6. KATI ATIK YÖNETĐMĐNDE EKONOMĐK ARAÇLARIN KULLANIM
6.2 Senaryoların Uygulanması
O manejo da irrigação, de forma racional, consiste na aplicação da quantidade correta de água às plantas, no momento oportuno. As relações da água no sistema solo-planta-atmosfera
poderão ser medidas pela utilização de procedimentos técnicos, com instrumentos tipo tensiômetros, tanques evaporimétricos (tanques “Classe A”) e estações meteorológicas. Borges et al (2009), relatam a função específica desses equipamentos:
Tensiômetros: expressam a “força” com que a água está retida pelo solo e permitem estimar indiretamente a quantidade atual de água no solo. Tanques evaporimétricos: possibilitam estimar a demanda evapotranspirativa da cultura, permitindo o cálculo da lâmina de irrigação a ser aplicada ao longo do ciclo da cultura. Estações meteorológicas automáticas: permite determinar a evapotranspiração da cultura. (BORGES et al,2009, p. 4). Silveira e Stone(1994) ao definirem manejo de irrigação e sua finalidade, citam vários objetivos, tais como a maximização da produtividade da cultura, aumento da eficiência de adubos, minimização do uso da água, custo de energia e diminuição de incidência de doenças, além de melhorar e manter as condições químicas e físicas do solo. No estudo com irrigantes produtores de feijão, esses autores enfatizam que, apesar dos benefícios proporcionados pela prática de um bom manejo de irrigação, a maioria dos produtores não dá a devida importância e ainda explicam as possíveis causas desse comportamento. São elas: o insumo água ser de forma gratuita; o custo de energia elétrica girar apenas em torno de 10 % do custo de produção, não representando, portanto, um alto custo; a indisponibilidade de análise físico- hídrica do solo e de dados climatológicos; priorização das suas atividades voltadas para adubação e controle de pragas e doenças; ausência de assistência técnica aos produtores com relação ao manejo de irrigação, talvez por desconhecimento dos técnicos e ou consultores ou por falta de interesse desses prestadores de serviço. Finalizando, eles alertam para a questão metodológica que ainda não foi adaptada e apresentada aos agricultores de maneira acessível, de modo a contribuir para sua adoção a essa tecnologia de irrigação.
Esse pensamento foi complementado por Bernardo et al. (2005), quando relatado que os usuários da irrigação não têm se mostrado muito sensíveis a melhorar o manejo dessa prática. Dentre as diversas causas, podem ser citadas:
Baixo custo da água de irrigação, em relação ao custo das práticas que melhorariam a eficiência de irrigação.
Dificuldade de qualificar e quantificar funções de produção que mostrem o decréscimo da produção em razão da falta ou do excesso de irrigação.
Falta de informações de campo para os que terão de decidir diariamente quando e quanto irrigar.
Muitas vezes, nos projetos, as decisões sobre quando irrigar são relegadas a plano secundário.
Em um diagnóstico socioeconômico e ambiental realizado em 2013 com as comunidades rurais dos núcleos habitacionais N1, N3, N4, N5 e C2 do Projeto de Irrigação Senador Nilo Coelho em Petrolina – PE, os autores Sousa et al. (2013); identificaram que a decisão de quando e quanto irrigar é norteada pela experiência do produtor. Quando não acontece dessa forma, o manejo é baseado por um tempo pré-definido, não considerando a necessidade hídrica da cultura cultivada, não se preocupando com as condições climáticas, em todo período do ano. Esses autores identificaram, ainda, que apesar de os agricultores utilizarem sistemas de irrigação mais modernos e eficientes, possuem costumes da aplicação excessiva de água durante as irrigações.
Para definir quanto e quando irrigar, Netto Aguiar e Bastos (2013) lembram que serão utilizados métodos e artifícios levando em conta o solo, o clima, a planta e a contabilização da entrada e saída de água no solo. Os autores enfatizam que, em sistemas inovadores tipo os localizados, a frequência de irrigação acontece diariamente. A reposição da água para a planta é feita com base apenas na evapotranspiração da cultura diária.
