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2. LİNEER OLMAYAN HÜCRESEL OTOMATLARIN NİTELENMESİ

2.4. Tek Uzunluk Döngülü Cezbedicilerin Nitelenmesi

2.4.11. Tek uzunluk döngülü cezbedici hücresel otomatların

Um a em balagem d e alim ento é u m a estru tu ra d estinad a a conter u m p rod u to alim entício (CEREDA E SAN CH ES, 1983). Um a em balagem d e alim entos é u m a estru tu ra d estinad a a conter u m p rod u to alim entício d e m aneira a tornar m ais fácil e mais seguro transportá-lo (CAMARGO et al., 1984). A embalagem deve protegê-lo

contra contam inação ou p erd a, contra d anos e d egrad ações, e aind a p rover u m meio conveniente de expor o produto.

A seleção d o recip iente m ais ad equ ad o à d eterm inad o alim ento d ep end e d e u m a série d e fatores, entre os qu ais p od em os citar: o tip o d e alim ento; d istância d e transporte devido à dimensão territorial do país; tempo até à consumação, aspectos econômicos e mercadológicos.

Com p rod u tores em várias p artes d o p aís, os p rod u tos d a fru ticu ltu ra qu e chegam à Ceagesp em São Pau lo não p ossu em em balagens esp ecíficas p ara os p rod u tos, o qu e p od e p reju d icar os lu cros d evid o a grand e p erd a d ecorrente no transp orte, arm azenam ento e em ou tras etap as d o p rocesso qu e com p reend e d esd e a colheita até a chegada dos frutos aos pontos de venda.

A escolha d a em balagem e d o m étod o d e em balagem d evem levar em consid eração o tip o d e p rod u to a ser transp ortad o e o tip o d e d ano qu e p od e eventu alm ente ocorrer. Prod u tos infectad os ou com d anos m ecânicos tornam -se fonte d e contam inação ou infecção p ara os sad ios, além d e red u zirem a qu alid ad e para a comercialização. (CHITARRA E CHITARRA, 2005)

Qu and o se estu d a a ad equ ação d e u m a em balagem p ara d eterm inad a esp écie d e fru to, em p rim eiro lu gar d eve-se conhecer o seu calor d e resp iração. Fru tas d e alta taxa resp iratória não d evem , p ortanto, ser colocad as em em balagem impermeável, pois ocorrerá formação e acúmulo de gás carbônico, água e calor.

Em term os gerais p od e-se d izer qu e a taxa d e resp iração ind ica a rap id ez com qu e se p rod u zem as trocas na com p osição d e u m p rod u to, e a concentração d e gás carbônico está relacionad a à intensid ad e resp iratória. O etileno, hid rocarboneto insatu rad o qu e se form a d u rante o p rocesso d e m atu ração d as fru tas, exerce influ ência sobre a ativid ad e resp iratória, p od end o acelerar a m atu ração, p rovocand o o ap od recim ento. Por esta razão d evem existir p erfu rações nas embalagens para possibilitar uma melhor aeração. (CEREDA E SANCHES, 1983)

As em balagens, qu and o ap rop riad as, aju d am a m anter a qu alid ad e d os fru tos d u rante o transp orte e a com ercialização, além d e m elhorar a ap resentação d os p rod u tos. Dep ois d e corretam ente selecionad os, os fru tos p assam p ara a etap a d e acond icionam ento em em balagens. De m aneira geral, as em balagens constituem-se em caixas d e três tip os: d e p lástico; d e m ad eira, (conhecid a com o

“caixa k”, a antiga caixa u tilizad a p ara transp ortar qu erosene, TOPEL, 1981); e caixa de papelão.

N o Brasil aind a é com u m ente u tilizad o o transp orte a granel, isto é, sem qu alqu er tip o d e em balagem , fato esse qu e não é recom end ad o, p ois p rop orciona grandes perdas (SIGRIST, 1993).

Ao longo d as visitas realizad as às u nid ad es d a CEASA, foi observad o qu e a maioria dos produtos é embalada em caixas de papelão ondulado ou em “caixas k”. As “caixas k”, segu nd o Top el (1981), são caixas feitas com rip as d e m ad eira, não higienizad as e não tratad as. Estas caixas contêm farp as qu e p od em m achu car o fruto e transmitir doenças de produto para produto16, além de comprimi-los devido à quantidade exagerada colocada por caixa para melhor aproveitamento do espaço.

