• Sonuç bulunamadı

2. EKONOMĐK ARAÇLAR VE ÇEVRE YÖNETĐMĐNDEKĐ YERĐ

2.4 Ekonomik Araçlar Konusunda Yapılan Çalışmalar

2.4.1 Uluslararası çalışmalar

As técnicas escolhidas para a coleta de dados desta pesquisa consistem em análise documental, observação, entrevistas individuais semiestruturadas e grupo focal. Nesta fase, o estudo foi conduzido em quatro etapas, conforme detalhado abaixo. Em alguns momentos houve a coleta simultânea de dados por meio da aplicação das diferentes técnicas.

A seleção criteriosa dos teóricos e das fontes de pesquisa (livros, artigos científicos, dissertações etc) foi imprescindível para a formulação de alguns questionamentos que guiaram a pesquisadora, tanto na fase de elaboração dos instrumentos de coleta de dados (confecção do questionário de perfil, definição do roteiro das entrevistas), como na própria fase de coleta, contribuindo significativamente para aguçar os sentidos, proporcionando maior intimidade com o tema pesquisado e maior sensibilidade nas fases de análise e discussão dos dados da pesquisa.

1ª etapa

Para atingir o primeiro objetivo específico da pesquisa, que consistiu em identificar, segundo a percepção dos alunos do curso de Direito da Instituição pesquisada, quem são os professores mais bem avaliados sob a perspectiva didático-pedagógica, foi realizada uma pesquisa documental, consultando-se os relatórios das duas últimas avaliações institucionais internas dos docentes do curso de Direito, correspondentes ao segundo semestre de 2013 e primeiro semestre de 2014 (2013.2; 2014.1).

A pesquisadora teve acesso a duas listas, contendo os nomes e as médias das notas obtidas por cada professor nas avaliações. A Instituição não disponibilizou relatórios contendo detalhes das avaliações individuais dos professores.

A partir do material disponibilizado pela Instituição foram elaboradas duas listas ordenando a classificação dos docentes de acordo com as notas atribuídas pelos alunos em cada semestre. Na sequência, foi confeccionada uma terceira lista demostrando quais foram os professores que obtiveram a melhor média de avaliação nos dois semestres pesquisados.

A adoção desse critério (média das duas últimas avaliações) justificou-se em razão das mudanças nos parâmetros de avaliação que foram introduzidos e padronizados pelos novos gestores da Instituição, quando do processo de aquisição, ocorrido em 2012. Por esta razão,

não foram consultados relatórios de processos de avaliação docente referentes aos períodos anteriores à venda da empresa.

A pesquisadora não teve acesso aos relatórios relativos ao primeiro semestre de 2013 e os relatórios da avaliação docente referentes ao segundo semestre de 2014 não tinham sido concluídos, até o momento da coleta dos dados, segundo informações prestadas pelo Coordenador Geral Acadêmico e pela Coordenadora do curso de Direito da Instituição pesquisada. Assim sendo, foram analisados os relatórios das avaliações institucionais internas de docentes relativos ao segundo semestre de 2013 e primeiro semestre de 2014.

A opção pela classificação e ordenação dos docentes levando em consideração a média obtida por eles nos dois períodos de avaliação (2013.2 e 2014.1), objetivou selecionar os docentes que efetiva e habitualmente se destacaram na sua atuação pedagógica, ou seja, aqueles que mantiveram sequencialmente índices positivos de avaliação, buscando-se evitar a adoção de dados (resultados) reflexos de circunstâncias ocasionais ou esporádicas.

Reforçando este objetivo, foi adotada a média 7 (sete) como ponto de corte, ou seja, foram convocados para participar da pesquisa apenas os docentes que obtiveram média igual ou superior a 7(sete) consoante relatórios das avaliações institucionais pesquisados.

A fim de manter o anonimato dos sujeitos entrevistados, conforme esclarecido no TCLE, foram atribuídos nomes fictícios aos docentes, substituindo os nomes originais por nomes de personagens bíblicos.

2ª etapa

Para atender ao segundo objetivo específico da pesquisa, que consistiu em analisar quais são as ações e atitudes evidenciadas na prática cotidiana dos professores mais bem avaliados do curso de Direito e que pudessem justificar a posição por eles ocupada na avaliação dos discentes, foram realizadas observações.

Essas observações tiveram o intuito de identificar, também, possíveis elementos individualizadores da prática dos docentes, que não foram contemplados na avaliação institucional, e que pudessem contribuir para compreensão do lugar que esses professores ocuparam na avaliação dos alunos.

