3.5 Türkiye’de Alışveriş Merkezi
3.5.3 Türkiye’de Kamusal Mekan Olarak Alışveriş Merkezi
Dentre os pontos e as rotas definidas anteriormente para o turismo de Paraguaçu Paulista (SP) e a evidência de atributos geológicos que também lhes conferem atratividade turística, foram selecionados locais que reúnem potencialidades geoturísticas para se habilitarem à categoria de geossítios.
Para fazer essa seleção, foram adotados os critérios técnicos estabelecidos pela Unesco e IUGS, quando criou, em 2004, a rede mundial de geoparques (UNESCO, 2008).
Transferidos para a realidade local, esses critérios foram:
- ocorrência de um ambiente geológico característico sob os aspectos da litologias aflorantes devidamente preservadas, suas estruturas evidentes e testemunhos de processos da história geológica envolvida para a criação daquele ambiente, para apresentá-los ao turista de uma forma didática, de fácil visualização e compreensão;
- relações do entorno: inserção desse ambiente num contexto ecológico e eventualmente histórico, compatível com o turismo;
- facilidade geográfica de localização e acesso ao local; - estruturas de recepção e suporte turístico nas proximidades. Foi então proposta a seguinte seleção de geossítios.
4.2.4.1 Potencial geossítio do Jardim Japonês:
É apontado sugestivamente como o ponto nº.1, o ponto de partida das rotas do turismo municipal pela sua facilidade de localização geográfica dentro da cidade, conforme mostra a carta-imagem, na escala 1: 3.000 (FIGURA 32).
O Jardim Japonês é uma paisagem construída pela Prefeitura para homenagear a colônia japonesa de Paraguaçu Paulista (SP). Num ambiente replicando a paisagem oriental de vales e morros, lagos e riachos, e as construções bucólicas em estilo arquitetônico peculiar, são colocados matacões de basalto (FIGURA 33).
Apresenta como enfoques turísticos e de gestão ambiental:
- Geografia: os núcleos urbanos e rurais da colonização japonesa e o significado dessa paisagem construída ao modelo da paisagem natural do Japão.
- História: a imigração japonesa no Brasil e em Paraguaçu Paulista. - Ecologia: a vida vegetal e animal em harmonia com a natureza no ambiente oriental.
- Geologia: a apresentação da principal rocha que constitui o arcabouço geológico da região, o basalto, pertencente à Formação Serra Geral, sobre o qual se assentaram as formações areníticas da Bacia Bauru, representadas no município pelas formações Vale do Rio do Peixe e Marília.
- Modalidade indicativa de turismo: ecoturismo, com derivação para o geoturismo pelo subsídio geológico acima exposto, o que sugere também um potencial geossítio para o local.
- Rota: Verde.
- UBC: RA3 – litotipos arenosos finos.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/latossolo vermelho eutroférrico.
- Condicionante geomorfológico: colina ampla, drenagem subparalela, declividade 4-5%, hipsometria 333-500 m.
FIGURA 33: Fotografia do Jardim Japonês; mostrando matacões de basalto e a paisagem construída em estilo oriental. Data: 04/02/2006.
4.2.4.2 Potencial geossítio da Estância Brinco de Ouro/Cristo:
É o ponto nº. 10 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP). Localiza-se a nordeste da Cidade de Paraguaçu Paulista (SP), como apresentado na carta- imagem, escala 1: 30.000 (FIGURA 34). O acesso é pela Rodovia SP-421 (José Bassil Dower) – Paraguaçu Paulista-Marília, a 5 km do trevo para o bairro periférico da Barra Funda. A entrada é pela estrada vicinal da Bunka/Borá, a 300 m do trevo da rodovia, seguindo a placa indicativa do “Pesqueiro Dona Maria”.