Existe d e fato, com o p u d em os observar17, u m a resistência p or p arte d os p rod u tores em aceitar ou tro tip o d e em balagem , d evid o ao fato d a “caixa k” ser m ais barata, e reu tilizad a várias vezes. Trata-se obviam ente d e u m a ação im p róp ria, visto qu e p reju d ica os fru tos d e várias form as. H á a caixa d e p lástico, qu e serve tanto p ara granel qu anto p ara consu m o, p orém aind a há u m a resistência muito forte por parte dos produtores em substituir a embalagem de madeira.

Com o se afirm ou reiterad am ente, os fru tos, p or se tratar d e p rod u tos orgânicos, p assíveis a ataqu es p or certos tip os d e fu ngos e d oenças esp ecíficas, qu e os ap od recem , torna-se ind isp ensável u m cu id ad o m aior com as su as em balagens. A em balagem d eve ser, p ortanto, arejad a, p ossibilitand o ventilação, u m a vez qu e os fru tos, d u rante a fase d e m atu ração, elim inam gás carbônico, e algu ns, o gás etileno.

No entanto, com o se p od e inferir, a carência d e p rojetos d e em balagens, com p rom ete a qu alid ad e d o p rod u to ao longo d o p rocesso d evid o a vários erros (CON TADOR, 1975). As exigências básicas d o m aterial d e em balagem p ara m anga com p reend em : p roteger o p rod u to contra d anos m ecânicos; d issip ar os p rod u tos d a resp iração, ou seja, p erm itir ventilação p ara evita acú m u lo d e gás carbônico e calor; aju star-se às norm as d e m anejo, tam anho, p eso e ser fácil d e abrir; ser d e custo compatível com o do produto.

O p rod u to p ara exp ortação é m anu sead o m u ito m ais vezes e em p ilhad o com m aior altu ra d o qu e no transp orte d om éstico. N o p eríod o d e 10 a 30 d ias d e trânsito, a em balagem p od e absorver u m id ad e, red u zind o su a resistência. Por esta razão, qu and o d estinad as à exp ortação, são p rod u zid as com p ap elão m ais grosso e com m elhor estru tu ra, im p regnad as com p ap el resistente à u m id ad e, envolvend o o produto com acessórios protetores, etc. (CHITARRA E CHITARRA, 2005).

O transp orte d e p rod u tos p erecíveis, tais com o fru tas e hortaliças, d eve ser consid erad o com o u m sistem a18. O su cesso d a m anu tenção d o p rod u to fresco, com boa qu alid ad e d u rante o trânsito, d ep end e d o controle d e cad a etap a d o sistem a, qu e p or su a vez, é interd ep end ente. Tal p rocesso envolve a ap licação d e inform ações ou conhecim ento m u ltid iscip linar, tais com o d e bioqu ím ica, fisiologia, horticu ltu ra, p atologia, em balagem , refrigeração, com ercialização e engenharia, entre outros.

N o Brasil, com o é am p lam ente reconhecid o, u m d os m aiores em p ecilhos à com ercialização d e p rod u tos hortícolas com elevad a qu alid ad e aind a é a falta d e uma infra-estrutura de transporte bem estabelecida e de equipamentos apropriados p ara a d istribu ição em centros d istantes d os locais d e p rod u ção. H á agravantes em todos os elos da cadeia produtiva, que vão desde a dispersão geográfica no plantio, à deficiência logística, que inclui transporte, embalagem e armazenamento.

As cond ições essenciais p ara a ligação d a área d e p rod u ção às d e com ercialização estão na d ep end ência d a form ação d e u m a red e efetiva e coord enad a entre os sistem as d e transp orte, associad a a p roced im entos ap rop riad os d e transp orte p ara os d iferentes tip os d e p rod u tos p erecíveis, qu e são necessários à m anu tenção d a qu alid ad e d e vid a e ao p rolongam ento d a vid a ú til desses produtos. (CHITARRA E CHITARRA, 2005)

Com base nas críticas p ontu ad as, faz-se necessária, u m a p esqu isa d e cam p o visand o assistir às atu ais form as d e em balar e acond icionar os p rod u tos d a fru ticu ltu ra, visand o observar os d ad os já citad os e as atu ais tend ências d e manuseio e materiais utilizados.

18

O conceito de “sistema” conforme definiu Capra (1996) diz respeito ao todo. Não é possível analisar as partes, é necessário analisar o todo e as relações entre as partes.

4. PESQUISA DE CAMPO: PRINCIPAIS EMBALAGENS E MATERIAIS