• Sonuç bulunamadı

Türkiye'nin ve Türk Azınlığın Asimilasyona Tepkileri

2. BULGARİSTAN'IN TÜRK AZINLIĞA YÖNELİK ASİMİLASYON POLİTİKASI VE

2.2. Türkiye'nin ve Türk Azınlığın Asimilasyona Tepkileri

O equilíbrio ténue entre secretismo e transparência tem recentemente sido desfeito com intervenções de responsáveis da administração, visando salientar que as “execuções seletivas” estão em conformidade com as leis, incluindo o Direito da Guerra. Neste esforço de transparência, são justificados os procedimentos legais e operacionais que sustentam a condução da Guerra Aérea Remota. Em resposta oficial à ONU, relativamente à legalidade da política americana de “execuções seletivas”, os EUA salientam que a administração tem desenvolvido um esforço de transparência no sentido de discutir publicamente esta conduta (Emmerson, 2012:57).

Apesar destas justificações legais e éticas constituírem um progresso no sentido de esclarecer a atividade governamental, anteveem-se como possíveis um conjunto de medidas que podem tornar este programa mais transparente, credível, legítimo, e em última análise, moralmente mais aceitável. Caso isto não se verifique, poderá concretizar-se uma perspetiva americana de soberania global em sobreposição ao direito tradicional de soberania individual. Nesse âmbito, afigura-se essencial a recomendação do Relator Especial da ONU, Christof Heyns (2012:28), para que os EUA continuem a explicar de forma mais detalhada as regras do Direito Internacional que cobrem a modalidade de “execuções seletivas”, explicitando as bases para a decisão de matar em vez de capturar determinados indivíduos, ao mesmo tempo que esclarecem se o ataque foi perpetrado com autorização do Estado onde ocorre. Para além disso, os EUA deverão tornar público o número de civis mortos em resultado dos ataques, assim como os procedimentos estabelecidos para minimizar a sua ocorrência.

Parece-nos que um debate público mais aprofundado acerca do âmbito, direção e dimensão do programa, assim como a sua integração na estratégia de segurança nacional desmistificaria grande parte do problema. Em primeiro lugar, e no seguimento da oficialização da existência do programa, tornar a divulgação de informação mais credível, transparente e disponível ao público, permitindo uma avaliação imparcial dos resultados dos ataques. As necessidades de maior esclarecimento incluem informação mais credível acerca do processo de nomeação de alvos, em particular de quem participa no processo de decisão, quem pode ser selecionado e em que condições, quais os padrões de indícios que permitem efetuar os ataques, bem como a divulgação oficial dos resultados dos ataques para garantir a responsabilização e eventuais compensações às famílias das vítimas.

À medida que a Guerra Remota se alastra, maior é a necessidade do escrutínio. Em particular quando se generaliza e amplia o universo de possíveis alvos. Relatos de que a política de “execuções seletivas” se estará a expandir para além dos alvos de “personalidade”165para uma modalidade baseada na “assinatura” dos alvos166 parecem

configurar estas preocupações (Miller, 2012). Esta prática crescente assenta no estudo do padrão de comportamento de indivíduos, que apesar do desconhecimento da sua identidade, permite estabelecer relações com atividades terroristas. Assim, acrescenta

165 Indivíduos cujo nome é conhecido e que integram uma lista de alvos de alto valor, sendo o seu ataque

autorizado nominalmente pelos mais elevados escalões governamentais.

maior opacidade a este processo, na medida em que o alvo não necessita de ter uma identificação positiva, nem estar integrado numa lista de alvos, para ser abatido. Desta forma, com o relaxar do escrutínio advirá um risco acrescido para os inocentes.

Só é possível verificar a legalidade desta conduta se ela for sujeita a confirmação factual, quer do contexto em que as decisões foram tomadas, quer da execução da operação propriamente dita. Assim, vários pedidos foram submetidos ao governo americano para acesso a documentação que possibilite uma maior transparência na condução destes programas, nomeadamente os memorandos do Departamento de Justiça que autorizam a morte extrajudicial de terroristas americanos suspeitos (ACLU, 2012). Isto revela que sem um processo de responsabilização pública não é possível garantir um elevado grau de confiança nos dados oficiais acerca dos danos colaterais Nesse sentido, a ONU lançou em janeiro de 2013 uma investigação acerca das baixas civis causadas pelos ataques de drones, no sentido de efetuar recomendações sobre a responsabilidade dos Estados em conduzirem investigações imparciais acerca da legitimidade e proporcionalidade de tais ataques (United Nations, 2013).

