II. BÖLÜM: KAZAKİSTAN’DA AHISKA TÜRKLERİNİN SOSYAL VE
12. Ahıska Eketleri (Masalları ve Hikayeleri)
12.5. Tilki ile Değirmenci
A avaliação antibacteriana de plantas e seus derivados teve início na década de 1940. Em 1943, Osborn, ao pesquisar a atividade de 2.300 plantas superiores contra Staphylococcus aureus e Escherichia coli, verificou que
plantas pertencentes a 63 gêneros continham substâncias que inibiam o crescimento de um ou ambos os microorganismos. (PEDERSON, 1944).
No Brasil, as pesquisas sobre substâncias antimicrobianas de origem vegetal foram iniciadas por Cardoso e Santos (1948) ao avaliarem extratos de 100 diferentes plantas, indicadas na terapêutica como antiinflamatórias ou cicatrizantes. Destes, apenas cinco extratos apresentaram comprovada atividade inibitória contra S. aureus e E. coli.
Na década de 50, os primeiros compostos de espécies vegetais foram isolados. Dentre eles, destacam-se o isolamento e a identificação de flavonóides tais como, primina, miconidina, lapachol e derivados, luteolina e miricetina, apresentando propriedades antibacterianas efetivas contra S. aureus (XU e LEE, 2001; ZACCHINO et al., 2001).
O conhecimento sobre determinadas espécies vegetais com propriedades antimicrobianas tem sido revisto e ampliado, devido aos crescentes problemas associados ao uso de diversos antibióticos. Em amplo estudo sobre plantas medicinais foi feita uma avaliação concreta sobre a atividade antimicrobiana de extratos, óleos essenciais e de substâncias obtidas de espécies vegetais contra bactérias Gram-positivas, Gram-negativas e espécies fúngicas (LIMA, 2001). As plantas produzem um vasto número de substâncias naturais com potencial antimicrobiano e imunomodulador na tentativa de se adaptarem às agressões do meio ambiente. Essas substâncias podem ser isoflavonóides, indóis, fitoestérois, polissacarídeos, sesquiterpenos, alcalóides, glucanas, taninos, vitaminas e minerais (WILLIAMS, 2001)
Atribui-se a flavónoides e taninos a capacidade de inibir o crescimento ou provocar a morte de microorganismos. Os flavonóides podem inibir importantes enzimas virais como transcriptase reversa e proteases, bem como destruir alguns protozoários patogênicos, sendo essas atividade de baixa toxicidade em células animais (HAVSTEEN, 2002).
Os taninos condensados são os componentes que possuem a maior toxicidade em relação aos microorganismos e são diversos seus mecanismos de ação: inibição de enzimas extracelulares, privação de substratos, comprometimento do metabolismo – como ação sobre a membrana celular (SCALBERT, 1991). Estudos com diversas espécies da família Anacadiaceae exemplificam e comprovam o uso da medicina tradicional no combate a doenças causadas por
microorganismos (ELOFF,2001; OZÇELIK, 2005; LOGUERCIO, 2005; ERAZO et al, 2006). A espécie Anacardium occidentale, conhecida como caju verdadeiro, é vastamente estudada e o potencial antimicrobiano da casca da árvore é relatado em diversos trabalhos (HIMEJINA & KUBO, 1991; KUDI et al., 1999; AKIPELU, 2001).
O extrato aquoso do caule e folhas de Schinus terebenthifolius Raddi, conhecida popularmente por aroeira, mostrou-se positivo na inibição do crescimento de microorganismos, como Staphylococcus aureus, S. epidermidis, Bacillus cereus, Pseudomonas aeruginosa (LIMA et al., 2004).
2.5 Inflamação
A resposta inflamatória é um mecanismo que provoca alterações do sistema vascular, componentes líquidos e celulares, visando destruir, diluir ou isolar o agente lesivo, sendo assim uma reação de defesa e de reparação do dano tecidual (GILMAN, 1996; RANG; DALLE; RITTER, 1997).
A inflamação aguda é a primeira resposta a uma lesão celular ou tecidual, na qual contempla uma série de alterações sequenciais do processo, que é mediado por substâncias, como histamina, serotonina, bradicinina, prostaglandinas e leucotrienos. Segundo Lieberman (2009), a histamina desempenha papel fundamental ao aumentar a permeabilidade celular, gerando a vasodilatação, desencadeada ao se ligar à receptores H1 da células endoteliais.
Este processo aumenta o fluxo sanguíneo local, consequentemente o extravasamento de grande quantidade de líquidos e de proteínas para os espaços intersticiais.
Uma das etapas iniciais do processo inflamatório é a marginação ou deslocamento dos leucócitos da porção periférica dos vasos sanguíneos, que, na sequência migram sob o endotélio, aderindo-se fortemente e atingindo o espaço intercelular do endotélio. Todas estas reações são desencadeadas por mediadores químicos originados no local do processo inflamatório.
