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BÖLÜM 1: LİDER VE LİDERLİK YAKLAŞIMLARI

1.3. Liderlik Türleri

1.3.7. Transformasyonel (Dönüştürücü) Liderlik

Olhos fechados, respiração regular e sem movimentos

2 – Sono ativo Olhos fechados, respiração irregular e sem movimentos

bruscos

3- Alerta quieto

Olhos abertos e sem movimentos bruscos dos membros

4- Alerta ativo Olhos abertos e membros agitados

5- Choro Olhos abertos ou fechados e choro

Fonte: Prechtl, 1974.

Os estados propostos na Tabela 3 são muito influenciados por condições ambientais que, por isso, devem ser foco de preocupação e controle do pesquisador de comportamento neonatal. Existe uma linha muito tênue entre diferenças individuais e comportamento padrão em relação ao comportamento aleatório quando se trata de comportamento neonatal. Normalmente, essa distinção fica ainda mais difícil se em estudos sobre estimulação sensorial as condições ambientais e o estado de alerta dos recém-nascidos não forem sistematicamente controlados, fazendo assim, com que os resultados falso positivo ou falso negativo sejam encontrados (KORNER, 1972). Assim, o controle de condições de luminosidade e temperatura são tão importantes quanto o estado de alerta neste tipo de pesquisa. Weiss (1934) mostrou que recém-nascidos exibem mais atividade sob condições mínimas de luz do que condições moderadas. Assim como a luminosidade, a temperatura pode afetar o estado comportamental. Por exemplo, Parmelee, Bruck e Bruck (1962) mostraram que em ambientes de aproximadamente 34ºC o estado de sono quieto foi predominante, enquanto que a 30ºC a porcentagem de tempo neste estado diminuiu de 55% para 38%. O limite do estímulo auditivo pode ser diferente dependendo do estado de alerta do bebê, sendo mais alto durante o sono e o choro e mais baixo durante o sono irregular, o choramingo e o alerta inativo (EISENBERG et al., 1964; WOLFF, 1959). Em testes de estimulação tátil, Wolff (1959) apresenta

que 100% dos bebês responderam ao estímulo no estado sonolento e 90% responderam quando no estado de alerta inativo. Ainda no estado de sono e estímulos táteis, reflexos monosinápticos são melhor evocados no estado de sono quieto e os polisinápticos durante o sono ativo (PRECHTL, 1967).

O estado de choro é um estado que merece atenção durante a coleta de dados, pois analises do chorar muitas vezes demonstram a capacidade do bebê em se autocontrolar emocionalmente, estabelecer a rotina de alimentação e em manipular a frequência de interação com as mães, além de uma ferramenta para diagnóstico. Estado de fome também interfere no comportamento, por exemplo, bebês são mais responsivos a estímulos auditivos logo após a alimentação do que entre os períodos de alimentação. A frequência do comportamento de busca para sugar e movimentos gerais do corpo aumentam significativamente quando a hora da alimentação se aproxima (KORNER, 1969).

Para estímulos visuais, que é o caso do presente estudo, o estado de alerta inativo parece ser um facilitador. Korner (1970) correlacionou duração e frequência do estado de alerta inativo e a capacidade de perseguição visual em bebês e encontrou coeficientes de correlação de 0,6 e 0,7. Concluindo que bebês que ficam mais tempo neste estado tendem a ser mais capazes de fixações em estímulos visuais específicos. Essa capacidade de fixação pode ser fundamental para processos iniciais de aprendizagem, tanto sobre as regularidades do ambiente e as relações com o próprio corpo quanto processos de interação social.

Todos estes resultados apontam que para testar responsividade a estímulos e processos de aprendizagem os bebês devem ser testados no mesmo estado de alerta, . Por isso, foram considerados aptos para o teste os bebês que apresentarem estado “3” de alerta na escala de Prechtl (1974). O teste foi realizado com o bebê alimentado e recém trocado para evitar qualquer sensação de incômodo. Além disso, a temperatura ambiental hospitalar foi mantida entre 28 e 32 graus C para facilitar o estado de alerta e evitar o sono. A luminosidade também foi controlada evitando claridade excessiva no consultório. .

Assim, o procedimento de testes envolvia a observação do estado comportamental do bebê ao ser colocado na cadeira de testes. Se o estado 3 fosse identificado a sessão de testes se iniciava. Caso houvesse alteração do estado

comportamental o teste era interrompido. Para identificar uma alteração definitiva de estado comportamental o bebê deveria permanecer no novo estado por pelo menos 10 segundos (PRECHTL, 1974), se a duração alteração fosse menor que este tempo e o estado ideal (3) voltasse a ser apresentado o teste não era interrompido.

