• Sonuç bulunamadı

3. DENEYSEL ÇALIŞMA

3.3. Deneysel Gözlemler ve Kirişlerin Yük-Deplasman İlişkileri

Neste ponto abordaremos a mudança e inovação no sentido de se promulgar um compromisso com o futuro com vista ao sentido de modificação evolutiva das práticas diárias e nas próprias concepções dos actores educativos, tendo sempre em consideração a criança como personagem principal no cenário da educação. A mudança educativa pode promover uma mudança social e vice-versa. Os sistemas educativos devem ser orientados para a inovação como forma de dar resposta à nova era de mudanças, e da escola se antecipar aos novos e variados desafios colocados à educação, consequência das transformações a nível social.

Cada um indivíduo tem uma função e vive de acordo com as suas possibilidades no sentido do seu cumprimento, por isso, a adequação do modo de vida às realidades mutatórias deve ser encarada como uma certeza e de uma maneira natural. Os acontecimentos passam rapidamente e obrigam, muitas vezes, a rever as opiniões, as imagens da realidade.

A investigação provoca desmoronamentos nas antigas concepções do homem e da natureza, as ideias vêm e vão, passam e tornam a um ritmo frenético e mensagens carregadas de imagens bombardeiam constantemente os sentidos. E a mente vai arquivando imagens e mensagens portadoras de imagens que podem ser renovadas, aquando da sua necessidade. O modelo mental não é, posto isto, estático, renova-se a cada estímulo, é vivo, cheio de energia e actividade e é por isso que se encontra em constante aprendizagem e crescimento.

Ao sondar continuamente o mundo exterior através dos sentidos, ao procurar informações importantes para a satisfação das necessidades e desejos, o ser humano entrega-se a um processo contínuo de formação pessoal, de reajustamento e actualização de novas realidades (Toffler, 2001).

Na actualidade, a vida decorre num mundo dominado pela informação, pela comunicação e novas tecnologias e por processos que ocorrem rápida e quase imperceptivelmente. Nesta era de revolução, evolução e inovação, torna-se imprescindível colocar o passo ao ritmo do que vai acontecendo ou acontecerão retrocessos. É como o maestro que determina o ritmo e o compasso da sua orquestra, a qual, por sua vez, tem de o acompanhar e aquele que não o faz, desafina ou provoca dissonância no belo conjunto harmonioso que forma a música. E se o indivíduo não quer desafinar, convém permanecer atento à informação que permeia a sociedade tão depressa, às rápidas mudanças tecnológicas radicais e atento ao que o futuro pode solicitar formas de reacção cada vez mais imediatas, como resposta aos desafios que são colocados, como preparação e adequação para o que advém.

A melhor forma de pensar e agir no sentido de um destino melhor, é cada um dedicar-se às crianças que, no presente, simbolizam o futuro. E como agentes de educação, é papel dos profissionais, criar cenários de futuro que evoquem e caminhem para um adequado desenvolvimento de modelo de sociedade, consoante o seu padrão de origem cultural, em todos os aspectos da actividade humana, mesmo a nível científico. Torna-se necessário ser uma espécie de visionários do futuro antes de escolher racionalmente os caminhos a trilhar. E, em termos educacionais, não há dúvida, é

pesada a responsabilidade. A previsão de futuros prováveis é apenas uma parte do que tem de ser feito como forma de pensar no amanhã e de dar a toda a sociedade um maior sentido de atenção ao futuro.

Cada indivíduo enfrenta a realidade de maneiras diferentes, consoante a sua forma de pensar e encarar o mundo. Em termos de educação esta especificidade própria pode influenciar positiva ou negativamente todo o sistema de ensino.

A mudança é um processo pelo qual o futuro conquista a vida de cada um e que deve ser estudado de muito perto e com muita atenção, deixando um sentido de alerta constante para o que possa surgir. E isto não só no geral, sob um ponto de vista histórico, mas também de uma forma próxima e do ponto de vista daqueles que sofrem a sua influência. O facto é que perspectivas de mudança se tornam, cada vez mais, consistentes. Encara-se uma era de transformação para a qual, provavelmente, ainda nem todos se encontram preparados. Mas, se “(…) uma geração educa a outra (…)” (Kant, 2004: 10), é urgente ponderar sobre o modo de vida e adoptar atitudes novas e tomar consciência que o futuro depende do presente e depende em grande escala da forma de ser e estar no mundo e de construir o caminho.

