3. DENEYSEL ÇALIŞMA
4.4. Eğilme Taşıma Gücü ve Kırılma Modu Tahminleri
Aqui, serão abordados assuntos relativos às intervenções da Equipa de
Animação através das expressões artísticas e motivação para a sua implementação, a nível da animação nas escolas, da formação e no âmbito da informação e material didáctico.
A animação teatral no meio escolar procura adaptar os seus métodos e objectivos ao próprio contexto escolar, sendo a criança a sua inspiração e razão de existência. A escola é o lugar onde se encontram reunidas todas as crianças e constitui um espaço excepcional para este tipo de actividade, bem como o elo privilegiado e soberano entre a criança e a sociedade (Leenhardt, 1974).
A animação na escola pode desempenhar funções deveras importantes, pode constituir-se como um excelente coadjuvante da acção educativa. Esta colaboração deve corresponder a uma complementaridade que beneficiará a criança e a sua educação em geral. Esta actividade é orientada para as crianças e implica a sua participação.
Na sequência de uma animação, pensa-se, à priori, que o que pode ser feito é a exploração das sugestões e temas contidos no espectáculo. De facto as imagens oferecidas pela representação são de tal modo fortes e apelativas que exigem um desenvolvimento. A criança fá-lo espontaneamente nos seus jogos, embalada pelo encontro estético e afectivo comportados na animação. Mas, acreditamos que o educador pode ir muito mais além e aquele momento poderá, não só, servir de ponto de partida para uma expressão precisa através do jogo dramático, como também originar diversos projectos os quais poderão se concretizar ou desenvolver através das expressões artísticas.
“Fazer as crianças inventar uma história a partir de um espectáculo ou a partir
do nada, explorar todos os seus prolongamentos de expressão através do desenho, da música, da escrita, do jogo dramático” (Leenhardt, op. cit.: 74), foi uma experiência realizada em França, com a colaboração de Catherine Dasté10 e dos seus actores de La
Pomme Verte e de Claire Etcherelli, da animação do Théâtre de Sartrouville, nas escolas primárias. E este foi um dos panoramas que favoreceu a inspiração para a fundação da
Equipa de Animação na Região Autónoma da Madeira, tornando-se também um dos
10 Mulher de teatro, tanto pela sua família, como pela sua carreira pessoal, é neta de Jacques Copeau,
filha de Marie Hélène e Jean Dasté, actriz formada na escola do Old Vic Theatre em Londres (Leenhardt, 1974).
Figura 12 – História em Teatro de fantoches: O Pirilampo
seus objectivos a animação teatral no meio escolar. E pode-se dar ainda importância à descoberta do fenómeno teatral em si mesmo pelas crianças (Leenhardt, op. cit.). A animação na escola pode ser, para muitas crianças da comunidade regional, uma das únicas, senão a única oportunidade de se encontrarem perante uma realidade teatral. Pode ser sentida como uma porta aberta para o exterior, para a descoberta. Pode constituir uma motivação para a busca de temas a serem trabalhados de uma forma diferente para uma interiorização mais efectiva.
Habitualmente, as animações nas escolas são compostas por histórias apresentadas com recurso às técnicas projectivas nomeadamente fantoches e sombras chinesas. O reportório é renovado anualmente ou bienalmente consoante a necessidade.
Na base da selecção das histórias encontra-se o conhecimento das crianças em geral, a nível psicopedagógico, emocional e da adequada literatura infantil.
A animação passa por várias fases que vão desde a sua idealização, preparação à concretização e avaliação final que é feitas pelos educadores que assistem à animação através do preenchimento de uma ficha de avaliação que acompanha cada animação e pela própria equipa. Esta ficha pretende reflectir a opinião dos educadores referente à animação com a finalidade de se poderem mudar e melhorar alguns aspectos, de acordo com essas opiniões desde que pertinentes e fundamentadas, assim como obter críticas construtivas e observações e ainda sugestões para trabalhos futuros. Esta ficha dá também conta da intencionalidade do educador em dar continuidade à animação e a forma como pretende concretizar esse trabalho com as crianças.
