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3.5. Saadet Partisinin Filistin Politikası

3.5.5. Temel Karamollaoğlu’nun Filistin Politikası

Conforme descrito na seção de validação (item iii.2), o teste de força de conteúdo visa verificar se o modelo teórico do modelo “embutido” no Método tem

potencial de explicar realidades outras que não aquelas utilizadas em sua construção(18).

Para este teste, utilizamos a mesma massa de dados do teste anterior: os perfis profissiográficos da amostra de escolas de Administração diversas. Entretanto, o ponto de vista agora é diferente.

No teste anterior, verificamos cobertura e aderência do perfil produzido pelo Método frente aos dados da amostra.

Neste teste, o que é testado não é o perfil produzido pelo Método, mas o modelo conceitual do Método, e seu poder de explicação sobre perfis em geral.

Dividimos o teste do modelo em duas partes: a primeira diz respeito à abrangência do conceito de competência de formação, que é o cerne conceitual do Método, e fornece o formato do Perfil por ele produzido.

A segunda parte testa a estrutura estratificada do modelo, que diz que as variáveis determinantes (bem como os atributos resultantes), estratificam-se em determinantes técnicas, globais, nacionais, regionais, específicas e subjacentes.

Teste do conceito de competências de formação

Para a consecução da primeira parte do teste, verificamos o percentual dos atributos da amostra que puderam ser diretamente comparados com nossos atributos nos teste anterior de cobertura: os atributos “sem defeito”, que puderam ser classificados como “S” (“sim, encontram equivalência em nosso perfil”) ou “N” (“não há equivalente em nosso perfil”).

Estes atributos enquadram-se no conceito de competências de formação, porque puderam ser diretamente comparados aos nossos atributos – e para isso foram antes classificados como Capacidades, Atitudes ou Conhecimentos.

Os demais atributos, por inadequação, por contrariarem algum pressuposto, ou por outro motivo, não se enquadram no conceito.

Note-se que, neste teste, diferentemente do teste anterior, o “defeito” do atributo da amostra torna-se uma inadequação que concorre contra a validação, pois é “defeito” do ponto de vista do modelo que pretendemos validar.

Entretanto, mais de 80% dos atributos puderam ser explicados pelo conceito de competência de formação, fornecendo o porquê dos atributos da amostra de perfis possuírem aquela forma, e o como eles fazem isto, o que possibilita considerarmos os atributos assim explicados pelo conceito de Competências de Formação.

Teste do modelo estratificado de determinação dos atributos

Na segunda parte do teste, verificamos o comportamento dos atributos da amostra de perfis perante sua classificação segundo o modelo estratificado.

A classificação dos atributos nas categorias do modelo (atributos técnicos, globais, nacionais, regionais, específicos e subjacentes) foi feita em comparação com as respectivas tabelas de determinação, qualitativamente, e portanto sofre viés de subjetividade.

18 Não é possível a comparação do poder explicativo com modelos concorrentes, por falta

destes. Assim, testaremos o poder explicativo “absoluto”, frente a uma massa de dados não utilizados na construção do Método.

A amostra de perfis não pode ser considerada aleatória, e portanto as conclusões tiradas sobre ela valem somente para aquela massa de dados, não podendo ser extrapoladas para a população de perfis das escolas de Administração, nem para as escolas de Administração do Brasil.

Entretanto, o teste não exige isto: exige apenas que o modelo explique determinada massa de dados não utilizada em sua construção. Portanto, para este teste, consideramos a massa de dados a própria população a ser explicada, e utilizamos técnicas estatísticas para comprovar a aplicabilidade do modelo àqueles – e somente àqueles – dados.

Verificamos que o comportamento dos atributos dos perfis das escolas nacionais da amostra perante a estratificação é bastante coerente, seguindo um padrão determinado, padrão este que difere do comportamento dos atributos dos perfis das escolas estrangeiras e dos atributos do perfil gerado pelo Método.

Uma explicação para este comportamento é fornecida, apoiada em literatura administrativa acadêmica, e reafirmando as hipóteses iniciais do trabalho.

Conclui-se que o modelo é capaz de explicar criticamente o comportamento dos perfis das escolas nacionais da amostra, sendo também validado por este teste.

