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3.2. DOĞUŞTAN KÜRESEL İŞLETME KAVRAMI

3.2.2. Doğuştan Küresel İşletmeler ile Benzerliği Bulunan Kavramlar 94

3.2.2.4. Uluslararası Doğanlar/ Küresel Başlayanlar

A educação ambiental como instrumento de proteção do meio ambiente é comando constitucional previsto no inciso VI do § 1º do art. 225 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988:

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defende-lo e preserva-lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º. Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público: I – [...]

VI – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente; (BRASIL, 2011, p. 78).

No Brasil, a Educação Ambiental é regulamentada pela Lei n. 9.795/99 que trata da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA, definindo a Educação Ambiental nos seguintes termos:

“Art. 1º. Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências

voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.” (BRASIL, 2007, p. 407).

A lei estabelece que a educação ambiental seja um componente essencial e permanente da educação nacional, permeando todo o processo educacional, em todos os níveis de ensino, articuladamente, em caráter formal e não-formal. Isso implica dizer que os temas relativos à preservação do ambiente, em especial das águas, devem ser tratados interdisciplinar e transversalmente em todos os níveis de ensino, por serem as questões ambientais passíveis de discussão no âmbito de todas as disciplinas do conhecimento científico.

A Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA tem por princípios o enfoque humanista, democrático e participativo, devendo considerar na proteção ambiental a interdependência entre as atividades socioeconômicas, a natureza e os aspectos culturais, com vínculos entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais.

A PNEA tem por objetivo desenvolver nos cidadãos compreensão integrada do meio ambiente, visualizando as relações entre os aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos, com amplo acesso a informações ambientais. Compreender o meio ambiente implica visualizar a problemática gerada pelo uso e consumo de recursos ambientais, procurando defender a qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania. É preciso perceber que o homem está no centro da questão e não pode ser desconsiderado. Por isso, deve-se incentivar a participação individual e coletiva, permanente e responsável na proteção do meio ambiente. Não há como pensar e efetivar proteção ambiental isoladamente, porque todas as pessoas, pelo simples existir, demandam recursos ambientais.

Relativamente aos esgotos domésticos poder-se-ía, nas escolas, estimular programas para informar sobre a importância da preservação das águas e a necessidade do cidadão participar efetivamente do processo de proteção delas. Proteger águas requer das comunidades sabedoria e acesso a informações técnicas que lhes permitam modificar condutas inadequadas, tidas como corretas ao longo dos anos, como é o caso do despejo de esgotos domésticos diretamente nos corpos hídricos sem qualquer tratamento e sem mitigação de impacto na origem.

Um dos mitos a serem vencidos é o de que são infinitos os volumes de água. Ao contrário, a água é recurso finito e renovável. Os cidadãos precisam compreender que a natureza pode recuperar águas conspurcadas pelas atividades humanas, mas que a capacidade

de autodepuração dos corpos hídricos é limitada. Os atuais padrões de poluição superam a capacidade da natureza para renovar as águas conspurcadas pelas atividades humanas. Isso pode ser observado nos corpos hídricos que cortam as cidades. O que se vê nas águas dos sofridos rios que passam pelas cidades é sujeira, fezes, mau cheiro, lixo, ambiente insalubre e propício à difusão de doenças e males coletivos.

Ignorantes, as pessoas não colaboram para a preservação do ambiente. Colaborar é atitude, e atitude só se modifica intencionalmente, por vontade da pessoa individualmente considerada. A modificação de atitude é subjetiva; só ocorrerá depois que o indivíduo for convencido a agir livremente e de maneira diferente. Nesse sentido, importante a lição de Romano Filho, Sartini e Ferreira (2002) quando lecionam:

[...] a emoção move e a razão organiza; [...] uma gestão de águas só dará grandes saltos qualitativos e quantitativos quando se caracterizar mais por libertação do que por dominação, mais por civilidade do que por legalidade, mais por abundância do que por escassez, mais por autonomia do que por burocracia e mais por “empowerment” do que por infantilização. (ROMANO FILHO; SARTINI; FERREIRA, 2002, p. 18).

Entenda-se por “empowerment” o fortalecimento do poder de agir do cidadão. Livres para mudar culturas, para mudar o modo de agir e para promover resultados de interesse geral, as pessoas podem se mobilizar para atingir objetivos comuns, alcançando resultados nunca antes experimentados.

Para a efetiva proteção dos recursos hídricos, por meio da educação ambiental, é preciso mostrar às pessoas o quanto é irracional o uso das águas nos atuais padrões, focando os esgotos domésticos, para que cada um enxergue que o dano global é consequência da equivocada atitude individual que, se modificada, contribuirá para a preservação das águas e para a melhor qualidade de vida das comunidades.

A combinação da vigência de leis eficazes com a ampla e inteligente participação das pessoas nos processos decisórios sobre o uso e a proteção de recursos hídricos pode contribuir para a gestão cidadã das águas, para diminuição de conflitos e para a melhoria da qualidade do ambiente, dos ecossistemas e da qualidade de vida das comunidades.

A consciente participação cidadã constituirá mobilização em torno do objetivo de proteger recursos hídricos, tornando a proteção efetiva porque realizada pela vontade das pessoas e não por obrigação, por imposição.

Observa-se, nos brasileiros, nos dias atuais, elevação da capacidade de mobilização social para atingir objetivos das coletividades; a imprensa noticia isso no dia-a-dia. Disso, decorre a necessidade de o Poder Público alavancar esses processos mobilizatórios, permitindo a conjugação de esforços e a constante discussão e apresentação de propostas de gestão social com ampla participação das comunidades interessadas, realizando a democracia.