Achamos pertinente dar a conhecer um programa tipo formalizado pela equipa aquando das animações nas escolas. Nos
anos lectivos 2006/07 e 2007/08 o programa de um grupo versou sobre as questões ambientais, numa clara tentativa de sensibilizar as crianças para a necessidade de preservar o meio ambiente através da reciclagem e da recolha selectiva do lixo. De forma lúdica, a Equipa A, introduziu uma trama à volta de um pirilampo que estava doente por causa
Figura 13 – Jogo dos 3 R’s
da poluição existente na Natureza. Este foi o mote para a concretização da história, com a utilização de marionetas, intitulada O Pirilampo que, no alinhamento da animação surgia sempre depois da construção do cenário de suporte à história, edificado na presença das crianças. De realçar que a história apresentada era interactiva, pois apelou sempre à participação das crianças, quer através das suas ideias, quer da sua ajuda no seu decurso. A interacção era feita por um elemento que vinha à frente conversar com o grupo de crianças. No final da história surgia sempre um jogo denominado Jogo dos 3
R’s, que consistia em colocar o grupo de crianças a praticar a reciclagem de forma
lúdica. Como se aprende
experimentando, todo o jogo se desenvolveu numa vertente lúdico- educativa de sensibilização à separação adequada do lixo. Este jogo tinha um fundo musical pré definido e que servia para pautar o seu ritmo. Dando seguimento à animação, chegava o momento da Audição Musical Activa tendo como suporte musical a canção Funiculi, Funiculá11. É uma música divertidíssima, que foi do agrado das crianças. Esta audição musical activa era posta em prática depois de uma breve conversa com as crianças acerca dos materiais que podíamos utilizar para fazer reciclagem: a equipa levava sempre quatro instrumentos musicais construídos a partir de material de desperdício e explicava ao grupo como é que se construíam e qual a forma correcta de os tocar. Depois da exemplificação, sob a orientação do “maestro”, um grupo de crianças passava a compor a orquestra da escola. Essa orquestra tocava sempre com os instrumentos construídos pela equipa num total de vinte (cinco maracas; cinco reco-recos; cinco tambores e cinco pandeiretas), acompanhando a música atrás referida. As restantes crianças ficavam no lugar a executar movimentos ao som da música com recurso aos pompons que a equipa levava e que significavam as cores dos contentores (vermelho, azul, verde e amarelo).
11Canção de ocasião composta em 1880 pela dupla Giuseppe Turco e Luigi Denza para comemorar o
Figura 14 – História em Teatro de Fantoches: O Espantalho
A Audição Musical Activa era composta por dois momentos: o primeiro constava em demonstrar, perante a assistência, o modo de executar os vários instrumentos e o segundo consistia em possibilitar às crianças a experimentação dos mesmos.
Em algumas animações, foi permitida a entrada a crianças do primeiro ciclo do Ensino Básico, dando-lhes a possibilidade de participarem na animação, tocando os instrumentos.
Quanto ao outro grupo, equipa B, o programa apresentado compunha uma história em teatro de fantoches O Espantalho e uma audição musical activa
Acompanhando Vivaldi, com as Quatro Estações do mesmo autor.
O Espantalho é um conto original para teatro de fantoches da EA com base na história: O Espantalho Solitário de Tim Preston. De salientar a introdução de uma nova forma de manipulação de fantoches. Os manipuladores encontram- se vestidos de negro, sem recurso a qualquer tipo de biombo, compõem todo o desenrolar da história à frente das crianças com fantoches um pouco maiores do que o habitual e com uma manipulação combinada com o tipo de fantoche criado. Concomitante ao desenrolar da história, depara-se toda a construção do cenário. Em vinte minutos, todo o público, num invólucro de magia, deixa-se deslumbrar pelas peripécias dos animais e do espantalho que queria ter amigos, ao longo de todo o ano, com a passagem das quatro estações do ano.
Uma história envolvente e encantadora, que aborda temas como a amizade, a partilha, a diferença, aspecto interior e exterior, os animais, estações do ano, que podem ser, posteriormente, trabalhados pelo educador da sala.
A participação das crianças concretiza-se através da produção de sons, por parte das próprias crianças e por elas escolhidos com orientação da equipa.
São distribuídos, no início da animação a todas as crianças, sacos de plástico e garrafas de plástico, a fim de se encontrarem sons diferentes a partir desses materiais,
Figura 15 – Audição musical activa
sons que façam lembrar o som do vento e da chuva e, assim, obter a participação de todos no desenrolar da história.
História, música, movimento e interacção com as crianças compõem toda a animação.
Na sequência do conto, que faz referência às estações do ano, a EA considerou pertinente a inserção de música erudita de compositores conceituados. Procedeu-se a uma adaptação desta obra clássica de
modo a tornar-se possível o acompanhamento por parte das crianças em idade pré-escolar. Compõe, destarte, a animação, a já referida audição musical activa, com o objectivo primordial de trabalhar uma das propriedades do som, a intensidade, para sensibilizar a criança para a música clássica, de forma graciosa, com o reaproveitamento de
materiais de desperdício. Nas animações nas escolas, com as técnicas adoptadas pela EA, que têm sido, regra geral, o teatro de fantoches e teatro de sombras (sombras- chinesas e sombras corporais), foi encontrado o modo de difusão e implementação desta arte clássica e encantadora, mas que acaba por se tornar actual, pelas curiosidades e novidades que engloba.
Nas actuações para grandes grupos e no espaço do grande palco, o recurso vai para as dramatizações ou o teatro, sempre direccionado para um público infantil. Nestas situações fica envolvida, normalmente, a equipa na sua totalidade, de modo que o tema requerido seja desenvolvido tendo em conta o cariz do próprio espectáculo e que possa também motivar as crianças para a descoberta do fenómeno teatral.