Importante estudo desenvolvido por Sousa et al. afirma que “um manejo adequado de irrigação tem como objetivo fornecer água às culturas, suficiente para atender suas exigências hídricas, a ponto de não ocorrer redução significativa da produção”. (SOUSA et al. 1997 p. 11). A reposição da disponibilidade de água através da irrigação deverá acontecer antes que o solo apresente um nível insuficiente para realização dos processos fisiológicos das plantas. Na opinião deSouza (2001 p. 4), “pouca água pode reduzir o potencial de produção e água em excesso pode prejudicar a cultura, favorecendo doenças, lixiviar nutrientes do solo ou encarecer o produto”. Assim, a quantidade de água a ser aplicada deve ser aquela que atenda às necessidades da planta, sem provocar excesso de água no solo.
Impactos negativos de uma irrigação inadequada
A implantação e / ou expansão da agricultura irrigada tem gerado problemas da má utilização da água. Por essa razão, faz-se necessário destacar os aspectos da irrigação que causam impactos negativos na utilização da água.
De acordo com Coletti e Testezlaf (2004), o desperdício de água é constante na maioria dos sistemas de irrigação. Isso ocorre devido a serem sistemas antigos, com redes de distribuição em inadequado estado de preservação, por terem componentes instalados de forma incorreta, ou ainda, por projetos e manejos não serem realizados da melhor maneira.
Segundo os referidos autores, no decorrer dos eventos de irrigação, ocorrem determinados processos, os quais contribuem para o desperdício e contaminação da água, sendo muito comum sua ocorrência nas propriedades rurais. Dentre esses processos ressaltam-se as perdas na rede de distribuição (no caminho que a água percorre do bombeamento até o cultivo) ocorrendo em grande parte, por descuido ou por descaso dos irrigantes. Atribui-se este comportamento ao fato de a água ainda não ser contabilizada nem em seus lucros, nem nos custos finais com o produto, o que faz com que não sejam levados em conta problemas de falta d’água e problemas ambientais. Um fator positivo a ser mencionado é que, ultimamente, este cenário vem se modificando nas áreas rurais.
Outros prejuízos ao meio ambiente, que são provocados por irrigações mal manejadas, são os riscos de salinização do solo. Perdas de solo e fertilizantes também ocorrem frequentemente em algumas regiões.
Existem várias soluções para estes problemas, os quais devem ser analisados e tratados separadamente. Algumas formas de se evitar esses tipos de problemas são: explorar os sistemas de irrigação de maneira otimizada, melhorar a eficiência de condução, distribuição e aplicação da água em campo, reduzindo, desta forma, as perdas de água e a possibilidade de contaminação dos recursos hídricos.
Sousa et al.(2013) identificaram, após pesquisa com produtores rurais do município de Petrolina – PE, que os agricultores não realizam manutenção preventiva e corretiva nas redes hidráulicas dos seus lotes. A consequência desse fato é a utilização de equipamentos de irrigação apresentando avarias, contribuindo, dessa forma, para o desperdício de água e provocando danos ao meio ambiente.
Um dos principais problemas relacionados à má utilização da água é a erosão, que tem como resultado a perda das camadas mais superficiais e mais férteis do solo e a sua degradação, além da degradação de outros componentes do meio ambiente.
É importante mencionar que a irrigação por sulcos é a que apresenta maiores possibilidades de causar erosão, pelo fato de ser feita através de canais abertos no próprio solo. Essas perdas de solo se destacam em regiões produtoras, em períodos chuvosos. Apesar de apresentarem menores chances, as irrigações por aspersão podem ocasionar erosões, quando são malconduzidas, aplicando-se altas lâminas de água, o que propicia escoamento superficial, tendo como resultado o arraste de partículas.
