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2.6 Yurtiçinde Yapılan Araştırmalar

2.6.2 Tutumla ilgili çalışmalar

Um método muito explorado para estudar o nível de conhecimento de um determinado assunto, em uma determinada população, é o emprego de questionários. Em relação ao traumatismo dentoalveolar, Pacheco et al.9, em 2003, entrevistaram 60 professores de escolas do ensino fundamental no Rio de Janeiro, Brasil, e avaliaram o conhecimento sobre a avulsão dentária. Pelo uso de um questionário simples com 7 questões, os autores constataram que 11,7% dos

professores haviam tido contato com a avulsão dentária e apenas 14,3% dos respondentes colocariam o dente de volta no alvéolo. Constataram que o primeiro profissional a ser procurado pelos professores, nestes casos, seria o Cirurgião- Dentista, no entanto, existe uma falta de informação dos professores sobre o assunto e que eles procederiam inadequadamente diante deste tipo de traumatismo, diminuindo o sucesso do reimplante. Os autores sugeriram que deveria haver uma relação mais estreita entre os estudantes de Odontologia e Cirurgiões-Dentistas com os professores do ensino fundamental para habilitá-los na constatação e atuação frente a este problema.

Canakci et al.10, em 2003, investigaram a relação entre a habilidade manual e o traumatismo dentoalveolar em 2180 indivíduos com idades entre 13 e 17 anos, submetidos a anamnese, exame clínico e radiográfico. Foi aplicado um questionário sobre algumas atividades manuais e informações a respeito de traumatismos dentoalveolares, as causas, número de dentes injuriados, tipo de dente, tipo de traumatismo e história prévia de traumatismo. Um total de 292 (13,4%) indivíduos possuíam um ou mais incisivos traumatizados, com uma prevalência no gênero masculino de 17,41%, no feminino de 7,97% e nos indivíduos canhotos de 28,3% comparados com os destros (11,7%). Os autores concluíram que os adolescentes canhotos parecem ter uma predisposição maior para as injúrias traumáticas.

Çaglar, Ferreira e Kargul11 avaliaram um grupo de professores do ensino fundamental do sul da Europa sobre o conhecimento e conduta frente ao traumatismo dentatoalveolar. Um total de 78 professores foram selecionados aleatoriamente e entregue a eles, pessoalmente, um questionário contendo perguntas sobre dados pessoais, experiências com traumatismos, treinamento prévio e questões específicas sobre o assunto. Os autores relataram que 52,5% (41)

dos professores tiveram contato com avulsão e 74,3% (58) não tiveram treinamento prévio de primeiros socorros. Concluíram que os professores não tinham conhecimento básico sobre o traumatismo dentoalveolar e desconheciam a importância de vacina antitetânica em casos de avulsão, parecendo ser necessário programas de educação a respeito do assunto.

Investigando o conhecimento de um grupo de graduandos em Educação Física, na cidade de Araçatuba, São Paulo, Brasil, Panzarini et al.12 avaliaram o manejo emergencial quando da avulsão dentária. Os questionários foram distribuídos a 257 alunos, que responderam nas salas de aula questões sobre terminologias e conduta frente à avulsão dentária. Os resultados mostraram que 95% não sabiam o que é avulsão dentária, 73,5% disseram que sabiam definir o reimplante dentário, entretanto, somente 26% sabiam fazê-lo corretamente. Quando perguntados sobre as medidas de primeiros socorros após avulsão, 50% disseram saber o que deveriam fazer e a conduta mais citada foi a de procurar um Cirurgião- Dentista. Mais de 90% dos entrevistados disseram não ter recebido nenhuma informação sobre os procedimentos frente ao traumatismo dentoalveolar e concordam sobre a importância do assunto.

Andersson, Al-Asfour e Al-Jame13, em 2006, entrevistaram 221 escolares kuwaitianos por meio de um questionário adaptado à linguagem destas crianças, para descobrir o nível de conhecimento sobre as medidas corretas de primeiros socorros, o conhecimento sobre o traumatismo dentoalveolar e a conduta frente à avulsão dentária. A idade das crianças variou de 7 a 15 anos e 30,3% tiveram contato com algum tipo de traumatismo dentoalveolar. Nas crianças abaixo de 10 anos, 75% não tinham informações básicas sobre o traumatismo e a conduta frente a avulsão. Os autores constataram que, nas crianças acima dos 10 anos, existe um

alto conhecimento sobre os procedimentos frente às injúrias corporais e um baixo conhecimento sobre avulsão e reimplante dentário. Concluíram que o conhecimento sobre o traumatismo e a avulsão deveria ser melhorado, aumentando as informações sobre este assunto nos programas de primeiros socorros para os escolares.

