• Sonuç bulunamadı

2.2. Başlıca Medya Yaklaşımları

2.2.1. Teknolojik Determinizm

A carta consulta referente ao Residencial Castelo 01 foi enviada diretamente pela UEMP, que convidou uma série de associações a ela vinculadas para participar do processo. Diversos núcleos foram mencionados nos registros sobre os trabalhos realizados, não havendo uma precisão sobre quais associações participaram exatamente de quais etapas. A única questão definida era o fato de todos participantes, conforme orientado pela SMAHAB, terem sido contemplados no OPH entre 1998 e 2001/2002.

Na ata da Assembléia de Partida, primeiro contato oficial junto aos participantes ocorrido no dia 26/02/2005, foram mencionados os seguintes núcleos:

• Vale do Jatobá • Bonfim

• Santos Anjos da Guarda • Comunicar

• São Vicente de Paula • Renascer • Harmonia e Esperança • ASCASI • AMOSCOBU • Nova Cachoeirinha • Engenho Nogueira • Estrela Dalva I • MOMPABAVA • Amor e Paz • Fé e Esperança • São Marcos • Capitão Eduardo

Em um documento datado de 09/09/2005, data em que o processo de projeto já havia sido encerrado e a análise para obtenção do financiamento encontrava-se em estágio bastante avançado, foram citadas as seguintes associações:

• Associação dos Pagadores de Aluguel do bairro Vista Alegre e Adjacências;

• Estrela Dalva 01 • Santo Antônio • Estrela Dalva 02

• Associação Juntos Venceremos do Bairro Cabana • Associação dos Sem Casa do Bairro Salgado Filho • Associação Força de Vencer

• Núcleo Comunicar

• Associação da Vila Bandeirantes • Associação Fé e Esperança

• Associação dos Sem Casa do Capitão Eduardo • Associação Pró Moradia de Belo Horizonte • MOSCAPAM

Os diferentes núcleos citados fizeram parte de dois momentos distintos do processo, o início das atividades e a obtenção do crédito. Com base nas entrevistas e levantamentos foi possível constatar as diversas mudanças ocorridas, com fortes indícios, por parte dos participantes, de desmobilização e descrença quanto à possibilidade de execução dos projetos e à sua inserção nos mesmos, quando estes são construídos.

Nos relatórios analisados, a dificuldade de mobilização das famílias também foi identificada, destacando-se, no primeiro relatório, correspondente às atividades dos meses de janeiro e fevereiro de 2005, a inexistência da lista dos futuros moradores dentre os aspectos dificultadores do processo. Já no relatório de abril e maio, em que o projeto arquitetônico já se encontrava em estágio avançado, apenas 50% das fichas sócio-econômicas das famílias haviam sido preenchidas.

Cabe observar que esse fato foi também recorrente nos outros dois empreendimentos analisados.

Apesar disso, as atas de reunião, de um modo geral, registram um número significativo de participantes o que, de certo modo, denota uma motivação e se contrapõe aos problemas identificados. Esse número expressivo de pessoas nas

reuniões esteve vinculado ao fato das reuniões dos empreendimentos Castelo 01 e 02 terem sido realizadas conjuntamente, e os dois empreendimentos somados possuíam o total de 224 unidades, o que minimiza a expressividade do número de presentes. Assim, a presença esteve, em média, na ordem de 55% do número total de unidades, uma porcentagem semelhante aos demais projetos analisados. Apesar dessa presença o problema maior surge ao final do processo de financiamento, quando se chega a um resultado em que 81% das famílias inicialmente selecionadas são reprovadas na análise para obtenção do crédito.

Os projetos Castelo 01 e 02 tiveram três agentes comunitárias, que se responsabilizariam pelo contato direto junto à comunidade para a marcação das assembléias e reuniões. Essas agentes tinham em comum o fato de serem pessoas vinculadas a Núcleos associados à UEMP que já participaram do processo de construção da moradia através da autogestão. A equipe técnica social ressaltou que foi buscada a ampliação do papel dessas agentes no processo, através de exposições, realizadas no decorrer dos trabalhos, sobre a experiência enquanto ex- mutirantes e militantes no movimento por moradia popular. As agentes participaram também do processo de elaboração do material utilizado nas assembléias e reuniões, que tiveram o objetivo, segundo a equipe técnica social, de refletir sobre a inserção dos movimentos nos programas do governo federal, estadual e municipal.

Outra estratégia adotada com o objetivo de aproximar a equipe técnica e os participantes foi a eleição de representantes para os núcleos, com a realização de reuniões prévias entre a equipe e estes representantes alguns dias antes das assembléias gerais. Imaginava-se que essa forma de organização seria capaz de introduzir, em um pequeno grupo, os temas previamente, ficando tais pessoas com a responsabilidade de disseminá-los junto às famílias, que chegariam às assembléias com uma noção básica dos assuntos a serem tratados. A equipe técnica social ressalta que tal iniciativa não gerou os resultados esperados, uma vez que os núcleos, ao contrário do que se pensava inicialmente, não se reuniam com freqüência.

Cabe aqui discutir a eficácia dessa iniciativa, pois os temas discutidos nessa reunião, de natureza complexa, dificilmente seriam assimilados pelos representantes a ponto de serem transmitidos aos demais. É provável que esses representantes tenham tido uma melhor assimilação das proposições, pois a realização desse tipo de reunião com grupos menores tem se mostrado mais eficiente que as grandes

assembléias. Além das reuniões específicas esse grupo focal participou também dos encontros gerais, e a repetição das informações pode auxiliar também nesse processo de assimilação. Ter um grupo em melhores condições de assimilação do projeto amplia as possibilidades de discussão sobre o objeto proposto, o que dá à equipe um subsídio para a sua elaboração com base nas demandas identificadas. Porém essa estratégia traz consigo o risco de concentrar informações em um pequeno grupo de pessoas, que tendem a despontar como lideranças internas e permanecer em situação privilegiada no desenrolar do processo.

Benzer Belgeler