A transferência da responsabilidade operacional dos ataques da CIA para os comandos militares americanos traria também vantagens legais e tornaria o processo mais transparente. O ramo executivo é sujeito a supervisão através da informação regular a membros do Congresso acerca das atividades contraterroristas, incluindo o seu enquadramento legal (Holder, 2012). No entanto, a existência de diferentes programas de “execuções seletivas”, torna difícil o seu controlo (Nolin, 2012:9). Por exemplo a CIA reporta perante a Comissão do Senado sobre Intelligence, enquanto os militares submetem-se à Comissão das Forças Armadas. Para além disso, as listas de alvos das duas organizações não são coincidentes, tal como os processos de notificação. Enquanto a CIA é obrigada a reportar os ataques até 24 horas da sua ocorrência, os militares demoram vários dias. Por outro lado, a cadeia de comando militar é claramente definida enquanto as linhas de responsabilidade da CIA estão mais diluídas.

Uma maior integração entre as operações militares americanas e paquistaneses, à semelhança do que ocorre no Afeganistão com as forças afegãs, pode conferir maior soberania nacional ao Paquistão nas questões de segurança. Um programa mais transparente, com cooperação operacional explícita do Paquistão, contribuiria para aumentar a responsabilidade relativamente às baixas civis causadas. Ao demonstrar que a campanha contraterrorista serve os interesses dos EUA e do Paquistão, contribuiria

também para diminuir o crescente sentimento antiamericano neste país. Para além disso, o ritmo intenso de ataques agrava a aliança, já por si instável, ameaçando desestabilizar um país com armamento nuclear.

Este aumento de transparência e responsabilização contribuirá para aumentar a eficácia desta modalidade como resposta contra o terrorismo. A postura ativa passaria por explicar as bases morais e legais desta opção, e assegurar à comunidade internacional que esta tática é apenas empregue quando não existem outras alternativas razoáveis para impedir a ameaça aos EUA. A conjugação desta postura com uma melhoria tecnológica, de informações e de protocolos de decisão e execução transparentes permitiria uma maior confiança popular.

Gary Solis (2007:130) defende que a era atual, em que atores não estatais se envolvem em violência transnacional, exige uma reinterpretação do Direito da Guerra à luz da realidade, de modo a adequar os parâmetros que regulam o targeting, para permitir o emprego de novas táticas mais eficazes na luta contra o terrorismo. Segundo esta linha de raciocínio a tática de “execuções seletivas” constitui a aplicação mais natural dos princípios de jus in bello nas guerras contra o terror. Este argumento defende que se a humanidade aceita a legitimidade moral da morte em larga escala de combatentes em guerras convencionais, então não deveria criar objeções morais às “execuções seletivas” de terroristas nas guerras atuais. Nesta perspetiva, os danos colaterais são minimizados, enquanto a concentração de força letal num alvo individual aumenta a probabilidade que o seu sofrimento não seja desnecessariamente maior ou prolongado. Todavia, concordamos com David Glazier (2011:33) quando este legalista afirma ser um erro assumir a necessidade de novo enquadramento legal para acomodar uma nova tecnologia. O Congresso Americano autorizou o Presidente a conduzir um conflito armado contra a Al-Qaeda e seus afiliados, e o Direito da Guerra fornece parâmetros legais suficientemente permissivos para regular o emprego de UAS, pelo menos quando são empregues pelas forças armadas.

A centralidade dos UAS na Guerra moderna poderá ser posta em causa se não existir uma franca honestidade acerca dos benefícios, mas acima de tudo sobre os custos e vulnerabilidades do seu emprego, procurando prevenir os erros no futuro. Parece óbvio que, considerando as vantagens e os custos desta tática, a solução não passa por banir as “execuções seletivas”, nem tão pouco os UAS como instrumentos privilegiados, mas antes do mais, por moralizar esta prática.

3. A moralidade da distância e da Guerra sem risco: a desumanização dos