3. YAPIŞMA OLAYI VE YAPIŞTIRICILARIN GENEL ÖZELLİKLERİ
3.3. Yapıştırıcılar ve Çeşitleri
3.3.1. Kimyasal Reaksiyon ile Sertleşen Yapıştırıcılar
3.3.1.1. Anerobikler
Esse item apresenta o contexto urbano de uso e ocupação do solo no qual se inserem os 14 lixões mostrados na Figura 5.7, de acordo com a metodologia descrita no item 5.2.1, a fim de avaliar a potencialidade relativa da revegetação dessas, áreas, segundo a presença de vegetação e, secundariamente, de água.
A vegetação, especialmente a arbórea, mesmo em pequenas manchas, quando em condições ecológicas apropriadas, pode promover a conectividade da paisagem. Assim, as pequenas manchas de vegetação podem funcionar como ponto de passagem para algumas espécies, permitindo o fluxo entre manchas maiores sendo denominadas stepping stones (Forman, 1999) ou trampolins ecológicos
(Metzger, 2001); que quando interconectados favorecem o estabelecimento de corredores ecológicos, definidos por Schäffer & Prochnow (2002, p. 28) como “áreas que unem os remanescentes florestais possibilitando o livre trânsito de animais e a dispersão de sementes das espécies vegetais. Permite o fluxo gênico entre as espécies da flora e fauna e a conservação da biodiversidade”.
Os aterros foram agrupados para facilitar a apresentação dos resultados. No primeiro grupo encontram-se os aterros desativados (Pedreira Cit, Lauzanne Paulista, Jardim Damaceno, Vila São Francisco e Pedreira Itapuí) ocupados por edificações e o aterro de inertes Itatinga (Figuras 5.8, 5.9 e 5.10). Compõem o segundo grupo os aterros, sob administração estadual, Engenheiro Goulart e Carandiru, atualmente convertidos em parques. No terceiro grupo foram incluídos os aterros com propostas de transformação em parques municipais: Vila Albertina, Santo Amaro, São Mateus e Sapopemba. Os estudos de caso, Raposo Tavares e Jacuí, compõem o quarto grupo.
Do total das treze classes de uso e ocupação do solo, identificadas, sete correspondem a 80%, permitindo a simplificação da classificação para a análise pretendida. As classes denominadas edificação e sistema viário asfaltado foram reunidas na classe urbanização e a classe maciço herbáceo incluiu a classe
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A Tabela 5.3 mostra os dados obtidos para os aterros do Grupo 1 (Apêndice A). A classe urbanização ocupa mais de 50% das diferentes áreas de entorno consideradas, chegando a mais de 82% nas imediações do Lauzanne Paulista e Vila São Francisco. O maciço arbóreo muito denso tem ocorrência restrita, inexistindo nas proximidades do aterro Vila São Francisco e, possuindo alguma expressão, junto aos aterros Pedreira City e Jardim Damaceno. Já o maciço arbóreo denso e a água não possuem significância, enquanto que o maciço arbóreo pouco denso, está restrito ao entorno do Jardim Damaceno, numa mancha contínua, relacionada à Serra da Cantareira (Figura 5.8). O maciço herbáceo (8 a 32%) é dominante, possuindo menor expressão no entorno do Lauzanne Paulista e Vila São Francisco.
Tabela 5.3 – Quantificação (%) simplificada das classes de uso e ocupação do solo nas áreas de
entorno (500, 1.000 e 2.000 m) dos aterros do Grupo 1.
Classes P.City L.Paulista Itatinga
500 1000 2000 500 1000 2000 500 1000 2000 Urbanização 54 62 71 88 82 75 80 81 69 M. A. m. Denso 4 3 2 1 2 2 0,2 0,5 2 M. A. Denso 0,2 0,2 0,1 - - - - 0,1 0,5 M. A. p. Denso 4 0,2 1 - - 3 - - 0,1 M. Herbáceo 32 26 22 9 13 16 17 15 22 Água 0,2 0,1 - - - - - - 2
Classes J.Damaceno V.S.Francisco P.Itapuí
500 1000 2000 500 1000 2000 500 1000 2000 Urbanização 66 57 52 89 85 87 72 76 67 M. A. m. Denso 3 4 3 - - - 0,2 0,2 1 M. A. Denso 0,5 0,5 0,5 - - - - - - M. A. p. Denso 3 7 16 - - - - - 1 M. Herbáceo 23 27 23 8 12 10 24 20 24 Água - - 0,2 - - - - - 0,3
Os resultados obtidos aliados a ocupação por edificações, bem como as limitações para o desenvolvimento de vegetação nessas áreas, desfavorecem o seu potencial para uma possível requalificação como parque urbano.
A Figura 5.11 apresenta o uso e ocupação do solo no entorno dos aterros estaduais, Engenheiro Goulart (Parque Ecológico do Tietê) e Carandiru (Parque da Juventude).