Uma vez identificado o estado comportamental “favorável” o “balão de borracha” (desinfetado com álcool 70%) era colocado na palma da mão do bebê. Para abertura da mão do bebê uma manobra específica foi realizada, onde inicialmente o polegar é estendido e ao mesmo tempo abduzido e em seguida o experimentador faz uma pressão na parte posterior da mão logo após a falange proximal dos dedos fazendo com que os dedos se estendam e seja possível colocar o “balão” logo abaixo da falange proximal dos dedos do meio, anelar e mínimo. Essa região das mãos é indicada por ser a região onde os registros dos dados de pressão são mais evidentes (TUDELLA, 1996). Depois de posicionado o balão um esparadrapo elástico auto aderente (Coban, amplamente utilizado em recém-nascidos por ser menos agressivo a pele) envolvia o dorso da mão e o balão de borracha para garantir que o equipamento não se movimentasse durante o período de teste. Depois de posicionado, o estado de alerta do bebê era avaliado pelo experimentador e o teste tinha início se o bebê apresentasse o estado de alerta “3” considerado ideal para a realização do experimento.

3.5 Tarefa

A fim de atender os objetivos deste projeto foram realizadas 3 diferentes condições de testes. Para alcançar o primeiro objetivo proposto pela pesquisa que é descrever os apertos manuais ao longo dos 4 primeiros meses de vida, o comportamento de apertar foi mapeado através de 1 tentativa (quando o bebê permitia foram realizadas 2 tentativas) de 2 minutos de duração, com a mão direita, em uma condição basal onde nenhum estímulo ambiental era apresentado ao bebê. Nesta condição o cilindro era posicionado na mão do bebê e a aquisição de dados iniciada com o monitor que estava posicionado a sua frente desligado. Durante a tentativa o programa fornecia um gráfico em tempo real com os dados da pressão executada ao longo da série temporal. Ao final de cada tentativa basal, o programa

de aquisição de dados fornecia os dados brutos digitais de pressão ao longo do tempo e o valor médio de pressão5 exercida pelo bebê no cilindro.

Para atender ao segundo objetivo do estudo e verificar o acoplamento entre os apertos e um resultado ambiental, foi apresentado ao bebê um vídeo (detalhadamente descrito a seguir) em duas condições: Contingente (C) e Não Contingente (NC). Na condição Contingente (C), o valor médio de pressão fornecido nas tentativas basais era usados como valor “gatilho” para disparar o vídeo apresentado no monitor que estava posicionado na frente do sujeito. Assim, quando os apertos que o bebê exercia sobre o cilindro atingiam o valor “gatilho” o vídeo era apresentado no monitor. Esta tentativa com contingência também tinha duração de 2 minutos. Quando permitido pelo estado comportamental do bebe, mais de uma tentativa era coletada. Foram consideradas válidas apenas as tentativas em que o bebê estava direcionando olhar para o monitor e disparou o vídeo 2 vezes ou mais.

Na condição Não Contingente (NC), o vídeo era apresentado independente dos apertos realizados pelo sujeito. Para isso, foram utilizados arquivos com padrões de apertos de outros sujeitos para apresentar uma sequência de exibição dos vídeos, seguindo procedimento de outras literaturas (FLOCCIA; CHRISTOPHE; BERTONCINI, 1997; ROCHAT, 1983). Estas tentativas também tinham a duração de 2 minutos e eram executadas tantas tentativas o bebê permitisse. Nesta condição foram consideradas válidas as tentativas em que o bebê estava no estado de alerta ideal (assim como na tentativa basal) e direcionando o olhar ara o monitor a sua frente. Depois de realizar a tentativa basal, inicialmente era tentado a realização de da tentativa C, caso o bebê não ativasse o vídeo nenhuma vez na tentativa seguinte era apresentado a condição NC. Este procedimento foi adotado para garantir que o bebê, que estava no estado comportamental ideal, realizasse pelo menos alguma das condições, uma vez que o tempo de permanência dos bebês no estado ideal era pequeno na maioria das vezes.

