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2.2. Başlıca Medya Yaklaşımları

2.2.2. Simülasyon Yaklaşımı

Local: Instituto Metodista Izabela Hendrix Data: dia 10/03/2005

Participantes: aproximadamente 20 representantes dos adquirentes, alguns coordenadores de núcleo, agentes comunitárias, equipe de projetos, técnica social e apoio jurídico do projeto.

Nessa reunião a equipe esclareceu junto aos representantes a dinâmica do processo, com um enfoque às possibilidades de participação existentes. As discussões sobre a legislação e suas implicações nos projetos reforçavam os limites, diante da necessidade de um aproveitamento máximo dos parâmetros de uso e ocupação do solo vigentes e das demais normas, vinculadas principalmente ao código de obras municipal.

Foram apresentados, em powerpoint, os critérios adotados para a elaboração dos projetos, seguidos de uma apresentação das primeiras propostas referentes ao projeto arquitetônico e a entrega, para cada representante, de uma cartilha com uma síntese do material apresentado.

Uma primeira questão a ser abordada refere-se ao modo como as questões foram apresentadas. A equipe de projeto, na realidade, apresentou aos presentes uma síntese das percepções técnicas até então obtidas, que norteou o partido arquitetônico adotado e consistia principalmente nos seguintes aspectos:

• Criação de uma área de convivência na porção de terreno do Castelo onde havia maior concentração de árvores;

Imagem 45: Maquete eletrônica com indicação do local onde havia maior concentração de árvores no terreno em vermelho

Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

• Esclarecimento sobre o trânsito de automóveis na avenida Presidente Tancredo Neves e as suas implicações, tais como a geração de ruído e a poluição atmosférica, o que sugeria o cuidado em se evitar a localização de quartos voltados para a avenida e a possibilidade de serem implantadas lojas no local;

Imagem 46: Maquete eletrônica com indicação da face lindeira à avenida Presidente Tancredo Neves no terreno do Castelo 01

Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

• Apresentação de estudos volumétricos com possibilidades de adensamento nos terrenos, com base na necessidade de aproveitamento

máximo do coeficiente de aproveitamento 01 para a região indicado na Lei de Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte;

Imagem 47: Maquete Eletrônica com estudo volumétrico de 01 pavimento Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Os relatos apontam para um esclarecimento quanto à inviabilidade da solução de um pavimento, pois diante da necessidade de aproveitamento máximo das condicionantes legais sobre o terreno todas as áreas disponíveis seriam ocupadas, o que acarretaria na ausência de áreas abertas, estacionamentos e afastamentos para a abertura de janelas.

Imagem 48: Maquete Eletrônica com estudo volumétrico de 02 pavimentos Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Nos registros sobre o estudo de 02 pavimentos é ressaltada a dificuldade de ventilar todos os apartamentos.

Imagem 49: Maquete Eletrônica com estudo volumétrico de múltiplos pavimentos Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Nesse estudo a equipe transmitiu aos demais participantes a maior viabilidade dessa solução, em função do aumento das áreas não ocupadas, com maior possibilidade de espaços de convivência e estacionamentos, além da redução de custos em função da menor necessidade de áreas de fundações e cobertura.

• Quanto ao modo de implantação dos edifícios no terreno, foi apresentado um corte longitudinal esquemático no qual era ressaltada a inclinação suave do terreno. Nessa situação foram destacadas duas situações, uma na qual as edificações poderiam ser implantadas em um único nível, com um corte expressivo de terreno, e a outra onde os blocos seriam implantados em diversos níveis, com cortes menores e menos impactantes.

Imagem 50: Cortes longitudinais esquemáticos do terreno Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Foi também apresentado um estudo de implantação, do pavimento tipo e das unidades habitacionais. Nesse momento fica nítido o interesse da equipe em trabalhar com unidades com áreas diferenciadas em função da característica e do tamanho das famílias.

Imagem 51: Estudo de Implantação dos Empreendimentos Castelo 01 e 02 Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Imagem 52: Maquete eletrônica do estudo da unidade de 03 quartos Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Imagem 53: Maquete eletrônica do estudo da unidade de 02 quartos Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

Imagem 54: Maquete eletrônica do estudo da unidade de 02 quartos com área ampliada Fonte: equipe técnica projeto Castelo 01, 2006

O material apresentado pela equipe demonstra a busca por uma relação transparente junto aos participantes, com um nível considerável de detalhe e esclarecimento das questões postas. Tais questões, nesse momento do processo,

constituíram basicamente em apresentações de dados, sem nenhuma abertura à participação, que já havia sido justificada pela equipe em função da necessidade de se gerar um produto consistente primeiro para depois abrir o espaço para a participação nas situações possíveis.

A forma de apresentação dos estudos volumétricos e da necessidade de adoção dos blocos de edifícios de múltiplos pavimentos poderia ser mais interativa, como se deu no Projeto Santa Rosa 02. Acredita-se que a manipulação dessas informações pode contribuir para os participantes se familiarizar com os imperativos do projeto e de algumas noções básicas de escala.

Todos os dados mencionados foram apresentados em uma única reunião, sendo inquestionável o fato de que o volume de informações concentradas dificulta a sua assimilação por parte dos interlocutores.

A adoção das cartilhas, com todas as imagens complementadas com pequenos textos, mostrou-se interessante e com potencial para aplicação em outros projetos. A versão impressa traz a possibilidade da pessoa levar o material para a sua casa e transmitir a informação aos demais membros da família, assim como tentar assimilar melhor o conteúdo discutido, que pode ser pensado também em outras mídias como interfaces gráficas interativas.

Além desse encontro ocorreu também outra reunião de representantes, realizada no dia 15/03/2006. Nessa reunião, além de questões operacionais do processo (definição de agenda, pauta das reuniões posteriores) e de uma apresentação sobre as etapas da execução das edificações, a principal questão discutida foi o retorno sobre o que foi discutido entre os representantes nas reuniões de seus respectivos núcleos. A equipe social ressalta que nesse momento não houve uma resposta expressiva dos representantes, que à época foi creditado à etapa inicial em que o processo se encontrava.

Benzer Belgeler