O projeto “Estância Brinco de Ouro” está em execução pela família Marubayashi, uma tradicional família de imigrantes japoneses e descendentes que foram pioneiros no município, ali colonizando a Fazenda União, inicialmente para pecuária bovina de corte. Trata-se de parque aquático com represas para
pesqueiros, restaurante com culinária japonesa e equipamentos turísticos diversos já funcionando. É conhecido como “o Cristo”, por ter uma imagem decamétrica do Cristo Redentor no alto de uma colina onde também construíram um santuário para turismo religioso.
Os demais aspectos turísticos e ambientais a serem considerados aqui são: - Geologia: como potencialidades geológicas e geoturísticas para ser também um geossítio apresentam:
- - dois fontanários de captação de água mineral oriunda do basalto da Formação Serra Geral (em fase de alvará de lavra);
- - um afloramento da Formação Vale do Rio do Peixe na porção noroeste da área, exposto pela escavação de área de empréstimo de areia para as obras civis locais. O arenito aflora em textura média a fina, argilosa, alaranjado e esbranquiçado, exibindo tênue estratificação cruzada a inclinada (FIGURA 35).
- Ecologia: tem várias áreas verdes em restauração como mata ciliar e reserva particular do patrimônio natural. O projeto está em fase de reformulação para recuperar danos ambientais causados pelo deflúvio de janeiro/2007.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. - Rota: Verde.
- UBC: XM1 – litotipos arenosos médios.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/argissolo vermelho eutrófico.
- Condicionante geomorfológico: colina ampla, drenagem dendrítica, declividade 10-23%, hipsometria 501-630 m.
FIGURA 35: Fotografia da Estância Brinco de Ouro/Cristo, exibindo ao fundo afloramento da Formação Vale do Rio do Peixe. Data: 25/02/2006.
4.2.4.3 Potencial geossítio do afloramento do contato entre a Formação Vale do Rio do Peixe e a Formação Marília, no Município de Borá (SP):
É o ponto nº. 14-A das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP), como mostra a carta-imagem na escala 1: 2.000 (FIGURA 36). Trata-se de um afloramento em corte rodoviário localizado na Rodovia Paraguaçu Paulista (SP)/Borá (SP), após o Bairro Rural do Campinho (colônia italiana), no km 12 dessa rodovia, nas proximidades da cidade de Borá (FIGURA 37).
Esse afloramento tem, aproximadamente, 30 m de extensão por 6 m de altura. Nele podem ser visualizadas ocorrências de sedimentos das formações Vale do Rio do Peixe, na base, com 4 m de espessura exposta, e da Formação Marília, no topo, com 2 m de espessura exposta.
A Formação Vale do Rio do Peixe apresenta-se como arenito fino, alaranjado, levemente estratificado.
A Formação Marília apresenta-se como arenito médio a grosso, bege, esbranquiçado pela presença de bancada de calcário que se sobressai no perfil longitudinal ao barranco.
No contato observam-se seixos (mm) de quartzo e uma superfície vermelho- ocre de oxidação. Define um plano orientado N50E, subhorizontal.
Além da geologia, principal atrativo turístico deste ponto, os demais aspectos turísticos e ambientais a serem considerados aqui e nas proximidades são:
- Ecologia: tem várias áreas verdes de vegetação nativa como mata ciliar das cabeceiras do Ribeirão Alegre e Água do Campinho.
- Geografia: a vizinha Cidade de Borá, que se situa no município considerado o menor do Estado de São Paulo, com área de 119 km² e 804 habitantes na contagem 2007 do IBGE (2008).
- História: o vizinho Bairro Rural do Campinho é núcleo de colônia de imigrantes italianos radicados no início do século XX para a cafeicultura.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. - Rota: Verde.
- UBCs.: LA1 – litotipos arenosos grossos e XM1 – litotipos arenosos médios.
- Condicionantes geológicos: Formação Marília e Formação Vale do Rio do Peixe/argissolo vermelho eutrófico.
