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Türkiye’de Bilgi Ekonomisi Alanındaki Çalışmalar

3.4. Ekonomik Bir Sektör Olarak Bilgi

4.1.3. Türkiye’de Bilgi Ekonomisi Alanındaki Çalışmalar

O estado do Ceará está dividido em 11 bacias hidrográficas: Coreaú, Acaraú, Parnaíba, Curu, Metropolitana, Litoral, Banabuiú, Baixo Jaguaribe, Alto Jaguaribe, Médio Jaguaribe e Salgado. Entende-se por bacia hidrográfica “uma área onde toda chuva que cai, drena, por riachos e rios secundários, para um mesmo rio principal, localizado num ponto mais baixo da paisagem, sendo separada das outras bacias por uma linha divisória chamada divisor de água57”. Os principais açudes do estado são o Orós, o Arrojado Lisboa, o Pereira de Miranda, o General Sampaio, o Banabuiú, o Pacoti e o Pedra Branca. Os principais cursos d’água são o Jaguaribe, o Acaraú, o Curu, o Poti, o Coreaú, o Pirangi, o Choró e o Pacoti.

Figura 1 — Mapa das Regiões Hidrográficas do Ceará. Fonte: Cogerh.

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A lei estadual n.º 11.996/92 também instituiu o Sistema Integrado de Gestão de Recursos Hídricos, o qual congrega diversas instituições federais, estaduais e municipais intervenientes no processo de administração dos recursos hídricos.

A lei estadual de recursos hídricos definiu a estrutura organizacional do Sigerh, que compreende várias instituições agrupadas em três sistemas: sistema de gestão (órgãos responsáveis por planejamento, administração e regulamentação); sistemas afins (órgãos responsáveis pela oferta, utilização e preservação) e sistemas correlatos (órgãos responsáveis pelo planejamento e coordenação geral, incentivos fiscais e econômicos, ciência e tecnologia, defesa civil e meio ambiente), bem como aqueles representativos dos usuários de água e da sociedade civil organizada. São, por conseguinte, diversas instituições que podem integrar os colegiados dos Comitês de Bacias Hidrográficas e/ou do Conselho de Recursos Hídricos do Ceará, ou serem parceiras na execução das ações da política estadual de recursos hídricos58.

Dentre eles estão o CONERH (Conselho de Recursos Hídricos do Ceará), o COMIRH (Comitê Estadual de Recursos Hídricos), os Comitês de Bacias Hidrográficas, além de outras instituições federais, estaduais e municipais, responsáveis por funções hídricas.

O Comitê de Bacia é formado por representante dos usuários (30%), da sociedade civil organizada com atuação na bacia (30%), dos órgãos da administração pública estadual e/ou federal (20%) e dos poderes públicos municipais (20%). Até 2008, a única bacia que ainda não possuía comitê era a do Parnaíba. Todas as outras bacias hidrográficas já têm os seus comitês, aos quais é incumbida a tarefa permanente de acompanhamento e articulação para que os programas e projetos não fiquem apenas no plano das intenções.

Vale ressaltar a importância da atividade integrada interinstitucional visada pela Política Estadual dos Recursos Hídricos. Como se observou, a gestão voltada apenas para a construção de obras hidráulicas, de maneira não planejada, não trouxe resultados permanentes. Deve-se valorizar o papel das instituições direcionadas aos estudos, pesquisas, coordenação de ações, acompanhamento e avaliação de resultados. Assim, a gestão integrada das instituições possibilita o alcance dos objetivos apontados pela Política Estadual.

No plano da gestão estadual, pode-se enfatizar o desempenho da Secretaria dos Recursos Hídricos, criada pela Lei n.º 11.306, de abril de 1987, atuando como órgão gestor; bem como da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), responsável pelo monitoramento climático e por estudos aplicados em recursos hídricos e meio ambiente, integrante da estrutura da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (SECITECE). Ressalta-se ainda o papel das entidades vinculadas _______________

58 CEARÁ, Assembléia Legislativa. Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos. Plano estratégico dos

à SRH: Superintendência de Obras Hidráulicas (SOHIDRA), criada pela Lei n.º 11.380, de 15 de dezembro de 1987, como órgão executor das obras hidráulicas; e Companhia de Gerenciamento dos Recursos Hídricos (COGERH), criada pela Lei n.º 12.217, de 18 de novembro de 1993, que executa a manutenção, monitoramento, e operação dos sistemas hídricos e vitaliza o processo de constituição e funcionamento dos organismos de bacia. Essas instituições são essenciais à aplicação dos instrumentos legalmente previstos e para o alcance dos objetivos da Política Estadual dos Recursos Hídricos, como se verá adiante.

A Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), em parceria com o DNOCS, e responsável pelo gerenciamento da infra-estrutura hídrica de usos múltiplos. E composta de 129 açudes públicos, sendo 64 federais, 17 estações de bombeamento, 210 km de canais e 300 km de adutoras e redes de distribuição, responsáveis pelo transporte de água bruta59.

Segue desenho ilustrativo do Sistema Integrado de Gerenciamento dos Recursos Hídricos:

Figura 2 — Organograma do SIGERH. Fonte: Cogerh.

Além dessas entidades, ainda se pode destacar a atuação dos sistemas operadores. São eles: a CAGECE e as SAAE. A Companhia de Água e Esgoto do Ceará é uma sociedade de economia mista que opera o sistema de abastecimento em 149, dos 184 municípios do estado. Sua principal estrutura se localiza em Fortaleza, capital do estado, e a água distribuída é submetida a tratamento, cujos padrões de potabilidade são estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A COGERH realiza o monitoramento qualitativo da água distribuída pela CAGECE de maneira a garantir que o recurso chegue ao destino em condições salubres de consumo. Já _______________

59 CEARÁ. Assembléia Legislativa. Conselho de Altos Estudos e Assuntos Estratégicos. Cenário atual dos

os Serviços Autônomos de Água e Esgoto são implantados por alguns municípios, aqueles que não são abastecidos pela CAGECE, diretamente ou mediante prestadores de serviços de abrangência local. 35 municípios são abastecidos por SAAE.

Neste diapasão, vale frisar a diferença entre a CAGECE e a COGERH, instituições bastante confundidas pela sociedade cearense. A última realiza suas atividades em torno da água bruta e fornece a mesma à CAGECE, que, por sua vez, realiza o tratamento e distribuição. Observa-se que a CAGECE paga pelo uso da água bruta. Esta última também é responsável pelo serviço de saneamento, regulado pela lei federal n.º 11.445, de 5 de janeiro de 2007, o que já não é realizado pela COGERH.