IV. Özel Konular
IV.1. Türkiye’de Konut Kredilerinin Mikro Dinamikleri
Para que o voo de uma aeronave possa ser corretamente executado é preciso que piloto e co-piloto interajam, em permanência, e reflitam sobre a eficácia do trabalho deles como uma equipe. É assim que Johnson, Johnson e Holubec (2013, p. 91) exemplificam a importância do Processamento de grupo: um instrumento para que professores e alunos verifiquem se a aprendizagem cooperativa está funcionando e em que medida ela maximiza o desempenho dos estudantes. Esse princípio básico da metodologia da aprendizagem cooperativa nos interessa em especial, pois sua realização escrita será utilizada como material linguístico para a análise da interação escrita professor-aluno nesse contexto de ensino e de aprendizagem.
De acordo Johnson, Johnson e Holubec (2013, p. 93), o Processamento de grupo é um momento de reflexão sobre o trabalho e a interação das equipes. Esse momento deve ser útil para que os estudantes consigam melhorar os esforços de suas equipes, atinjam o objetivo esperado e, dessa forma, desenvolvam responsabilidade individual. Os autores destacam que, no final das atividades cooperativas, todos os alunos devem se engajar na realização do Processamento de grupo. Lopes e Silva (2009, p. 19) enfatizam que os estudantes devem analisar “cuidadosamente a forma como estão a utilizar as suas competências sociais para ajudar todos os membros do grupo a alcançar e a manter relações de trabalho eficazes”. Para tanto, o professor deve destinar tempo suficiente para que os estudantes reflitam sobre suas experiências de trabalho em grupo e forneçam perguntas que motivem os estudantes a pensarem sobre a eficiência da equipe.
Nesse contexto de ensino e de aprendizagem, o professor observa o comportamento dos estudantes ao longo do processo e elabora algumas perguntas as quais funcionarão como guia para que os alunos escrevam o Processamento de grupo. Essas perguntas estão relacionadas às experiências de trabalho em grupo ocorridas em sala de aula e à eficiência desse mesmo grupo. Para Johnson, Johnson e Holubec (2013, p. 102), os questionamentos feitos pelos professores precisam ser constantemente reelaborados, a fim de que, dessa forma, mantenham o Processamento de grupo vital e interessante. Após apresentar essas perguntas, o professor fornece alguns minutos para que os grupos realizem um pequeno debate em torno dessas questões. Um dos membros anota as opiniões dos colegas do seu grupo cooperativo para que o Processamento de grupo seja, assim, entregue ao professor. Este
também participa do processo de reflexão sobre o ensino e a aprendizagem em grupos cooperativos à medida que apresenta feedback sobre o que leu nos textos dos alunos e, assim, sugere reflexões, ajuda os indivíduos e os grupos a definirem metas para a melhoria da qualidade do trabalho deles e estimula-os a celebrarem o esforço árduo dos membros de cada grupo. Essas congratulações, segundo os autores, são a chave para incentivar os alunos a persistirem em seus esforços para aprender. O momento de feedback também pode ser realizado oralmente, de forma que toda a turma fica a par das ações e reflexões mencionadas por cada grupo, bem como dos comentários do professor. Dessa forma, outros alunos podem intervir no processo de mudança do trabalho cooperativo dos grupos.
Além disso, Johnson, Johnson e Holubec (2013, p. 99) mencionam que é preciso assegurar um momento para que os estudantes analisem e reflitam sobre o feedback que receberam. Ainda segundo os autores, o Processamento de grupo deve ser estruturado pelo professor de forma que os estudantes possam refletir e analisar cada atividade cooperativa realizada, a fim de descobrir o que ajudou e o que dificultou a aprendizagem e quais os efeitos das atitudes dos alunos. Os autores destacam que os estudantes não aprendem com experiências sobre as quais não refletem e, nesse sentido, afirmam que respostas vagas podem significar que a confiança é baixa ou que os estudantes ainda estão aprendendo a realizar o Processamento de grupo.