A modificação social acelerada, tem como consequência principal o desajustamento do indivíduo, quando perde as referências culturais conhecidas, alerta- nos Toffler (op. cit.). Adianta ainda que a aceleração da mudança também constitui uma força psicológica. O ritmo crescente de mutação do mundo perturba o interior do ser humano e modifica a própria maneira como experimenta a vida. A aceleração externa traduz-se em aceleração interna. A estrutura da vida torna-se mais complicada e multiplicam-se o número de papéis que cada um tem que representar, bem como o número de escolhas que tem que fazer. É a explicação que o autor encontra para a asfixiante sensação da complexidade da vida. E as mudanças globais processam-se em todos os sectores da sociedade, dando-se uma alteração do panorama a nível mundial.

No presente, as atitudes dos agentes educativos devem revelar-se sob a égide do compromisso com o futuro e serão, então, verdadeiros agentes de mudança, para melhor, com o objectivo primordial de tentar um futuro promissor. Mas, a abordagem a este tema, provoca, antes de mais, que façamos referência à sua noção. Fernandes (2000), considera que o conceito de mudança surge, regularmente, associado ao de evolução gradual e é utilizado para mencionar as alterações provocadas por agentes internos ou externos, alcançados de forma progressiva.

Perrenoud (2004), considera que as mudanças, a que chama de mudanças de

terceiro tipo dizem directamente respeito às práticas pedagógicas (por exemplo, à volta da avaliação formativa, do uso das tecnologias na aula, da pedagogia diferenciada, das práticas activas, das didácticas) e não se podem ordenar, passam por uma evolução das representações, das identidades, das competências, dos meneios profissionais e da organização do trabalho. E para que a mudança planejada não passe da aparência, considera indispensável, “(…) negociar as reformas ou as renovações com os actores,

para conseguir a adesão do maior número.” (op. cit.: 38)

Fernandes (2000) descreve o pensamento de Fullan (1996) para se referir à complexidade dos processos de mudança com características que realçam tendências opostas, a saber:

1) Não pode ser imposta nem regulamentada, pois correria o risco de se tornar superficial, impedindo o alcance dos objectivos alvitrados;

2) É incerta, produzindo ansiedade e medo do desconhecido, o que é próprio do processo de mudança;

3) É problemática, mas, esses problemas geram novas ideias e consequentemente novos avanços;

4) Exige tempo, para que as diferentes visões pessoais se tornem convergentes e possam ser partilhadas tendo como finalidade a construção de objectivos comuns.

É preciso que se lancem desafios, que se alicercem motivações.

Pensamos que a Equipa de Animação, através das suas intervenções, poderá contribuir de forma positiva para uma motivação interior, quer nos docentes, quer nas crianças a fim de se germinarem mais actividades baseadas nas áreas expressivas.

A sociedade, em geral, já se encontra em maior sentido de alerta para o que possa despontar. A verdade é que perspectivas de mudança revelam-se cada vez mais uma realidade e é preciso estar convenientemente preparados para saber encarar e abraçar positivamente as novidades e integrá-las na vida e, consequentemente, ajudar as novas gerações a estreitar relações com o sentido inovador e encarar a mudança, com respeito sim, mas, acima de tudo, com naturalidade, flexibilidade e muita criatividade.

Todos sofrem pressão para a mudança, na era da globalização, inclusive os sistemas educativos. A escola sofre também uma pressão constante, fazendo-se notar uma coexistência entre estruturas, práticas e representações do anterior paradigma, com

as inovações e mudanças que se arriscam implementar. Esta convivência tem originado tensões, oposições e dilemas que acabam por amotinar o sentido da transformação, apesar desta tentar responder às novas necessidades, tornando-se difícil a gestão de todo este processo (Fernandes, op. cit.).

Desde há muito que as gerações sentem que algo de novo vem acontecendo e continua nesta onda do que vai acontecer e preponderantes são as reflexões sobre o sentido social da escola. Dewey (2002) também deixou este alerta da colateralidade da escola em relação à sociedade quando nos explicita que tudo o que a sociedade alcançou para seu benefício é posto, por intermédio da escola, ao dispor dos seus futuros membros, bem como das suas utopias que vai tentando realizar através das novas possibilidades no caminho para o futuro. Dewey revelou ter razão ao afirmar que o progresso da escola tem que estar a par do progresso social, que as modificações progressivas nos métodos e programas educativos, são em igual medida um produto das mudanças na situação social e um esforço para satisfazer as necessidades da nova sociedade.

Ocorreu uma mudança radical das condições de vida, e só uma mudança igualmente radical no campo da educação produzirá resultados concretos, prognosticou o autor supracitado em 1900.

