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Türkiye‟nin Genel Ortadoğu Politikaları

I. BÖLÜM

1.1. Türkiye‟nin Genel Ortadoğu Politikaları

vítima e para a sua completa reparação.60

Arremata Massimo Franzoni afirmando que um dos resultados mais importantes alcançados pelos estudiosos da responsabilidade civil nos anos 60 foi ter definitivamente separado a culpa da ilicitude de fato. Aduz que a responsabilidade civil perdeu, assim, o caráter de punição da ação lesiva, e, na espécie aquiliana, o fato produtivo do dano ressarcível tem assumido um papel de primeiro plano. E termina por expressar que, uma vez quebrada a equiparação entre a ilicitude do fato e a culpa, a conduta assumiu uma fisionomia autônoma e desligada do perfil subjetivo da vontade do agente, para assumir aquela do simples meio, causa ou critério de ligação entre o sujeito tido como responsável e um certo evento de dano ressarcível61.

2.12 BREVE NOTÍCIA ACERCA DOS NOVOS RUMOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL

A responsabilidade objetiva fundada na doutrina do risco daria ensejo, neste exame do desenrolar da história da responsabilidade civil, à abertura de mais um item dentro deste mesmo capítulo, mas, constituindo se no próprio núcleo do tema que se propôs a estudar nesta dissertação, sua evolução merece exame em capítulo apartado, como se fará a seguir.

Antes disso, contudo, ficam três anotações sobre os rumos que a responsabilidade civil tomou a partir da segunda metade do século passado, já que se está tratando de sua evolução.

A primeira anotação é trazida por Arnoldo Wald, noticiando que a doutrina passou a ver a responsabilidade como e não mais como dever de indenizar, concebendo a independentemente da violação de um dever específico, constituindo

60

* * +* * * + * * : uma cláusula geral no Código Civil de 2002. Tese (Livre Docência em Direito Civil) – Programa de Pós Graduação em Direito, Universidade de São Paulo, São Paulo, p. 44.

61

o dano a suficiente prova de que o dever de garantia já foi violado62, sendo seguido na mesmíssima esteira por Orlando Gomes, para quem “o dever de indenizar o dano produzido sem culpa é antes uma garantia do que propriamente responsabilidade”.63

A segunda anotação se deve ao magistério de Caio Mário da Silva Pereira, alertando sobre a passagem da responsabilidade civil de individual para social, desaparecendo a seguir por meio da ideia de socialização dos riscos, cujo surgimento obedece a três etapas de desenvolvimento: numa primeira fase, ocorre a extensão da responsabilidade pela prática do seguro, que distribui o risco entre os segurados, sendo que o seguro é a complementação da responsabilidade; numa segunda fase, a socialização dos riscos é assegurada diretamente pela seguridade social, a cargo de organismos coletivos que assumem os riscos sociais, sendo a responsabilidade o complemento da seguridade social; numa terceira fase, a vítima só pode reclamar da seguridade social, que não obtém reembolso contra o responsável, havendo a repartição coletiva dos riscos, com a exclusão da responsabilidade individual.64 Segundo Sérgio Cavalieri Filho, por esse novo enfoque, o dano “deixa de ser apenas contra a vítima para ser contra a própria coletividade, passando a ser um problema da sociedade”65, sendo o seguro uma das técnicas utilizadas no sentido de se alcançar a socialização dos riscos, como nos casos do DPVAT e do seguro social do INSS.

Corroborando tal afirmação, Carlos Roberto Gonçalves trás a afirmação de que “o século XXI, por seu turno, haverá de pôr em prática um sistema verdadeiramente novo de responsabilidade, que já se manifesta em alguns países, como Nova Zelândia”, gerando “um sistema de cobertura social de todos os danos, com base em fundos públicos e sem prejuízo das ações de regresso, em sua modalidade mais enérgica”.66

A terceira informação para o fecho desta evolução histórica vem corroborar a primeira, referente à Lei de Responsabilidade do Operador de Instalação Nuclear (nº

62

* * +* * * * A obrigações e contratos% São Paulo: Sugestões Literárias, 1972, p. 424.

63

*- 8: . 4. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1976, p. 374.

64

* *8: * * +* * , p. 289.

65

& - * * +* * . 7. ed. São Paulo: Atlas, 2007, p. 138.

66 ITURRASPE,

* * * * , Buenos Aires: Ed. Hammurabi, 1979, p. 29 30, GONÇALVES, Carlos Roberto. * * * * * * , p. 13.