Nas avaliações institucionais que geraram o ranking dos professores mais bem avaliados do curso de Direito, os alunos responderam às seguintes perguntas:

1. Em que grau você recomendaria aos seus colegas cursarem disciplinas ministradas por este professor? (A esta segue-se uma gradação, onde o ponto inferior diz “não recomendo de jeito nenhum” e o maior “recomendo totalmente”, de 0 à 10).

2. Relacione os motivos favoráveis ou desfavoráveis que balizaram sua recomendação. (Esta é subjetiva).

3. Qual seu grau de satisfação com: (nova gradação... ponto mais baixo = totalmente insatisfeito e inversamente); a didática do Professor (clareza nas explicações, motiva a participação dos alunos, utiliza recursos como datashow, seminários e outros); a forma como o conteúdo é lecionado pelo Professor (demonstra conhecimento e domínio do conteúdo ministrado); em relação ao processo avaliativo aplicado pelo Professor (coerência na elaboração e correção das provas).

As observações foram realizadas em diversos ambientes da Instituição pesquisada: salas de aula, espaço de convivência, sala de atendimento ao aluno, sala dos professores, sala de reuniões.

O registro das observações foi feito em um diário de campo ou protocolo de registro (APÊNDICE B) contendo duas partes (uma descritiva e outra reflexiva) seguindo orientação de Ludke e André (apud MALHEIROS, 2011, p. 192). “A parte descritiva deve se ater a relatar o fenômeno tal qual foi observado. Já a parte reflexiva conta com o suporte do pesquisador, que busca discutir o que foi observado, fazendo analogias, comparações, inferências, entre outros”. Ao final da coleta de dados, foram gerados dezoito protocolos de registro.

As autoras Bocchi, Juliani e Spiri utilizam o termo “notas de campo” para se referir a essa fase de registro dos dados coletados por meio da observação.

Enquanto o pesquisador está no campo de coleta de dados, o mesmo deve ter seu senso de observação acurado e se não der para fazer as anotações no local onde se está fazendo a coleta, recomenda-se fazê-los tão logo puder, por meio da escrita ou por gravação de: reflexões, sentimentos, idéias, momentos de confusão, interpretações, bem como tudo que julgar importante do que observou no campo de coleta de dados. [...] (BOCCHI, JULIANI e SPIRI, 2008, p.22).

A observação, como técnica de coleta de dados, pode ser utilizada tanto nas pesquisas quantitativas quanto nas qualitativas. A diferença é que na pesquisa quantitativa o ato de observar busca converter a realidade em números, enquanto que na abordagem qualitativa busca-se uma interpretação daquilo que se vê (MALHEIROS, 2011).

Desta forma, a técnica de coleta de dados aqui escolhida, articula-se com o objeto da pesquisa, e especialmente com o segundo objetivo específico delineado pela pesquisadora.

3ª etapa

Para atingir o terceiro objetivo específico da pesquisa, que foi investigar as trajetórias de formação para a docência universitária dos professores do curso de Direito, foi aplicado um questionário para compor o perfil dos docentes (APÊNDICE C), e foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas seguindo o roteiro descrito no Apêndice D.

Em educação, as pesquisas de campo acontecem em vários ambientes: escolas, universidades, organizações dos mais diversos tipos. Como um estudo de campo pode ser qualitativo ou quantitativo, a forma de coletar os dados varia muito. Pode ser feita por entrevista, instrumento de caráter qualitativo, como poder ser um questionário, de essência fortemente quantitativa. [...] (MALHEIROS, 2011, p. 96).

Foram convidados a preencher o questionário de perfil e a participar da entrevista individual semiestruturada os três professores que preencheram de forma simultânea e ordenada os seguintes critérios: 1°) Obtiveram as melhores médias na avaliação institucional interna, nos dois semestres analisados (2013.2 e 2014.1), comparado com os demais professores do curso; 2°) Estavam trabalhando na Instituição quando foi realizada a pesquisa ; 3º) Demonstraram interesse e disponibilidade para contribuir com a pesquisa, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE A).

