3. DENEYSEL ÇALIŞMA
3.4. Test Düzeneği ve Ölçüm Düzeni
A crença nos benefícios da educação artística e o fervor pela sua difusão levou a que se desse início a um esplendoroso projecto de divulgação de actividades de expressão musical e dramática por todas as escolas da região de modo que, cada escola, por livre vontade dos seus intervenientes, pudesse receber e semear o movimento de pedagogias activas, estratégias educativas a serem desenvolvidas posteriormente pelos educadores nas escolas.
Este projecto inseriu-se no já existente Gabinete de Apoio à Expressão Musical e Dramática (denominação que mudou posteriormente para GCEA), projecto este de educação musical nas escolas do primeiro ciclo do ensino básico da Região. Sendo as crianças do ensino básico apoiadas a nível das expressões artísticas de forma estruturada, fazia todo o sentido alargar esse apoio ao nível do pré-escolar.
O veículo de tão importante tarefa, poderiam ser alunos do curso de Educação de Infância, recém formados e imbuídos da vontade da disseminação de tão bela arte, do movimento e da comunicação. Era, assim, dada oportunidade aos novos profissionais de educação, de poderem, eles próprios, fazer o que gostavam e simultaneamente ser difundida esta arte educativa. Foram, assim, definidas orientações estratégicas e objectivos prioritários de intervenção. Deste modo, é claramente assumida a defesa de uma prática globalizante, não só das expressões artísticas, mas de aprendizagens ao nível do pré-escolar e até do primeiro ciclo, como se verificará mais adiante.
Tendo o “brincar” um valor incontestável a nível educativo, faz todo o sentido difundir a arte de “aprender brincando” através das expressões artísticas. Jogo e educação encontram-se intimamente ligados, e teatro é jogo (GCEA, 2000). As solicitações dos educadores de infância faziam-se sentir no intuito de se preencher a lacuna existente na comunidade educativa nesta área.
Surge, na Madeira, em 1986, a denominada Equipa de Animação constituída por educadores de infância, com o intento de se criarem cenários pedagógicos de actividades dramáticas juntamente das crianças da Região, também, na tentativa de desenvolver nas crianças o gosto pela expressão/comunicação, pelo aprender brincando.
A intervenção da Equipa efectua-se através de animações pontuais nos estabelecimentos de educação pré-escolar e por vezes do ensino básico da Região Autónoma da Madeira.
As animações integram a área das expressões musical e dramática compostas por: teatro, teatro de fantoches, teatro de sombras, jogos, canções, brinquedos cantados e dramatizações, aliados sempre à componente musical. São actividades dramáticas projectivas e actividades complexas de expressão dramática de adultos para crianças e seus educadores com o objectivo primordial de servir de ponto de partida para um trabalho interdisciplinar a ser desenvolvido pelo educador na sala, proporcionando, assim, às crianças, actividades lúdicas com objectivos pedagógicos.
Procedeu-se a uma apropriação de instrumentos e metodologias imprescindíveis para o desenvolvimento de experiências significativas no domínio da criatividade, da imaginação, e, possivelmente, da iniciação artística, não só para os docentes que as protagonizaram, como também e principalmente, para sensibilizar e motivar os educadores e professores para o que de muito importante se pode fazer com as crianças a nível da educação artística enquanto elemento facilitador do conhecimento e como princípio categórico de um bom ambiente de trabalho.
A Equipa de Animação surgiu como experiência e permaneceu como referência na área das expressões.
Este projecto tornou-se muito relevante para a comunidade escolar, tendo sido amplificada no seu número de elementos, no ano lectivo seguinte ao seu surgimento (1987), com o intuito de dar maior cobertura às escolas da região que não cessavam de solicitar a sua dinâmica.
Deslocar-se às escolas, eis o que consiste o dia a dia de uma equipa de educadores de infância e professores tocados pelo desejo de expansão da arte da expressão e da comunicação, da arte de “ser” de “estar” e de “fazer”, arte que nunca morre, inerente ao Homem, ao cerne da vida, dando vida à própria vida.
