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3.4. Web Portalı ve Yeni Medyada Video Portalları

3.4.3. Web Portallarının Teknik Özellikleri

A primeira questão a ser abordada no que diz respeito ao convênio OPH, Moradias por Autogestão e Crédito Solidário, implementado em Belo horizonte a partir de 2004, refere-se à situação de desgaste, desânimo e descrença por parte das famílias. Apesar das execuções em curso do Residencial Castelo 01 e do RSV, o que, segundo informações da UEMP, tem levado ao aumento da presença nas reuniões de mobilização, o descrédito quanto à execução dos projetos ainda prevalece.

O potencial dos projetos arquitetônicos participativos em se produzir soluções mais próximas às necessidades dos futuros moradores é inegável, mas os resultados analisados ainda são muito limitados. Os projetos estudados não conseguem quebrar a lógica dos conjuntos habitacionais e todos os conflitos intrínsecos a ela, como a existência de grandes áreas condominiais, a falta de privacidade, dentre outros.

A participação nos projetos estudados basicamente se resumiu à definição de algumas prioridades na unidade habitacional, como sala, cozinha, área de serviço e quartos maiores ou menores, uma vez que as limitações de custo, as diretrizes

voltadas para o adensamento e os parâmetros urbanísticos vigentes praticamente definiram que a habitação seria vertical, coletiva, as unidades teriam no máximo 50,00m² e o programa arquitetônico seria constituído por sala, cozinha, banheiro, área de serviço e 01 ou 02 quartos.

Um outro grave problema identificado deu-se na forma como as ações se deram, com o processo de financiamento ocorrendo após o processo de projeto. Grande parte das famílias que participaram dos processos do RSV e do Castelo 01, na ordem de 80%29, não foi aprovada para a obtenção do crédito, o que contribui ainda mais para desmotivar os participantes e minimiza as conquistas decorrentes dos poucos espaços de participação estabelecidos. Recomenda-se que haja uma inversão na ordem das ações, ocorrendo, em primeiro lugar, o processo de análise para a liberação do crédito e depois o processo de projeto participativo, já com a listagem definitiva de famílias contempladas.

A aprovação do empreendimento, que definiria, por exemplo, o número de famílias, poderia se dar através da aprovação de um estudo de viabilidade associado a um projeto arquitetônico preliminar. Isso evitaria o problema do grande número de famílias participantes do processo de projeto consideradas inaptas para a obtenção do financiamento e, conseqüentemente, excluídas após um trabalho significativo.

O Crédito Solidário propõe-se a tratar os grupos de forma coletiva, mas o financiamento é individual, o que obriga a conformação de universos homogêneos para a obtenção do financiamento.

É fundamental que os programas de financiamento trabalhem a valorização do projeto enquanto instrumento efetivo de planejamento, e não enquanto mais um componente de obra. Nos casos estudados, conseguiu-se trabalhar de forma razoável porque os custos de projeto foram cobertos pelo OPH (Santa Rosa 02 e Castelo 01), e pela FINEP (RSV). Caso os custos de projeto fossem de responsabilidade do agente financiador os mesmos seriam liberados somente após a sua aprovação, o que geraria uma situação de risco para as equipes de projeto.

Em um contexto de custos limitados para o financiamento habitacional, o que torna obrigatório o estabelecimento de parcerias entre diferentes instâncias, pode-se

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em fevereiro de 2007, data da conclusão deste trabalho, a listagem de famílias aptas para a obtenção de crédito no projeto Santa Rosa 02 não havia sido definida.

pensar na criação de serviços públicos de assessoria técnica à produção de habitações de baixa renda. As discussões sobre esse tema fazem analogia aos serviços públicos de saúde, no qual a população faria esse acesso através do SUS e ao direito, em que os advogados prestam assistência jurídica aos cidadãos através das Defensorias Públicas. No caso de Belo Horizonte, inclusive, esse serviço já se encontra instituído pela Lei Municipal n°11.709. Após a sua regulamentação, no entanto, nota-se que as suas ações ainda encontram-se muito mais voltadas à questão da regularização fundiária que à assessoria técnica à produção de moradias de baixa renda. Em Belo Horizonte a experiência vinculada à assistência técnica se dá através de uma parceria entre a PUC-Minas e a URBEL, voltada, no entanto, ao atendimento às populações que habitavam áreas de risco geológico. Essa abordagem ainda se encontra muito tímida enquanto ferramenta potencial para a produção de habitações de baixa renda.

Além de estabelecer condições adequadas para a prestação desse tipo de serviço, que pode se dar através do estabelecimento de parcerias junto a instituições de ensino e entidades e conselhos de classe, é de fundamental importância um trabalho de conscientização da população sobre a existência e as possibilidades oferecidas por esse tipo de serviço. O alcance das iniciativas existentes ainda é restrito a pequenas parcelas da sociedade, sendo necessária a sua ampliação significativa, de modo a se estabelecer uma cultura de acesso, por parte das populações de baixa renda, aos serviços de arquitetura e engenharia pública.

Propõe-se também que a política habitacional passe a trabalhar cada vez mais com empreendimentos menores, em lotes localizados nos próprios bairros em que as famílias residem, o que daria uma maior mobilidade para a alocação das mesmas em regiões mais próximas aos seus locais de trabalho. Sabe-se que o valor da terra imporia limitações à essa localização, mas certamente nos empreendimentos menores a inserção urbana é significativamente menos impactante que os conjuntos de 50, 70, 100 unidades. Esse aspecto poderia minimizar, inclusive, as manifestações contrárias à implantação de empreendimentos habitacionais de baixa renda, realizadas geralmente por futuros vizinhos.

Para elaboração dos projetos um serviço de arquitetura e engenharia pública pode ser interessante, com um atendimento amplo e de qualidade. Uma discussão sobre possíveis formas de atendimento é válida. Acredita-se que atendimentos

personalizados, dados a partir de organizações coletivas, seriam capazes de expandir a atuação do serviço, que poderiam abranger de forma dinâmica questões como reformas e ampliações de unidades já construídas.

Critica-se muito a dependência do Estado nesses processos e os serviços de arquitetura e engenharia também estariam vinculados a essa crítica, pois nasceriam como mais um projeto mediado pelo Estado. É muito importante, no entanto, que essa crítica seja feita de modo responsável, uma vez que a realização desses serviços, para as populações de baixa renda, necessita estar extremamente comprometida com a qualidade, e a sua prestação a custos significativamente baixos certamente irá comprometer o seu resultado.

Embora os dados do programa Moradias por Autogestão em Belo Horizonte indiquem que já foram implementados alguns empreendimentos de 08 unidades, de baixo impacto e adequada inserção urbana, recomenda-se que essas ações se dêem de modo sistemático e não ocorram somente em experiências isoladas. Essas ações, se por um lado minimizariam o porte dos empreendimentos e, conseqüentemente, o chamariz vinculado ao marketing de realizações feitas por determinadas administrações públicas, poderiam ser compensadas pelo aumento do número de famílias atendidas.

Benzer Belgeler