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3. BİRLEŞTİR/BUL (UNION/FIND) VERİ YAPISI KULLANILARAK

3.3. Gerçek Veriler Üzerinde Test Edilmesi

Entend er a vid a é atentar p ara tod a a su a p lenitu d e. Vê-la, não em term os d e su as estreitas e p ré-d eterm inad as fu nções, m as em term os d e tod a a com p lexid ad e, de tod o o seu significad o. Exp licar a vid a em term os d e teia e d a su a ap arição com o u m a form a com p leta, colocando o sentid o d o tod o antes d o sentid o d as p artes, p arece su gerir u m a exp licação m enos p arad oxal d e atenção à vid a. Assim não há apenas u m a p rocu ra interm inável d a m inú cia, m as u m a contem p lação solta d o todo acabado.

A abordagem sistêm ica, objeto d e u m p ensam ento m acroscóp ico, é u m p roced im ento d escritivo, p ed agógico, qu e p erm ite com p reend er m elhor a complexidade d os fenôm enos à nossa volta. Su rgid a nos anos 50 d o ráp id o d esenvolvim ento d a cibernética e d a teoria d os sistem as, o m étod o sistêm ico vem com p lem entar a tentativa analítica trad icional. A sistêm ica su rgiu d a convergência d a cibernética com a teoria d a inform ação e com a biologia. É u m a nova m etod ologia qu e p erm ite organizar os conhecim entos tend o com o objetivo u m a eficácia maior da ação. (ROSNAY, 1997).

O au tor qu e vam os segu ir em su a argu m entação, ap onta qu e a abord agem sistêmica su rgiu p ara com p lem entar a abord agem analítica, e ap lica-se a cam p os variad os, ind o d a biologia à ecologia, p assand o p ela inform ática, red es d e com u nicação, ed u cação, p siqu iatria, ciências ad m inistrativas ou econom ia. Se o m étod o analítico consiste em d ivid ir a com p lexid ad e em elem entos d istintos, o m étod o sistêm ico recom bina o tod o a p artir d e seu s elem entos, levand o em consideração o jogo de suas interdependências e de sua evolução no tempo.

finalid ad e. Tal finalid ad e é a m anu tenção d a estru tu ra d o sistem a. A sistêm ica não encara u m elem ento isolad o, m as sem p re em relação com o nível qu e o p recede, com o nível que o segue e com o seu ambiente global contextualizante.

Encontramo-nos confinad os em u m p arad igm a d iscip linar, analítico, sequ encial, linear. N este m om ento histórico d e m u tação Atu alm ente, com eçam os a nos referir a u m p arad igm a sistêm ico, no qu al a interd ep end ência é m ais importante que o isolamento e a complementaridade mais do que a exclusão.

A esfera sim boliza a abord agem sistêm ica. N o interior não existe qu alqu er com p artim ento, seção ou nível: tod os os conhecim entos qu e vêm d o exterior são permanentemente com binad os e colocad os em p ersp ectiva u ns em relação aos ou tros. A p arte contem o tod o e o tod o contem a p arte. Cad a u m continu a send o significante para o outro. (ROSNAY, 1997).

H all e Fagen (apud Watzlaw ick et al, 1967) d efiniram u m sistem a com o “u m conju nto d e objetos com as relações entre objetos e entre os atribu tos”, em qu e os objetos são os com p onentes ou p artes d o sistem a, os atribu tos são as p rop ried ad es dos objetos e as relações dão coesão ao sistema. Conforme Hall e Fagen:

“Da d efinição d e sistem a e m eio d ed u z-se qu e, claram ente, qu e qu alqu er sistem a d ad o p od e ser d ivid id o em su bsistem as. Os objetos p ertencentes a u m su bsistem a p od em m u ito bem ser consid erad os p arte d o m eio d e u m ou tro sistem a.” (Watzlawick et al, 1967 p. 109)

Mu d anças d e p ensam ento ocorreram no cam p o d a física, m u d and o valores, técnicas e concep ções, o qu e caracteriza, a grosso m od o, u m a m u d ança d e p arad igm a. A m u d ança qu e foi tão d ram ática na física na d écad a d e 20 foi u m a m u d ança d a visão d o m u nd o físico com o u m a coleção d e entid ad es sep arad as p ara a visão d e u m a red e d e relações. O qu e cham am os d e p arte é u m p ad rão, nessa red e d e relações, qu e é reconhecível, p orqu e p ossu i certa estabilid ad e. Mas o fato d ecisivo é qu e, tod as as vezes qu e se d elineia essa p arte e a sep ara d o restante, comete-se um erro, pois isola-se algumas interligações do todo.

