4. KOMPOZİT MALZEMELER
4.4. Takviye Malzemeleri (Elyaflar)
A análise do uso e ocupação do solo, usando as imagens fuzzy-maxlike
ALOS, refinadas com a identificação da vegetação, em campo, associada aos
princípios da ecologia de paisagens, no interior e nas imediações dos 14 aterros desativados no município de São Paulo; possibilitou a avaliação preliminar do potencial relativo de revegetação dessas áreas.
Considerando que a qualidade ambiental está relacionada ao tipo e à distribuição da cobertura do solo e à dinâmica da paisagem e, no caso específico de aterros, também, às limitações para o desenvolvimento de vegetação, a metodologia aplicada permitiu estimar os diferentes tipos de uso e ocupação do solo e as condições ambientais, no interior e no entorno (distâncias de 500, 1.000 e 2.000 m) desses antigos aterros.
Os resultados obtidos para os aterros do Grupo 1, ocupados por edificações, mostraram que esse grupo é o mais desfavorável à implantação de vegetação e ao seu potencial para uma possível requalificação como parque urbano. No caso dos parques-aterros Engenheiro Goulart e Carandiru (Parque da Juventude), Grupo 2, o primeiro, inserido no Parque Ecológico do Tietê, apresenta características mais favoráveis ao desenvolvimento e manutenção da vegetação. O Parque da Juventude está na zona central da cidade sob forte pressão da urbanização.
Os aterros dos Grupos 3 e 4, potenciais parques urbanos, à exceção do Parque Raposo Tavares, implantado desde 1981, apresentam o predomínio da vegetação herbácea no interior dos seus perímetros. A implantação desse tipo de cobertura está associada, muito provavelmente, às técnicas de engenharia preconizadas para recuperação de aterros, às limitações para implantação de vegetação de maior porte nesse tipo de maciço, ao desconhecimento ou falta de investimentos no desenvolvimento de métodos para seleção de espécies vegetais paisagísticas adaptadas às restrições desse tipo de ambiente e ao baixo custo perseguidopelas administrações públicas.
A vegetação arbórea é pouco significante nas imediações de todos os aterros desses dois grupos. Manchas contínuas de vegetação (maciço arbóreo pouco denso) se destacam nos arredores dos aterros Vila Albertina e São Mateus,
associadas aos remanescentes existentes na Serra da Cantareira e na Área de Proteção Ambiental do Parque do Carmo, respectivamente.
A urbanização exerce forte pressão sobre o Jacuí e, secundariamente, sobre o Raposo Tavares. Os solos expostos, com maior presença nos aterros Sapopemba e Santo Amaro, favorecem a ocorrência de processos de erosão e facilitam a contaminação sub e superficial.
A análise geral desses dois grupos de aterros, quanto ao potencial de revegetação, de acordo com os princípios da ecologia de paisagem, permitiu ordená-los do maior potencial para o menor: Vila Albertina, São Mateus, Santo Amaro, Sapopemba, Raposo Tavares e Jacuí33. A essa condição associa-se, também, as maiores dificuldades para a formação de corredor verde interligando o Morro do Cruzeiro e a Baixada Santista, sugerida por Volpe-Filik et al. (2007), para o Sapopemba, do mesmo modo que há maiores restrições à conectividade da paisagem, previstas nos Planos Diretor e Regionais Estratégicos para o parque- aterro Raposo Tavares e o Jacuí (Parque Jardim Primavera).
Quanto às condições socioambientais, os aterros situam-se em distritos com quase o mesmo índice populacional, variando entre 151.000 e 186.000 habitantes, com exceção do distrito do Parque do Carmo, com menor índice (69.000 habitantes). A densidade demográfica, entretanto, apresenta valores variados com maiores taxas nos distritos São Rafael (115,28) e Pedreira (88,14) e menores no Parque do Carmo (44,35) e Tremembé (32,30). Quanto aos tipos socioambientais dos distritos, os aterros Vila Albertina e São Mateus correspondem aos distritos Tipo 1 e o Santo Amaro e Sapopemba aos do Tipo 2. A descrição das características dessas classes de distritos, contida na Tabela 5.1, que representam as áreas mais periféricas do município, corrobora com o uso e ocupação do solo dessas áreas, analisados no item 5.3.1.
Os aterros foram implantados, na sua maioria, sobre antigas cavas de mineração, à exceção do Sapopemba e, em zona de recarga de aqüífero, no caso do próprio Sapopemba e do Vila Albertina, situações que favorecem a ocorrência de processos de contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas.
Quanto à contaminação associada a esses aterros, as investigações realizadas confirmaram a contaminação do solo e das águas subterrâneas, por
metais, nos aterros inativos a mais de 20 anos, Sapopemba e São Mateus. No caso do Vila Albertina, segundo o GTAC, as contaminações constatadas não podem ser diretamente associadas ao seu maciço de resíduos. Esses resultados indicaram a necessidade de monitoramento do solo e das águas subterrâneas e a restrição à captação e ao consumo dessas últimas, também, pelos altos valores de coliformes fecais e totais encontrados. O aterro Santo Amaro ainda não foi submetido às avaliações ambientais, porém, o alto volume de resíduos depositados (16 milhões de toneladas) sobre antiga exploração de areia, nos sedimentos aluvionares do Rio Grande, num período de 19 anos, são fatores que contribuem sobremaneira para a confirmação de contaminação. As condições do entorno são ainda agravadas por ele se situar no polígono classificado como área contaminada crítica do Jurubatuba.
A geração de gás (metano) está presente em todos eles, sendo o Sapopemba merecedor de maior atenção, pois há migração do metano para o seu entorno, intensamente ocupado. As estimativas de produção do metano obtidas nos aterros Vila Albertina e Santo Amaro (40 anos após encerrados), quando extrapoladas aos outros aterros, apontam para um período de aproximadamente 15 anos para o término da sua produção no Sapopemba e no São Mateus.
Os resultados e discussões apresentados nos itens 5.3.1 e 5.3.2, quando associados às possibilidades efetivas de requalificação dos aterros para parques- aterros urbanos, corroboram a ordem do maior para o menor potencial, já indicada anteriormente: Vila Albertina, São Mateus, Santo Amaro e Sapopemba.