1.6. Türkiye’de Enerjinin Genel Durumu
1.6.1. Türkiye’deki Başlıca Enerji Türleri
Em cada momento, foram avaliados temperatura retal, freqüências respiratória e cardíaca, locomoção e grau de sedação.
6.1.1 TEMPERATURA RETAL
A hipotermia pode estar relacionada ao quadro de choque que se pode instalar devido à liberação de agentes vasoativos na anafilaxia. A síndrome determina distúrbio circulatório caracterizado por hipotensão arterial ou artério- venosa comprometendo a perfusão tecidual (RAISER, 2002). O veneno botrópico, além de causar hemorragias que poderiam ter relação com a hipotermia, também causa hipotensão arterial por um composto conhecido como bradicinina e isso também poderia ser uma causa de hipotermia (ROSENFELD, 1971; PINHO & PEREIRA, 2001; MILANI et al., 1997; SANTOS et al., 2003). Os achados do presente estudo estão de acordo com os da literatura pois os animais do grupo G2 VB e os do G3 VB apresentaram hipotermia no momento M2.
6.1.2 FREQUENCIA RESPIRATÓRIA
Neste estudo, os animais apresentaram dispnéia após a inoculação do veneno, de intensidade leve. No grupo G2 VB, os animais apresentaram pequena diminuição da freqüência no momento M2, mas não foi estatisticamente significante e estes valores permaneceram dentro dos de referência para a espécie de acordo com Unoeste (2008). Os animais do grupo G3 VB não apresentaram diminuição da freqüência respiratória em nenhum momento e quando comparados aos do grupo controle, mostra que o extrato aquoso de Mikania glomerata teve uma boa eficiência em relação à freqüência respiratória. Ribeiro (1998) observou, em seu estudo, que uma das causas de óbitos por acidente botrópico grave é a insuficiência respiratória que ocorreu em 53,3% dos pacientes que vieram a óbito, além da presença de embolia pulmonar e pneumonia (RIBEIRO et al., 1998). Silvia et al. (2006) observaram, em seu estudo, que o veneno botrópico além de ter efeitos locais, produz também alterações na estrutura de alguns orgãos dentre estes, o pulmão.
6.1.3 FREQUENCIA CARDÍACA
Não houve alterações significantes em relação à freqüência cardíaca. Silvia et al. (2006) encontraram alterações no peso do coração, em ratos envenenados experimentalmente com veneno botrópico, em até uma hora após a inoculação do veneno. Perez et al. (1997b) e Santos et al. (2003) observaram, em seu experimento com cães, uma taquicardia logo após a aplicação do veneno de Bothrops alternatus, o que vem a contrapor o resultado observado no presente trabalho, onde foi observada a bradicardia nos animais logo após a inoculação.
6.1.4 EDEMA DE MEMBRO DIREITO
O edema no membro colateral (membro direito) foi maior nos grupos G2 VB no momento M1 e G3 VB no momento M3 quando comparados com o grupo controle. Na comparação entre esses dois grupos, não houve diferença estatística o que também foi observado por Silva et al. (2006) que não encontraram muita variação no diâmetro do membro colateral de ratos Wistar, inoculados com veneno botrópico.
6.1.5 EDEMA DE MEMBRO ESQUERDO
O veneno botrópico causa o aparecimento de edema, equimose, bolhas hemorrágicas e necrose tecidual (SILVIA et al., 2006).
Segundo o Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos, publicado pelo Ministério da Saúde (2001), nos acidentes botrópicos classificados como leves, os pacientes apresentam dor e edema locais pouco intensos. Naqueles classificados como moderados, observam-se dor e edema evidentes. Os acidentes graves, por sua vez, são caracterizados por edema local de longa duração, intenso e extenso, podendo atingir todo o membro picado, geralmente acompanhado de dor intensa e, eventualmente
com a presença de bolhas. Em decorrência do edema, podem aparecer sinais de isquemia local devido à compressão dos feixes vásculo-nervosos. No presente trabalho, foi observada dor intensa no local da inoculação do veneno com a formação do edema intenso após 30 minutos, e os sinais de isquemia no local estavam também evidentes.
Os animais tiveram um edema acentuado na pata onde foi inoculado o veneno botrópico em relação aos animais do grupo controle (G1 VB), o que vem de acordo com a literatura sobre a ação local do veneno botrópico (PINHO & PEREIRA, 2001; AGOSTINI UTESCHER et al., 1994; JORGE E RIBEIRO, 1997; RIBEIRO & JORGE, 1990; SILVIA et al., 2006; PEREZ et al., 1997a; CASTRO 2006). Todos os animais apresentaram, no local onde foi inoculado o veneno botrópico, em 30 minutos após a aplicação, além do edema acentuado, eritema, dor e necrose, concordando com as literaturas que relatam o aparecimento de edema, eritema, hemorragias, petéquias, dor, pústulas, equimoses e necrose no local da inoculação (BRASIL, 2001; CASTRO, 2006; AZEVEDO-MARQUES et al., 2003). Não houve diferença entre os tratamentos, mostrando a pouca eficácia do extrato da folha de Mikania glomerata na redução ou prevenção de formação de edema quando medido com o paquímetro.
6.1.6 LOCOMOÇÃO E GRAU DE SEDAÇÃO
O veneno botrópico, diferentemente dos outros tipos de venenos de serpentes peçonhentas, não possui ação neurotóxica (PINHO & PEREIRA, 2001; BRASIL, 2001, FERREIRA JUNIOR & BARRAVIERA, 2004). No entanto, alguns autores observaram efeitos neurotóxicos nas serpentes Bothrops jararacussu, e em alguns casos, esses efeitos neurotóxicos estão relacionados a acidente vascular cerebral (MILANI et al., 1997; SANTOS- SOARES et al., 2007).
No presente estudo, dois animais apresentaram, no momento M3 (24 horas após a inoculação) do grupo G2 VB e no momento M2 do grupo G3 VB, grau de sedação moderado podendo estar de acordo com alguns achados na
literatura que referem ao acidente vascular cerebral (MILANI et al., 1997; SANTOS-SOARES et al., 2007). Nesse caso, mais estudos são necessários como, por exemplo, a histopatologia do encéfalo. Em relação à locomoção, não foi observada, em nenhum animal, a ausência desta após a inoculação do veneno botrópico, o que está de acordo com os dados do Oliveira et al. (2003) que demonstraram a ausência de neurotoxicidade no envenenamento botrópico.
6.1.7 OBSERVAÇÃO DE COAGULAÇÃO
Três animais do grupo G2 VB e 3 animais do grupo G3 VB apresentaram, após seis horas (M2) da aplicação do veneno botrópico, incoagulabilidade sangüínea, concordando assim com os dados da literatura (PEREZ et al., 1997b; FERREIRA JUNIOR & BARRAVIERA, 2004). Não houve diferença entre os tratamentos, evidenciando assim a ineficiência do extrato de folha de Mikania glomerata na prevenção para este parâmetro.
6.2 AVALIAÇÃO LABORATORIAL DO VENENO BOTRÓPICO