- Condicionantes geomorfológicos: colinas amplas e médias, drenagens dendríticas, declividades 10-23%, hipsometria 501-620 m.
FIGURA 37: Fotografia do contato entre a Formação Vale do Rio do Peixe (embaixo) e a Formação Marília (em cima), no km 12 da Rodovia Paraguaçu Paulista (SP)-Borá (SP). Data: 28/12/2006.
4.2.4.4 Potencial geossítio das cachoeiras da Água da Cachoeira:
Corresponde ao ponto nº. 16 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP). Localizam-se na Água da Cachoeira, a norte do Horto Florestal. O acesso é pela rodovia vicinal conhecida como Estrada da Cachoeira, conforme mostra a carta- imagem na escala 1: 10.000 (FIGURA 38).
É um conjunto de quedas d’água e corredeiras, sendo que a principal cachoeira tem, aproximadamente, 2 m de desnível (FIGURA 39). Exibem afloramentos, por cerca de 500 m de extensão e 6 a 10 m de largura, de sedimentos pertencentes à Formação Vale do Rio do Peixe. Apresentam-se como arenitos finos, avermelhados, levemente estratificados, com nódulos carbonáticos. No leito do córrego observam-se cavidades circulares, algumas com profundidades métricas (no formato de panelas), por onde a água entra em turbilhão fazendo rebojos e depositando seixos de quartzo, ágata e arenito silicificado. As cachoeiras estão alinhadas segundo um plano orientado N60E, subvertical.
- Ecologia: a mata ciliar exibe remanescentes da vegetação nativa. - Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo.
- Rota: Verde.
- UBC: XM1 – litotipos arenosos médios.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/argissolo vermelho eutrófico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina média, drenagem dendrítica, declividade 10-23%, hipsometria 501-620 m.
- Condicionante hidrogeológico: Aqüífero Bauru (AB).
FIGURA 39: Fotografia da Água da Cachoeira mostrando uma das cachoeiras sobre arenito da Formação Vale do Rio do Peixe. Data: 27/12/2006.
4.2.4.5 Potencial geossítio das cachoeiras do Lajeadinho:
É o ponto nº. 19 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP), no Córrego do Lajeadinho, a noroeste do Distrito de Sapezal. O acesso é pela Rodovia SP-284, no trecho entre as cidades de Paraguaçu Paulista (SP) e Quatá (SP), conforme mostra a carta-imagem na escala 1: 50.000 (FIGURA 40). Ali se exibe um afloramento com, aproximadamente, 600 m de extensão por 5 a 10 m de largura, no leito do córrego (FIGURA 41). É um conjunto de quedas d’água e corredeiras, sendo que a principal cachoeira tem cerca de 2 m de desnível. Podem ser visualizados sedimentos da Formação Vale do Rio do Peixe, descritos como arenitos finos, avermelhados, levemente estratificados, com nódulos carbonáticos. As cachoeiras estão alinhadas segundo um plano orientado N60E, subvertical. Observam-se cavidades circulares, algumas com profundidades métricas, no formato de panelas, por onde a água entra em turbilhão fazendo rebojos e depositando seixos de quartzo, ágata e arenito silicificado.
- Ecologia: O entorno tem mata ciliar, exibindo espécies nativas, contínua por todo o vale do córrego até a sua junção com o Córrego Sapezal, onde forma o Rio Sapé.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. Há estruturas de recepção nas proximidades, como a Estância Florisy e outras.
- Rota: Verde.
- UBC: XM1 – litotipos arenosos médios.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/argissolo vermelho eutrófico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina média, drenagem dendrítica, declividade 10-23%, hipsometria 501-620 m.
FIGURA 41: Fotografia do Lajeadinho mostrando cachoeira sobre arenito da Formação Vale do Rio do Peixe. Data: 04/01/2007.