De acordo com Johnson, Johnson e Holubec (2013, p. 94), o Processamento de grupo deve ser utilizado para dois objetivos essenciais: 1º) descrever as ações úteis e inúteis realizadas no intuito de alcançar os objetivos do grupo e 2º) tomar decisões sobre as atitudes que devem continuar ou mudar. Fontes e Freixo (2014) reiteram o que dizem esses autores e destacam que, a partir da realização do Processamento de grupo, os estudantes devem
decidir quais os comportamentos a adotar para um melhor funcionamento do grupo, quais os que devem manter e aqueles que têm de banir por completo uma vez são prejudiciais ao desenvolvimento do trabalho cooperativo e ao próprio grupo (FONTES; FREIXO, 2014, p. 35).
Nesse mesmo pensamento, Lopes e Silva (2009, p. 19) evidenciam que o Processamento de grupo deve permitir que os estudantes se concentrem na preservação de seus grupos, auxiliar o desenvolvimento de habilidades sociais, proporcionar feedback por parte do professor e lembrar aos estudantes que devem praticar, de forma consciente, os princípios básicos da aprendizagem cooperativa. Esses autores destacam que o Processamento de grupo não pode ser uma ação vaga, mas um momento de engajamento dos estudantes na
avaliação e identidade de seus grupos. Através do Processamento de grupo, os estudantes devem, não só definir problemas, mas empenhar-se em resolver as falhas apresentadas. Por sua vez, Lopes e Silva (2008, p. 22) sugerem que os estudantes utilizem o Processamento de grupo para fixarem objetivos relativos ao tipo de competência e de comportamento que querem melhorar e, em seguida, determinem em que medida poderão atingir essas metas.
Embora o Processamento de grupo seja realizado no final das atividades, ele não pode ser desconsiderado, pois através desse instrumento de interação os estudantes precisam ter consciência do seu comportamento e da repercussão que suas atitudes podem causar em outros alunos (LOPES E SILVA, 2008, p. 21). Além disso, Lopes e Silva (2008, p. 25) ressaltam que é preciso variar as estratégias de organização das perguntas motivadoras do Processamento de grupo para que o interesse dos estudantes seja mantido. É primordial, de acordo com os autores, que os estudantes exprimam o que sentem e tenham tempo para discutir esses sentimentos.
Os aspectos teóricos apresentados neste capítulo serão importantes para que se percebam quais princípios da aprendizagem cooperativa foram contemplados no texto escrito pelas professoras e pelos estudantes. Esta pesquisa visa analisar o Processamento de grupo escrito, para descrever e explicar como professores e alunos representam a interação escrita que ocorre entre eles em contexto de uso da metodologia da aprendizagem cooperativa. Muitos manuais têm apresentado reflexões sobre o papel de docentes e discentes na interação que ocorre nesse contexto, não obstante, almejamos perceber de que forma os próprios interactantes manifestam essa relação. Percebemos que a aprendizagem cooperativa é organizada, mormente, com base na interação face a face entre alunos. Porém, o quinto elemento básico da aprendizagem cooperativa, ou seja, o Processamento de grupo, é o momento em que professores e alunos interagem, de modo direto, no sentido de avaliarem seu aprendizado e suas atitudes para o desenvolvimento deste. Destarte, acreditamos que o material linguístico apresentado no Processamento de grupo, tendo em vista seus objetivos comunicativos, dará suporte para entendermos de que forma docentes e discentes representam a interação escrita que ocorre entre eles nesse contexto de ensino e de aprendizagem.
5 METODOLOGIA
Nesta seção, serão apresentados os procedimentos adotados nesta pesquisa para a realização do estudo da interação escrita professor-aluno em contexto de uso da metodologia da aprendizagem cooperativa a partir de uma análise sistêmico-funcional.