Fritjof Capra, que tem como objeto as redes de relações, explica que a ciência holística tornou -se conhecid a com o sistêm ica. O p ensam ento sistêm ico su rgiu com os biólogos qu e enfatizavam a concep ção d os organism os vivos com o totalid ad es

integrad as. Transitand o tam bém p ela p sicologia d a gestalt, ecologia e física quântica. (CAPRA 1996, p. 23)

A p artir d e u m a p ersp ectiva transd iscip linar qu e im p regna o p ensam ento nas obras d e Fritjof Cap ra, vam os traçar u m su cinto p anoram a sistêm ico. O bioqu ím ico Law rence H end erson foi o p rim eiro a u sar o term o “sistem a” p ara definir organismos vivos e sistemas sociais. Sistema (do grego synhistanai – “colocar junto”) passou a significar um todo integrado cujas propriedades essenciais surgem d as relações entre as p artes. Entend er as coisas sistem aticam ente significa colocá- las dentro de um contexto, estabelecer a natureza de suas relações.

Josep h N eed ham , biólogo, estu d ou relações organizad oras em tod os os níveis (su p eriores, inferiores, grosseiros, su tis) d a estru tu ra viva e d escobriu qu e cad a sistem a form a u m tod o em relação a su as p artes, qu e é p arte d e u m tod o maior. N este sentid o, as célu las form am tecid os, qu e form am órgãos, qu e form am organismos, que interagem entre si formando a teia da vida.

A teia d a vid a consiste, d este m od o, em red es d entro d e red es. Sabend o-se qu e os sistem as vivos, em tod os os níveis, são red es, d evem os visu alizar a teia d a vid a com o sistem as vivos interagind o à m aneira d e red e com ou tros sistem as (redes). O pensador holístico sugere uma nova maneira de pensar advinda de inter- relação d e sistem as intercom u nicantes, a qu e cham a d e p ensam ento d e sistem as ou pensamento sistêmico. Significa pensar em termos de relações, padrões e contextos. O term o sistem a significa um tod o, cu jas p rop ried ad es p rovêm d a organização d as relações entre as p artes qu e o com p õem . Cap ra (1996) d efine o conceito d e organização com o u m p ad rão ou configu ração d e relações ord enad as. Dentro d e u m sistem a, existem d iversos tip os e vários níveis d e com p lexid ad e, a que chama de “complexidade organizada”.

Cap ra (1996) d efine p ensam ento sistêm ico com o a com p reensão d e u m fenôm eno d entro d e u m contexto. O p ensam ento sistêm ico p erm ite ao hom em contemporâneo ad qu irir conhecim ento sobre os p rincíp ios d e organização em comum que propiciam aos organismos viver de forma sustentável, introduzindo-os na cu ltu ra e na ed u cação, m u d and o, d esse m od o, a form a d e interação d o hom em com o m eio am biente. A teoria sistêm ica, p ortanto, é a form u lação científica d a

A concep ção sistêm ica vê o m u nd o em term os d e relações e d e integração. Os sistem as são totalid ad es integrad as, cu jas p rop ried ad es não p od em ser reduzidas a u nid ad es m enores. Em vez d e se concentrar nos elem entos ou su bstâncias básicas, a abord agem sistêm ica enfatiza p rincíp ios básicos d e organização.

Deste m od o, o p ensam ento sistêm ico é p ensam ento d e p rocesso; a form a torna-se associad a ao p rocesso, a inter-relação à interação, e os op ostos são u nificados através da oscilação. (CAPRA, 1982 p. 261).

Qu and o os físicos com eçaram a exp lorar os fenôm enos atôm icos no início d o sécu lo, reconhece Cap ra em su a obra “Sabed oria Incom u m ”, ficou-lhes d olorosam ente claro qu e tod os os conceitos e teorias qu e u sam os p ara d escrever a natu reza são lim itad os. As teorias científicas jam ais p od erão oferecer u m a d escrição com p leta e d efinitiva d a realid ad e. Serão sem p re ap roxim ações d a verd ad eira natu reza d as coisas. Em p alavras m ais d u ras, os cientistas não lid am com a verd ad e; lid am com d escrições lim itad as e ap roxim ad as d a realid ad e. O qu e torna a ciência tão bem -su ced id a é o fato d e as ap roxim ações serem p ossíveis. As teorias científicas são, p ortanto, d escrições ap roxim ad as d os fenôm enos natu rais. (CAPRA, 1988).