O tempo tem revelado que estas oscilações educativas são morosas, que a tarefa de mudança é muito complexa e que, como nos refere Cardoso (2002), em consonância com o pensamento de Dewey, qualquer transformação para ser significativa, ao nível da educação, tem que contar com uma abordagem global que tenha em conta os factores contextuais mais latos: políticos, económicos e sociais.

Os professores encontram-se, assim, situados num processo histórico em que as mudanças sociais transformam profundamente o seu trabalho, a sua imagem social e o valor que a sociedade atribui à própria educação, factor que leva, em paralelo, a que os professores reflictam sobre o sentido e o significado do seu próprio trabalho, clarificando os objectivos, as metas e os valores educativos prioritários, bem como o modo de adaptação às mudanças que a sociedade impõe (Esteve, 1995). Mas estas importantes considerações não tiram o papel principal ao professor no desenho evolutivo da educação.

Fomos apadrinhados de alguma forma, no passado, agora é a nossa vez de auxiliar no planeamento do futuro. Não se pode saber de antemão o que o futuro

reserva, mas podem ser traçados caminhos com pegadas de confiança e através do que está a acontecer no presente, ver as tendências para o percurso evolutivo e aferir de que forma se poderá modificar algumas coisas nos tempos que se seguem.

Uma coisa implica a outra e as mudanças na escola devem ser vistas como mudanças na sociedade e se a luta é por uma sociedade melhor, torna-se, imprescindível encarar a mudança de uma forma mais positiva, implementar a mudança e inovação como forma de mudar a sociedade, sim porque na escola estão os indivíduos do futuro.

Pensamos ser possível dar contributos muito válidos para a formação de futuros cidadãos activos, intervenientes e participativos no desenho das sociedades vindouras. Assim sendo, e na tentativa de ajudar, torna-se necessário que cada indivíduo se ajude mutuamente, contribuindo para a reorganização de algumas mentalidades para benefício de todos.

Aluídas estão muitas consciências da necessidade de aprender a desenvolver propostas pedagógicas diferentes para situações de aprendizagem diferentes. Mas, os docentes enfrentam circunstâncias de mudanças repentinas o que, muitas vezes, se reflecte negativamente no seu trabalho, e depois, a crítica generalizada, considera-os responsáveis imediatos pelas falhas do sistema de ensino.

Aconselha Dewey (2002) que quando tenhamos em mente a discussão de um novo movimento educativo, adoptemos o ponto de vista mais amplo, ou social, para que as mudanças não se processem apenas a nível da instituição, particularmente.

Fernandes (2000) sublinha a importância do papel do professor como agente de mudança e inovação. As reacções são diversas, consoante o sentido que cada um lhes atribui.

A receptividade dos professores face à mudança e inovação depende também da facilidade com que prevêem a sua implementação e do reconhecimento da sua eficácia, da forma como se encontram motivados e que tenham uma participação activa nesse processo. Nunca, como agora, se focou tanto esta questão da inovação educativa e é propriamente a mentalidade de muitos professores que tem que ser modificada e um investimento maior na sua formação torna-se numa realidade premente de forma a desencadear cada vez mais as forças de mudança e inovação, contribuir para a criação de dúvidas relativamente à escola tradicional, gerar inquietações, inconformismos e motivar para a transformação, para a criatividade e adaptação a novos sistemas e situações inovadoras.

Na perspectiva de Silva (2005), na era do conhecimento, a educação centra-se fundamentalmente sobre a aprendizagem, a criatividade e o pensamento. Torna-se essencial a consciência da necessidade de aprender a incrementar propostas pedagógicas diferentes, para situações de aprendizagem diferentes.

A docência precisa de considerar novas dimensões didácticas e pedagógicas e incorporar projectos distintos, inovadores e agregar de forma criativa, participativa e solidária, os meios tecnológicos de comunicação nos seus processos pedagógicos.

A escola tem, que acompanhar esta vaga de euforia tecnológica, não devendo colocar-se à margem, observando apenas o evoluir do filme em seu redor, tem que aprender a entrosar-se nos sistemas de mudança e inovação. “Para se adaptar à

mudança, para saber estar num mundo em contínua transformação, a escola tem que estar na mudança, tem de ser capaz de se mudar a si própria.” (Correia, 1989: 23). Assim, existirão condições de se reafirmar e atribuir novo significado ao relevante papel social das escolas na sociedade contemporânea.

