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1.7. Türkiye’de Girişimcilik Faaliyetlerinin Gelişimi

1.7.3. Türkiye’de Girişimcilerin Yaşadığı Sorunlar

Conforme observado no capítulo anterior, encontra-se em Garcia e Rigobon (2004) a formulação do modelo de sustentabilidade fiscal. Por intermédio do modelo VAR, considera-se as séries históricas dos juros reais, câmbio real e da taxa de crescimento da economia, para determinar trajetórias que mantêm a dívida/PIB em patamar57 não considerado de risco. Concluíram que o conjunto das variáveis conduz a uma proporção elevada de trajetórias explosivas; quando a porcentagem de trajetórias explosivas se eleva, crescem os prêmios de risco (risco-Brasil), o que realimenta a depreciação cambial e a

57 O percentual considerado de risco de

elevação dos juros, e este último determina a redução na taxa de crescimento da economia.

Nessa mesma linha de raciocínio, estão incluídos Pastore e Pinotti (2005), que defendem a tese de maior necessidade de abertura comercial e superávit primário para a economia brasileira. No que tange à abertura comercial, consideram que existe uma correlação inversa entre as relações (consumo + investimento privado) /PIB e as contas correntes/PIB, isto é, para que o saldo nas contas correntes em termos de PIB cresça, o consumo e o investimento privado devem necessariamente declinar com relação ao PIB.

Levando-se em conta que o ajustamento na conta corrente por intermédio de uma forte depreciação cambial em 2004 teria promovido as exportações e encolhido as importações, a contrapartida desse ajuste implicou tanto a queda no consumo quanto o investimento. Os autores afirmam que a depreciação do câmbio real teria conduzido a uma queda no consumo por intermédio da redução dos salários reais. Quanto aos investimentos, em face da dependência da formação bruta de capital fixo de máquinas, matérias- primas e componentes importados, a desvalorização cambial, ao elevar o preço relativo dos produtos importados, teria produzido também a sua redução. Enfatizam que o ajustamento não deveria basear-se em maiores saldos comerciais, que não contribuem para o crescimento econômico. Em vez disso, afirmam que a economia deveria se engajar em maior abertura comercial, leia- se em maiores níveis de importações, que permitem a elevação dos investimentos e do crescimento econômico.

No que se refere aos superávits primários, Pastore e Pinotti (2005) baseiam-se no modelo de Garcia e Rigobon (2004) para formular o seguinte esquema: uma crise de confiança, ou mesmo um choque externo, induz à elevação do prêmio de risco (risco-país) e depreciação cambial, e esta última leva ao incremento da inflação que conduziria a juros mais elevados. Assim, isso acaba comprometendo o crescimento econômico, o que contribui igualmente para o incremento da relação dívida/PIB.

Nesse ponto, os autores supracitados ressaltam que a menor fixação das metas de superávit primário aumenta a percepção dos investidores internacionais quanto à possibilidade de trajetórias explosivas da dívida pública, incrementando prêmios de risco e taxas de juros. Portanto, a elevação

das metas de superávits primários inverteria essa equação, abrindo espaço para o crescimento econômico e a redução da relação dívida/PIB.

Consoante os autores, isso explicaria o fato de que na troca de governo, de Cardoso para Lula, em 2003, o superávit primário teria sido elevado de 3,75% para 4,25%, com a perspectiva de reduzir gradualmente a relação dívida pública/PIB. Eles basearam esse raciocínio na seguinte equação simplificada58 que estabiliza essa relação:

ft = (r – g) Dt-1 (5)

Levando-se em perspectiva as taxas médias de juros reais (r) e de taxa de crescimento (g), respectivamente de 9,5% e de 2,5% ao ano, ocorridas no período de flutuação cambial, e supondo uma dívida/PIB (Dt-1) de 50%

arredondados, eles evidenciam que o superávit primário (ft) de 3,75% seria

suficiente para manter a relação estável ao longo do tempo. Portanto, em consonância com a fórmula (5), um aumento da austeridade fiscal, no caso, a elevação do superávit para 4,25% deveria gradualmente possibilitar a redução da taxa de juros e dar condições da economia crescer a taxas mais elevadas.

O modelo de sustentabilidade fiscal coloca-se claramente na perspectiva da teoria monetarista, na medida em que esta considera que a ação do estado é vista como desestabilizadora da economia, na medida em que, no longo prazo, não afeta o produto, mas tende a produzir somente efeitos sobre os preços. Neste sentido, defende o ponto de vista de que a política econômica não deve ser intervencionista. No caso da política fiscal, o referido modelo considera que o incremento do déficit público somente produz impacto sobre a inflação, o que conduz ao aumento dos juros que acaba inibindo o crescimento. Em relação à política cambial, esta não deve ser ativa, cujo efeito principal se traduz apenas na redução dos investimentos. Dessa forma, dentro da concepção neoliberal, advoga maior abertura da economia como uma forma de contornar esse problema, o que permitiria o país ter condição de promover um crescimento sustentado.

58

A fórmula completa da dinâmica da relação dívida/PIB é expressa por Dt – Dt-1 = - ft + [(r-g)/(1+g)] (Dt-1).

Fazendo Dt – Dt-1 = 0, que estabiliza a relação dívida/PIB, tem-se que ft = [(r-g)/1+g)] (Dt-1). Para

valores baixos de g, o termo (1 + g) pode ser eliminado, sem muito prejuízo do resultado, de tal sorte que se obtém a equação simplificada dada por ft = (r – g) Dt-1 (PASTORE; PINOTTI, 2005, p. 119).

A experiência brasileira recente tem demonstrado, de um lado, que o recorrente estabelecimento de metas de superávit primário, que constitui uma forma de reduzir a ação do estado na economia, tem contribuído para o crescimento pífio da economia. De outro, a inserção externa calcada na abertura comercial, além de não ter elevado os investimentos, proporcionou o aumento da vulnerabilidade externa e a fragilidade financeira externa, tornando o país mais sujeito a choques externos, o que, conforme o próprio modelo de sustentabilidade externa representa um dos elementos que conduz ao incremento do risco-país.