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Türkiye’de KOBİ Kredilerinin Mevcut Durumu

4. TÜRKİYE’DE KOBİ’LERİN BANKA KREDİLERİNE ERİŞİM

4.3. KOBİ’lerin Kredilere Erişimi

4.3.2. Türkiye’de KOBİ Kredilerinin Mevcut Durumu

Sabendo do desenrolar da pesquisa, a secretária da educação colocou-se à disposição para uma entrevista. No início da entrevista, diante das primeiras questões, o olhar de surpresa da Secretária ficou evidente. Nada do que a pesquisadora inquiria recebia resposta. Tudo indicava que algumas das questões postas não faziam sentido para a Secretária. As questões foram: quais são as diferenças entre as escolas urbanas e as rurais? O que tem sido feito para valorizar ou minimizar as diferenças entre elas? O que você entende sobre o que é rural? Quais são os problemas que a secretaria identifica? Quais são as possíveis soluções? Quais são os planos de gestão para essas escolas? Como têm sido pensadas as políticas públicas para as escolas rurais no município?

Diante do incômodo provocado, a pesquisadora adaptou as questões ao que a Secretária julgou como sendo os temas mais pertinentes. Assim, prontamente, obteve-se informações sobre o número de escolas, de alunos, de funcionários, da

merenda. Além disso, a pesquisadora foi informada das perspectivas do ano 2008 e do que significava um ano eleitoral num município com a dimensão de Teixeira. O ano eleitoral trazia muita tensão às escolas. Neste momento é que a pesquisadora entendeu todos os percalços com a supervisão e as respostasevasivas dadas pelos educadores e funcionários.

Quando perguntada sobre a possibilidade de expansão do II Ciclo do Ensino Fundamental para as escolas rurais, uma vez que o número de estudantes são 272, principalmente na Escola Municipal de Roberts, a resposta foi negativa. Ela explica que a resposta tem que ser essa porque:

“Não é só por causa da estrutura física desta escola. Mas porque na verdade é assim: quando a gente mantém a escola na zona rural, com 66 alunos só, o gasto é muito grande. Aí a gente vai falar... olhar a parte administrativa, né? A gente hoje... porque a gente mantém o Ensino Fundamental, a primeira etapa, não é? Primeiro porque os pais pra estarem liberando criança de até... de 6,7, 8 anos pra tá vindo pra rua já é mais complicado. Já na adolescência, a partir dos 11 anos...Eles já são mais independentes e isso já acontece com mais facilidade. E o custo de uma escola na zona rural, é muito elevado quando você quer a qualidade de ensino, porque é muito fácil você manter uma escola na zona rural com turmas multisseriadas. Não é essa a nossa proposta. Então a gente mantém turmas lá, com um professor para 10 alunos. E isso é bem dispendioso. Então, montar, estender, né? De 5 a 8...já é complicado...”

Dessa forma, pode-se entender que, para a SEMEC o ideal é manter apenas o I Ciclo do Ensino Fundamental, mesmo entendendo que o número de alunos na zona rural é expressivo. E esse mesmo pensamento é válido para as escolas urbanas do município.

Ainda foi perguntado à secretária sobre as diferenças entre as escolas urbanas e rurais. A principal diferença, que ela elenca, está no número de alunos por sala. O número ideal de alunos para cada sala gira em torno de 15 alunos, como se vê na fala a seguir:

“A primeira coisa, assim, a primeira diferença é o número de alunos por turma. Na zona urbana, a gente... a estrutura não tem como trabalhar com o número mínimo de alunos que é previsto. A gente sempre encaixa mais 4, mais 5. E trabalha sempre além do mínimo que é exigido. E na zona rural, pelo contrario, a gente sempre tá com um número abaixo do que é esperado trabalhar, e isso, é assim... Ah, a diferença é só nessa? Não. Por quê? Porque a gente tem um professor da zona urbana que trabalha com uma turma com 30 alunos enquanto que um professor da zona rural trabalha com uma turma com 10 alunos. Então, aí, até a parte pedagógica é, lógico, que é totalmente diferente. A primeira coisa que eu vejo é o número

O número de alunos, em uma escola rural normalmente é reduzido, assim como as salas de aula na Escola Municipal de Roberts. Segundo a secretária, dessa forma é muito mais vantajoso, porque o trabalho pedagógico é facilitado e corre tranquilamente.

“É uma vantagem que a escola rural tem em relação à escola urbana, isso aí é sem duvida. O trabalho é muito mais é... tem muito mais condição de você estar fazendo um trabalho individualizado com cada criança, que você pode estar dando atenção para cada um, é bem mais tranquilo, muito mais fácil do professor estar fazendo, não q isso aconteça nos 100% dos casos, mas que por questão de... de lógica, seria muito mais fácil você trabalhar com 10 alunos do que com 30. Aí é uma vantagem da escola da zona rural.”

Como foi dito anteriormente, sobre as atividades em sala de aula, percebeu-se que algumas atividades não eram significativas para os alunos, mesmo tendo turmas reduzidas. O trabalho individualizado, normalmente, estava relacionado as ameaças corretivas e não em função de um trabalho pedagógico.

Quando perguntada sobre quais seriam os planos de gestão para as escolas rurais, a secretaria ficou muito reticente, entretanto se mostrou muito preocupada em repensar a gestão das escolas rurais a partir dessa entrevista, como fica muito claro em sua fala:

“Porque até então, seria continuar como está. Mas agora, a gente tem que parar e pensar, replanejar. Começando pela discussão, com outro olhar da secretaria”.

Assim como foi dito anteriormente, sobre o discurso e a prática pedagógica que são diferentes, a própria Secretaria de Educação e Cultura reconheceu que isso acontece:

“Por mais que o nosso discurso seja o de valorização, essa... a prática mesmo é... muito difícil. Eu acho que a gente tem que parar e pensar. Então, como plano para o ano q vem, eu vou estar tentando repensar isso e... E estar colocando isso em discussão, porque realmente... é.. com a conversa, quer dizer, uma hora aqui conversando com você, a gente consegue identificar isso, na nossa prática, apesar da gente ter um discurso às vezes, né, tentado levar na.. é... Mas a prática é diferente”

Percebeu-se, ao final da entrevista, uma preocupação latente na secretária em repensar o plano de gestão das escolas rurais, além disso, mostrou-se muito disposta em colocar toda essa discussão para os professores da rede. Aquilo que parecia não fazer sentido para ela, ao final, o constrangimento inicial se

transformou em preocupação, no sentido de melhorar a atual forma de pensar as escolas rurais, representando um avanço.