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Türkiye’de Ombudsman Kurulmasına Yönelik Girişimin

4.2. Türkiye’de Mükellef Haklarının Korunmasına Yönelik Yeni Gelişmeler

4.2.2. Türkiye’de Ombudsman Kurulmasına Yönelik Girişimin

É preciso esclarecer o porquê das pontuações referentes às agências fomentadoras de pesquisas no país. Falar de pesquisa científica, construção e constituição da ciência, pós-graduação, revista científica é falar também das agências de fomento/financiamento à produção acadêmica, que não deixam de ser também agências reguladoras das ciências e suas produções.

No Brasil, são instituições diretamente ligadas ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e ao Ministério da Educação (MEC), que promovem, fomentam, avaliam e regulam o desenvolvimento científico e tecnológico.

Muito embora apenas na década de 1950 seja implantado no país um órgão de coordenação e orientação da produção científica, o desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil esteve, desde seus primórdios, relacionado direta ou indiretamente à atuação do Estado, ao qual sempre coube a maior parcela de responsabilidade na promoção do desenvolvimento das instituições de ciências e tecnologia no país (ROMANI, 1982, p. 135).

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 1951, objetiva “promover e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico do País e contribuir na formulação das políticas nacionais de ciência e tecnologia”12. É um órgão diretamente vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MTC) e busca estimular e favorecer as pesquisas científicas em todas as áreas de conhecimento, bem como a formação de pesquisadores em âmbito nacional. O CNPq, através de políticas de fomento a pesquisa, concede seus recursos na modalidade de bolsas, financiamento a _____________

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CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO –

projetos e outros. Sua história-memória se amalgama com a trajetória da própria ciência no Brasil.

A criação do CNPq em 1951 (Lei no. 1.310 de 15 de janeiro) constitui importante marco nas relações Estado-ciência, estabelecendo, pela institucionalização do papel do Estado enquanto patrocinador direto de pesquisas, novo padrão de relacionamento pelo qual este assume explicitamente a condição e apoio da atividade de produção científica (ROMANI, 1982, p. 135).

Desde 1949, um grupo de 22 pesquisadores trabalhava na redação de um projeto de lei que instituísse o CNPq. Em 1951 foi criado o órgão com a estrutura organizacional definida em presidência; vice-presidência; conselho deliberativo; divisão técnico-científica; divisão administrativa e consultoria jurídica. As comissões técnicas foram dispostas em setores: Matemática; Química; Física; Biologia; Geologia; Agronomia; Tecnologia.

Entre os anos de 1956 e 1964, o CNPq voltou seus esforços à formação e à criação da carreira de pesquisador, à seleção, organização e tratamento das informações técnicas e científicas, às questões ligadas à energia nuclear, à física e à biologia. Em 1956, há cortes drásticos em seu orçamento, comprometendo o desempenho do órgão, principalmente no que diz respeito ao apoio a pesquisas aplicadas e ao fomento de pesquisas científicas individuais.

Em 1964, na institucionalização de um governo ditador e militar, vem à tona o debate sobre o lugar do CNPq nas políticas de ensino e pesquisa nacional, juntamente com a proposta de extinção do órgão. Em novembro de 1964, alteram-se suas leis de criação, aumentando suas funções e atuações, juntamente com a reformulação das políticas de ciência e tecnologia no país.

Também é criada a área de ciências sociais que, em 1974, transforma- se no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico participando ativamente na elaboração do Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PBDCT – 1972) e no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT – 1984). O CNPq também coordenou o Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia (SNDCT – 1975) e, em

1985, sob um novo estatuto e um governo em transição, o órgão passa ser diretamente ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.

Outro instituto importante no que diz respeito à pesquisa no país é o de Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que tem como objetivo primeiro a “expansão e consolidação da pós-graduação stricto

sensu (mestrado e doutorado) em todos os estados da Federação”13 Também trabalha fortemente para a disseminação e acessibilidade às produções científicas do Brasil, assim como nos procedimentos avaliativos dos periódicos científicos.

Desde 2007 vem se dedicando à formação de profissionais para atuação na educação básica em todo o território nacional. Sua estrutura organizacional está dividida entre presidência, conselhos superior, técnico científico da educação superior, técnico científico da educação básica, além das coordenadorias que tratam da gestão de pessoas, recursos logísticos, orçamento e finanças, e informática.

Fundada no mesmo ano que o CNPq, em 195114, década em que

igualmente era criado o IBBD (1954), a CAPES tinha como objetivo “assegurar a existência de pessoal especializado em quantidade e qualidade suficientes para atender às necessidades dos empreendimentos públicos e privados que visam ao desenvolvimento do país” (CAPES, 2012). Com o início de mais um governo de Getúlio Vargas, a palavra de ordem era a retomada de desenvolvido científico que consolidaria a independência econômica do país. Juntamente como o desenvolvido industrial, requeria-se a formação de recursos humanos altamente qualificados e capazes de lidar com o novo cenário. Assim, dispor de

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Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. História e missão. Disponível em: <www.capes.gov.br/sobre-a-capes/história-e-missao>. Acesso em: 23 dez. 2010.

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Também no ano de 1948 é criada a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC, nos mesmos modelos de outras sociedades como a americana, argentina, britânica e francesa, formada por um grupo de pesquisadores das mais diversas áreas que acreditavam nas ciências como fonte de desenvolvimento e progresso.

pesquisadores nas áreas de Química, Matemática, Física e Ciências Sociais era importante e urgente.

