2. HALKLA İLİŞKİLER
2.9. Halkla İlişkiler Çalışmalarında Kullanılan Tanıtma ve Tanıma Araçları
2.9.1. Etkin Tanıtma Araçları
2.9.1.6. Duyuru Panoları, Tabelalar, Uyarı Yazıları
“Planejamento não é um fim em si mesmo, é um meio”. Esta frase, colhida do texto de Molina; Rodríguez (2000, p. 82), abre essa discussão sobre o planejamento no turismo e a sua importância para esta política pública. Acrescentam que o objetivo básico do planejamento deve ser o de provocar “uma mudança [qualitativa] necessária na ordem econômica e social de um povo, pela via da negociação.” Contudo, alertam para o risco desse planejamento incorrer em erro se não delimitados o meio econômico e social para a obtenção de benefício coletivo.
A preocupação com a qualidade do planejamento em turismo pode também ser identificada em Hall (2004, p. 42) ao concluir que “[...] as motivações econômicas foram essenciais no planejamento turístico. A atenção, entretanto, está gradativamente se voltando para os aspectos sociais e ambientais do desenvolvimento turístico e para a criação de formas mais sustentáveis de turismo em geral”.
Conhecer e dominar os métodos e técnicas de planejamento são pré-requisitos básicos para a equipe gestora e técnica envolvida. Para o planejamento em turismo não poderia ser diferente, observando-se, contudo, as especificidades do setor, notadamente quanto à necessidade de que sejam observados os aspectos sócio-econômico-cultural e ambiental que orbitam as políticas públicas de turismo.
Neste contexto, convém aqui abrir-se um espaço para a assimilação de conceitos básicos sobre procedimentos metodológicos relacionados ao planejamento turístico, identificados por Getz8, (apud Hall, 2004, p. 42-43):
(a) Fomento - utilizado no desenvolvimento e no planejamento turístico desde que se
iniciou o turismo em massa. Pouca atenção à sustentabilidade. Toma por base a demanda turística. A comunidade não é envolvida;
(b) Abordagem econômica - turismo visto como indústria com potencial de
exportação;
(c) Abordagem físico-espacial - busca a minimização dos impactos negativos do
turismo no ambiente físico (fundamento ecológico); e
(d) Abordagem voltada para a comunidade - ênfase no papel do anfitrião na atividade
turística.
Cabe registrar a abordagem sobre planejamento e turismo, notadamente quanto aos conceitos relacionados ao tipo, processo e modelos de planejamento (urbanístico, turístico e econômico) presentes em dissertação de mestrado de Lima (2006, p. 9-16), cuja leitura sugere-se, em face da opção de não reproduzir nesta dissertação conceitos ali já devidamente referenciados e seus respectivos gráficos de fluxo relativos a cada um dos modelos ora citados.
Cite-se que Gunn9 (apud Hall, 2004, p. 29) “identificou [as seguintes] abordagens ao planejamento turístico e hipóteses referentes ao seu valor”:
(1) somente o planejamento pode evitar impactos negativos para que ele seja
eficiente, todos os ‘participantes’ devem estar envolvidos – não apenas os planejadores profissionais;
8
GETZ, D. Tourism planning and research: traditions, models and futures, ensaio apresentado no The Australian Travel Research Workshop, Burnbury, Western Autralia, 5-6/novembro, 1987.
(2) o turismo está associado à conservação e à recreação e não ao uso conflitante com efeitos ou objetivos incompatíveis;
(3) o planejamento, hoje em dia, deve ser pluralista, envolvendo dimensões sociais, econômicas e físicas;
(4) o planejamento é político e assim existe uma necessidade vital de considerar objetivos sociais e equilibrá-los com outras aspirações (muitas vezes conflitantes);
(5) o planejamento turístico deve ser estratégico e integrador; e
(6) o planejamento turístico deve ter importância ao planejamento regional – como muitos problemas surgem nos limites de pequenas áreas é essencial que se disponha de uma esfera de planejamento mais ampla.
Conforme já comentado, a atividade do turismo requer modelos de planejamento específicos que possam reconhecer as especificidades das localidades, sejam elas regionais ou locais, além de levar em conta a presença humana e a cultura local. Saliente-se que Molina; Rodríguez (2001) reforçam mais uma vez esta questão ao observar que
O planejamento e a planificação do [modelo] turístico devem diferenciar-se do planejamento e da planificação do agrícola, mineral e metalúrgico [...] cada uma delas apresenta peculiaridades que não podem nem devem ser tratadas de maneira semelhante. (MOLINA; RODRÍGUEZ, 2001, p. 14).
Tradicionalmente, segundo Hall (2004, p. 42), o turismo tem seu planejamento atrelado ao zoneamento do uso do solo ou planejamento de desenvolvimento, afirmando, contudo, haver observado que o governo vem adaptando seus programas de planejamento de modo a contemplar impactos ambientais e sociais, assim como, atender demandas de alguns interesses empresariais.
A adaptação dos programas comentada por Hall (2004) é também objeto de comentário de Barreto; Burgos; Frenkel (2003), que também, assim como Hall (2004) observam interesses da iniciativa privada nesse processo do planejamento da política pública de turismo:
O planejamento racional do turismo implica a existência de políticas públicas: de saneamento, saúde, transporte, de proteção ao consumidor, de distribuição de renda. Esse tipo de planejamento exige, geralmente, objetivo de médios e longos prazos, e imposição de limites às áreas de atuação e ao lucro imediato, o que é inaceitável para os capitais que operam nessas áreas de negócios. (BARRETO; BURGOS; FRENKEL, 2003, p. 36).
De acordo com o pensamento de Hall (2004, p. 89), o planejamento público é por natureza intervencionista, não se excluindo o planejamento do turismo deste contexto,
considerando que é “algo que fazemos a fim de atender ou satisfazer o ideal do interesse público”. A autora, entretanto, não deixa de reforçar que a política pública geralmente é suplantada por interesses privados, ligados ao mercado.
A intervenção do Estado no planejamento do turismo é algo que se destaca nos países latino-americanos, como pode ser constatado no seguinte registro feito por Molina; Rodríguez (2001) quanto ao Plano de Desenvolvimento Turístico do México. No Brasil, pode-se destacar a ação do Estado através do exemplo do Prodetur/NE.
[...] o Estado tem tradicionalmente empreendido as tarefas de planejamento do turismo, desenvolvendo um esforço de grande magnitude, como é o caso do México. Desde os anos 60, quando foi elaborado o primeiro Plano de Desenvolvimento Turístico, o Estado mexicano tem uma presença marcante na evolução do modelo no país, assumindo um papel norteador na atividade. (MOLINA; RODRÍGUEZ, 2001, p. 13).
Em todo esse contexto de intervenção do Estado, de definição das políticas e programas e integração de outras políticas à política de turismo no processo do planejamento desta atividade, há algo que necessita ser percebido por parte da equipe gestora do planejamento: qual a prioridade dada pelo Estado para essa política?
Sobre a questão acima, Carvalho (2000, p. 104) comenta que “o êxito do planejamento e da execução das políticas de turismo vai depender, e muito, do seu lugar na hierarquia do Estado”, algo que nos remete à descontinuidade administrativa presente nas várias esferas do governo brasileiro.