ARTHUR ANDERSEN MOTOROLA ARTHUR D. LITTLE
DESCRIMINAÇÃO E ACESSIBILIDADE DO “PÚBLICO EXTERNO AMPLIADO”
- outras empresas - outras empresas - público interessado em geral
- outras empresas
FATORES QUE MOTIVARAM ESSA ORIENTAÇÃO
- serviço excedente prestado, em sua gênese, para os clientes da empresa - aprendizagem decorrente da experiência destas empresas - reposicionamento de mercado INTERESSE NA EXPANSÃO DO ATENDIMENTO DESSE PÚBLICO
- não - está em discussão - sim
FONTE ALTERNATIVA DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS
- não - não se configura no momento presente
- fortemente orientada nesse sentido
Quanto ao interesse na capacidade de outorga de diplomas (QUADRO J), são necessárias algumas considerações prévias a respeito do sistema educacional americano.
Os Estados Unidos não possuem um Ministério da Educação ou outra autoridade exercendo um controle nacional sobre instituições educacionais pós-secundárias, entre as quais configuram as instituições de ensino superior. Em geral, tais instituições operam com considerável independência e autonomia. Como conseqüência, as instituições educacionais podem variar amplamente no que concerne às características e qualidade de seus programas.
De modo a assegurar um nível básico de qualidade, a prática da acreditação surgiu nos EUA como um meio de conduzir uma avaliação das instituições educacionais e seus programas por organizações não- governamentais. Nesse sentido, associações privadas de escopo regional ou nacional adotaram critérios e procedimentos para avaliar instituições ou programas, de forma a determinar, se estão ou não, operando em níveis mínimos de qualidade.
A acreditação não é determinante da capacidade de outorga de diplomas. A prerrogativa de outorga de diplomas nos Estados Unidos é concedida pelo governo estadual no qual está sediada a instituição, entretanto, o fato de a instituição ter se submetido a esse processo, e ter sofrido avaliação que conferiu o atendimento de critérios e procedimentos específicos de qualidade, contribui para que seja obtida tal prerrogativa.
O Departamento de Educação dos Estados Unidos mantém uma lista de associações ou agências reconhecidas pelo Departamento, evidenciando que os estudantes de instituições de ensino que foram avaliados positivamente ao se submeteram a processos de acreditação pelas agências listadas, podem se candidatar para a obtenção de assistência financeira federal. Portanto, a acreditação possibilita aos alunos, considerados cidadãos americanos, que tomem empréstimo junto ao governo para financiamento de seus estudos, o
que resulta em um fator significativo de atração de mercado para a instituição de ensino que apresente esse diferencial.
A universidade corporativa da Motorola declarou interesse na capacidade de outorga de diplomas de forma independente, mas vem viabilizando esse interesse por meio de parcerias com instituições de ensino superior. Já a universidade corporativa da Arthur D. Little desfruta da possibilidade de outorga de diplomas de maneira independente, valendo-se apenas de parcerias com instituições de ensino superior para esse fim em atividades educacionais incipientes fora de seu país sede. A universidade corporativa da Arthur Andersen, por sua vez, não confere diplomas de maneira independente, nem por meio de parcerias com instituições de ensino superior; entretanto, declarou disposição em fazer algo de maneira independente, provavelmente a certificação.
Segundo Wiggenhorn (1990) a Motorola University não pretende conferir diplomas, mas pretende desenvolver cursos que órgãos de acreditação aprovariam, e para tal, instituições de ensino que têm o poder de conferir diplomas são importantes.
O entrevistado da Motorola University declarou que o interesse na outorga de diploma existe há muito tempo, mas que uma das principais questões que se opõe a tal interesse é a necessidade de acreditação, a qual enseja o atendimento de uma série de critérios que a Motorola University não preenche, e é por isso que têm sido buscadas parcerias com instituições de ensino superior, a fim de viabilizar a outorga de diplomas. Variados exemplos dessas parcerias foram relatados anteriormente.
A Motorola University declarou interesse em buscar acreditação
considerando uma perspectiva temporal variando de médio a longo prazo ou três à cinco anos, mas ressaltou que tal teria que ser respaldado pela empresa, assim como a definição do meio para atingir tal objetivo, que pode ser a aquisição de uma instituição de ensino, ou a submissão ao processo de acreditação atendendo às condições específicas.
De imediato e de maneira independente, a Motorola University vem explorando a possibilidade de certificação em várias áreas.
Conforme destacado anteriormente, a universidade corporativa da Arthur Andersen quando questionada a respeito de parcerias com instituições de ensino superior, declarou não contar com nenhuma parceria efetiva, porém revelou que dado o seu interesse em acreditar seus cursos teria que fazê-lo por intermédio de tais parcerias. Ao fazer tal consideração o entrevistado deixou claro o interesse na acreditação dos cursos, inclusive em um futuro próximo. Ficou evidente também que não existe uma definição por parte da universidade corporativa se a pretensão é buscar a acreditação ou a certificação: “está em análise a questão da acreditação, está em análise a questão da certificação; estão sendo analisadas todas essas coisas, uma delas se efetivará. Não há certeza se será acreditação, é provável que seja certificação.” A respeito da certificação o entrevistado discorreu a respeito do exemplo da Microsoft e do destaque obtido pelas certificações emitidas pela referida empresa junto ao mercado, acrescentando que gostaria de fazer o mesmo na Arthur Andersen. Quanto à acreditação, acrescentou que um dos obstáculos identificados para o atingimento desse fim seria o custo da submissão das provas e exames adotados pela universidade corporativa aos critérios estabelecidos pela Equal
Opportunities Comission – EOC, uma comissão que se preocupa em eliminar
preconceitos de diferentes ordens, tais como sexo, raça, idade, entre outros.
QUADRO J