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Figura 5.11 - Uso e ocupação do solo no entorno dos aterros desativados Engenheiro Goulart e Carandiru no município de São Paulo
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A Tabela 5.4 sintetiza os resultados obtidos para os antigos aterros do Grupo 2 (Apêndice B), atuais parques estaduais, nos quais foi realizada, também, a quantificação das classes no seu interior (Int.). A classe urbanização predomina no aterro Carandiru, ocupando cerca de 80% das diferentes áreas do seu interior e do entorno, enquanto que a vegetação arbórea está quase ausente. No interior do aterro Engenheiro Goulart predominam as classes de vegetação (78%), com a vegetação arbórea superando um pouco a herbácea. Nas áreas de entorno de 500 e 1.000 m o maciço herbáceo possui maior proporção e no entorno de 2.000 m predomina a urbanização. A água apresenta-se com 5%, no entorno de 500 m.
Tabela 5.4 – Quantificação (%) simplificada das classes de uso e ocupação do solo nas áreas de
entorno (500, 1.000 e 2.000 m) dos aterros do Grupo 2.
Classes E.Goulart Carandiru
Int. 500 1000 2000 Int. 500 1000 2000 Urbanização 5 13 26 50 84 82 83 83 M. A. m. Denso 17 7 5 2 - 0,3 0,4 0,4 M. A. Denso 0,5 7 6 2 - - - - M. A. p. Denso 24 9 5 2 - - - - M. Herbáceo 36 49 48 37 11 12 13 13 Água 0,6 5 2 1 - 0,8 0,9 0,7
O mapa de uso e ocupação do solo no entorno desses aterros indica que o „parque/aterro‟20 Engenheiro Goulart apresenta características mais favoráveis ao
desenvolvimento e manutenção da vegetação, pois está inserido no Parque Ecológico do Tietê e possui predominância da vegetação arbórea e herbácea no seu interior e nas suas proximidades (500 e 1.000 m). A presença da classe „água‟, correspondendo às lagoas meândricas do rio Tietê, também contribui para o maior potencial de re-vegetação da área. Ressalta-se que os limites do aterro Carandiru correspondem a porções fragmentadas na Figura 5.10 e que o Parque da Juventude foi implantado sobre uma dessas manchas, onde predomina a vegetação herbácea.
As Figuras 5.12 e 5.13 mostram a classificação de uso e ocupação do solo no entorno dos aterros Vila Albertina e Santo Amaro e São Mateus e Sapopemba, respectivamente.
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Na Tabela 5.5 apresenta-se a síntese dos dados obtidos para os antigos aterros do Grupo 3 (Apêndice C). Nesse grupo as classes foram, também, quantificadas no interior (Int.) dos aterros e incluiu-se o solo exposto, pois ele favorece os processos de erosão e contaminação.
A classe maciço herbáceo predomina no interior de todos os aterros de grupo, com média de 84%, apresentando no seu entorno variação entre 28 a 49 %, sendo um pouco superior no entorno (500 e 1.000 m) dos aterrosVila Albertina (48 e 41%) e Santo Amaro (49 e 38%).A vegetação arbórea está ausente no interior dos aterros Santo Amaro e Sapopemba, com pouca significância no seu entorno, onde predomina a urbanização, ocorrendo, secundariamente, o maciço herbáceo (34 a 37%), com exceção do entorno próximo (500 m) do Santo Amaro, no qual, essa última classe é dominante (49%). Considerando-se apenas as classes maciço arbóreo muito denso e maciço arbóreo denso constata-se que elas são muito pouco significativas em todos os aterros desse grupo, apresentando valores superiores nos aterros Vila Albertina (média de 4%) e São Mateus (média de 3%). No entorno desses mesmos aterros, predomina o maciço herbáceo (32 a 48%), excetuando-se a envoltória de 2.000 m, do primeiro, no qual o maciço arbóreo pouco denso ocorre em maior proporção (34%) e, do segundo, no qual a
urbanização (45%) é dominante. Destaca-se que a classe maciço arbóreo pouco denso configura-se como uma mancha contínua, nas imediações desses dois aterros (Figuras 5.11 e 5.12) e como fragmentos no Sapopemba (Figura 5.12). A classe água está presente em maior proporção no entorno do Santo Amaro (média de 5%) e o solo exposto com maior expressão nos aterros Sapopemba e Santo Amaro (média de 15%).
A vegetação herbácea do interior desses aterros é típica dos projetos de engenharia para revegetação de aterros21 e, predomina, também, no entorno mais próximo (500 e 1.000 m) do aterro Vila Albertina e do Santo Amaro. A vegetação arbórea é pouco expressiva, sobressaindo-se a classe maciço arbóreo pouco denso no entorno do Vila Albertina e do São Mateus, relacionadas, respectivamente, à Serra da Cantareira e à APA/Parque do Carmo.