O TCLE foi detalhadamente explicado aos sujeitos que demonstraram disponibilidade para participar do estudo. Dentre os esclarecimentos, foi enfatizado: a) que a participação na pesquisa não geraria nenhum custo para os integrantes, bem como não haveria nenhum tipo de pagamento ou gratificação financeira pela sua participação; b) que os métodos empregados não causariam nenhum tipo de dano ou prejuízo à integridade dos participantes; c) que os dados coletados teriam uso e destino apenas para os objetivos desta pesquisa; d) que não haveria identificação dos participantes, uma vez que esta identificação é irrelevante para os fins desta pesquisa; e) que os participantes poderiam revogar seu consentimento a qualquer

momento, sem que isto implicasse em qualquer penalidade; f) que os resultados da pesquisa se tornariam públicos fossem eles favoráveis ou não.

O critério adotado para a seleção dos sujeitos da pesquisa foi intencional, respaldado nas lições de Malheiros (2011, p. 192):

[...] é imperativo selecionar uma boa amostra. A amostragem, como visto na coleta de dados quantitativos, pode ser feita de diversas formas. Mas nas pesquisas qualitativas, porque como não haverá a possibilidade de se justificar a escolha por meio de números ou questões estatísticas, há que se comprovar que o grupo selecionado (ou caso escolhido) é representativo do fenômeno que se deseja investigar. [...]

Para pesquisas qualitativas o método de composição da amostra mais utilizado é a amostra intencional. A justificativa é a facilidade de encontrar eventos ou pessoas dispostas a participar.

Conforme apontado por Silva, Godoi e Bandeira-de-Melo (2010) uma das decisões metodológicas inevitáveis e angustiantes no trabalho de investigação qualitativa e da entrevista é a decisão sobre quem, quantos e quantas vezes entrevistar, já que não existem à disposição do pesquisador fórmulas para cálculo do tamanho amostral, como ocorre na pesquisa quantitativa.

A definição dos participantes durante o processo de estudo, sem a preocupação da representatividade estatística, atribui a flexibilidade de, tomando como base o desenvolvimento teórico do trabalho, voltar ao campo e ampliar o número ou aprofundar a conversação com os participantes. A evolução da compreensão analítica que dá consistência ao tema de investigação é, em última análise, o critério que orienta o trabalho de campo. (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010, p. 308).

Dentre as diversas modalidades de entrevista qualitativa, foi adotada a entrevista semiestruturada, que é caracterizada pela preparação de um roteiro e por dar flexibilidade ao entrevistador para ordenar e formular perguntas durante a entrevista (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010).

A entrevista semiestruturada e individual foi baseada em um roteiro de perguntas sobre a trajetória profissional dos docentes (APÊNDICE D), e as questões foram respondidas no ato da entrevista. O registro dos dados foi realizado por meio de gravações e filmagens (após prévia autorização do entrevistado), a fim de que se pudesse realizar a transcrição literal da fala dos pesquisados para posterior análise.

As entrevistas foram todas realizadas numa sala para estudos de grupo localizada na biblioteca da Instituição. A sala é bem iluminada, climatizada e possui excelente acústica. Esses fatores proporcionaram um ambiente confortável e silencioso para realização das entrevistas.

O roteiro das entrevistas individuais foi preparado a partir de uma lista de perguntas que foram ordenadas seguindo uma sequência lógica (APÊNCICE D). Após a realização da primeira entrevista, como não foram feitas alterações significativas no roteiro, todas as entrevistas individuais puderam ser consideradas na análise (SILVA, GODOI e BANDEIRA- DE-MELO, 2010).

As entrevistas foram conduzidas pela própria pesquisadora e o registro foi feito por meio de gravação de áudio e filmagem. A opção pelos dois métodos de registro objetivou assegurar que não haveria perda dos dados, caso houvesse eventual falha num dos equipamentos, garantindo assim a efetiva captura da fala dos entrevistados para posterior análise.

A própria pesquisadora também procedeu à transcrição das entrevistas. Essa etapa de transcrição do material auxilia o pesquisador a se familiarizar com o vocabulário empregado pelos entrevistados, aumenta a proximidade do pesquisador com os dados coletados, ajuda na percepção dos detalhes e integra a primeira fase da análise de conteúdo, qual seja, a pré- análise (BOCCHI, JULIANI E SP IRI, 2008; MALHEIROS, 2011).

As entrevistas individuais tiveram um tempo médio de duração de cinquenta minutos cada e serviram de teste-piloto para validação do conteúdo do roteiro de questões do grupo focal ou

focus group, como detalhado a seguir. Os participantes das entrevistas individuais, em razão

dos critérios estabelecidos na pesquisa, poderiam participar também do grupo focal. Apenas um dos pesquisados participou da entrevista individual e do grupo focal. Essa participação do mesmo sujeito em duas etapas da pesquisa contribuiu para verificar a coerência do discurso ou a modificação da postura frente às questões apresentadas na entrevista individual e durante o grupo focal.