Pode ser acrescentado que, na irrigação por sulcos, é maior o risco de erosão, caso sejam utilizadas altas vazões de água, quando o comprimento das parcelas é reduzido e quando há excesso de declividade.
Assim como irrigações mal manejadas e de baixa eficiência fazem com que os fertilizantes sejam levados à água superficial e subterrânea, outra ameaça à qualidade das águas são os produtos utilizados no controle fitossanitário.
Eficiência da irrigação e da utilização da água
Segundo Coelho et al. (2005), a agricultura irrigada, para ser considerada sustentável, precisa ser eficiente na utilização da água na irrigação, bem como na utilização dos agroquímicos que, quando aplicados às plantas ou ao solo, podem causar contaminação dos recursos hídricos subterrâneos.
Os autores apontam, como formas de alcançar o uso eficiente da água de irrigação, a atuação nas seguintes atividades:
a) estrutura de irrigação existente, em relação aos tipos de cultivo, sistemas de irrigação e gestão da utilização de água;
b) metodologia utilizada para o manejo da irrigação;
Quando a irrigação é conduzida de forma racional, assegura que a quantidade de água necessária às plantas seja fornecida no momento correto. Lima et al. (1999) concluíram que o produtor rural, usualmente, irriga em excesso, por não utilizar uma metodologia de controle de irrigação e por temer que a cultura sofra estresse hídrico. Para os autores, esse excesso tem como consequência principal o desperdício de energia elétrica e de água, usadas em um bombeamento desnecessário. Eles ainda apresentam um estudo comparativo de três principais métodos de irrigação, comparando a eficiência da irrigação na aplicação de água e o consumo de energia elétrica, conforme tabela abaixo:
Tabela 4 – Eficiência de irrigação e consumo de energia de diferentes métodos de irrigação.
Método de irrigação Eficiência de irrigação % Uso de energia (kwh/m³)
Por superfície 40 a 75 0,03 a 0,3
Por aspersão 60 a 85 0,2 a 0,6
Localizado 80 a 95 0,1 a 0,4
Fonte: Lima et al. (1999, p. 4)
“Eficiência de irrigação pode ser definida como a relação entre a quantidade de água requerida pela cultura e a quantidade total aplicada pelo sistema para suprir essa necessidade” (LIMA et al, 1999, p. 4). Finalizando, quanto menores as perdas da água, maior será a eficiência de um sistema. Essas perdas podem acontecer através do escoamento superficial, evaporação, deriva e drenagem profunda.
Coelho et al. (2005), baseados em Lemos (2003), afirmam que entre as principais causas da baixa eficiência da irrigação está o fato de que a maioria das áreas irrigadas possui relação com projetos públicos ou público / privados e muitos dos irrigantes desconhecem ou não aplicam os princípios básicos da agricultura irrigada, o que inviabiliza o entendimento e, consequentemente, a obtenção de uma irrigação eficiente e de suas vantagens.
Finalizando, os autores assinalam que:
O manejo da irrigação compreende a aplicação de água no momento correto e na quantidade demandada pela cultura para aquele momento. O manejo da
irrigação deve ser adequado aos sistemas de irrigação de forma a se obter elevadas eficiências. Não adianta se ter um sistema de irrigação de alta eficiência se o manejo da irrigação é deficiente (COELHO, COELHO FILHO e OLIVEIRA,2005, p. 59).
3 METODOLOGIA E DADOS UTILIZADOS
Neste capítulo, serão detalhados os procedimentos metodológicos que foram necessários na condução da pesquisa e análise dos dados. As características deste trabalho ensejam a realização de uma pesquisa de natureza exploratória e descritiva com tipo de abordagem quantitativa, a qual utilizou metodologia de estudo baseada em pesquisa de campo. Com esta pesquisa foram coletados os dados primários empregados neste trabalho, por meio da aplicação de questionários junto a agricultores do Município de Petrolina, localizado no Estado de Pernambuco.