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3.3. BİLANÇO VE GELİR TABLOSU DÜZENLEMELERİNDE UFRS´NİN

3.3.2. Gelir Tablosu (Gelir/Gider Tablosu) Düzenlemelerinde UFRS´nin

3.3.2.1. UFRS Uygulamalarında Gelir Tablosu Bölümlerine Göre Ortaya

O grupo das instituições não-estatais propositivas inclui organizações intergovernamentais, organizações não-governamentais, comerciantes, parlamentares e um número incalculável de outras formas de organização possíveis que atuam na unidade externa da OMC e que têm por fim pressionar a OMC e seus membros a adotarem determinadas medidas, sejam de caráter administrativo sejam medidas substanciais relativas a acordos. Essa concepção procura levar em conta a atuação de toda a diversidade de instituições possível e também de indivíduos presentes na unidade externa da OMC.

A atuação na unidade externa da OMC pelas instituições não-estatais no formato propositivo apenas decorre por duas razões: uma, pelo fato de as instituições não encontrarem os mecanismos necessários para participar na unidade interna da OMC (Grupo 1) e, outra, pelo fato de as instituições, ainda que possível, não quererem participar na unidade interna (Grupo 2). Normalmente, essas instituições assumem, no contexto propositivo, uma perspectiva mais reformista ou mesmo alternativa em relação à OMC.

A maior parte das instituições do Grupo 1 pretende apresentar seus pontos de vista sobre o comércio internacional e seus estudos sobre os efeitos da liberalização do comércio às demais instituições presente no sistema multilateral, a fim de influenciar a posição dessas instituições no fórum da OMC. Por vezes, essas posições assumem posturas críticas em relação à estrutura da organização e aos temas em negociação e em coordenação com as regras do sistema multilateral de comércio. Contudo, apesar de essas instituições se sentirem mais livres para apresentar suas posições sobre a OMC e o comércio internacional, em geral elas buscam alcançar o reconhecimento das demais instituições que participam na unidade interna. Por isso, geralmente, apresentam críticas construtivas no espaço da OMC, ou melhor, críticas que tenham um caráter reformista da organização. São instituições que acreditam em um sistema de livre comércio, na necessidade de regulamentação do comércio multilateral e que a estrutura da OMC pode ser responsiva às demandas do comércio. Apresentamos como exemplo dessas instituições, os movimentos que pregam o comércio justo (fair trade) como modelo a ser adotado no arcabouço jurídico da OMC82.

82 A respeito dessas propostas, v. <http://www.fairtrade.org> e <http://www.citizentrade.org>. As demandas

por essas campanhas variam em relação a alguns elementos, mas em geral propõem que nas transações comerciais que compõem o comércio internacional seja levado em conta o desenvolvimento de diferentes grupos envolvidos no processo de produção e a coerência desse processo com o desenvolvimento sustentável. Apresenta-se, então, a crítica à liberalização do comércio internacional com vistas a proteger apenas os

Os propósitos daqueles que integram o Grupo 2, em contraste, são apresentar propostas e debates a título de informação aos Membros e à OMC, a fim de condenar o sistema multilateral de comércio. São instituições que não acreditam na viabilidade de se desenvolver propostas de reforma para a OMC e por isso apresentam sugestões alternativas ao sistema do comércio internacional. Tais instituições atuam apenas na unidade externa porque temem o fato de, ao participarem nos mecanismos formais, virem a legitimar as estruturas e decisões tomadas no âmbito da OMC83.

Tanto no contexto do Grupo 1 como do Grupo 2, existe também uma tentativa de, eventualmente, explicitar a discordância das instituições em relação à posição adotada por seus Estados no processo de deliberação, no espaço da OMC. Essa é uma tentativa que visa a dar visibilidade internacional a uma eventual carência de legitimidade na posição assumida pelo Estado, o que poderia fazê-lo rever sua posição (na literatura especializada, denomina-se essa estratégia de "efeito bumerangue")84. Esse argumento é, em geral, utilizado para justificar a atuação de instituições não-estatais de países "não-democráticos" ou com um "processo democrático imperfeito", categoria atribuída com destaque aos países em desenvolvimento e de menor desenvolvimento relativo (em especial, aqueles que não integram a cultura de organização política ocidental). No entanto, também é verdade que é cada vez mais recorrente notarmos o recurso a essa forma de proposição pelas instituições não-estatais de países da OCDE no espaço da OMC85.

Como indicado, esses grupos incluem também o conjunto de movimentos e organizações sociais estruturadas de maneira menos formal, com movimentos específicos e

interesses das grandes corporações transnacionais, baseada essencialmente em critérios econômicos, sem levar em consideração os aspectos sociais envolvidos no comércio. A proposta é, então, para que os Acordos da OMC se vinculem aos princípios do direito do desenvolvimento sustentável, conforme estabelecidos no âmbito da ONU.

83 GEORGE (2001) explicita um pouco as características desses movimentos: "These broad coalitions may

not agree on every detail of every issue but they share the basics. They refuse the 'Washington Consensus' vision of how the world should work. Often unjustly accused of 'having nothing to propose', they are, on the contrary, constantly refining their arguments and their counter-proposals." Suas campanhas envolvem os lemas No new round- turn around, Our world is not for sale: WTO – shrink or sink!, Stop the GATs attack now, Derail the WTO. Informações sobre as campanhas podem ser consultadas em <http://www.ourworldisnotforsale.org>.

84 RISSE (2000:189) define o conceito: "A boomerang pattern of influence exists when domestic groups in a

repressive state bypass their government and directly search out international allies to bring pressure in their states from outside." Instituições que assumem essa forma de ação têm uma visão transnacional de sua atuação, pois, na medida em que não conseguem fazer suas demandas serem apreciadas por um Estado, fazem-no nos fóruns internacionais ante a um conjunto de Estados. É um mecanismo de "denúncia" que permite novas formas de interação e reconhecimento mútuo.

85 Sobre a atuação dessas instituições, v. OSTRY (2000:15 e segs.) quanto à atuação das instituições não-

redes de integração86. Portanto, nessa forma de ação também é possível identificar as mesmas disparidades de representação e de atuação apontadas para as instituições anteriores (quanto a recursos, representação geográfica, diversidade institucional etc).

Adiciona-se às críticas e dificuldades apresentadas para as demais categorias de instituições o baixo grau de cooperação entre a pluralidade de instituições portadoras da racionalidade propositiva, em especial entre as propositivas-alternativas, e dessas instituições ante às demais e a OMC. Falta-lhes a natureza comum que integra as instituições não-estatais comerciantes, falta-lhes o objetivo reformista em torno da OMC, presente nas instituições consultivas. Atualmente, o único ponto de cooperação entre as instituições propositivas-alternativas é a luta contra o "inimigo" comum: o atual sistema liberal de comércio.

O campo das instituições não-governamentais propositivas tem por natureza manter-se em constante tensão. Desse campo devem emergir as concepções alternativas ou alternativas-reformistas para os sistemas em vigência, o que faz com que fomentem em alguma medida as racionalidades deliberativas, comerciantes e de assistência. A questão a ser considerada a respeito dessas instituições é saber como manter a interação com suas propostas e, por essa interação, não cooptá-las de forma a prejudicar a sua capacidade propositiva.

86 Cf. GEORGE (2001): "The citizens movement wants to remain exactly that: a movement. So far, it has

suffered no temptations to transform itself into a political party, much less a "revolutionary" party, and its members come from a variety of party political backgrounds or, frequently, none at all. The tacit bet is that it is still possible to work through existing political structures. How long this conviction will continue to guide the movement is anybody's guess."