Teste-piloto dos instrumentos de pesquisa

Conforme antecipado, almejando validar os instrumentos de coleta dos dados foi aplicado o questionário de perfil (APÊNDICE C) e foram realizadas entrevistas individuais

semiestruturadas (APÊNDICE D) com os três professores que preencheram de forma simultânea e ordenada os critérios especificados alhures.

Este procedimento ajudou a averiguar se os instrumentos de coleta de dados estavam adequados ao propósito da pesquisa. O teste-piloto permitiu que se validassem as questões, verificando se o público-alvo da pesquisa entendia as questões formuladas exatamente como a pesquisadora imaginou, ou seja, buscou analisar se os ouvintes compreendiam exatamente o que se queria saber com cada uma das perguntas (MALHEIROS, 2011).

Os estudos de campo requerem a utilização de variados instrumentos de pesquisa, tais como formulários, questionários, entrevistas, escalas de observação. Torna-se necessário, portanto, pré-testar cada instrumento antes da sua utilização, com vista em: (a) desenvolver os procedimentos de aplicação; (b) testar o vocabulário aplicado nas questões; e (c) assegurar-se de que as questões ou as observações a serem feitas possibilitem medir as variáveis que se quer medir (GIL, 2002, p. 132).

É necessário que o pré-teste dos instrumentos seja feito com população similar tanto quanto possível à que será estudada. Não se requer, todavia, uma amostra rigorosamente representativa dessa população (GIL, 2002, p. 132). A partir das entrevistas individuais, poderia ser mantido o roteiro constante no Apêndice D, ou poderiam surgir novos questionamentos que ensejassem alterações/adaptações no roteiro de questões ou guia de tópicos aplicado quando da realização do grupo focal.

Após a realização da primeira entrevista individual, houve a necessidade de alterar a 20ª questão, tendo em vista que, a forma como foi formulada a pergunta, gerou ambiguidade na interpretação. A pergunta foi originariamente elaborada nos seguintes termos: Como você avalia a aprendizagem dos seus alunos? E o primeiro entrevistado respondeu afirmando ser boa, ou positiva. Na verdade o objetivo da pergunta era saber quais eram os instrumentos de avaliação utilizados pelo professor entrevistado. Então a questão foi reformulada passando a contar com a seguinte redação: Quais são os instrumentos de avaliação que você utiliza?

Quando da realização da primeira entrevista, também foi inserida uma nova questão, solicitando que o entrevistado completasse a seguinte frase: Aprendi a ensinar... .

As duas entrevistas individuais subsequentes seguiram o roteiro com as adaptações acima descritas. No Apêndice E é possível visualizar o roteiro de perguntas com as referidas alterações.

A partir das entrevistas individuais, foram extraídos novos questionamentos e emergiram novas ideias que determinaram a necessidade de adaptação do roteiro de questões ou guia de tópicos para o grupo focal. No apêndice F é possível visualizar o roteiro de perguntas adaptado e aplicado quando da realização do focus group.

4ª etapa

Nesta última etapa da coleta de dados, que também teve por objetivo investigar as trajetórias de formação para a docência universitária dos professores do curso de Direito, foi realizado um focus group ou grupo focal.

O focus group é um tipo de entrevista em profundidade realizada em grupo, cujas reuniões têm características definidas quanto à proposta, ao tamanho, à composição e aos procedimentos de condução. O foco ou o objeto de análise é a interação dentro do grupo. Os participantes influenciam uns aos outros pelas respostas às ideias e colocações durante a discussão, estimuladas por comentários ou questões fornecidos pelo moderador (pesquisador ou outra pessoa). Os dados produzidos por essa técnica são transcritos das discussões do grupo, acrescidos das anotações e reflexões do moderador e de outro (s) observador (es), caso exista (m). (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010, p. 325 e 326).

O grupo focal é uma técnica de coleta de dados, recomendada para pesquisa de campo, e tem a vantagem de, em pouco tempo e com baixo custo, permitir uma diversificação e um aprofundamento dos conteúdos relacionados ao tema da pesquisa (CHIESA, CIAMPONE

apud BOCCHI, JULIANI e SPIRI, 2008).