4.2.4.6 Potencial geossítio da boçoroca do Abatedouro:
Identifica-se como o ponto nº. 20 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP), localizando-se no baixo vale do Ribeirão Alegre, a leste do Bairro urbano periférico da Barra Funda. O acesso é pela vicinal do curtume, a 1,5 km da cidade de Paraguaçu Paulista, conforme carta-imagem na escala 1: 30.000 (FIGURA 42).
Essa boçoroca tem, aproximadamente, 3 km de extensão por 15 m de altura e 15 m de largura, expondo os sedimentos da Formação Vale do Rio do Peixe, que ali ocorre como um arenito variegado, avermelhado, esbranquiçado e cinza, com tênue estratificação cruzada. Originou-se no final da década de 1950 pelo escoamento das águas pluviais de montante quando foi asfaltado o bairro da Barra Funda. A Prefeitura tem um projeto de um centro poliesportivo para instalar na cava de montante da boçoroca.
Ocorrem vários prismas de solapamento nas vertentes da boçoroca, que se espraia na margem direita do Ribeirão Alegre após estrangular-se numa reserva de mata nativa.
À margem direita dessa boçoroca, em seu trecho médio, há o antigo matadouro municipal que agora está sendo reformado e transformado em abatedouro de ovinos e outros pequenos animais da pecuária de pequenos criadores. O projeto também contempla um frigorífico de embutidos dessas carnes.
Os demais aspectos turísticos e ambientais do local são:
- Ecologia: a reserva de mata nativa, condicionando a boçoroca a um afunilamento para depois espraiar-se, evidencia um controle ecológico nítido à evolução desse fenômeno erosivo acelerado.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. - Rota: Amarela.
- UBC: RA3 – litotipos arenosos finos.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/latossolo vermelho eutroférrico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina ampla, drenagem subparalela, declividade 4-5%, hipsometria 333-500 m.
- Condicionante hidrogeológico: Aqüífero Bauru (AB).
4.2.4.7 Potencial geossítio da boçoroca da Vila Fercon:
É o ponto nº. 20-A das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP), no baixo vale do Ribeirão Alegre, a leste do Bairro urbano periférico da Vila Fercon, conforme carta-imagem na escala 1: 30.000 (FIGURA 43). O acesso é pela Rua 7 de Setembro, em sua saída para o trevo do Posto Truck’s, a 3 km do centro da cidade. Depois, entra-se no sentido Estação de Tratamento de Esgoto.
Essa boçoroca originou-se no final da década de 1980 pelo escoamento das águas pluviais de montante quando foi construído o conjunto habitacional da Vila Fercon. Tem aproximadamente 3 km de extensão por 15 m de altura e 15 m de largura. Expõe os sedimentos da Formação Vale do Rio do Peixe como um arenito variegado (avermelhado, esbranquiçado e cinza), com tênue estratificação cruzada. Ocorrem vários prismas de solapamento nas vertentes da boçoroca, que se espraia na margem direita do Ribeirão Alegre formando um didático leque deltáico (FIGURA 43). A empresa ferroviária América Latina Logística está executando um projeto de atenuação dessa boçoroca em seu ponto central onde passa uma ponte ferroviária que, em épocas de chuvas torrenciais de verão, fica intransitável.
Os demais aspectos turísticos e ambientais do local são:
- Ecologia: a ausência completa de mata nativa provoca alargamentos e ilhas em forma de canais anastomosados sustentados por remanescentes localizados de mata nativa, dando evidência do controle ecológico à evolução desse fenômeno erosivo acelerado.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. - Rota: Amarela.
- UBC: RA3 – litotipos arenosos finos.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/latossolo vermelho eutroférrico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina ampla, drenagem subparalela, declividade 4-5%, hipsometria 333-500 m.
FIGURA 44: Mosaico fotográfico da boçoroca da Vila Fercon exibindo didático leque deltáico. Data: abr. 2001. Escala 1: 5.000. Fonte: Phóton Imageamento Aéreo.