Pensava-se, no velho p arad igm a, qu e havia estru tu ras fu nd am entais, e a segu ir qu e havia forças, qu e havia m ecanism os p or cu jo interm éd io essas forças interagem , d and o assim nascim ento a p rocessos. N o novo p arad igm a, cad a estru tu ra é vista com o a m anifestação d e u m p rocesso su bjacente. Tod a a teia d e relações é intrinsecamente dinâmica.

O p ad rão d e au to-organização é a totalid ad e d as relações qu e d efinem as características essenciais d e u m sistem a vivo. A estru tu ra d e u m sistem a vivo é a realização física d esse p ad rão. O erro qu e a m aioria d os biólogos com ete atualmente, ad verte Cap ra, é o d e trabalhar no nível d a estru tu ra e acred itar qu e, conhecend o cad a vez m ais a resp eito d a estru tu ra, eles finalm ente conhecerão a vid a. Porém , eles jam ais saberão o qu e é a vid a enqu anto se lim itarem aos seu s asp ectos estru tu rais. Som ente qu and o tam bém levarem em conta o p ad rão é qu e eles serão capazes de realmente apreender o fenômeno da vida.

Cap ra e Steind l-Rast (1991) dizem-nos qu e o velho p arad igm a científico p od e ser cham ad o d e cartesiano, d e new toniano ou d e baconiano, u m a vez qu e su as p rincip ais características foram form u lad as p or Descartes, N ew ton e Bacon. Já o novo p arad igm a p od e ser cham ad o d e holístico, d e ecológico ou d e sistêm ico, m as nenhu m d estes ad jetivos o caracteriza com p letam ente. N o velho p arad igm a, acredita-se qu e em qu alqu er sistem a com p lexo a d inâm ica d o tod o p od eria ser com p reend id a a p artir d as p rop ried ad es d as p artes. N o novo p arad igm a, as p rop ried ad es d as p artes só p od eriam ser entend id as a p artir d a d inâm ica d o tod o. Em ú ltim a análise, não há p artes. Aqu ilo qu e cham am os d e p arte é m eram ente u m padrão numa teia inseparável de relações.

O p arad igm a cartesiano baseou -se na crença d e qu e o conhecim ento científico p od eria alcançar a certeza absolu ta e final. N o novo p arad igm a, se reconhece qu e tod os os conceitos, tod as as teorias e tod as as d escobertas são lim itad as e ap roxim ad as. A ciência nu nca p od erá fornecer u m a com p reensão completa e definitiva da realidade.

O novo p arad igm a p od e ser cham ad o d e holístico, enfatizand o o tod o m ais d o qu e as p artes, ou p od e ser cham ad o d e ecológico. Um a visão d o m u nd o ecológica é holística, m as é m ais d o qu e isso. N ão só olha p ara algu m a coisa com o u m a totalid ad e, m as tam bém p ara o m od o com o essa totalid ad e está em bu tid a d entro d e totalid ad es m aiores. Isso é esp ecialm ente im p ortante qu and o se estu d am sistem as vivos - organism os vivos, ecossistem as, e assim p or d iante - m as tam bém pode ser aplicado a coisas não vivas. (CAPRA e STEINDL-RAST, 1991 p.71)

Como os autores exemplificam, a visão ecológica de uma bicicleta implicaria em vê-la como um todo, causal:

Por exem p lo, a visão ecológica d e u m a bicicleta im p licaria vê-la com o um todo - o estado de inter-relação de todas as suas partes - e também p ergu ntar: “De ond e vem a borracha p ara os p neu s? De ond e vem o m etal? Qu al é o efeito sobre o m eio am biente d e se and ar d e bicicleta?” E assim p or d iante. Isso encaixa o tod o em tod os m aiores. (Idem, Ibidem)

N o velho p arad igm a tam bém se reconhecia qu e as coisas estão inter- relacionad as. N o entanto, conceitu alm ente faland o, tinha-se d e início as coisas com

intrínsecas, já qu e todas as p rop ried ad es flu em d e su as relações. É a isso qu e se refere qu and o se fala em entend er as p rop ried ad es d as p artes a p artir d a d inâm ica d o tod o, p ois essas relações são relações d inâm icas. Desse m od o, a ú nica m aneira de entender a parte é entender a sua relação com o todo.