Ainda em 2006, Hu, Prisco e Bombana14 avaliaram o conhecimento de Cirurgiões-Dentistas clínicos gerais e endodontistas de São Paulo sobre o manejo emergencial do traumatismo dentoalveolar. Enviaram pelo serviço postal um questionário com 10 perguntas a 230 clínicos gerais e 70 endodontistas selecionados aleatoriamente na cidade de São Paulo, Brasil. A primeira parte do questionário foi destinada a dados pessoais e profissionais, incluindo idade e gênero do Cirurgião-Dentista, experiência prática com pacientes traumatizados e histórico educacional. A segunda parte coletou dados a respeito do conhecimento dos profissionais para lidar com 6 casos diferentes de traumatismo. A pesquisa foi realizada em um período de 5 meses e os questionários foram respondidos por 42,3% (98) dos clínicos gerais e 62,8% (44) dos endodontistas. Os autores constataram que os endodontistas e os profissionais que freqüentaram cursos sobre traumatismo dentoalveolar possuíam conhecimento superior em relação aos clínicos gerais e, da mesma forma, os profissionais com prática em traumatismos dentoalveolares em relação aos que não atendiam traumatismos.

Avaliando o conhecimento de 70 médicos e técnicos da emergência médica do exército de Israel, Lin et al.15, em 2006, investigaram acerca do primeiro atendimento ao traumatismo dentoalveolar e que experiência eles tinham no tratamento de injúrias dentárias. Responderam ao questionário 68 (97,1%) profissionais, sendo 24 (35,3%) médicos e 44 (64,7%) técnicos. Somente 4 (5,9%)

médicos relataram ter recebido educação sobre traumatismo dentoalveolar e 42 (61,8%) respondentes presenciaram injúrias dentárias durante seu serviço. Do total de médicos e técnicos, 85,3% afirmaram a importância de receber preparo para diagnosticar e tratar o traumatismo dentoalveolar.

Klages et al.16, ainda em 2006, entrevistaram 194 jovens por meio de um questionário com 23 itens sobre o impacto psicológico dos dentes antiestéticos e a influência na qualidade de vida. A idade variou de 18 a 30 anos e foram abordados fatores como autoconfiança, impacto psicológico, social e conceito de antiestético. Uma seção de higiene oral foi oferecida como incentivo para os respondentes. Concluíram que existe um forte impacto da estética dos dentes sobre o estado emocional dos indivíduos e as más oclusões podem influir desfavoravelmente na personalidade. Os autores afirmam que o formato de avaliação por meio de um questionário pode ser uma ferramenta para favorecer a pesquisa e a aplicação clínica na Ortodontia.

Em 2007, Manfrin et al.17 descreveram o uso de questionários para analisar os procedimentos realizados por 100 Cirurgiões-Dentistas frente a avulsão dentária. Os autores distribuíram 150 questionários, na cidade de São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil, durante um período de 6 meses, e recolheram 66,7% dos questionários corretamente preenchidos. Os autores constataram que 47,5% dos procedimentos relatados pelos profissionais respondentes estavam corretos, e a educação dos pacientes em como atuar na ocorrência de uma avulsão dentária foi favorável em 87,7%, o que de fato interfere positivamente no prognóstico da reimplantação dentária.

3 Proposição

O objetivo deste trabalho foi avaliar o nível de conhecimento de um grupo de ortodontistas sobre o traumatismo dentoalveolar e a movimentação ortodôntica em dentes traumatizados.

4 Material e métodos 4.1 Material

A amostra analisada foi composta por 105 especialistas em Ortodontia com títulos reconhecidos pelo Conselho Federal de Odontologia - CFO ou, no mínimo, terminado o curso de Pós-Graduação estricto sensu e lato sensu, reconhecidos pela Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior - Capes. Portanto, não fez parte desta amostra os profissionais que apenas atuam na área de Ortodontia ou que apenas possuem algum curso de aperfeiçoamento em Ortodontia.

De um total de 166 questionários distribuídos, o número de profissionais respondentes foi 105 (63,25%), sendo 66 do gênero masculino e 39 do gênero feminino, com a faixa etária variando de 24 a 76 anos de idade. Participaram desta amostra 74 profissionais com curso de especialização, 6 com mestrado profissionalizante, 11 com mestrado acadêmico e 14 com doutorado. O ano de conclusão dos respectivos cursos variou de 1970 a 2007, caracterizando a diversidade da amostra. Esta pesquisa recebeu a aprovação do Comitê de Ética de pesquisa em humanos da Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP (anexo A).

4.2 Métodos

Foi desenvolvido um questionário (anexo B) com 25 questões, que foram divididas em 3 partes específicas. A parte 1 continha questões sobre o perfil do profissional, a parte 2, perguntas a respeito do traumatismo dentoalveolar e, na parte 3, os profissionais responderam sobre a relação entre dentes traumatizados e Ortodontia (Figuras 1, 2 e 3).

FIGURA 1 – Questionário sobre o perfil do profissional

Benzer Belgeler