A EA procura promover as áreas artísticas também com intervenções no âmbito da formação. Tendo sido reconhecida a importância da expressão dramática no desenvolvimento global do ser humano, tornou-se indispensável a sua divulgação e implementação nas escolas.
Os cursos de Educação de Infância contemplam, no seu currículo, esta área, que sendo tão vasta, não tem horas suficientes para o desenvolvimento de todos os itens.
Após a sua formação inicial, educadores e professores lançados no mundo do trabalho, a actualização de conhecimentos, através da formação contínua, torna-se numa mais valia para um apoio incondicional à sua tarefa, despertando consciências com vista à organização de actividades que conjuguem a sua prática, tornando-se até numa prática diária imprescindível.
A formação auferida na área da educação artística com formadores nacionais e estrangeiros e a experiência dotou os elementos da EA de conhecimentos importantes e passíveis de propagação. Passou, então, a fazer parte das suas funções dar formação nesta vasta área, a fim de tornar educadores e professores mais capacitados e imbuídos do espírito da modificação evolutiva das suas práticas quotidianas, mais baseadas nas expressões artísticas.
O jogo dramático é tão importante para as crianças como para os adolescentes e também para adultos, usufruindo, naturalmente, cada faixa etária de metodologia apropriada. Através da sua prática os indivíduos descobrem o equilíbrio e a confiança em si mesmos e aprendem a reparti-las com os outros, a se tornarem abertos e leais e a fazerem bem o seu trabalho e ainda descobrem novas áreas de expressão (Slade, 1978).
Auxiliar os docentes neste sentido é fundamental, pois, muitas vezes, paira no ar um certo pudor em relação à beleza, uma falta de confiança pessoal que os leva a permanecer cativos num mundo fechado em seu redor.
Slade aconselha-nos a libertação através desta forma de beleza que é coisa adulta também, só que mais consciente. Temos que contribuir para que as gerações futuras “não sofram por causa do nosso próprio embaraço. Nós perdemos tanto. Vamos ajudá-
las a encontrar o tesouro natural que por direito lhes pertence.” (op. cit.: 91)
A melhor e mais natural forma de coadjuvar é passar pela situação. Os docentes, ao se incluírem na experiência da improvisação, do jogo dramático, através da formação, poder-se-ão sentir mais capacitados para, posteriormente, conduzir sessões com crianças e adolescentes de forma mais eficaz. A EA pretende, com o bem estar do adulto, promover o bem estar da criança.
Um estudo efectuado por Jesus (2000) sobre motivação e formação de professores, adverte que são os próprios docentes a reconhecerem cada vez mais a necessidade de formação educacional, em função de novas competências requeridas para a prática pedagógica. Os professores consideram a formação pedagógica tão importante como a formação científica. O resultado do referido estudo sugere que a experiência profissional, por si só, não permite que os professores aprendam a resolver
todos os problemas profissionais com que se confrontam no quotidiano, levando-os a sentirem a necessidade da formação contínua. A formação ao longo da carreira, pode contribuir para a mudança e inovação, para uma melhoria da qualidade do ensino, através da permanente actualização e aprofundamento de conhecimentos, nas vertentes teórica e prática. A denominada sociedade da informação e do conhecimento em que vivemos, devido ao seu grande desenvolvimento, tem contribuído para que a dimensão da formação/educação tenha maior destaque, preponderância e importância e comece a ser considerada um factor decisivo para que se proporcione este mesmo desenvolvimento. A docência denota cada vez mais vontade de investir na formação, começa a encará-la como elemento construtivo da própria mudança.
Para além da formação, a intervenção efectua-se, ainda, a nível da informação e material didáctico. Durante alguns anos (de 1987 a 2001) a EA organizou e publicou, através do GCEA, um jornal intitulado Bichinho de Conta com o intuito de fornecer aos educadores de infância e às próprias crianças sugestões de actividades, canções, histórias e artigos de especialistas em educação. A aquisição deste jornal fazia-se mediante uma inscrição efectuada na própria escola, por adultos e crianças, e encaminhada para o centro de produção do GCEA.
A fim de tornar a sua intervenção na escola mais efectiva e contribuir com material didáctico para o trabalho dos educadores com as crianças, a EA procedeu no ano lectivo 2005/06 à produção de um disco compacto (CD) de apoio intitulado: Festa
Na Pré. Do seu conteúdo faz parte a gravação da história apresentada pela equipa, bem como algumas actividades sugeridas relacionadas com a animação para posterior desenvolvimento, constituindo-se também como exemplo para outros dinamismos com as crianças.
A partir da data acima referida, a Equipa de Animação tem vindo a efectuar o lançamento do CD de apoio, o qual tem sido a cada ano aperfeiçoado, quer nos seus conteúdos, quer na sua qualidade técnica. De referir que este CD é gravado no estúdio do GCEA e encontra-se projectada a realização de um disco digital de vídeo (DVD) com as histórias que vão circular pelas escolas também como material de apoio para os que desejarem.