Essa d escoberta, qu e ocorreu na física na d écad a d e 20, é tam bém u m a d escoberta fu nd am ental d a ecologia. Os ecologistas d izem qu e u m organism o é definido pelas suas relações com o restante: não há partes isoladas.

Segu nd o Cap ra e Steindl-Rast (1991) na ecologia su p erficial, os seres hu m anos são colocad os acim a d a natu reza ou fora d ela, e, natu ralm ente, essa p ersp ectiva cond iz com a d om inação d a natu reza. Su p õe-se qu e o valor resid e nos seres humanos; dá-se à natureza apenas um valor de uso ou um valor instrumental. N o entanto, na ecologia p rofu nd a os seres hu m anos são vistos com o u m a p arte intrínseca da natureza, nada mais que um fio em especial no tecido da vida.

Cad a organism o é u m tod o integrad o qu e inclu i com u nid ad es d e organismos e sistem as sociais - u m a fam ília, u m a escola, u m a cid ad e - ou ecossistem as. Tod os os sistem as vivos p artilham d e p rop ried ad es e p rincíp ios d e organização com u ns. N este p onto, p od eríam os id entificar o p ensam ento d e Cap ra com o d e Joel d e Rosnay em su a obra “Le M acroscope”, a p artir d e “H om em Simbiótico”:

“O ecossistem a é m u ito m ais d o qu e u m sim p les m eio no qu al vivem os. De certa m aneira é u m organism o vivo. Seu s ciclos gigantes ativam o conju nto d o m u nd o m ineral e d o m u nd o vivo. Su as centrais biológicas p rod u zem bilhões d e tonelad as d e m ateriais orgânicos. Alternad am ente, estocad os, d istribu íd os, consu m id os, reciclad os sob form a d e elem entos m inerais, são reintrod u zid os nessas m esm as centrais p ara serem recarregad os com energia solar e voltar p ara os circu itos qu e m antêm a vid a d e qu alqu er organização.” (ROSNAY, 1975, p.20)

Cap ra (1982) afirm a qu e a com p reensão d os ecossistem as é d ificu ltad a p ela própria natureza da mente racional. O pensamento racional é linear, ao passo que a consciência ecológica d ecorre d e u m a intu ição d e sistem as não-lineares. Os ecossistemas sustentam-se num equilíbrio dinâmico baseado em ciclos e flutuações, qu e são p rocessos não-lineares. Os em p reend im entos lineares, com o o crescim ento

econôm ico e tecnológico ind efinid o, interferirão necessariam ente no equ ilíbrio natural e, mais cedo ou mais tarde, causarão graves danos.

Joel d e Rosnay em su a obra “O H om em Sim biótico” afirm a qu e u m d os p rincip ais d esafios d o terceiro m ilênio será reu nir ecologia e econom ia, em u m a complementaridad e criad ora d e sentid o. Qu and o u m a m áqu ina econôm ica se acelera, exige m u ito m ais energia, m ateriais, inform ações e lança m u ito m ais d etritos no m eio natu ral. O ecossistem a, p or si só, não p od e garantir a sobrevivência e o d esenvolvim ento d as socied ad es hu m anas, d e su a agricu ltu ra e d e su as ind ú strias. A visão m od erna d a econom ia é, p ortanto, insep arável d e seu acoplamento físico com o ecossistema. (ROSNAY, 1997).

Continu and o com argu m entação d e Cap ra em su a obra “A Teia d a Vid a”, no qu e tange às qu estões am bientais, a consciência ecológica som ente su rgirá qu and o aliarm os ao nosso conhecim ento racional u m a intu ição d a natu reza não- linear de nosso meio ambiente. (CAPRA, 1982).

O excessivo crescim ento tecnológico criou u m m eio am biente no qu al a vid a se tornou física e m entalm ente d oentia. Ar p olu íd o, ru íd os irritantes, congestionam ento d e tráfego, p olu entes qu ím icos, riscos d e rad iação e m u itas ou tras fontes d e estresse físico e p sicológico p assaram a fazer p arte d a vid a cotidiana da maioria das pessoas.

