BÖLÜM 2: TUR ST K ÜRÜN TERC HLER N ETK LEYEN FAKTÖRLER
2.5. Turizm Talebini Etkileyen Faktörler
O estudo foi realizado com 21 sujeitos que aderiram ao tratamento da TBMR até a obtenção da alta médica por cura. Os resultados que caracterizam os sujeitos apresentam-se segundo características relativas: ao perfil sociodemográfico, às condições de trabalho, às condições de vida e ao processo saúde-doença.
6.1.1 Características sociodemográficas
Identificou-se que a maioria dos sujeitos era do sexo masculino 17 (80,9%); 19 (90,4%) encontravam-se na faixa etária economicamente ativa (18-55 anos), sendo que o maior contingente (9: 42,8%) tinha entre 41-50 anos; 11 (52,4%) possuíam nove anos ou mais de estudo, destacando-se que uma pessoa (4,8%) tinha apenas um ano de estudo; 12 (57,1%) moravam com companheiro (a) na condição de cônjuge; 17 (80,9%) possuíam filhos (as), sendo a maior proporção (11: 64,7%) os que possuíam até dois filhos; 11 (52,4%) não tinham religião ou crença, e dentre aqueles que referiram ter, a maior parte relatou serem católicos (8: 80,0%).
Quanto à última procedência, a maior parcela (7: 33,1%) era procedente do Estado de São Paulo, seguidos daqueles provenientes dos Estados de Minas Gerais e Bahia (3: 14,3%, respectivamente). Dentre os sujeitos procedentes de outros Estados (14), a maioria (9: 64,2%) vivia no
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Estado de São Paulo há, pelo menos, 20 anos. Em relação ao município de residência dos sujeitos, a maior parcela (10: 47,5%) moravam no Município de São Paulo.
6.1.2 Características das condições de trabalho
Dentre os sujeitos que possuíam alguma profissão (19: 90,5%), a maioria destas (15: 78,9%), distribuía-se no setor terciário da economia. Em relação à situação empregatícia dos sujeitos no início do tratamento para a TBMR, 9 (42,8%) estavam trabalhando, 6 (28,6%) encontravam-se afastados do emprego e recebiam auxílio do INSS devido à enfermidade e o mesmo montante era constituído por desempregados. Entretanto, durante o tratamento para a TBMR, a maioria dos sujeitos (14: 66,7%) encontravam- se afastados do trabalho ou continuavam desempregados. Dentre estes últimos, metade (3) sustentavam-se realizando atividades esporádicas não regulares (“bicos”) e por meio da ajuda de familiares e "conhecidos”, um terço dependia unicamente da ajuda de familiares e conhecidos e um indivíduo sustentava-se por meio de economia feita anteriormente ao tratamento.
Quanto à jornada de trabalho daqueles que trabalhavam durante o tratamento da TBMR (07), 4 (44,4%) dispendiam mais do que 40 horas semanais nessa atividade; e o mesmo montante tinha registro em carteira. Somente 2 (22,2%) tinham qualificação para o trabalho, tendo realizado algum curso preparatório.
6.1.3 Características das condições de vida e de moradia
Indagados em relação à suficiência de renda para viver, 12 (57,1%) sujeitos afirmaram que era suficiente para morar, 18 (85,7%) referiram suficiência para alimentação, 11 (52,4%) referiram suficiência para
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transporte, 12 (57,1%) para o lazer e 10 (47,6%) afirmaram ter renda suficiente para o vestuário.
Quanto à moradia, a maioria dos indivíduos (14: 66,7%) possuía casa própria, 20 (95,2%) moravam com uma ou mais pessoas, e 18 (85,7%) compartilhavam o dormitório com uma ou mais pessoas. Em relação aos bens materiais dos indivíduos, a maior parcela referiu ter automóvel próprio (10: 47,6%), e telefone fixo (15: 71,4%), enquanto que 16 (76,2%) não possuíam TV por assinatura, 13 (61,9%) não tinham computador e, tampouco acesso próprio à internet. Ressalta-se que 4 (19,1%) tiveram acesso à curso em instituição privada.
