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Tip 3 Antoninus Pius – Marcus Aurelius Dönem

4. GENEL DEĞERLENDİRME 1.Anadolu’daki Korinth Başlıkları

4.2. Side Müzesi’nde Bulunan Korinth Başlıkları

4.2.3. Tip 3 Antoninus Pius – Marcus Aurelius Dönem

Através da proposição de um modelo teórico e do desenvolvimento de estudo de caso das capacidades políticas das subsidiárias, foi possível inferir que o desenvolvimento das capacidades políticas é primordialmente local. Como já explorado na revisão teórica, existem tanto argumentos poderiam predizer o desenvolvimento centralizado e aprendizado relacionado destas capacidades (Frynas et al., 2006), como argumentos de que estas capacidades deveriam ser desenvolvidas localmente (Birkinshaw & Pedersen, 2001). A própria justificativa desta pesquisa repousava na segunda alternativa, que as capacidades penderiam mais para o lado local-específico.

As evidências apresentadas neste caso dão suporte a segunda alternativa, de que, primordialmente, as capacidades políticas são desenvolvidas localmente. De maneira geral, existe limitado controle sobre as atividades políticas da subsidiária, com exceção das políticas de compliance, que focam nas restrições, ou seja, no que não pode ser feito. Houve relatos de limitadas influências nas agendas e nas formas de trabalho das subsidiárias. Limitada evidência se apresentou sobre troca de melhores práticas entre unidades da rede da MNE e sobre feedback de aprendizado com as experiências das subsidiárias por parte da matriz. Baseado nos dados aqui coletados e apresentados, parece ser preponderante a tendência de

desenvolvimento local, com a influências de algumas restrições institucionais, legais e de compliance na configuração das capacidades políticas.

O desenvolvimento local das capacidades políticas suscita algumas implicações teóricas sobre o tema. A primeira implicação é sobre a ideia da existência de uma capacidade política global, que seja transferida para as subsidiárias (Frynas et al., 2006), e cuja utilização em diferentes subsidiárias forneça alguma forma de melhoria da capacidade, que via feedbacks das subsidiárias, quer via ganhos de experiência pela utilização em diferentes subsidiárias. A própria literatura sobre a transferência de capacidades alimenta argumentos que se colocam o sucesso da transferência entre matriz e subsidiárias (Nicolai J Foss & Pedersen, 2002; Nicolai Juul Foss & Pedersen, 2004), enquanto outra corrente mostra evidências na posição contrária (Szulanski, 1996, 1996, 2000). Frynas e colegas (2006) argumentam pelo desenvolvimento de capacidades políticas locais e argumentam, a partir de dados de desenvolvimento de capacidades por diferentes empresas em diferentes localidades, existir evidência da acumulação da experiência política. Ou seja, o acúmulo de capacidades través da utilização sequencial das mesmas (Bingham & Eisenhardt, 2011). Os dados desta pesquisa sugerem o oposto, colocando em questão a existência de uma capacidade política global que seja transferida para as subsidiárias.

Uma discussão interessante para entendermos esta peculiaridade está nos trabalhos de Borini (2008). Embora em um contexto diferente (Borini pesquisa a transferência de competências

no contexto das subsidiárias de MNE’s brasileiras; Borini não estudou as capacidades

políticas), o trabalho apresenta a seguinte tabela, resultado de pesquisa survey com as subsidiárias:

Tabela 31 - Tranferência de competências da matriz para subsidiárias Não foi transferida, mas criada na subsidiária Transferida da matriz, mas com forte adaptação da subsidiária Transferida da matriz e com razoáveis alterações da subsidiária Transferida da matriz e com poucas alterações da subsidiária Transferida da matriz e sem alterações da subsidiária Média64 Vendas 41% 36% 12% 5% 6% 1,96 Marketing 25% 21% 30% 12% 12% 2,61 Produção 23% 23% 30% 9% 15% 2,63 RH 12% 43% 23% 16% 6% 2,58 P&D 6% 25% 15% 25% 29% 3,42

Fonte: Adaptado de Borini (2008)

64 A média foi feita atribuindo-se 1 para não foi transferida e assim suscessicamente até 5 para tranferida

A pesquisa de Borini (2008) revela que a transferência de competências também tem relação com as características da própria competência. Assim competências que são por natureza mais suscetíveis aos efeitos economias de escala (P&D) (Audretsch & Feldman, 1996) têm maior frequência de desenvolvimento centralizado. Por outro lado, competências que permitem uma vantagem de adaptação local são desenvolvidas, com maior frequência, na subsidiária. O argumento é que a natureza da competência a ser transferida seja fundamentalmente importante, embora papéis contextuais e de papel da subsidiária também o sejam (Borini, Fleury, & Fleury, 2009). Isso fica em linha com as características contexto-específicas de CPA apontadas por autores que defendem que exista uma forte adaptação local das competências políticas (Hillman & Keim, 1995).

A segunda implicação destas evidências de desenvolvimento local das capacidades políticas está relacionada à literatura da dualidade institucional, ou seja, a proposição de que as subsidiárias, ao configurar e utilizar as capacidades políticas, sofrem de dupla pressão institucional de conformidade, i.e., são duplamente afetadas pelas instituições dos países de origem, bem como pelas instituições dos países hospedeiros. De uma literatura mais ampla (Graetz & Smith, 2008; Kostova & Roth, 2002), os exemplos específicos em CPA (Hillman & Wan, 2005; Nell et al., 2015; Zhang et al., 2016) apontam para a existência desta dupla pressão. Enquanto o trabalho original no campo da CPA de Hillman & Wan se limitava a explorar que existe a dualidade, os trabalhos posteriores tentam ampliar o conceito e estabelecer as nuances implícitas na “dualidade”. Nell et al. (2015) apontam que a lógica de

“ou um ou outro” é simplória. Neste artigo, as pressões dos stakeholders se mostraram maior

que a pressão dos stakeholders internos (firma). Zhang et al. (2016) mostram evidências de que que as pressões institucionais na China são diferentes dependendo da esfera de governo de atuação da firma. Os dados aqui apresentados corroboram a noção de que, embora exista esta dualidade, as pressões locais parecem ser mais determinantes para a configuração de capacidades. Também cabe a apontar que o trabalho de Hillman e Wan (1995) trata de subsidiárias americanas na Europa, enquanto os dois últimos trabalhos focam em subsidiárias em países em desenvolvimento. As evidências apresentadas aqui corroboram a noção de a influência será gradual e de que, pelo menos do caso do Brasil, a influência local é mais atuante do que a influência do país de origem, dado reforçado pelo desenvolvimento local das capacidades políticas.