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3. KÜMELENME YAKLAġIMININ TARĠHÇESĠ, KÜMELENME TÜRLERĠ

3.3 Tekstil Sektörünün Kümelenme YaklaĢımı Çerçevesinde Ġncelenmesi

3.3.1 Türkiye’de tekstil sektörünün kümelenme yaklaĢımı çerçevesinde

3.3.1.1 Ulusal ve uluslararası ölçek

Quando uma onda sonora incide sobre uma superfície, sua energia é absorvida pela estrutura do material que compõe essa superfície. Ilustração 10. Dependendo da constituição do material e, principalmente, quando há porosidade e elasticidade, o material apresenta alto coeficiente de absorção sonora, como é o caso, por exemplo,

de: tecido, carpete, feltros, lã de vidro ou de rocha, placas de cortiça, placas de coco, mantas e espuma acústica. Tais materiais absorvem, principalmente, as médias e as altas frequências, e suas propriedades de absorção da energia mecânica evitam que o som seja refletido.

Os materiais citados no parágrafo anterior normalmente são encontrados em ambientes fechados, dentro das edificações. Nas áreas externas das edificações, por sua vez, devido à necessidade de resistência às intempéries, normalmente são aplicados materiais rígidos que, por sua constituição, apresentam baixo coeficiente de absorção sonora, tais como: alvenaria, concreto, mármores, granitos, vidro e superfícies metálicas.

Para grandes áreas, normalmente as matas ou áreas verdes com arbustos de médio porte, além da vegetação rasteira, constituem elementos de atenuação e absorção do som e podem ser utilizados com essa finalidade.

Ilustração 10 - Absorção do som. Fonte: Autora, 2014.

Reflexão do Som

Quando as ondas sonoras incidem sobre um obstáculo cuja superfície apresenta-se rígida e lisa, tal anteparo age da mesma forma que um espelho para a luz, ou seja, as ondas sonoras retornam com mudança de direção, de tal forma que o ângulo de

incidência na superfície é igual ao ângulo de reflexão. Ilustração 11. As ondas refletidas têm o mesmo comprimento de onda10, mesma velocidade de propagação e frequência. Como o material absorve pouco da energia incidente, praticamente toda a energia segue na nova direção refletida. Materiais rígidos, com superfície lisa e bem ancorados (fixados de forma rígida) funcionam como verdadeiros espelhos para o som, e normalmente são obstáculos constituídos de concreto, mármore, granito ou madeira fixada diretamente numa superfície rígida.

 1ª Lei da Reflexão: O raio incidente, o raio refletido e a reta perpendicular à superfície refletora no ponto de incidência estão contidos sempre no mesmo plano; (SOFISICA, s/d)

 2ª Lei da Reflexão: Os ângulos formados entre o raio incidente e a reta perpendicular e entre o raio refletido e a reta perpendicular têm sempre a mesma medida. (SOFISICA, s/d)

Ilustração 11 - Reflexão do som em superfície lisa. Fonte: Autora, 2014.

Uma superfície rígida e praticamente lisa, dada a granularidade da superfície versus as suas dimensões, comum nos ambientes externos, é o pavimento das vias

10 Comprimento da onda – é a distância entre duas frentes de onda consecutivas, ou seja, a distância percorrida pela onda no período. Unidade de λ em metro. Fonte: (DE MARCO, 1985. p. 11).

públicas. Os motores dos automóveis estão entre os principais emissores de ruído, portanto, considerando o motor como uma fonte pontual de propagação esférica pouco acima do solo e a via como uma superfície plana refletora, os receptores na calçada recebem, simultaneamente, não apenas o ruído direto da fonte, mas também o ruído refletido na via, como mostra a Ilustração 12.

Ilustração 12 - Som direto – Refletido. Fonte: Autora, 2014.

A forma das superfícies, ou seja, sua curvatura em relação ao som incidente, também atua dispersando ou concentrando as ondas sonoras, dependendo de a superfície ser convexa ou côncava, respectivamente. (SILVA, 1971, 2011), (BERANEK; VÉR, 1992), (SILENCE, s/d) Ilustração 13 e Ilustração 14. As fachadas dos edifícios revestidos com materiais rígidos funcionam como verdadeiros espelhos para o som urbano, atuando de acordo com sua forma, planos, côncavos ou convexos, assim como as formas irregulares, como a vegetação, os jardins, as praças com árvores e arbustos, contribuem para a absorção do som. Dessa forma, a morfologia urbana, assunto que será tratado mais adiante, no capítulo 4 desta dissertação, representa um fator fundamental para se definir de que modo o ruído produzido pelas fontes urbanas, principalmente por veículos rodoviários automotores, têm sua energia dissipada no meio ambiente.

Ilustração 13 - Reflexão do som em superfície convexa. Fonte: Adaptado SILVA, 1971.

Ilustração 14 – Reflexão do som em Superfície côncava. Fonte: Adaptado SILVA, 1971.

Portanto, é de suma importância que os arquitetos, engenheiros, planejadores e gestores tenham em mente a importância da compreensão desse fenômeno e da orientação dos edifícios, para que o arranjo das edificações e vias, além do mobiliário urbano, possam atuar de forma integrada no ambiente, dispersando o ruído ao invés de concentrá-lo e até amplificá-lo pelo fenômeno da reverberação que será exposto mais a diante.

Transmissão do Som

A transmissão do som através de um objeto ocorre quando o material que o constitui permite a passagem da onda sonora para o seu outro lado, continuando a propagação.

