estabelecidos com a aliança.

Após o exílio babilônico, embora houvesse uma grande frustração teológica, a religião ainda continuou viva como uma das poucas coisas que restava como identidade nacional. Durante o domínio persa, seu interesse foi refazer a identidade do povo constituindo na fase da formação do judaísmo uma escatologia de grande importância que nortearia a nação israelita daí por diante dentro da dinâmica histórica, embora ainda houvesse novos desdobramentos, como houve durante o decorrer da história com novos eventos.

Diante disso, chegamos à discussão acerca da origem da apocalíptica como movimento sócio-teológico em Israel. Sendo um desenvolvimento da teologia israelita dentro da dinâmica de eventos históricos com elementos externos e internos como temos tratado até aqui.

Benzer Belgeler