Os educadores e professores da Equipa de Animação, pretendem, através das suas apresentações lúdicas, animar o universo das emoções das crianças, envolvendo, estimulando, despertando o mundo imaginário da criança, dotando-a ainda de um espírito estético, crítico e observador, e ainda como incentivo à promoção, animação e sensibilização para as artes.
Esta sensibilização, dirigida, na sua essência, para as crianças, visa também alcançar os educadores que as acompanham, de modo que sejam eles igualmente tocados pelo valor das expressões artísticas e, consequentemente, permitam e motivem o seu desenvolvimento no seio do grupo, que deixem soltar as rédeas da imaginação, e se processem aprendizagens. Temos que ter em conta que “o acto de aprender, acontece
em resposta a um desejo” (Alves, 2002: 43). É esta semente que a equipa pretende, também, remeter. Mais do que ideias, pretende fornecer pistas de trabalho para posteriores actividades.
A escola é o lugar apropriado para a expressão da criança (Gauthier, 2000). É lá que encontram amigos e um adulto disponível, prontos a escutá-la. É no ambiente de todos os dias, que podem surgir situações propícias à criação do próprio teatro, com naturalidade e a simplicidade dos jogos da infância.
Read (2001) concebe as artes como o método mais eficaz para se efectuar a educação, propondo o jogo, a espontaneidade, a inspiração e a criação como propósitos directos de uma intercessão lúdico-expressivo-criativa. Se, alguém tão erudito e conceituado chegou a este tipo de conclusões, acerca da aplicabilidade da expressão dramática como base fundamental da educação, compete aos educadores e professores difundir e fazer uso de tão importante consideração, visto tratar-se do que o ser humano tem de mais valioso – a educação, reunindo todo um leque de intervenções que
envolvem a arte no seu sentido mais lato: o drama, a dança, a música, a plástica, a verbalização e a escrita.
Este foi um projecto inovador na época e, continua a sê-lo, na medida em que permanece único na sua intervenção, características e trabalhos efectuados, através do jogo dramático projectivo, que tem vindo a evoluir na sua apresentação e materiais utilizados, bem como a aplicação das novas tecnologias. É a forma diferente de contar histórias que deixa crianças e adultos embevecidos pela sua envolvência. Esta é uma maneira de levar teatro às crianças e seus educadores e de fazer nascer o gosto por tão bela e completa arte.
Este grupo de educadores e professores passou a interagir com toda a comunidade escolar a nível do pré-escolar e algumas escolas do ensino básico, tendo sido já solicitada pelo ensino secundário. Colabora também com diversas entidades públicas e privadas da Região com a apresentação de histórias alusivas ao tema pretendido pela entidade, com a finalidade de sensibilizar as crianças convidadas, que normalmente são em grande número, para a valorização de atitudes benéficas e de construção quer do meio ambiente, da qualidade de vida e de valores do dia-a-dia a preservar e desenvolver e difundir o mais possível.
A partir de 1996/1997, diversos elementos da EA do GCEA assumiram a responsabilidade de organizar, em colaboração com a RDP e RTP – Madeira9, os programas infanto-juvenis Estrelinhas da Rádio, Estrelinhas, Euroestrelinhas, Escolas
na TV e Hora H – programas de carácter pedagógico e recreativo que já possibilitaram a participação de milhares de crianças e jovens madeirenses num projecto televisivo.
Através das histórias, de forma muito apelativa, através do recurso ao jogo dramático projectivo e às dramatizações, pretende a EA, não só, alegrar o universo da criança, como também e através das emoções, perspectivar aprendizagens que de outra forma tradicional tornar-se-iam menos compreensíveis e menos atraentes. Fomentar aprendizagens activas, visto que através do lúdico a criança aprende com maior eficácia.