4.2.4.8 Potencial geossítio da montante da boçoroca das Thermas:
Corresponde ao ponto nº. 22 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP). Está localizada na vertente esquerda do médio vale do Rio Sapé, a sudoeste da Cidade de Paraguaçu Paulista (SP), bairro urbano periférico da Vila Nova. O acesso é pela Rodovia SP-284, trecho Paraguaçu Paulista/Quatá, a 2 km do trevo para Conceição de Monte Alegre. A entrada é pela estrada vicinal das Thermas ou pela APAE Rural, conforme carta-imagem na escala 1: 40.000 (FIGURA 45).
Essa boçoroca tem, aproximadamente, 7 km de extensão por 15 m de altura e 10 a 30 m de largura variável, expondo os sedimentos da Formação Vale do Rio do Peixe, com arenito variegado (avermelhado, esbranquiçado e cinza), e tênue estratificação cruzada. Ocorrem vários prismas de solapamento nas vertentes da boçoroca, que se espraia na margem esquerda do Rio Sapé.
Originou-se no final da década de 1990 pelo escoamento das águas pluviais de montante quando foi construído o conjunto habitacional da Vila Nova. A partir de 2006 a boçoroca se expandiu abrindo uma ravina em sua margem esquerda originada pelo deságüe pluvial concentrado da Rodovia SP-284, apresentada na carta-imagem, escala 1: 40.000 (FIGURA 45-A).
A Prefeitura está realizando obras de contenção do tipo dissipador de energia em concreto armado. Em época de chuvas torrenciais de verão, a boçoroca corta a
estrada das Thermas, tornando-a isolada. O IPT está desenvolvendo um projeto para reabilitar o local para o turismo, a exemplo do Município de Casa Branca (SP).
No entorno há uma escola técnica agropecuária, uma escola APAE Rural, um laticínio, o Parque das Thermas e a comunidade da Vila Nova, que podem se integrar num circuito próximo de turismo rural e de esportes radicais em função da boçoroca.
Os demais aspectos turísticos e ambientais do local são:
- Ecologia: a ausência completa de mata nativa provoca alargamentos e ilhas em forma de canais anastomosados sustentados por remanescentes localizados de mata nativa dando evidência do controle ecológico à evolução desse fenômeno erosivo acelerado.
- Modalidade indicativa de turismo: geoecoturismo. - Rota: Amarela.
- UBC: RA3 – litotipos arenosos finos.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/latossolo vermelho eutroférrico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina ampla, drenagem subparalela, declividade 4-5%, hipsometria 333-500 m.
4.2.4.9 Potencial geossítio do poço das Thermas:
Está localizado como o ponto nº. 23 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP), a sudoeste da área urbana. O acesso é pela Rodovia SP-284, trecho Paraguaçu Paulista/Quatá, a 2 km do trevo para Conceição de Monte Alegre. A entrada é pela estrada vicinal das Thermas, ao lado da APAE Rural e Colégio Técnico Agropecuário da Fundação Paula Souza, conforme carta-imagem na escala 1: 40.000 (FIGURA 46).
Utiliza água de um poço tubular com 3.667 m de profundidade, obturado na profundidade de 1.250 m e 974 m, para recalcar localmente a água do Aqüífero Guarani, confinado na Formação Botucatu. Como já relatado anteriormente, essa água é mineral, alcalina, bicarbonatada sódica a cloro-sódica, fluoretada, catatermal na fonte (T = 52° C). Há uma plataforma de resfriamento na boca do poço, que a distribui por um conjunto de sete piscinas para jusante. É indicada para balneoterapia.
O local é um parque turístico com hotel, restaurante e chalés. Porém, os equipamentos turísticos carecem de uma completa restauração. A Prefeitura está estudando assumir esse projeto, reabilitar a área e os equipamentos turísticos e depois privatizá-lo novamente.
A sugestão indicativa de um potencial geossítio se sustenta na coluna estratigráfica perfilada pela Petrobras (1961), que permite a reconstituição da história geológica local e regional.
