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3.2. DOĞUŞTAN KÜRESEL İŞLETME KAVRAMI

3.2.2. Doğuştan Küresel İşletmeler ile Benzerliği Bulunan Kavramlar 94

3.2.2.7. Uluslararası Yeni Girişimler

Na condição de organismo internacional de promoção da paz e harmonia entre as nações, a Organização das Nações Unidas – ONU reúne, decenalmente, representantes de países interessados na discussão e na proposição de medidas para o desenvolvimento sustentável. O esforço é gerenciado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMAD daquela instituição, tendo o primeiro encontro ocorrido na década de 1970. Ao final dos encontros, são redigidos “protocolos de intenção” e distribuídos aos dirigentes políticos das nações participantes, para que insiram no âmbito do Direito de seus países as avenças firmadas no interesse da comunidade global.

8.1.1 Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Humano (Estocolmo-1972)

Reunidos em Estocolmo, no período de 5 a 16 de junho de 1972, os países da Organização das Nações Unidas – ONU redigiram a Declaração sobre o meio humano: Proclamações e princípios, destacando-se os seguintes princípios, conforme Tamames (1983):

Princípio 1

Ao homem assiste o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao usufruto de condições de vida adequadas num meio cuja qualidade lhe permita viver com dignidade e bem-estar, cabendo- lhe o dever solene de proteger e melhorar o meio para as gerações presentes e futuras. [...]. g.n. Princípio 2

Os recursos naturais da Terra, incluindo o ar, a água, a terra, a flora e a fauna e especificamente as reservas representativas dos ecossistemas naturais, devem ser preservados em beneficio das gerações presentes e futuras, através de uma cuidadosa planificação ou ordenação, segundo as conveniências.

Princípio 3

Deve manter-se e, sempre que seja possível, restaurar-se ou melhorar-se a capacidade da Terra para produzir recursos vitais renováveis.

Princípio 6

A descarga de substâncias tóxicas ou de outras matérias e a liberação de calor, em quantidades ou concentrações tais que o meio as não possa neutralizar, devem ser interrompidas para que não causem danos graves ou irreparáveis aos ecossistemas. Deve apoiar-se a luta legítima dos povos de todos os países no seu combate contra a poluição. g.n.

Princípio 18

Deve recorre-se à ciência e à tecnologia, no âmbito de sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social, no sentido de identificar, evitar e combater os perigos que ameaçam o ambiente, para resolver os problemas ambientais e para o bem comum da Humanidade. (TAMAMES, 1983, p. 264-267). g.n.

Todos os princípios transcritos contém uma mensagem que leva à reflexão quanto ao lançamento de esgotos domésticos. É dever do homem primar para que os recursos ambientais sejam preservados para as gerações presentes e futuras. É dever do homem, também, buscar recursos tecnológicos que diminuam os impactos de sua existência no meio ambiente.

Quando se analisa a situação dos esgotos domésticos não se observa a atuação humana convergente com os princípios transcritos, mas desobediência a eles, num gesto inerte e egoísta das coletividades que insistem em lançar esgotos domésticos nas águas públicas arruinando-as e prejudicando a todas as pessoas indistintamente.

8.1.2 Declaração de Nairobi (18 de março de 1982)

Dez anos depois da reunião em Estocolmo, a ONU se reuniu em Nairóbi, no período de 10 a 18 de março de 1982, para avaliar evoluções, efetivação do que fora ajustado em Estocolmo e propor novos princípios e ações.

Inobstante terem ocorrido evoluções no campo da difusão de informações e do conhecimento sobre meio ambiente e a necessidade de protege-lo, poucas foram as ações concretas nesse sentido. Ainda assim, em Nairobi, novas observações foram feitas e novas propostas, destacando-se, na Declaração de Nairobi de 18 de março de 1982:

[...] As actividades (sic) anárquicas do homem provocaram uma deterioração ambiental crescente. A desflorestação, a degradação dos solos e da água e a desertificação atingiram proporções alarmantes e põem gravemente em perigo as condições de vida de grandes zonas do Mundo. (TAMAMES, 1983, p. 274).

Num desdobramento da Declaração de Nairobi, foi elaborado plano de ação para o meio ambiente, com o seguinte destaque:

III. Principais tendências e potenciais problemas relativos ao meio ambiente que se colocaram no seio do sistema das Nações Unidas durante o período de 1982 a a1992 e as prioridades do programa das Nações Unidas para o meio ambiente:

A) [...] C) Água

Tendências e problemas: Esgotamento e deterioração das águas superficiais e subterrâneas a que

se deve acrescentar uma procura crescente de água potável e para fins agrícolas e industriais; aumento da poluição das águas na maior parte dos países; acidificação e nitrificação contínua das águas doces; problemas ambientais provocados pelas obras de aproveitamento; deficiente ordenamento das bacias hidrográficas; poluição das águas fronteiriças e dificuldades técnicas contínuas para proceder ao ordenamento das águas superficiais ou subterrâneas compartilhadas por dois ou mais estados. (TAMAMES, 1983, p. 289).

Vale destacar que na década de 80 as projeções não eram boas, tomando-se por referência dados que subsidiaram as discussões em Estocolmo, em 1972. O que se observou em Nairóbi foi a elevação da pressão sobre os recursos ambientais e a intensificação de problemas relativos ao uso dos recursos naturais disponíveis numa demonstração de que as comunidades humanas ainda não teriam se conscientizado da necessidade de cuidar do ambiente.

8.1.3 Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Rio de Janeiro/1992 (ECO 92)

Em sua terceira edição ocorreu, no Rio de Janeiro, sob coordenação da ONU, reunião mundial para tratar de meio ambiente e desenvolvimento. Ao término, redigiu-se a Agenda 21, carta de intenções que contém diretrizes para os países gerenciarem os recursos ambientais em padrões sustentáveis.

O Capítulo 18 da Agenda 21 trata da proteção da qualidade das águas e do abastecimento das populações, sugerindo a aplicação de critérios integrados de desenvolvimento, manejo e uso dos recursos hídricos. (BRASIL, 1997).

É urgente o planejamento e a gestão integrada do uso da água, sob pena de se atingirem irreversíveis padrões de má qualidade, aumentando ainda mais a complexidade dos problemas registrados até o momento.

8.1.4 Rio + 10 (julho de 2002)

Dez anos depois da Rio – 92, ocorreu outra reunião da ONU, com dirigentes políticos, cientistas e representantes de 191 países participantes, para discutir e avaliar as implementações do que fora tratado na Rio – 92 e transcrito para a Agenda 21.

Segundo Lemos (2010), foram elaborados dois documentos no evento: a Declaração Política e o Plano de Implementação, além de programas para parcerias público-privadas. No Plano de Implementação consta, como uma de suas principais diretrizes, o objetivo de reduzir no Planeta o número de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento básico. A medida foi proposta pela vanguarda ambientalista, para que fosse cumprida até o ano de 2012, momento em que ficou clara a preocupação dos mais altos escalões políticos com questões relativas ao uso sustentado das águas. Os propósitos ambientalistas da Rio + 10 foram frustrados, porque as discussões tomaram rumo eminentemente social, deixando em segundo plano as questões ambientais. Muito se falou sobre distribuição de renda e de riqueza, endividamento dos países emergentes e outros temas análogos. Nesse contexto, viu-se prejudicada a discussão de temas eminentemente ambientais.