2.2. Cinselliğin Tarihsel ĠnĢası
2.2.1. Tarih öncesinde cinsellik
Estaremos, mais adiante, estudando a diversidade em ambiente organizacional, buscando entender o seu significado em dado contexto contingencial, por isto, faz-se necessária uma visita às teorias organizacionais, com especial interesse à abordagem de sistemas abertos, que nos leva à teoria contingencial.
Enquanto as teorias precursoras, Clássica, das Relações Humanas, Neoclássica e da Burocracia, adotam abordagens introvertidas, introspectivas, restritas e limitadas para estudar os fenômenos organizacionais; pois preocupam-se apenas com os aspectos internos, já que imersas na concepção de que a organização é um sistema fechado, os primeiros singelos movimentos no sentido de reconhecer a interação organização-ambiente têm início com a teoria estruturalista. Tendo em Etzioni, Thompson, Blau e Scott seus principais representantes, a ênfase está na estrutura, mas também no ambiente.
É, contudo, com a teoria comportamental, mais especialmente com o movimento denominado Desenvolvimento Organizacional (D.O.), que ganha força a abordagem de sistema aberto. Os autores, dentre os quais destacam-se: Simon, Schein, McGregor, Cyert, Sayles, Barnard, Lawrence, Likert, Argyres, Bennis, Lorsch e March, passam a discutir, defender e reforçar a necessidade de flexibilização das organizações e sua adaptabilidade às circunstâncias ambientais como elemento decisivo para a sua sobrevivência e o seu crescimento. A ênfase passa a estar nas pessoas e no ambiente, partes de um sistema aberto.
Ao tratar da diferença entre “Homem Operacional” e “Homem Reativo”, Guerreiros Ramos (1984, p. 4, grifo nosso) revela a concepção adotada pelos humanistas de organização como um sistema social aberto:
Em contraste com os operacionalistas, os humanistas: (1) tinham uma visão mais sofisticada sobre a natureza da motivação humana; (2) não negligenciavam o ambiente social externo da organização e, por isso, definiam a organização como um sistema social aberto; e (3) não desconsideravam o papel desempenhado por valores, sentimentos e atitudes sobre o processo de produção.
A preocupação, porém, com a construção de modelos que interagem dinamicamente com o ambiente é, inicialmente, percebida na proposta dos adeptos da teoria de sistemas, dentre os quais destacam-se: Hicks, Katz, Trist, Kahn, Burns, Johnson, Churchman, Kast, Rice e Rosenzweig. A ênfase passa a estar no contínuo ajustamento organizacional às demandas ambientais, dando origem ao termo ‘organizações em mudança’. De acordo com Guerreiro Ramos (1984, p. 5):
[...] alguns aspectos dos contextos organizacionais, que estavam em grande parte esquecidos no passado, estão a receber hoje [1972] uma atenção considerável. Por exemplo, está se dando agora mais atenção ao processo do que à estrutura; às tarefas do que às rotinas; às estratégias ad hoc do que aos princípios e prescrições; e o mesmo está acontecendo com as assim chamadas organizações em mudança, as organizações não hierárquicas e a gestão participativa. O ambiente é mais do que nunca uma preocupação central, o que até certo ponto explica a influência atual das abordagens sistêmicas.
Na esteira da teoria de sistemas, com ênfase no ambiente e na tecnologia, mas sem ignorar a estrutura, as pessoas e mesmo as tarefas, surgem Lorsch, Perrow, J.D.Thompson e Lawrence, dentre outros, defensores de uma nova abordagem explicativa e descritiva, a teoria contingencial.
A abordagem contingencial considera que a eficácia somente é alcançada pela organização, se esta não estiver presa a um único e exclusivo modelo organizacional. Ou seja, não existe uma forma única, que seja sempre a melhor forma para organizar e estruturar a empresa visando à consecução de seus objetivos, notadamente aqueles de característica situacional, em um ambiente que, via de regra, é de grande mutabilidade.
À medida que a administração amadurece, a pesquisa mostra, repetidamente, que muitas idéias são úteis em determinadas situações, mas não em outras. Algumas teorias servem para determinados gerentes, mas não para outros. Isso fez surgir uma escola de pensamento chamada teoria da situação ou teoria situacional (contingency theory). A teoria situacional estabelece que não há maneira de administrar que seja melhor que outra. A solução ‘melhor’ depende do ambiente da organização, de sua tecnologia e de vários outros fatores. (MAXIMIANO, 2004, p. 31).
O cerne da teoria da contingência reside na firme crença de que para ser efetiva, a organização precisa buscar continuamente o seu ajustamento às contingências ambientais. Para Donaldson (1999, p. 104), a organização ótima é contingente a esses fatores, que são denominados fatores contingenciais.
A teoria da contingência surge, portanto, “[...] como resposta a estudos que buscam entender como uma empresa se comporta em diferentes cenários, partindo do princípio de que a organização e o processo de trabalho de uma empresa são influenciados pelo ambiente externo em que se inserem.” (GUIMARAES; EVORA, 2004, p. 73).
De acordo com esta teoria, a organização está inserida em um contexto ambiental onde, quaisquer que sejam as variáveis predominantes, está sempre, em alguma medida, sujeita a certo grau de incerteza proveniente do ambiente. Essas contingências externas podem ser consideradas como oportunidades ou como ameaças que influenciam o desenho e os processos da organização.