21 Em geral, os projetos de recuperação dessas áreas objetivam apenas o seu nivelamento e a sua estabilidade, indicando
comumente o revestimento vegetal com gramíneas, mais simples e eficiente, sem nenhuma preocupação paisagística. Andrade (2000) relaciona os motivos para a utilização das gramíneas: a) ausência de dados sobre implantação de vegetação nas condições adversas dos aterros; b) falta de interesse e/ou condições financeiras do poder público em investir na recuperação dessas áreas; c) insuficiência de conhecimentos e falta de investimentos em métodos de adaptação do ambiente às espécies vegetais paisagísticas.
Tabela 5.5 – Quantificação (%) simplificada das classes de uso e ocupação do solo nas áreas de entorno (500, 1.000 e 2.000 m) dos aterros do Grupo 3
Classes V.Albertina S.Amaro
Int. 500 1000 2000 Int. 500 1000 2000 Urbanização 0,9 11 15 26 6 36 51 58 M. A. m. Denso 1 7 7 5 0,1 2 1 1 M. A. Denso 0,1 1 1 0,7 - 0,2 0,2 0,1 M. A. p. Denso 0,4 29 33 34 - 0,2 0,2 0,5 M. Herbáceo 93 48 41 31 79 49 38 29 Água - - - 0,1 - 5 3 6 Solo exposto 5 3 2 2 14 6 5 3
Classes S.Mateus Sapopemba
Int. 500 1000 2000 Int. 500 1000 2000 Urbanização 3 19 27 45 2 52 58 53 M. A. m. Denso 5 5 6 4 - 2 1 3 M. A. Denso 0,1 0,2 0,1 0,1 - - - 0,2 M. A. p. Denso 4 23 19 14 - 0,3 1 3 M. Herbáceo 81 33 32 28 83 37 33 34 Água - 0,1 1 0,3 - - - - Solo exposto 3 2 2 3 16 9 7 6
O aterro Vila Albertina foi o que apresentou maior potencial para re- vegetação, pois está sob menor pressão da urbanização, com alguma expressão das classes maciços herbáceo e arbóreo pouco denso e com presença do
maciço arbóreo muito denso, em todos os cenários de entorno; além de se situar nas proximidades da Serra da Cantareira. Dentre os aterros menos favoráveis à re- vegetação, Sapopemba e Santo Amaro, o primeiro está sob forte pressão da urbanização. O segundo possui como diferencial a classe água, associada ao Rio Grande e à Represa Billings, elementos potencialmente promotores da re- vegetação.
A Figura 5.14 apresenta a classificação de uso e ocupação do solo no entorno dos antigos aterros Raposo Tavares, hoje um parque urbano de mesmo nome e Jacuí, futuro Parque Jardim Primavera.
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A Tabela 5.6 sintetiza os resultados da classificação de uso do solo aplicada aos aterros Raposo Tavares e Jacuí (Apêndice D). A classe maciço herbáceo
(média de 70%) predomina nos seus interiores e a urbanização (média de 75%) nos seus arredores. O maciço arbóreo possui pouca significância, destacando-se os
maciços arbóreo denso e pouco denso, no Raposo Tavares e o maciço arbóreo muito denso, no Jacuí. A água está ausente no interior e nos arredores de ambos os aterros e o solo exposto presente com maior significância nos seus interiores.
Tabela 5.6 – Quantificação (%) simplificada das classes de uso e ocupação do solo nas áreas de entorno (500, 1.000 e 2.000 m) dos aterros selecionados como estudo de caso
Classes Raposo Tavares Jacuí
Int. 500 1000 2000 Int. 500 1000 2000 Urbanização 13 71 68 67 1 77 83 83 M. A. m. Denso 3 1 2 3 6 0,6 0,3 0,2 M. A. Denso 5 0,5 0,2 0,1 - - - - M. A. p. Denso 6 1 2 1 - - - - M. Herbáceo 63 20 23 24 78 18 14 14 Água - - - - - - - - Solo exposto 9 4 3 3 8 3 2 3
O predomínio da vegetação herbácea está associado, muito provavelmente, às técnicas de engenharia preconizadas para recuperação de aterros, como observado nos aterros do Grupo 3, ou ainda, às dificuldades encontradas para desenvolvimento de vegetação de maior porte nesse tipo de maciço. Salienta-se, que no parque/aterro Raposo Tavares, desde a década de 1980, foi implantada vegetação vinculada ao novo uso como parque urbano.
A comparação dos dados obtidos sobre os aterros dos grupos 3 e 4 denotam que há forte pressão da urbanização sobre o Jacuí e, secundariamente, sobre o Raposo Tavares; enquanto que a maior presença de solos expostos nos aterros Sapopemba e Santo Amaro, favorecem a ocorrência de processos de erosão e contaminação. Manchas contínuas de vegetação se destacam nas imediações dos aterros Vila Albertina e São Mateus. A análise geral desses dois grupos de aterros, quanto à re-vegetação, permitiu ordená-los do maior potencial para o menor: Vila Albertina, São Mateus, Santo Amaro, Sapopemba, Raposo Tavares e Jacuí.
5.2.2CONDIÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DOS LIXÕES E DOS ATERROS DESATIVADOS E SUAS