6.453/77), que, para Carlos Alberto Bittar, já gerou um novo sistema de responsabilidade civil, impondo se o dever indenizatório mais que independente da culpa, prescindindo se mesmo da própria conduta e do nexo causal no trato com as práticas nucleares, nos seguintes termos:

Por fim, em meados do nosso século, a deflagração de atividades nucleares (exploração do átomo, em especial em escala industrial) veio acrescer mais fatos peculiares à teoria da responsabilidade, com a ampliação infinita dos riscos para a sociedade, exigindo, em face do respectivo espectro, a construção de regime próprio de responsabilidade (entre nós definido na Lei nº 6.453/77), em que se prescinde da ação do agente em relação ao evento, e também do nexo causal.67

E, tendo em vista toda essa evolução, Giselda Hironaka afirma, como que num resumo de sua obra, que:

O evoluir jurisprudencial, então, cada vez mais, passa a registrar decisões que se expressam em termos de presunção de responsabilidade e não presunção de culpa. Como uma espécie de responsabilidade pressuposta. Nem fundada na culpa, nem derivada do risco.68

E é por isso que Cláudio Luiz Bueno de Godoy chama a atenção para que ganha corpo a ideia de coletivização, de socialização da responsabilidade civil, o que, segundo ele, para muitos autores, inclusive, trata se de corolário forçoso da lógica do risco, enunciando o que se convencionou chamar de estado de seguridade, erigido ao pressuposto de que o dano afeta toda a sociedade e, da mesma maneira, a sua recomposição, constatando também o autor que “as atividades que criam risco não raro beneficiam também a coletividade, razão lógica a que, então, se dilua responsabilidade pelos danos daí advindos”.69

Feito esse breve exame da evolução histórica da responsabilidade civil, cumpre adentrar no tema específico deste trabalho, iniciando pelo estudo da doutrina do risco como propulsora da responsabilidade objetiva.

67

Responsabilidade civil nas atividades perigosas. In: * * * * A doutrina e jurisprudência. São Paulo: Saraiva, 1984, p. 33.

68

* * , p. 295 296.

69

* * +* * * + * * A uma cláusula geral no Código Civil de 2002, p. 37.

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Fantásticas as seguintes passagens da obra de Giselda Hironaka para a introdução deste capítulo:

Se, no passado, antever futuro e prevenir se dos fenômenos relacionados ao risco foi tarefa desempenhada exclusivamente pelos deuses integrantes do Olimpo – como a deusa Fortuna, por exemplo, a quem Júpiter atribuiu o poder de tomar decisões acerca do destino humano – no presente é possível tratar a idéia do risco e da incerteza de modo tão racional que a previsão determinística da álea fica, por assim dizer, praticamente deitada por terra. Hodiernamente, há uma significativa participação humana na assunção dos riscos, e, conseqüentemente, haverá de ocorrer assunção, também, da responsabilização que daí decorre. O cerne da preocupação dos dias atuais desenvolve se no sentido de não mais restar irressarcido nenhum dano ao qual estejamos, todos nós, expostos, em conseqüência da atividade por outrem desempenhada. Ou, pelo menos, que haja uma progressiva, mas incessante e sensível diminuição das hipóteses de irressarcibilidade. Suportar de modo fatalista a conseqüência danosa a que estamos submetidos, em decorrência do risco que impregna a atividade de outrem já não é mais o destino intransponível das vítimas, nem sequer a carga que, a cada um, é designada, sem alternativa. A causa de atribuição divina afasta se, cada vez mais, da solução almejada, pois sua imposição fere o sentido do justo e do equânime.70

Para ela, Giselda Hironaka, então, “o risco é uma opção e não um destino”.71

Isso porque, segundo a autora, “O homem atual tem o domínio da teoria das probabilidades e, por isso, administra melhor o risco”, assim, “ele é capaz de desencadear opções mais ousadas, em sua vida e em sua empresa, obtendo com isso, via reflexa, um extraordinário impulso no desenvolvimento das tecnologias e dos sistemas econômicos”.72

Giselda Hironaka afirma que, “o homem tornou se, indubitavelmente, mais ousado, mais corajoso, predisposto a correr mais risco em prol do progresso e do desenvolvimento”, desvencilhou se “das asas ou do império da divindade e enfrentou o desconhecido, expondo se a tomar decisões acerca de um espectro bem mais amplo e a respeito de lapsos temporais bem mais extensos do que em qualquer outra fase da evolução dos costumes”.73

70 * * , p. 106. 71Ibidem, p. 106. 72 Ibidem, p. 107. 73 Ibidem, p. 108.

E a civilista termina por afirmar que:

O tempo de atribuição da responsabilidade por danos a deuses, bruxas e divindades de qualquer espécie distancia se como distantes estão a Idade Média e a própria Renascença neste início de milênio; o enfoque primordial da lei, a preocupação essencial da sociedade que se quer solidária repousa – e deve repousar – na atenção ao direito da vítima, buscando se a formulação de um princípio que vise, antes de tudo, assegurar a ordem social e a salvaguarda da dignidade daquele que, sem sua culpa, sofre dano derivado da atividade de outrem, caracterizada pela escolha relativa à assunção de risco.74

3.1 LOCAL E MOMENTO DE SEU SURGIMENTO

Foi na França que a responsabilidade objetiva fundada na doutrina do risco encontrou seu campo mais fértil de desenvolvimento doutrinário, pelo trabalho de Raymond Salleiles e Louis Josserand, entre o final do século XIX e o início do século XX.