Dentre os pesquisadores da teoria contingencial destacam-se:
• Alfred Chandler Jr. – concluiu que a estrutura organizacional foi sendo gradualmente
definida em função da estratégia empresarial mercadológica. (GALBRAITH, 2007, p. 333);
• Tom Burns e G. M. Stalker – classificaram as organizações em dois tipos: as mecanicistas
e as orgânicas. As primeiras reúnem características adequadas para condições ambientais estáveis, onde as tarefas são predominantemente especializadas e precisas, sendo a hierarquia de controle bem definida. O segundo grupo de empresas, classificadas como orgânicas, apresentam características de adaptação à ambientes instáveis, com os quais a organização não tem familiaridade e, portanto, há maior grau de incerteza. Nestas últimas, há contínua redefinição de tarefas, ninguém é especialista em nada, ou todos são especialistas em tudo e a natureza cooperativa do conhecimento é enfatizada, não a especialização (PUGH; HICKSON, 2004, p. 93-94).
• Joan Woodward – entre 1958 e 1965 realizou importante pesquisa quantitativa em
organizações manufatureiras. Concluiu que “[...] o sucesso e eficácia de uma organização correlacionava-se de forma significativa com a adequação entre a natureza da tecnologia empregada e a estrutura organizacional.” (RODRIGUES, 1996, p. 5).
• Paul R. Lawrence e Jay W. Lorsch – demonstraram que organizações cujas estruturas se adequaram a seu ambiente obtiveram melhores resultados. Fizeram uma pesquisa comparando dez empresas em três diferentes meios industriais e concluíram que os problemas organizacionais básicos são provenientes da diferenciação. Ou seja, da departamentalização da organização, a organização vista como um conjunto de subsistemas, cada qual desempenhando sua função em diferentes contextos ambientais; e do seu oposto, a integração; ou seja, a pressão advinda do próprio ambiente da organização no sentido de maximizar os esforços de coordenação e sinergia entre os vários departamentos ou subsistemas. (PUGH; HICKSON, 2004, p. 73-85).
Em resumo, a teoria da contingência considera que nada é definitivo nas organizações; ao contrário, tudo é relativo. Há uma relação funcional entre as condições apresentadas pelo ambiente e a organização. As ações organizacionais são, em alguma medida, contingentes das características situacionais presentes no ambiente. A abordagem contingencial procura explicar que não há nada de absoluto nas organizações. As organizações são sistematicamente ajustadas às condições ambientais.
Indubitavelmente a mais importante contribuição dos pesquisadores e defensores da teoria da contingência está na clara identificação do ambiente como variável independente que traz grande impacto às organizações. Alterações nesta variável produzirão reações na estrutura e no funcionamento das organizações; ou seja, produzem deslocamentos adaptativos na dinâmica organizacional. Para esta teoria, a identificação dos elementos causais das características das organizações passa pelo reconhecimento das condições ambientais que as originaram. Portanto, é também no(s) ambiente(s), à luz da teoria da contingência, que buscaremos as explicações para a política de diversidade do Grupo Volvo, sem deixar, no entanto, de considerar o que nos ensina Guerreiro Ramos (1984, p. 5):
[...] as atuais teorias e práticas de administração ainda não correspondem às necessidades dos tempos atuais. Conceitos como organizações em mudança, por exemplo, são articulados em termos reativos apenas; ou seja, estas organizações são testadas quanto à sua capacidade de responder de modo não crítico às flutuações que ocorrem em seu ambiente; elas não são testadas quanto à sua capacidade para assumir responsabilidade pelos padrões de qualidade e pelas prioridades desse mesmo ambiente. Essa teoria reativa parece basear-se em uma visão ingênua da natureza dos insumos e produtos. Ela considera, como insumos as pessoas, os materiais e a energia, mas perde de vista os fatores éticos e valorativos do ambiente, cuja racionalidade e legitimidade são tipicamente desconsideradas. O ambiente é aceito como dado, e sua configuração episódica, restritiva, torna-se um padrão normativo inquestionável, ao qual as assim chamadas organizações em mudança devem se ajustar. Na verdade, estas são, assim, apenas ‘organizações adaptativas’; já as organizações em mudança deveriam ser aquelas que têm a capacidade de influenciar e modelar o ambiente, de acordo
com critérios não necessariamente dados. Em outras palavras, a administração das micro- organizações deve ser vista como parte de uma estratégia geral orientada à administração de toda a sociedade.
Não se pode ignorar que para se buscar a análise e a compreensão da diversidade da força de trabalho em uma dada organização, passar-se-á, necessariamente pelos aspectos contingenciais integrativos do indivíduo à organização. Para Guerreiro Ramos (1984, p. 5) “a integração do indivíduo à organização constitui um outro problema. Aqueles que defendem esta integração ignoram o caráter básico e duplo da racionalidade.” Isto nos remete à teoria substantiva da vida humana associada, cujos fundamentos exploraremos mais adiante; pois, lançarão luz em nosso trajeto.
2.7 A Diversidade na agenda das Nações Unidas. Uma visita ao Pacto Global, à