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THE SPATIAL SPIRIT OF INNOVATION:REGIONAL DIMENSION

Belgede AGORADA 2012 Sonuç Raporu (sayfa 47-69)

3.7.1 – Análise da Efetividade

A análise dos dados foi realizada com recurso ao programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). ® versão 20.0.0 para Windows.

As características sócio-demográficas e clínicas foram sistematizadas através da estatística descritiva, com recurso à distribuição de frequências nas variáveis qualitativas e, a medidas de tendência central (médias) e de dispersão (desvio padrão e intervalos máximo e mínimo) nas variáveis quantitativas, sendo estas calculadas tanto para a amostra total como para cada uma das intervenções.

Para os resultados obtidos ao nível da percepção da intensidade da dor, nível de incapacidade funcional e qualidade de vida a amostra foi dividida em grupos consoante a intervenção efectuada. Para cada grupo recorreu-se primeiramente às medidas de tendência central e dispersão. De seguida efectuou-se a análise das diferenças observadas entre momentos avaliativos (T0/T1, T1/T2 e T2/T3), recorrendo-se à Anova de Medidas Repetidas, sendo o resultado estatisticamente significativo se p ≤0,05. Com este intuito, foi averiguada previamente a normalidade destas variáveis através do teste do teste de Shapiro-Wilk, uma vez que cada grupo apresentava menos de 50 indivíduos. Para que as melhorias estatísticas encontradas, sejam reveladoras de uma melhoria real sentida pelos indivíduos, ao nível da diminuição da intensidade da dor, da incapacidade funcional, e da melhoria da qualidade de vida, após a intervenção da fisioterapia, é necessário que os indivíduos percepcionem essas mudanças como clinicamente importantes (Demoulin et al., 2010; Hagg, Fritzell, & Nordwall, 2003). Assim, com o objectivo de avaliar a importância clínica da diferença encontrada, e de forma a identificar os pacientes que obtiveram ou não melhorias clinicamente importantes, os resultados de cada grupo de tratamento foram dicotomizados em dois grupos (“Clinicamente estável” e “Com melhoria clínica”), tendo como base o resultado da DMCI para a QBPDS-PT, EVA e EQ-5D-PT e o ponto de corte da escala PGIC para a perceção de melhoria com o tratamento (valores referidos anteriormente).

Para determinar o número de pacientes que reportaram mudanças na pontuação acima ou abaixo da DMCI nos diferentes momentos de avaliação (T1 e T2 e T2 e T3), e nas diferentes variáveis de resultado, recorreu-se a análise estatística descritiva através da distribuição de frequências. Posteriormente, foi estimado o risco relativo (RR; neste caso beneficio relativo) e o número de pacientes que era necessário intervir para se obter um caso de sucesso (number needed to treat; NNT), para as duas combinações de modalidades de tratamento (AF+TM e AF+TM+EXE).

Valores de RR iguais a um significam que os resultados não diferem entre intervenções, enquanto valores acima de 1 mostram valores favoráveis ao grupo AF+TM+EXE (considerado o grupo experimental para efeitos do cálculo) (McGough & Faraone, 2009). Relativamente ao NNT, este valor descreve o número de eventos favoráveis que ocorrem em resposta a uma dada intervenção, relativamente a um evento favorável da outra intervenção, sendo que para que esta seja considerada efetiva, este valor deve estar acima de 2 ou 3 (McGough & Faraone, 2009).

Refira-se ainda que após a aplicação do EQ-5D-PT, e em cada momento de avaliação, foi necessário proceder á formação de algoritmos de forma a obter o índice do estado de saúde definido pelas suas 5 dimensões (Anexo B). Cada um dos números que forma o algoritmo corresponde à resposta dada em cada uma das questões categóricas (Drummond et al, 1997).

3.7.2 – Análise Económica

Para o cálculo dos custos apenas foi tido em conta o reportado pelos pacientes nos seus diários de custos preenchidos ao longo das 12 semanas do estudo, tratando-se assim de uma ACE realizada na perspectiva do paciente. No caso de se tratar de um paciente do SNS isento do pagamento de taxas moderadoras, foi calculado o valor que seria pago pelos custos diretos, de acordo com as tabelas em vigor.

Foi realizado um cálculo do total de custos existentes ao longo do estudo para a cada uma das intervenções. Foi ainda calculado o custo ao nível de cada uma das dimensões de custos existente no Diário de Custos, para cada uma das intervenções estudadas, bem como a diferença existente entre as mesmas ao longo dos diferentes momentos de avaliação.

Assim, para o cálculo dos custos foram tidos em conta os seguintes valores: • Relativamente aos custos diretos e às questões relacionadas com os “custos das Atividades Físicas”, custos com assistência de terceiros e “despesas extras”, o valor monetário foi fornecido pelo participante.

• Para a questão “quilómetros efectuados” o custo foi calculado tendo como valor 0,35€ por Km (Diário da República, Despacho n.º 7702-A/2012).

• Para a questão “assistência de familiares e amigos” o custo foi calculado multiplicando o número de horas de assistência por semana por 2.42€ ("Trabalhadores por Conta de Outrem - Sou cidadão," 2014), excepto se este implicou perda de horas de trabalho do mesmo, sendo nesse caso o valor calculado com base no ordenado mínimo nacional.

• Para as questões relacionadas com os custos indiretos, o valor foi calculado também tendo por base o ordenado mínimo nacional.

Depois de obtidos estes valores foi necessário efectuar a RCE para a intensidade da dor, o nível de incapacidade funcional e a qualidade de vida.

A RCE foi calculada utilizando:

• As alterações médias encontradas nas variáveis de resultados em estudo entre o início da intervenção e as 12 semanas.

• A DMCI de cada escala utilizada para medir as variáveis de resultados em análise.

• A média do total de custos realizados pelos indivíduos em cada intervenção analisada.

Para que a alteração encontrada a nível de cada variável possua relevância clinica é necessário que esta seja maior ou igual que a DMCI de cada escala utilizada. Uma vez que para este estudo, a efetividade foi definida como a obtenção de uma diferença igual ou superior à DMCI, foi utilizado o valor da DMCI para o cálculo da RCE. Como exemplo, se para a intensidade da dor a intervenção A obteve uma melhoria média de 2,5 pontos e a B de 1,8 pontos com um custo de 230€ e 120€ respectivamente, então sabendo que a DMCI é de 2 pontos na EVA será necessário um gasto de 184€

realizando a intervenção A e um gasto de 123,3€ realizando a intervenção B, para que a melhoria obtida com a mesma possua relevância clinica. Iriamos assim obter o valor de 62,7€, significando este que a intervenção B possuiria uma melhor RCE na redução da intensidade da dor, permitindo poupar 62,7€ para obter uma redução de 2 pontos na EVA (Figura 4)

Figura 4 - Fórmula para o cálculo do custo necessário para obter uma melhoria com relevância clinica

Belgede AGORADA 2012 Sonuç Raporu (sayfa 47-69)