No tocante à participação em grupos comunitários, associações, sindicatos e/ou partido político, quase a totalidade dos sujeitos (20: 95,2%) referiu não participar, e o único que referiu fazê-lo afirmou participar de grupo de recuperação antialcoolismo, no qual o engajamento ocorreu ainda na época do tratamento da TB, anterior à TBMR, quando decidiu parar com o hábito de ingerir álcool.
No que se refere a auxílios ou benefícios recebidos pelos sujeitos durante o tratamento da TBMR, 14 (66,7%) relataram receber auxílio de algum tipo de instituição, sendo que, destes, 3 (21,4%) recebiam cesta básica somente; 4 (28,6%) recebiam vale-transporte e a outra metade recebiam cesta básica e vale-transporte. Todos estes auxílios eram provenientes do Programa de Controle da TB; um indivíduo também era auxiliado por uma ONG e pelo Governo Federal através do Programa Bolsa Família.
No que diz respeito às características da residência dos sujeitos, as moradias de todos era de alvenaria, e a maioria (14: 66,7%) possuía quatro ou mais cômodos, sendo que 16 (76,1%) afirmaram que suas casas tinham dois ou mais cômodos para dormir e que eram dotadas de boa ventilação, bem iluminadas naturalmente (15: 71,4%). Entretanto, 9 (42,9%) relataram que suas casas tinham unidade/bolor. Apenas dois indivíduos (9,5%) residiam em moradia em rua não asfaltada.
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Em relação ao acesso a serviços básicos, a maioria dos indivíduos tinha acesso, em suas moradias à: luz elétrica (20: 95,2%), água encanada (todos), rede de esgoto (19: 90,5%), e coleta de lixo (18: 85,7%), com frequência de uma a três vezes por semana (14: 66,7%).
6.1.4 Características do processo saúde-doença
No que se refere ao acesso aos serviços de saúde, a maioria (15: 71,5%) utilizava mais frequentemente serviços públicos de saúde, e o serviço que mais procuravam era a UBS (11: 52,4%); eram acompanhados por equipe da ESF durante o tratamento para a TBMR em que obtiveram alta por cura (14: 66,7%). Em relação à história da doença, a maioria dos sujeitos (18: 85,7%) já tinha sido tratado previamente para a TB, sendo que 8 tinham apenas um tratamento anterior, enquanto que 7 já tinham sido submetidos a tratamento prévio por duas vezes e os demais, três tratamentos anteriores. Dois indivíduos (9,5%) já tinham histórico de tratamento para a TBMR.
Destaca-se, em relação ao tipo de tratamento para a TBMR, que quase todos os indivíduos (20: 95,2%) realizaram o Tratamento Diretamente Observado (TDO), sendo que 19 (95,0%) o fizeram em UBS. A maior parcela (16: 76,1%) caminhavam até a UBS e 17 (80,9%) levavam até 30 minutos. Quanto à duração do tratamento, destaca-se a quantidade de pessoas que realizaram o tratamento por 18 a 20 meses (16: 76,1%).
A respeito das co-morbidades, 33,6% (07) dos sujeitos possuíam alguma outra doença além da TBMR, como depressão, diabetes, psoríase, reumatismo, gota, hipertensão arterial e hérnia de disco e, dentre estes, seis (85,7%) realizavam tratamento para tal. Em relação ao uso de álcool, cigarro ou outras substâncias químicas na época do diagnóstico da TBMR, 47,6% (10) faziam uso de alguma substância: álcool ou cigarro (2: 20,0%, respectivamente), e álcool e cigarro (6: 60,0%); mas apenas quatro
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indivíduos (40,0%) continuaram fumando durante o tratamento para a TBMR.