Os demais aspectos turísticos e ambientais do local são:
- Ecologia: está inserida em uma reserva de preservação permanente de um fragmento de cerrado típico da região. O local está ameaçado em seu flanco oeste pela boçoroca ali instalada (FIGURA 49), e a reserva florestal funciona como barreira ecológica.
- História: as Thermas de Paraguaçu foram instaladas em 1987, por iniciativa de um clube privado, que conseguiu a permissão de uso da Prefeitura e da Petrobras, de seu poço exploratório pioneiro PPst-01 (PETROBRAS, 1961). Foi o ícone inicial do turismo na Estância.
- Geografia: marca o início do avanço oeste do turismo geotermal (BENI, 1998) no Estado de São Paulo.
- Modalidade indicativa de turismo: geoturismo. - Rota: Amarela.
- UBC: GA3 – litotipos argilo-arenosos.
- Condicionante geológico: Formação Vale do Rio do Peixe/latossolo vermelho eutroférrico e Formação Serra Geral/nitossolo vermelho eutrófico.
- Condicionantes geomorfológicos: colina ampla, drenagem subparalela, declividade 4-5%, hipsometria 333-500 m.
- Condicionantes hidrogeológicos: Aqüífero Bauru (AB), Aqüífero Serra Geral (ASG) e Aqüífero Guarani (AG).
FIGURA 47: Mosaico fotográfico das Thermas e boçoroca. Data: abr. 2001. Escala 1: 5.000. Fonte: Phóton Imageamento Aéreo.
4.2.4.10 Potencial geossítio das corredeiras do Índio Seródio:
Foi catalogado neste trabalho como ponto nº. 27 das rotas turísticas de Paraguaçu Paulista (SP). Está representado na carta-imagem, escala 1: 30.000 (FIGURA 48). A sua localização é no médio vale do Rio Sapé, a leste do Distrito de Conceição de Monte Alegre O acesso é pela Rodovia SP-421, no trecho Paraguaçu Paulista/Distrito de Conceição de Monte Alegre, a aproximadamente 5 km, entrando pela Estância Riacho Doce e indo até a Farinheira Maróstica.
Ocorre um conjunto de quedas d’água e corredeiras, sendo que a principal cachoeira tem cerca de 1,50 m de desnível, sendo conhecida como salto do Seródio (FIGURA 48). No leito e margens do rio, por uma distância de aproximadamente 400 m e largura média de 10 m, afloram as rochas basálticas da Formação Serra Geral. Apresenta-se em geral como basalto compacto a vesículo-amigdaloidal, cinza, intensamente fraturado, segundo as direções predominantes N30E, N60E, NS e EW. A crista do salto principal está alinhada EW-subvertical.
Além do aspecto geológico e geoturístico, os demais aspectos turísticos e ambientais observados foram:
- Ecologia: presença de mata ciliar no entorno com espécies nativas preservadas. É área protegida pela Polícia Ambiental. É um habitat de capivaras.
- História e estória: a farinheira situada nas proximidades é também uma alternativa turística para se conhecer o processo de fabricação de farinha de
mandioca. É a pioneira do município, ali se instalando no início da década de 1960. Dizem os vizinhos mais antigos que ali morava um índio de nome Seródio. Ele não permitia que outras pessoas, que não fossem da sua tribo, freqüentassem o local. E que o defendia “a ferro e fogo”.
- Turismo de aventura: local próprio para práticas esportivas radicais, tipo rafting ou bóia-cross.
- Estruturas turísticas vizinhas: dispõe de espaço adequado para camping. Pode contemplar um passeio na sede do Distrito de Conceição de Monte Alegre, onde se localiza um restaurante tradicional de típica culinária regional.
- Geografia: essa localidade foi sede da ocupação da frente pioneira de colonização para implantação da lavoura cafeeira no início do século XX,