O tema ganhou realce quando da exegese do § 1º do artigo 1.384 do Código Civil francês de 1804, que, para uns, contemplava a teoria do risco.75

De acordo com Wilson Melo da Silva76, a obra de Salleiles, quanto ao exame das teses subjetiva e objetiva da responsabilidade civil, pode ser reproduzida não por uma linha ascendente, mas por uma curva, isso porque o citado jurista francês teria iniciado sua construção doutrinária de maneira moderada, admitindo a convivência entre ambas, para depois sustentar a superação total da responsabilidade subjetiva pela objetiva, e, ao final, retornar ao convencimento de que as duas tinham seu espaço dentro da ordem jurídica, como passamos a demonstrar.

No início, isto é, antes de 1897, Salleiles, pelos idos de 1889, mesmo acolhendo a tese da responsabilidade objetiva pelo risco, em virtude da interpretação do mencionado § 1º do art. 1.384 do Código Civil Napoleônico, ainda admitia a

74 * * , p. 111. 75LIMA, Alvino. * + , p. 121. 76 SALLEILES, Raymond. ! ++* * * * . +* * , Paris: Ed. A.

existência da responsabilidade subjetiva por força da disposição do artigo 1.382 do mesmo código.77

Então, em 1897, Salleiles publica sua obra ! " +

0 ' , com apenas 97 páginas. Partindo das disposições do § 1º do art. 1.384 do Código Civil francês (que agasalhava a teoria objetiva do risco), ele chega até o artigo 1.382 do mesmo diploma legislativo (que, em princípio, contemplava a teoria subjetiva da culpa). Afirma que a palavra prevista no art. 1.382 deve ser entendida como sinônima do termo inserido no § 1º do art. 1.384, como equivalente de simples causa, ordinária, de qualquer prejuízo: o dano é simples questão de azar e não de culpa.78

Posteriormente, no entanto, em 1911,

[...] ao examinar, em face dos pronunciamentos da Corte do Canadá, a questão atinente à responsabilidade civil por fato das coisas, volta à primeira fase, à fase da moderação, quando termina por sugerir que fossem deixadas de lado suas palavras.79

O embate doutrinário não se encerrou, e, em 13 de fevereiro de 1930, por meio de célebre aresto, a Corte de Cassação de Paris lançou fortes argumentos em favor da teoria do risco, no que foi acompanhada por seu mais fervoroso defensor, um dos conselheiros do mesmo colegiado, Louis Josserand, que dedicou ao julgado uma de suas conferências, aquela pronunciada na Faculdade de Direito de Coimbra, demonstrando que o venerando decisório consagrou de vez a tese de que o § 1º do artigo 1.384 do Código Civil francês tratava de hipótese de responsabilidade regida pela teoria do risco.80

Para produzir essa conferência, Josserand buscou subsídios acerca da concepção da responsabilidade civil objetiva fundada doutrina do risco na citada obra de

77 SALLEILES, Raymond. !

++* * * * . +* * , Paris: Ed. A.

Rousseau, 1897, p. 74, SILVA, Wilson Melo da. * * + , p. 50.

78

SALLEILES, Raymond. ! ++* * * * . +* * , Paris: Ed. A.

Rousseau, 1897, p. 74, SILVA, Wilson Melo da. * * + , p. 49 51.

79SILVA, Wilson Melo da.

* * + , p. 51.

80

Raymond Salleiles denominada ! " + 0 ' , de 1.897.81

Além de citar a obra de Salleiles como uma de suas fontes para a adoção da responsabilidade civil pela doutrina do risco, Josserand ainda fez uma justa homenagem à jurisprudência, verdadeira propulsora da teoria objetiva, afirmando que,

A evolução da responsabilidade se tem produzido com um mínimo de intervenção legislativa: ela foi, sobretudo, obra da jurisprudência, que, na França, na Bélgica e em outros países, tem sabido tirar partido maravilhoso dos textos e dos princípios que tinha à sua disposição e os tem acomodado ao gosto do dia, com uma oportunidade, um senso das realidades práticas e uma engenhosidade verdadeiramente admiráveis.82

O trabalho de Salleiles publicado em 1897, juntamente com a doutrina de Josserand, que, em exame ao § 1º do art. 1.384 do Código Civil francês, concluiu pela tese da responsabilidade objetiva quanto ao fato das coisas, deu origem à edição daquela que Georges Ripert denominou a “grande” Lei de 9 de abril de 1898, dispondo sobre os acidentes de trabalho, impregnada da ideia de responsabilidade sem culpa, resultando em que “pouco a pouco viu se o princípio do risco profissional ganhar as indústrias, as explorações comerciais, as explorações florestais e agrícolas e os empregos domésticos”83, acolhendo, inequivocamente, a tese da responsabilidade objetiva.