Existem aind a ou tras am eaças ao nosso bem -estar qu e p od em ser m u ito m ais p erigosas, p orqu e nos afetarão nu m a escala m u ito m aior, no esp aço e no tem p o. A tecnologia hu m ana está d esintegrand o e p ertu rband o seriam ente os p rocessos ecológicos qu e su stentam nosso m eio am biente natu ral e qu e são a p róp ria base d e nossa existência. Um a d as m ais sérias am eaças, qu ase totalm ente ignorad a até recentem ente, é o envenenam ento d a águ a e d o ar p or resíd u os químicos tóxicos.

N o d ecorrer d a d écad a d e 70, o m u nd o ad qu iriu p rofu nd a consciência d e u m a escassez global d e com bu stíveis fósseis. A nova visão d a realid ad e, d e qu e vim os faland o, baseia-se na consciência d o estad o d e inter-relação e interd ep end ência essencial d e tod os os fenôm enos - físicos, biológicos, p sicológicos, sociais e cu ltu rais. Essa visão transcend e as atu ais fronteiras d iscip linares e

N ão existe, no p resente m om ento, u m a estru tu ra bem estabelecid a, conceitu al ou institu cional, qu e acom od e a form u lação d o novo p arad igm a, m as as linhas m estras d e tal estru tu ra já estão send o form u lad as p or m u itos ind ivíd u os, com u nid ad es e organizações qu e estão d esenvolvend o novas form as d e p ensam entos e qu e se estabelecem d e acord o com novos p rincíp ios. (CAPRA, 1982).

As im p licações p rincip ais d o p ensam ento d o novo p arad igm a p ara a socied ad e com o u m tod o, d izem resp eito à noção d e interconexid ad e, qu e está no próprio âmago do novo paradigma, esse sentido de pertencer.

Os p roblem as m ais im portantes d e nossa ép oca não p od em ser entend id os isolad am ente. Qu alqu er qu e seja o p roblem a - a d estru ição d o m eio am biente, o crescim ento d a p op u lação, a p ersistência d a p obreza e d a fom e em tod o o m u nd o, a am eaça d a gu erra nu clear, para citar só algu ns - ele tem d e ser p ercebid o como algo qu e está ligad o aos ou tros. Para resolver qu alqu er p roblem a isolad o, p recisam os d e um p ensam ento sistêm ico, p ois tod os esses são p roblem as sistêm icos, interligad os e interd ep end entes. Esse é u m d os asp ectos d as p rofu nd as im p licações d o p ensam ento d o novo p arad igm a na socied ad e e na p olítica. (CAPRA e STEIN DL- RAST, 1991 p.149)

N osso p laneta está hoje tão d ensam ente p ovoad o qu e virtu alm ente tod os os sistem as econôm icos são interligad os e interd ep end entes; os m ais im p ortantes p roblem as d e hoje são p roblem as globais. As escolhas sociais vitais com qu e nos d efrontam os já não são locais - op ções entre m ais estrad as, escolas e hosp itais, nem afetam m eram ente u m a p equ ena p arcela d a p op u lação. São escolhas qu e afetam a sobrevivência da humanidade como um todo.

Confirm ad o com Cap ra, em “O Ponto d e Mu tação”, a necessid ad e d e equ ilibrar os d ois encontrou eloqü ente exp ressão no slogan "p ense globalm ente, atu e localm ente!" (CAPRA, 1982). Tem os p rovas d iárias d a d egrad ação d o m eio am biente e as conseqü ências d esses fatos. O excesso d e p op u lação, a p obreza exagerad a, a extinção d e anim ais e esp écies vegetais, a escassez d e recu rsos, tu d o isso m ostra o colap so m u nd ial d a vid a no Planeta. A consciência coletiva foi d esp ertad a e os hom ens com eçaram a se organizar. Ind ivíd u os agind o em p aralelo, a p artir d e regras sim p les, p od em ter u m com p ortam ento coletivo cap az d e resolver problemas globais.

Nestas circu nstâncias, a em balagem se d estaca no qu e tange a questões ambientais, visto que após seu uso, torna-se lixo - um problema global. Assim, faz- se necessária u m a reflexão sobre em balagem e su stentabilid ad e, evid enciand o seu impacto sobre o meio ambiente.