O focus group pode ser considerado um método de pesquisa com conteúdo autônomo ou uma técnica de coleta de dados que pode ser usada em conjunto com outros métodos (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010). Neste estudo o grupo focal foi utilizado como técnica de coleta de dados associado às entrevistas individuais acima detalhadas.

Como orientam Silva, Godoi e Bandeira-de-Melo (2010, p. 330):

Outra forma de associar o focus group com a entrevista individual é conduzir os grupos como um adicional para as entrevistas. Tal atitude permitirá ao pesquisador explorar questões surgidas na análise das entrevistas visando esclarecer áreas que ainda apresentam pontos de vista obscuros.

Para aplicação do grupo focal é necessário que os entrevistados tenham características comuns (MALHEIROS, 2011). Como explicitado, o grupo pesquisado é formado por docentes do curso de Direito de uma Instituição de ensino superior privada. Inobstante a

heterogeneidade descrita no início deste capítulo, os professores têm em comum o fato de, em sua maioria, serem egressos de cursos de graduação que não preparam para o exercício da atividade docente.

O grupo focal é ideal para explorar as experiências das pessoas, opiniões, desejos e preocupações. O método é particularmente útil para permitir aos participantes criarem suas próprias questões, estruturas e conceitos e ocuparem-se com suas próprias prioridades em seus próprios termos e vocabulários (BOCCHI, JULIANI e SPIRI, 2008, p.23).

A técnica aqui sinalizada revelou-se apropriada para esta pesquisa, na medida em que se buscou essencialmente investigar os caminhos trilhados pelos docentes na construção de suas habilidades pedagógicas. As experiências, os relatos, os desafios, os anseios e as perspectivas partilhados pelos participantes do grupo focal constituíram valiosos dados para a pesquisa.

Recomenda-se que os grupos tenham tamanho médio, constituídos por seis a dez pessoas. No tocante ao critério de seleção dos participantes, deve-se levar em consideração o interesse destes em contribuir com a pesquisa, devendo o pesquisador concentrar-se nos sujeitos que possam fornecer informações mais significativas conforme o propósito da pesquisa (SILVA, GODOI e BANDEIRA-DE-MELO, 2010).

Levando-se em consideração os critérios acima expostos, foram convidados a participar do

focus group os oito professores que preencheram simultânea e ordenadamente os mesmos

critérios adotados para a seleção dos participantes das entrevistas individuais, ou seja: 1°) Obtiveram as melhores médias na avaliação institucional interna, nos dois semestres analisados (2013.2 e 2014.1), comparado com os demais professores do curso; 2°) Estavam trabalhando na Instituição quando foi realizada a pesquisa ; 3º) Demonstraram interesse e disponibilidade para contribuir com a pesquisa, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice A).

Antes de iniciar a sessão, os participantes do grupo focal também responderam ao questionário de perfil (APÊNDICE B), proporcionando a obtenção de dados demográficos dos sujeitos pesquisados.

A pesquisadora seguiu criteriosamente as etapas de planejamento e condução das sessões do grupo focal, conforme preconizado por Silva, Godoi e Bandeira-de-Melo (2010, p. 332-345).

Fase de planejamento:

1) Tamanho do grupo: considerando que o ideal é que os grupos tenham tamanho médio (entre seis e dez participantes), foram convidados oito professores (20% a mais que o número mínimo de participantes para garantir o quantitativo recomendado).

2) Participantes: considerando que o pesquisador deve focar nos sujeitos capazes de fornecer informações significativas para a pesquisa, foram convidados os docentes que obtiveram as melhores médias nas avaliações Institucionais.

3) O moderador e seu nível de envolvimento: a própria pesquisadora desempenhou o papel de moderadora, mantendo baixo nível de envolvimento durante a maior parte da sessão, levando em consideração a própria natureza da pesquisa (exploratória).

4) Escolha do local e data da sessão: a sessão foi realizada num estúdio de gravação localizado na própria Instituição, utilizado pelos estudantes de Jornalismo. Os entrevistados foram acomodados em uma mesa, dispostos em forma de “U”, todos de frente para a moderadora. O ambiente é bastante confortável, silencioso, climatizado e possui sistema de áudio e vídeo que foram utilizados para registro da sessão. No tocante à data da sessão, a pesquisadora fez uma prévia sondagem junto aos potenciais entrevistados com o objetivo de definir uma data conveniente aos participantes. Esse procedimento objetivou assegurar a presença do número recomendado de participantes.

5) Conteúdo da entrevista: o roteiro do grupo focal, adaptado das entrevistas individuais,