A exploração de uma mina, segundo a jurisprudência francesa, como apontado por Louis Josserand, já no início do século passado, era tida como atividade de risco,

respondendo civilmente o proprietário “ 1

( ”.84

Firmou se, então, o entendimento de que a responsabilidade objetiva foi impulsionada pela citada obra de Salleiles, de 1897, como deu conta Josserand em

81 SALLEILES, Raymond. !

++* * * * . +* * , Paris: Ed. A.

Rousseau, 1897, , JOSSERAND, Louis. Evolução da responsabilidade civil. * ? , n. 456, p. 52 63.

82

Evolução da responsabilidade civil. * ? , n. 456, p. 559.

83RIPERT, Georges.

- *- 8: +* * , p. 209.

84

+4 +* * . Tradução de Santiago Cunchillos y Manterola. Buenos Aires: Edições Jurídicas Europa América, Bosch y Cia Editores, 1950, p. 444.

sua conferência de 1930, interpretando a decisão da Corte de Cassação de Paris acerca do § 1º do artigo 1.384 do Código Civil francês.

Sem prejuízo, todavia, desta consolidada ideia, o jurista húngaro G. Marton, segundo Aguiar Dias, propugnou que as primeiras noções acerca da responsabilidade sem culpa foram de Thomasius e Heineccius, partidários da escola de direito natural, ainda no século XVIII, impondo a na situação daquele desprovido de discernimento e causador de um dano a outrem, princípio que acabou positivado no código prussiano, mas afinal isolado e desvanecido, praticamente sem deixar vestígio, durante a expansão do direito romano na Alemanha no século XIX. A referência que se fez foi ao § 16 do título 6º da 1ª parte do código prussiano de 1794, onde se falava em 2 3 , obrigando o autor à reparação em dados casos, e ao § 72, estabelecendo explicitamente que aquele que guarda animais que, embora perigosos por seu caráter, não são utilizados, ordinariamente,

na economia rural ou urbana, responde, também, .85

Sobre as origens da positivação da responsabilidade objetiva, Aguiar Dias ainda faz menção ao Código Civil austríaco de 1811, em cujo § 1.310 se instituía a reparação por ato praticado sem culpa ou involuntariamente.86

Enneccerus, Kipp e Wolf, informam que “la responsabilidad por los daños causados en virtud de exploraciones peligrosas sin culpa del empresario se introdujo primeramente para los ferrocarriles por obra del § 25 de la ley prusiana de ferrocarriles de 3 de noviembre de 1838”.87

Por fim, Wilson Melo da Silva noticia casos de responsabilização sem culpa no direito romano, e, antes ainda, na velha Grécia.88

Mesmo com essas considerações, Aguiar Dias deixa isenta de qualquer dúvida a constatação de que foram os franceses os maiores divulgadores da teoria objetiva, a partir da segunda metade do século XIX, devendo se ao seu trabalho de

85

MARTON, G. ! * * . +* * . Paris, 1938, p. 158, DIAS, José de Aguiar. * * +* * , p. 65 66.

86

* * +* * , p. 66.

87

ENNECCERUS, Ludwig; KIPP, Theodor; WOLFF, Martín. +4 +* * A derecho de obligaciones. Tradução de Blas Pérez González e José Alguer. Buenos Aires: Bosch Publicaciones Jurídicas, 1948, p. 712.

88 GIOVANNI, Pacchioni.

* * +* * * * Pádua, 1940, p. 66, SILVA, Wilson Melo da.

sistematização o impulso tomado pela doutrina do risco, sendo Salleiles e Josserand os precursores da matéria, assentando se na literatura francesa a ordem de ideias alemãs anteriormente vistas.89

Vale a informação histórica de Giselda Hironaka de que a primeira decisão fundamental no tema da Corte de Cassação foi dada em 16 de junho de 1896, e ficou conhecida pelo nome de “L’ Arrêt Teffaine”. Dizia respeito ao acidente de um operário em decorrência de uma explosão num rebocador a vapor. A Corte Suprema acolheu, à época, um novo princípio segundo o qual a pessoa era responsável pela coisa que lhe pertencia. O proprietário do rebocador não conseguiu, portanto, exonerar se da responsabilidade provando a culpa do construtor do rebocador, e indenizou a viúva e as crianças do operário morto. Segundo Giselda Hironaka, essa decisão fundamental costuma ser referida como o primeiro passo em direção, pela via jurisprudencial francesa, da noção de risco.90