De qualquer forma, parece ser de consenso geral que os sistemas educativos devem ser orientados para a inovação como forma de dar resposta à nova era de mudanças e da escola se antecipar aos novos e variados desafios colocados à educação, consequência das transformações a nível social. Tais mudanças têm contribuído para a contestação progressiva do sistema vigente e para a reflexão sobre o que seria mais adequado colocar em prática e ainda têm levado ao questionamento da figura do professor, concedendo-lhe uma função mais crítica e interventiva (Cardoso, 2002). Neste propósito, o professor, torna-se no interveniente mais próximo da concretização de inovações escolares e, salienta-nos o mesmo autor, que as mudanças só poderão concretizar-se com o seu consentimento, na medida em que promovem uma modificação de atitudes, um desprendimento das ideias vigorantes, a substituição de hábitos, a alteração de relações, novas aprendizagens e reorganização, a diversos níveis, na própria instituição.

De acordo com Correia (op. cit.), a inovação é uma mudança deliberada e conscientemente assumida, um processo planificado, com objectivos precisos, mas, não é tarefa fácil e não bastam ter projectos inovadores e meios sofisticados, é, antes de tudo, necessário que os professores aceitem plenamente e se comprometam, se tornem eles próprios (…) produtores de inovação (…)” (Cardoso, op. cit.: 13), assumindo um papel mais activo na inovação pedagógica, o que muitas vezes não é incentivado pelos próprios responsáveis dos sistemas educativos.

Que contributos podem ser definidos? As boas práticas acontecem. Aqui e ali projectos inovadores emergem. Tomar como exemplo, sentir como motivação é inadiável. Se o profissional considerar que falta alguma capacidade, procure formação. A estagnação não será boa conselheira e a inquietude poderá remeter para uma busca do essencial a reformar e do essencial a alcançar. Manter a mente mais aberta, ser mais receptivos a novas perspectivas, a novas propostas, a novos projectos a inserir na dinâmica do labor. Ser educador/professor, hoje, implica também acompanhar o progresso e rever as questões inerentes à função com frequência, examinar e corrigir, se necessário, a situação pedagógica.

A pedagogia é uma arte que se baseia, ou deveria basear-se, em conhecimentos científicos precisos, alvitra Piaget (1999). As aptidões, a perspicácia, o sentimento, o tipo de relação, a empatia, entre outros, são capacidades individuais e quase inatas, não se aprendem, mas são susceptíveis de desenvolvimento. Ser educador/professor implica conhecer, não só as metodologias, o ensino, mas a própria criança a que se destinam, no seu todo. São as bases científicas que devem acompanhar todo o processo educativo. Relaciona-se com a psicologia da criança, descobrir e explicar as leis do desenvolvimento mental: trata-se da pedagogia experimental, ajustar, em função da experiência, as técnicas do educador aos conhecimentos psicológicos.

Read (2001) preocupou-se também com a atitude pedagógica do professor de educação artística e afirma que o professor deve ser a mais modesta e humilde das pessoas, capaz de ver nas crianças um milagre de Deus e não uma coisa a instruir. Deve agir naturalmente quanto às obras expressivo-criativas dos seus educandos, eximindo-se de quaisquer comentários e observações de natureza crítica ou de avaliação estética.

A criança, ao exprimir-se, descarrega as suas tensões internas de uma forma natural e não com o propósito de criar qualquer forma de arte destinada a ser analisada e julgada por alguém. É a exteriorização dos seus sentimentos mais íntimos e emoções, o que, por vezes, é difícil de conseguir, sendo extremamente frustrante que alguém os ajuíze e critique, depreciativamente ou não. São atitudes que desmotivam, desmoralizam e inibem profundamente a criança que devem, a todo o custo, ser completamente postas de lado, dando lugar a outras de encorajamento, estimulação da expressão e promoção de uma boa auto-estima. São estas as atitudes que se coadunam com o perfil do professor/educador inovador, assim como, o estar alerta, o manifestar abertura ao que vem do exterior, às novas ideias, passa também por se manter

actualizado, promover práticas que vão ao encontro das necessidades dos alunos, aprontando-os para o futuro, enfim, ser capaz de mudar e de aceitar a mudança.

Consideramos que as actividades expressivas podem auxiliar o profissional de educação a encarar as perspectivas de mudança e enfrentar a inovação com mais subtileza e habilidade, através da sua prática regular num sistema de formação que prepare os adultos e os enriqueça de estruturas emocionais capazes de defrontar toda e qualquer situação emergente de conjunturas e processos de mudança e inovação.