A CAPES nasceu pelas mãos do educador brasileiro professor Anísio Teixeira, um dos responsáveis pela elaboração do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova (1932). Em 1953 é criado o Programa Universitário que, além de trazer professores estrangeiros como visitantes nas universidades federais de todo o país, fomenta o intercâmbio e o sistema de cooperação com universidades de outros países, onde pesquisadores brasileiros iam estudar. No ano de 1961, o órgão ficou diretamente subordinado à Presidência da República, ainda tendo Anísio Teixeira em sua direção. Com o golpe militar, em 1964, mudam os diretores e coordenadores e o órgão volta a ser vinculado ao Ministério da Educação e Cultura – MEC.

Um ano após os militares assumirem o poder, são criados 38 cursos de pós-graduação, sendo 27 deles em nível de mestrado e 11 em nível de doutorado. No ano seguinte, inicia-se o desenvolvimento do projeto intitulado Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), com novas definições nas searas educacionais, como a reforma universitária e regulamentação das pós- graduações no país.

Nesse ínterim, a CAPES assume novos papéis e passa a ter mais recursos para a formação e qualificação dos professores universitários das instituições públicas nacionais. Também tem sob a sua responsabilidade a expansão dos cursos de pós-graduação em todo o país. É em 1974 que vê sua estrutura modificada, ganhando autonomia administrativa e financeira. “A CAPES é reconhecida como órgão responsável pela elaboração do Plano Nacional de Pós-Graduação Stricto Sensu, em 1981, pelo Decreto nº 86.791” (CAPES, 2012). Cabe também ao órgão elaborar, coordenar e avaliar as atividades referentes aos cursos de terceiro grau, objetivando manter a qualidade das instituições de ensino superior e estreitar as relações com pesquisadores, departamentos e universidades.

Mesmo com esse papel central nas políticas de pós-graduação em todo o país, em 1990, no governo de Fernando Collor de Melo, a CAPES é extinta. Um grande movimento de ordem nacional mobiliza as comunidades acadêmicas e científicas. Com apoio do MEC, um mês após sua extinção, o órgão é recriado pela Lei nº 8.028. Interessante ressaltar que, no ano de 1995, as pós-graduações de todo o país contavam com mais de 60 mil alunos distribuídos em mil cursos de mestrado e 600 doutorados. Em 2007, o então presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva homologa a Lei no 11.502/2007 e cria a Nova CAPES, que, “além de coordenar o alto padrão do Sistema Nacional de Pós-Graduação brasileiro, também passa a induzir e fomentar a formação inicial e continuada de professores para a educação básica” (CAPES, 2012).

A CAPES vem sendo alvo de muitas críticas, principalmente no que diz respeito ao seu sistema de avaliação aos programas de pós-graduação, a produção científica dos pesquisadores vinculados a esses programas, aos critérios de pontuação em revistas acadêmicas. No entanto, não há dúvidas de seu desempenho e atuação positiva no fomento a formação de profissionais, com a titulação stricto sensu, em todo o território nacional. Não é o caso discutir aqui o sistema de avaliação desse órgão, que, segundo seu site, tem por objetivo servir de instrumento balizador das universidades, em busca de melhorias constantes na qualificação de seus alunos de mestrado e doutorado. Outrossim, é a partir dos resultados dessas avaliações que se formulam e direcionam as políticas de fomento às pesquisas (CAPES, 2012). Por isso, foi necessário mencioná-lo, uma vez que influencia nas dinâmicas internas de programas e revistas científicas.

No que diz respeito à avaliação e à classificação dos periódicos científicos, entende-se que esses espaços são os mais comumente utilizados para as disseminações e acessibilidade do que vem sendo produzido em determinado campo discursivo. Essa classificação é de responsabilidade da CAPES, que anualmente atualiza seus dados. As divulgações dos resultados de pesquisas estão diretamente vinculadas ao intercâmbio de saberes, métodos e teorias. Seus objetivos vão para além da publicização, ou seja, estão (ou deveriam estar) mais voltados para a troca de conhecimento entre pesquisadores,

debates e reflexões. Sendo assim, os procedimentos de avaliação estão também ligados ao processo de desenvolvimento de um campo discursivo e, não deixam de ser também ferramentas de controle do discurso científico.

Por outro lado, o Ministério de Ciência e Tecnologia, bem como o Ministério da Educação, vêm se tornando organismos principais nas pesquisas, no ensino, na formação de pesquisadores e no investimento em equipamentos, nas publicações científicas, na institucionalização de campos discursivos e comunidades acadêmicas. O Brasil é portador de uma herança histórica e patrimonial, é um país onde o desenvolvimento de diversos campos discursivos esteve e ainda está atrelado ao sistema político nacional e aos seus projetos. A necessidade de políticas de fomento a pesquisa se faz tão importante quanto o tratamento informacional adequado às produções e resultados dessas pesquisas.

O Estado-Nação brasileiro foi, e continua sendo, o maior incentivador e financiador das ciências no país. Para se ter uma ideia, em 2008, o governo investiu cerca de 50% do PIB na área de ciência e tecnologia (ALVES, 2009). Portanto, negar a importância de agências reguladoras das ciências na trajetória dos campos discursivos no país seria como negar a própria história-memória das ciências e seus procedimentos que fazem parte do documento-monumento nacional.