Na física, a explicação do fenômeno de transmissão do som se dá da seguinte maneira: considerando-se um objeto muito fino, cuja extensão seja muito maior do que a espessura, podendo ser representado apenas pela superfície que divide os dois lados, o som, ao incidir nessa superfície, faz com que o objeto vibre, transformando-se em uma nova fonte sonora na superfície oposta, ou seja, o material do objeto em questão absorve a energia mecânica, sem dissipá-la, e a transmite com pouca alteração ao lado oposto. Quanto maior for a massa do objeto, quanto mais denso (menor volume para a mesma massa) e quanto mais rígido, menor será a energia transmitida. Ilustração 15.

Difração do Som

A difração do som ocorre quando há um desvio ou propagação das ondas sonoras através de uma ou mais aberturas, ou barreiras, com larguras menores do que o comprimento da onda.

O fenômeno da difração pode ser explicado tomando-se o seguinte exemplo: uma onda sonora de uma nota Lá1 (110 Hz, primeiro harmônico) propagando-se no ar a 20°C e ao nível do mar, portanto com velocidade igual a 343 m/s, tem comprimento de onda de aproximadamente 3,1 metros. Já uma onda sonora da nota Lá5 (1.760 Hz, quatro oitavas acima da fundamental), propagando-se nas mesmas condições físicas, tem comprimento de onda de aproximadamente 19 cm. Assim, pode-se notar que as ondas sonoras de menor frequência são mais suscetíveis ao fenômeno da difração nos ambientes externos.

Para calcular o comprimento de onda, dada a frequência e a velocidade de propagação, basta aplicar a fórmula:

Onde: λ é o comprimento da onda sonora

v é a velocidade de propagação do som no meio f é a frequência da onda sonora

O efeito de difração ocorre devido à capacidade de as ondas sonoras, no ar (e em meios gasosos), contornarem as bordas, criando frentes de onda para essas bordas no lado oposto do objeto. Quando a dimensão do obstáculo é maior do que o comprimento de onda, então o objeto produz uma região de sombra, sem a interferência entre as ondas que passam pelas bordas. Porém, quando a barreira tem uma dimensão menor do que o comprimento de onda, as frentes de onda contornam as bordas, como se essas bordas formassem novos pontos emissores para a face posterior. Desse modo, o som resultante no lado oposto é a soma da onda original que passa pela abertura, ou pelos lados do obstáculo, mais as ondas

originadas pelas bordas, criando, assim, o fenômeno da difração. Ilustração 16 e Ilustração 17.

Ilustração 16 - Difração do som de baixa frequência. Fonte: FERNANDES, 2005.

Reverberação do Som

Reverberação é a sobreposição do som direto com o som refletido.

Conforme descrição anterior, quando uma fonte emite um som, denominado som direto, e sua onda incide sobre uma superfície lisa e rígida, a onda é refletida em outra direção, com ângulo de reflexão igual ao ângulo de incidência.

Quando há mais superfícies refletoras em um ambiente, o som vai sendo refletido por essas superfícies até que sua intensidade tenda a zero. Nenhuma superfície é totalmente refletora ou dissipadora. Mesmo quando ocorre reflexão, alguma energia é perdida e o som refletido normalmente tem energia menor que o som incidente. O som também perde intensidade ao se propagar pelo ambiente, e quando um som é gerado dentro de um ambiente com vários obstáculos refletores, o que se escuta primeiramente é o som direto, seguido, então, de uma sucessão de reflexões, uma espécie de eco, que por ser muito próximo, no tempo, ao som direto, soma-se a ele, uma sensação de audição prolongada. A esse fenômeno dá-se o nome de reverberação.

A reverberação é um fenômeno comum, tanto nos ambientes internos como no arranjo dos edifícios ao longo das vias, formando uma geometria vertical em U. Ilustração 18. Se a via for estreita e os edifícios forem altos, com fachadas lisas de concreto e vidro, o ambiente configura-se como o mais propício para a reverberação. A energia do som permanece confinada pela reflexão no espaço entre os edifícios, sendo gradualmente dissipada. Espaços urbanos mais amplos, com edifícios apresentando contornos irregulares ou curvos, áreas que permitam o escape horizontal, presença de vegetação nas fachadas, árvores e gramados nos passeios, criam condições que amenizam a reverberação, pois as condições de reflexão são minimizadas e a dissipação da energia do som, favorecida. Como descreve

desfiladeiros11 urbanos também conhecidos como cânions,

amplificam o ruído de tráfego, devido às múltiplas reflexões que margeiam as vias de tráfego. De fato, as fachadas das edificações restringem a divergência da onda sonora,

11 Desfiladeiro – é o termo utilizado em geomorfologia e geologia para designar um vale profundo com paredes abruptas em forma de penhascos.

causando reverberação urbana, o que amplifica os níveis sonoros.(BISTAFA, 2011 p. 222).

BERANEK; VÉR (1992) observam,

que nos espaços acústicos fechados (cânions urbanos) ocorre o fenômeno da reverberação, devido às múltiplas reflexões das ondas sonoras nas fachadas paralelas dos edifícios, amplificando, por exemplo, os sons provenientes do tráfego. Por conta disso, para a mesma fonte e distância, os níveis sonoros nesses espaços se apresentam maiores do que nos espaços acústicos abertos.

Ilustração 18 - Reverberação do som. Fonte: Autora, 2014.