A inflamação pode ocorrer em três fases distintas, cada uma mediada por diferentes mecanismos: a fase aguda que se caracteriza pela vasodilatação e o
aumento da permeabilidade vascular, a fase subaguda na qual ocorre a infiltração de leucócitos e fagócitos e a fase crônica, caracterizada pela degeneração de tecidos e a presença de fibrose (ROTELLI et al. 2003). Portanto, a inflamação é um processo tipicamente caracterizado pelo aumento da permeabilidade vascular do tecido endotelial e do influxo de células leucocitárias até o sítio inflamatório.
O uso das plantas medicinais vem sendo aceito e utilizado por vários profissionais por apresentarem propriedades químicas que ajudam no tratamento das doenças inflamatórias (MARTINS et al., 2000).
Das várias aplicações terapêuticas dos vegetais, muitos apresentam atividade antiinflamatória e analgésica, sendo largamente utilizados na medicina popular e por isso, há necessidade de pesquisas e estudos para comprovar tanto essas atividades, quanto um possível quadro tóxico, em ensaios biológicos (SILVA, 1978; SEDGWICK; WILLOUGHBY, 1985).
No Brasil, a utilização de plantas no tratamento de doenças inflamatórias apresenta, fundamentalmente, influências da cultura indígena, africana e européia. Essas influências deixaram marcas profundas nas diferentes áreas da cultura brasileira, sob o aspecto material e espiritual e constituem a base da medicina popular que há algum tempo vem sendo retomada pela medicina natural. A medicina natural procura aproveitar suas práticas, dando caráter científico e integrando-as em um conjunto de princípios que visam não apenas curar algumas doenças, mas restituir o homem à vida natural (MARTINS et al., 2000).
Segundo Góes et al. (2005), a aroeira-do-sertão, Myracrodruon urundeuva Fr. AlI, planta da família Anacardiaceae, é uma planta de uso popular no nordeste do Brasil, que apresenta eficácia terapêutica, com evidentes efeitos antiinflamatório, cicatrizante, antiulcerogênico, anti-histamínico, antibradicinina e analgésico. Assim, a planta pode ser utilizada no tratamento de várias afecções, principalmente ginecológicas e ferimentos cutâneos.
Estudos realizados com Ageratum conyzoides em ratos mostraram que a planta possui significativa atividade analgésica, antiinflamatória e antipirética, devido aos seus princípios ativos (flavonas e flavonóides), não sendo observada toxicidade gástrica (CASTRO, 1987).
Grande parte das atividades dos flavonóides descrita em artigos contempla sua ação no sangue e em células endoteliais, o qual vem de encontro com as principais áreas de pesquisa, concentradas na inflamação e no câncer. Embora os flavonóides sejam estudados há mais de 50 anos, o mecanismo celular envolvido em sua ação biológica não está completamente elucidado (BENAVENTE-GARCÍA; CASTILLO, 2008).
2.6 Dor
A sensação de dor é um mecanismo de alerta do organismo, indicando a presença de um estímulo lesivo que aciona respostas protetoras apropriadas (WOOLF, SALTER, 2000; JULIUS, BASBAUM, 2001). Dessa maneira, o adequado funcionamento do sistema nociceptivo é essencial para proteger o organismo de danos teciduais. Entretanto, sob condições patológicas, este sistema se torna sensibilizado e a dor transforma-se em uma doença (ZEILHOFER, 2005).
A nocicepção é o processo pelo qual estímulos térmicos, mecânicos ou químicos nocivos são detectados por uma subpopulação de fibras nervosas periféricas, chamadas nociceptores (BASBAUM et al., 2009).
Na última década, muitas moléculas de transdução da nocicepção têm sido identificadas, sendo o maior grupo de detectores de estímulos nocivos o da família dos receptores de potencial transitório (TRP) (CHENG, JI, 2008;
PATAPOUTIAN, TATE, WOOLF, 2009). Esses canais participam na geração de sensações dolorosas evocadas por estímulos químicos, térmicos e mecânicos (LEVINE, ALESSANDRI-HABER, 2007). O receptor de potencial transitório vanilóide 1 (TRPV1), originalmente denominado receptor vanilóide 1 (VR1) e comumente referido como receptor da capsaicina, foi o primeiro a ser descrito como receptor polimodal ativado por três estímulos dolorosos; compostos vanilóides (capsaicina, resiniferatoxina), calor nocivo (43°C) e pH baixo (< 5,9) (CATERINA et al., 1997; TOMINAGA et al., 2007).
Similar ao receptor para o calor (TRPV1) há dois receptores que detectam o frio. O receptor de potencial transitório anquirina 1 (TRPA1), chamado anteriormente de ANKTM1, é um canal não-seletivo permeável ao cálcio
(STORY et al., 2003)e ativado por temperaturas menores que 17°C (CALIXTO et al., 2005; PATAPOUTIAN, TATE, WOOLF, 2009). Esses receptores também podem ser ativados por substâncias pungentes, tais como alicina, D9- tetraidrocanabinol (THC), formalina, substâncias presentes nos óleos de mostarda (isotiocianato de alila) e canela (cinamaldeído), e moléculas irritantes presentes no meio ambiente (BANDELL et al., 2004;JORDT et al., 2004).