3.GEREÇ VE YÖNTEMLER
3. tüp: M tuberculosis için özel işlemlere tabi tutulmak üzere mikrobiyoloji laboratuarı gönderildi Örnekler için ARB için EZN boyaması yapıldı ve Tüberküloz
No caminho da experiência de ser um voluntário em ensaios clínicos, encontra-se a família dos sujeitos e a comunidade em que vivem. Este estudo orientou-se no sentido de reconhecer como a família e a comunidade podem ter influenciado a experiência dos voluntários da vacina.
Os entrevistados revelam a opinião de seus familiares e comunidade.
“Minha família aceitou bem. Eles até falaram que eu deveria participar mesmo. Até minha irmã queria ter participado. Eles sabem que eu participei porque busco mais conhecimento. Eu tinha certeza que eu queria participar” (A)
Segundo relato do entrevistado, a família aceitou e apoiou sua decisão de participar da pesquisa e demonstra compreender os motivos pelos quais o sujeito decide participar dos testes da vacina, com o propósito de buscar maiores conhecimentos.
Diversos autores apontam para a influência da família na decisão e participação em ensaios clínicos (ELLINGTON, 2003; GAMBLES, 2004; JENKINS, 2000; THAPINTA, 1999).
Os ensaios clínicos da vacina contra HIV/AIDS em adultos jovens, realizados na Tailândia em 1999, evidenciaram uma reação negativa da família dos voluntários. Os relatos demonstram que os familiares não compreendiam os motivos da participação na pesquisa assim como não apoiavam a decisão (THAPINTA, 1999). O apoio da família nem sempre acontece na experiência de participar de ensaios clínicos, fato que não se mostrou evidente no relato do entrevistado.
Em Ellington (2003), encontramos o relato de familiares que aceitaram e apoiaram a decisão de participar. Convém ressaltar que, em seus estudos, o autor trabalhou com novas drogas para tratamento de Câncer e não de uma nova vacina e que, nesse caso, o apoio da família incide sobre a decisão de participar.
Sabemos que os sentimentos e atitudes dos voluntários estão relacionados com as percepções sobre a pesquisa, a doença em estudo, as condições sócio econômicas e culturais da população e as expectativas com relação à pesquisa. Da mesma forma, o apoio e a aceitação da família diante da decisão de participar da pesquisa também deixa evidente as expectativas dessa família com relação à pesquisa.
“Eles (família) falaram que seria muito bom eu participar. Meu pai falou mesmo: há moço não sai não. Eles falaram assim que era bom porque aí a gente iria ter acompanhamento médico.” (J)
Segundo relato do entrevistado, sua família criou uma expectativa de ganhos para a saúde do sujeito pela facilidade de acesso a serviços e à atenção médica. Podemos inferir que o apoio da família à participação na pesquisa aconteceu por acreditar em um benefício.
Na mesma perspectiva, citamos outro relato que nos revela o apoio da família.
“Eles (família) falaram que é bom mesmo, porque aí eles (pesquisadores) vão cuidar da saúde da gente. Eu falei com eles (família): é bom moço, eles vêm na casa da gente e fazem uma visita. Então eles (família) reagiram bem. Eles não acharam ruim não” (L)
O voluntário percebe que a família apoia sua decisão de participar da pesquisa, uma vez que vislumbra a possibilidade de que ele será beneficiado. Podemos perceber ainda que o voluntário explica para os familiares que sua participação trará ganhos para a própria saúde. Ao relatar que os pesquisadores “cuidam da saúde” das pessoas o sujeito expõe as “vantagens” de participar da pesquisa e de alguma forma esse esclarecimento foi importante para conseguir o apoio de seus familiares.
Discutimos até então a opinião de familiares que eram favoráveis à pesquisa e podemos perceber que, apesar dessa atitude positiva diante da pesquisa, a família teve pouca influência na decisão da participação pois o que foi considerado importante no momento da decisão foi a perspectiva de ganhos e benefícios.
A percepção de ganhos com a pesquisa não é proposição recente nos estudos sobre a participação em ensaios clínicos e tem se mostrado como importante agente motivador
(ELLINGTON, 2003; GAMBLES, 2004; HAYMAN, 2001; HERMAM, 1997; JENKINS, 2000; KALJEE, 2007; MAEK, 2003; MOREIRA, 2006).
Podemos perceber, pelos relatos dos voluntários, que seus familiares também acreditam nos benefícios da pesquisa e tal atitude vem legitimar a sua decisão de participar.
Contraditório à família que apoiou, encontramos também nos relatos dos entrevistados a opinião de familiares que não eram favoráveis a pesquisa.
“Eles (família) gostaram. Só mainha que falou: não vai S., não toma essa vacina não. Aí eu disse pra ela: eu sei o que eu tô querendo mãe! Não precisa preocupar não mãe e deixa disso! Eu vou aceitar. Eu vou tomar. As pessoas daqui falavam pra ela assim: que bom a S. participa, o pessoal da FIOCRUZ ta vindo visitar você na sua casa. Vão cuidar da saúde dela. Isso é muito bom” (S)
A decisão de participar da pesquisa era algo que vinha do sujeito com convicção, demonstrando que o desejo de participar foi sobreposto à opinião negativa de familiares próximos como sua própria mãe. Nesse aspecto, a vontade do sujeito é autônoma e evidencia que a relação família/sujeito não influenciou a decisão de participar da pesquisa. Percebemos que existe algo que o motiva a participar da pesquisa e passa pela idéia dos ganhos e benefícios para a saúde, fato que os dados deste estudo e a literatura pesquisada confirmam exaustivamente.
A não adesão da família aos voluntários da pesquisa em ensaios clínicos aparece em alguns estudos retratados pelas preocupações com a possibilidade de danos e riscos à saúde em consequência dos testes que estão sendo realizados (ELLINGTON, 2003; FREEMAM, 1992; HAYMAM, 2001; KALJEE, 2007; SAMMON, 2007).
Discutindo ainda sobre o papel da família na experiência dos ensaios clínicos da vacina, podemos encontrar momentos em que não se expressam opiniões sobre a pesquisa e manifestam-se indiferentes diante da decisão de participar.
“Meus pais, não sei se eles não gostaram não Eu sei disso. Mas eles não falaram
nada não comigo. Se achou bom ou ruim eles não falaram. Nem meu marido falou nada. Meu marido ficou até curioso em saber o que vinha depois. Mas me proibir, isso não. Eles falaram que não teriam coragem de participar e que não participariam. Mas me proibir não” (E)
A família não se posiciona diante da participação na pesquisa e demonstra não influenciar a decisão do voluntário, tampouco colocar empecilhos. O contexto evidencia que os familiares pouco influenciaram os voluntários.
Podemos concluir que, nesse estudo, a opinião dos familiares, favoráveis ou não à participação nos testes da vacina, pouco influenciaram a decisão e a experiência dos sujeitos.