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3. YAPIŞMA OLAYI VE YAPIŞTIRICILARIN GENEL ÖZELLİKLERİ

3.1. Giriş

3.2.4.4. Kimyasal ön işlem

arborização viária e intralote).

Tipo 4 Baixíssima presença de cobertura vegetal em áreas de ocupação urbana consolidada e boa

infra-estrutura, com processo de “esvaziamento” populacional. Organização: Luzia Helena dos S. Barros (2011)

Fonte: SVMA (2008, p. 108).

6 Duas variáveis que compõe esse indicador foram obtidas pelo processamento digital de imagens do satélite LANDSAT, com

A constituição geológico-geomorfológica, a evolução dos sistemas tecnogênicos, os indicadores sintéticos de meio ambiente e os aspectos do município-metrópole são instrumentos que permitem diagnosticar os conflitos e as vulnerabilidades intra-urbanas a que estão expostos os seus moradores. Neste sentido, Meyer, Grostein e Biderman (2004, p.99 e 102) argumentam

[...] O desconhecimento dos aspectos relacionados com a capacidade de suporte do meio natural e suas fragilidades por um processo de urbanização desordenada resultou na multiplicação das áreas de risco, com problemas de inundações, erosão e deslizamentos. As opções de projeto adotadas na ocupação das várzeas, [...] geralmente ocupadas por avenidas, marcaram profundamente o destino urbano dessas áreas e a relação da cidade com os seus rios. A ocupação inadequada de fundos de vale estabeleceu uma relação predatória entre as formas de urbanizar e os recursos naturais. Desconheceu-se a diversidade de feições do sítio urbano e, conseqüentemente, dos condicionantes que deveriam pautar os avanços da urbanização em situações morfológicas diferenciadas. Como resultante, deu-se a ocupação indistinta das planícies aluviais do rio Tietê, do rio Pinheiros e seus afluentes e a ocupação de áreas inadequadas, com solos frágeis e de alta declividade e vulnerabilidade a processos erosivos, especialmente a partir do momento em que a urbanização extrapolou os limites físicos e geomorfológicos da bacia sedimentar de São Paulo, que ocorreu na década de 1960.

A percepção da paisagem urbana envolve a compreensão da sua dinâmica por meio da caracterização e interpretação dos processos naturais e antrópicos atuantes no meio. Segundo Forman (1999) a paisagem pode ser percebida, quando avistada em sobrevôo, como um mosaico composto de mancha-corredor-matriz, seja ele floresta, deserto, agrícola ou urbano. Para Dramstad et al. (1996) esses elementos, que compõe o padrão estrutural da paisagem, são os instrumentos de comparação entre diferentes paisagens e, também, de planejamento do solo e da arquitetura da paisagem; visto que o padrão espacial controla fortemente os movimentos, fluxos e mudanças. Bertrand (1971, p. 2) especifica que a paisagem está diretamente relacionada à noção de escala e que

[...] A paisagem não é a simples adição de elementos geográficos disparatados. É, numa determinada porção do espaço, o resultado da combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos que, reagindo dialéticamente uns sobre os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissociável, em perpétua evolução [...]

Christofoletti (1981, p. 14) afirma que a paisagem pode ser entendida, como subjetiva, o que decorre da percepção realizada pelo observador e, também, como um elemento objetivo, demarcado no espaço

[...] A paisagem surge como fato concreto, tendo por essência uma conotação espacial. Ela pode ser delimitada mais ou menos nitidamente, e

sua extensão é cartografada. Ao contrário, a noção de ecossistema não possui dimensão, não é espacializada nem concreta. É mais uma formulação sistêmica de entrosamento funcional, analisando os processos atuantes entre várias categorias de elementos (seres vivos).

O termo paisagem foi utilizado inicialmente pelo geobotânico alemão

Alexander Von Humbolt, no início do século XIX, correspondendo a “característica total de uma região terrestre” (Metzger, 2001). Em 1938, o ecologista e geógrafo alemão Carl Troll afirmou que os termos ecologia e paisagem se relacionavam intimamente e ao “meio ambiente do Homem” (Ndubisi, 2002), iniciando a linha de pesquisa da Ecologia de paisagens (Landshaftsökologie) e, retomando idéia proposta, em 1850, pelo filósofo e geógrafo Rozenkranz (Troppmair, 1985).

A ecologia de paisagens introduz uma forma de análise única que conjuga tanto as relações verticais (interna às unidades) como horizontais (entre as unidades espaciais), que compõem um complexo de sistemas (rocha, água, ar, plantas, animais e o homem) com fisionomia distinta e paisagem reconhecível (Forman e Godron, 1986).

Pellegrino (1995, p. 26) comenta que

[...] Com o reconhecimento de que o distúrbio, seja causado pelos seres humanos ou induzido por forças da natureza, é a condição normal de qualquer ecossistema, a ecologia da paisagem difere ideologicamente da maioria da literatura existente sobre ecologia, procurando uma posição mais balanceada, ainda que não antropocêntrica, na qual assume, que todas as paisagens, das matas às áreas centrais das cidades, compartilham de um modelo estrutural similar. A ecologia da paisagem ao traduzir para uma linguagem comum de estrutura, função e mudança oferece um papel mediador entre as ciências ambientais e os interventores na paisagem, criando uma estrutura analítica que permite um entendimento mais integral

da dinâmica espacial das paisagens.

O uso e ocupação do solo determinam as possíveis pressões ou impactos advindos das intervenções antrópicas sobre os ambientes naturais, possibilitando a integração entre os dados sobre o meio biofísico e socioeconômico, bem como é fundamental à análise de fontes de poluição (Santos, 2004).

Como visto, as diversidades socioambientais, funcionais, econômicas e estruturais da paisagem paulistana podem ser observadas por vários instrumentos e analisadas por diferentes pontos de vista e linhas de pesquisa. Dentre alguns instrumentos, foi selecionado, como base de estudos, o mapa de uso e ocupação do solo (Figura 5.4), obtido pelo processamento digital da imagem do satélite japonês

Figura 5.4 – Mapa de uso e ocupação do solo do Município de São Paulo, elaborado a partir de processamento de imagem ALOS/2007

O mapa de uso e ocupação do solo destaca a consolidação da urbanização (edificação e sistema viário asfaltado) na parte central do município, que se estende para sudoeste e leste. A classe maciço arbóreo pouco denso ocorre no extremo norte e sul, enquanto que a classe maciço herbáceo aparece com expressão na sua porção sul, ao longo do trecho médio do Rio Pinheiros, no extremo leste e, mais rarefeita, na porção noroeste. A classe água destaca as represas Billings e Guarapiranga, enquanto que a silvicultura, que corresponde à plantação de eucaliptos, está restrita ao extremo sul do município.

5.1.1METODOLOGIA PARA OBTENÇÃO DO MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NO

Benzer Belgeler