Nota sobre a classificação de atributos de terceiros e a aceitação de atributos sugeridos

a) Classificação de atributos de terceiros

Os atributos de terceiros que utilizamos no processo de validação (a saber: atributos da pesquisa do CFA; atributos da amostra de perfis de escolas selecionadas; e os atributos sugeridos pelos professores) foram submetidos a um processo de classificação homogêneo que seguiu os seguintes passos:

a) O atributo é inicialmente tentativamente classificado como Capacidade, Atitude ou Conhecimento;

b) Em seguida, busca-se localizar qual o agrupamento do nosso perfil em que aquele atributo deveria enquadrar-se (caso não se enquadre, ganha um “99”); c) Numa segunda etapa, classifica-se a situação de equivalência do atributo frente

ao nosso perfil: “S” – há equivalência; “N” – não há equivalência;

d) Durante as fases a), b) e c), criticam-se os atributos, que podem ser recusados para comparação, sendo classificados como “I” – atributos inadequadamente descritos. Alguns qualificadores não podem ser aceitos como atributos de perfil, pois são inadequados para indicar competências, capacidades; ou mesmo habilidades ou características: por exemplo, “promover felicidade”; ou “inserção do Brasil no mundo” (o primeiro por atribuir onipotência ao ser humano; o segundo, por sua generalidade excessiva).

e) Outro grupo de atributos constitui-se em meios para o atingimento de uma competência. Esta é uma questão complexa na discussão de perfis, uma vez que sabemos desde SIMON (1979) que os meios e os fins encadeiam-se

geral. Estes qualificadores são classificados como “M” – meio para o atingimento de uma competência(19).

f) Alguns atributos, independente de sua adequação ou não ao conceito de competência, contrariam algum dos pressupostos adotados neste estudo (listados acima, na seção iii.3 da Metodologia): são os “P”.

Assim, para encontrar o atributo equivalente em nosso perfil, verificamos qual a classificação do atributo na tabela: “Ca” para Capacidades, “At” para Atitudes e “Co” para Conhecimentos. Em seguida verificamos o número do grupo no campo “Nosso Agrupamento”.

O atributo equivalente está no agrupamento referente ao número, em nosso perfil (Tabela 2.5a, partes 1, 2 ou 3).

Por exemplo, o atributo (sugerido pelos professores na validação) “Atenção

contínua à gestação da mudança” foi classificado com “At”, logo é uma atitude; seu agrupamento é 6. Em nosso perfil, o agrupamento 6 do bloco de atitudes é “Olhar para o mundo e para o futuro”. Neste agrupamento encontra-se o atributo “Sensibilidade

para mudanças no ambiente”, que julgamos equivalente ao atributo sugerido.

b) Aceitação de atributos de terceiros em nosso perfil

Durante o processo de validação, recebemos contribuições importantes, que vieram a adicionar valor ao perfil gerado pelo Método.

Entretanto, nosso Método diferencia-se do processo tradicional por introduzir conceitos, critérios e sistematização. Logo, devemos ter um critério para decidir aceitar ou não um atributo em nossa lista.

Se o atributo é válido e necessário, deveria ter sido gerado pelas tabelas de determinação do Método. Se não o foi, pode ocorrer uma de três hipóteses:

a) O problema está na má aplicação do Método (isto é, o atributo poderia ser gerado por uma das Tabelas de Determinação, mas não o foi – o que pode ser freqüentemente o caso, se considerarmos que é a primeira vez que o Método é aplicado);

b) Trata-se de uma limitação do próprio Método; ou c) O atributo deve ser recusado.

As limitações do Método foram discutidas, e encontram-se principalmente no modelo contingencial, que por este motivo foi complementado com as competências subjacentes.

Portanto julgamos que nosso Método já está pleno de fontes geradoras de atributos, e que novas fontes o descaracterizariam.

De maneira que aceitamos em acréscimo apenas os atributos que puderam ser considerados como “esquecidos” pela aplicação do Método. Portanto, para ser aceito,

19 Este critério de rejeição é baseado no 4o. princípio básico para a construção de uma medida de

competência, de MCCLELLAND (1973), reproduzido na Seção 1.1.2. Aceitamos em nosso perfil “atributos-meio” para o atingimento de Competências apenas nos casos dos atributos subjacentes, que são aqueles que constituem-se em requisitos do comportamento competente, de acordo com a definição de competência adotada.

o atributo deve poder ser gerado por alguma Tabela de Determinação, sendo fruto de algum fator determinante conhecido.

Caso contrário, a inclusão do atributo foi recusada.

Este foi o critério utilizado para aceitar-se novos atributos em todo o processo de Validação: nas sugestões dos professores; nos atributos “N” da pesquisa do CFA e nos atributos “N” da amostra de perfis de escolas escolhidas.

Nessas ocasiões, fizemos o caminho inverso nas Tabelas de Determinação, para ver se alguma variável determinante daquele atributo pudesse justificar o porquê de sua inclusão.

Assim, cada atributo incorporado tem sua variável determinante indicada em tabela própria, na Seção de Validação em que a inclusão foi discutida.

Finalmente, a Tabela 5.1a traz o perfil ajustado, com todas as contribuições aceitas já incorporadas.