O vídeo com 2 segundos de duração exibiu a imagem de uma face humana feminina, sorrindo e dizendo a palavra “oi” (Figura 7) em uma entonação mais aguda

5

Valor médio entre o valor inicial e o valor máximo de pressão exercida pelo bebê durante a tentativa, desconsiderando os valores zero quando o bebe não fazia pressão no equipamento.

com variação (subida e descida) no som, como sugerido estudos sobre preferência de bebês a tipos melódicos (LECANUET et al., 2000; TREHUB; BULL; THORPE, 1984; WERNER; VANDENBOS, 1993). A filmagem foi colorida em alta resolução (720 linhas por quadro, proporção de tela 4:3 e cadência de 30 frames por segundo). Na tela aparecia apenas a imagem da face. O mesmo vídeo foi utilizado com todos os participantes do estudo. A escolha deste padrão de vídeo foi feita baseada em pesquisas que apontam que bebês parecem ter, desde o nascimento, uma atração por figuras que indicam simetria vertical, movimento e curvilinearidade, todas características da face humana (BORNSTEIN; FERDINANDSEN; GROSS, 1981). Ainda, outros estudos demonstraram que bebês de 1 mês de idade preferem olhar para imagens de faces a qualquer outro tipo de imagem (JOHNSON et al., 1991). Também há uma preferência por vozes e faces femininas em comparação com faces masculinas (DECASPER; FIFER, 1980).

Figura 7- Exibição do vídeo em situação experimental.

Assim, cada sessão de testes foi composta de pelo menos 2 tentativas, sendo uma basal, seguida de 1 tentativa na condição C ou na condição NC.

A coleta poderia ser interrompida a qualquer momento pelos responsáveis pelo bebê ou quando fosse percebido por parte do experimentador ou responsável qualquer desconforto do mesmo.

3.6 Variáveis e Análise Estatística

Os dados brutos coletados foram a pressão ao longo do tempo, a uma frequência de 62Hz. Com esses valores foram identificados os picos de pressão ao longo da série temporal que seriam classificados como apertos. Inicialmente foi passado um filtro gaussiano de 15 pontos amostrais de raio para eliminar pequenos picos (ruídos) que seriam caracterizados como aperto do bebê. A identificação dos picos seguiu os seguintes critérios: a) ser um ponto/local máximo e b) ter ocorrido no mínimo 0,1 de aumento de pressão entre o último pico e o pico seguinte. O Gráfico 1 ilustra a filtragem dos dados e a identificação dos picos.

Gráfico 1 - Gráfico superior apresenta os dados brutos ao longo da série temporal de 120 segundos. Eixo x representa o tempo e eixo y representa a pressão em mmH2O. Gráfico inferior representa os dados depois do filtro e as estrelas indicam os picos identifica

Depois de identificados os picos estes foram considerados “apertos”, e então, foram calculadas as variáveis: número de apertos e pressão media dos apertos para cada tentativa.

Para as análise do primeiro objetivo (descrever o comportamento de apertar ao longo dos 4 primeiros meses) ambas variáveis, número de apertos e pressão média dos apertos, foram executados testes t para cada grupo etário (3d, 30-60d, 90-120d) a fim de verificar possíveis diferenças entre as condições, conforme Tabela 4.

Tabela 4– Comparações testadas das condições para cada grupo.

Grupo G3 G30-60 G90-120

Comparações basal x contingente

basal x não- contingente contingente x não- contingente basal x contingente basal x não- contingente contingente x não- contingente basal x contingente basal x não- contingente contingente x não- contingente

Posteriormente, foi executada uma análise de variância ( ANOVA one way) para cada condição (basal, contingente e não-contingente) para verificar possíveis diferenças entre os grupos etários.

Para atender o segundo objetivo (verificar a relação entre o comportamento dos bebês e um evento ambiental) foi analisada a pressão (média) exercida sobre o cilindro e sua variância (desvio padrão). Para as analises estatísticas foram executados testes de comparação de médias (“t”) para as variáveis: média e desvio padrão da pressão exercida ao longo da tentativa. Verificar a hipótese de existência de tal relação se traduziu em checar se a média da pressão e sua variância foi diferente nas 3 condições do estudo: basal (B), contingente (C) e não-contingente (NC) para cada grupo etário. Ainda, as mesmas comparações foram feitas para a variância.

Para operacionalizar esses testes de comparação de grupos, foi calculada a média e o desvio padrão da pressão para cada bebê na condição basal. Posteriormente, foi calculada a média e desvio padrão da pressão a partir do final da segunda exibição do vídeo para cada bebê nas condições contingente e não contingente. Assim, a partir desses valores, foram executados os testes de média para as medias da pressão e os testes de média para a variância.